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Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui. Continue a acompanhar os desenvolvimentos do conflito entre Israel e o Hamas nesta ligação.

    Isaac Herzog pede para que o mundo “não caia nas mentiras do Hamas”

  • O que aconteceu até agora?

    • Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, afirmou que a ocupação da Faixa de Gaza é um “assunto de Israel” e que o foco principal deve ser resolver a fome na região. Os Estados Unidos já forneceram 60 milhões de dólares em ajuda alimentar e Trump espera que Israel e os países árabes também contribuam para esta causa humanitária.
    • Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, expressou a intenção de derrotar completamente o Hamas na Faixa de Gaza, assegurando a libertação de todos os reféns mantidos pelo grupo. O ministro Miki Zohar reforçou que a ocupação total da Faixa de Gaza é vista como a única solução, apesar dos riscos para os reféns.
    • A ONU e outras organizações internacionais manifestaram preocupações sobre as operações militares de Israel em Gaza. Miroslav Jenca, das Nações Unidas, alertou para potenciais “consequências catastróficas” se as operações se expandirem, reiterando que Gaza deve permanecer parte de um futuro Estado palestiniano.
    • A Cruz Vermelha está pronta para fornecer medicamentos e alimentos aos reféns, mas salienta a necessidade de um acordo entre Israel e o Hamas para que a ajuda humanitária possa ser efetivamente entregue e para aliviar o sofrimento dos habitantes de Gaza.

    [Um jovem polícia é surpreendido ao terceiro dia de trabalho: a embaixada da Turquia está sob ataque terrorista. E a primeira vítima é ele. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o terceiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]

  • Trump diz que ocupação de Gaza é um "assunto" que cabe apenas a Israel. E critica vídeo "horrível" do Hamas

    Donald Trump disse que a ocupação da Faixa de Gaza é um “assunto de Israel” e que não está “focado” com o tema.

    Para o Presidente norte-americano, o mais importante é parar com a fome em Gaza. “Demos 60 milhões de dólares para dar comida para as pessoas de Gaza que não estão muito bem com a comida”.

    “Sei que Israel nos vai ajudar com comida e dinheiro, assim como os países árabes”, assinalou Donald Trump.

    Donald Trump comentou ainda o vídeo “horrível” do Hamas, em que um refém é obrigado a cavar a própria sepultura.

  • ONU alerta para as "consequências catastróficas" da possível expansão das operações israelitas em Gaza

    Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança dedicada ao conflito em Gaza, o secretário-geral adjunto das Nações Unidas para a Europa, Ásia Central e Américas, Miroslav Jenca, alertou para as “consequências catastróficas” caso as operações militares israelitas se alarguem na região.

    Jenca sublinhou, ainda esta terça-feira, que “o direito internacional é claro” e que “Gaza é e deve permanecer parte integrante de um futuro Estado palestiniano”.

  • Trump e Witkoff discutiram o aumento da ajuda humanitária na Faixa de Gaza

    O enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e Donald Trump discutiram esta terça-feira os planos para que Washington aumente significativamente o seu papel no fornecimento de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, relatou a Axios, citando dois responsáveis norte-americanos e uma fonte israelita.

    De acordo com o relatório, as discussões tiveram lugar na segunda-feira na Casa Branca e contaram com o apoio de Israel à proposta de reforço do envolvimento norte-americano.

    Uma das fontes de Washington disse à Axios que os Estados Unidos vão “assumir” a gestão da ajuda humanitária no enclave, uma vez que Israel não consegue gerir a situação da melhor forma

  • Cruz Vermelha pronta para levar "medicamentos e alimentos" aos reféns e apela a um acordo duradouro entre Israel e Hamas

    O Comité Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla inglesa) afirmou esta terça-feira que está disposto a levar aos reféns “medicamentos, alimentos e notícias sobre as respetivas famílias”, mas para isso é necessário “um acordo entre Israel e o Hamas”, escreve o Le Monde.

    “Embora o ICRC esteja em constante diálogo com todas as partes, não está a participar nas negociações”, sublinhou a organização, acrescentando, ainda, que as suas equipas “estão prontas para intensificar a entrega segura de bens de primeira necessidade aos civis desesperadamente necessitados em toda a Faixa de Gaza”. No entanto, “é crucial permitir e facilitar a entrega rápida e sem obstáculos da ajuda humanitária”.

    A Cruz Vermelha garante que “só um acordo duradouro entre as partes pode pôr fim ao sofrimento dos reféns e das famílias, bem como dos milhões de habitantes de Gaza que lutam diariamente pela sobrevivência”.

  • Especialistas da ONU apelam para fim da Fundação Humanitária para Gaza

    Um grupo excecionalmente numeroso de especialistas mandatados pela ONU manifestou sérias preocupações em relação às atividades da Fundação Humanitária para Gaza (FHG).

    “A FHG (…) é um exemplo profundamente perturbador de como a ajuda humanitária pode ser explorada para fins militares e geopolíticos encobertos, em flagrante violação do direito internacional”, sustentaram os especialistas numa declaração conjunta.

    “A mistura de serviços secretos israelitas, empresários norte-americanos e entidades não-governamentais ambíguas sublinha a necessidade urgente de um controlo e de uma ação internacionais robustos sob a égide das Nações Unidas”, acrescentaram no texto.

  • Presidente egípcio denuncia "guerra de extermínio" na Faixa Gaza e assegura que papel do país é "acalmar qualquer possível conflito"

    O Presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sissi, denunciou esta terça-feira a “guerra de fome e genocídio” em curso na Faixa de Gaza, refutando as acusações de que o Egipto estaria a impedir a entrada de ajuda humanitária através de Rafah.

    “A guerra em curso em Gaza já não é uma guerra para atingir objetivos políticos ou apenas para libertar reféns”, afirmou Al-Sissi numa conferência de imprensa, citado pelo Le Monde, acrescentando que “esta guerra ultrapassou há muito qualquer lógica ou justificação e tornou-se uma guerra de fome e genocídio, bem como um meio de exterminar a causa palestiniana”.

    O Presidente egípcio apelidou, ainda, de “declarações irresponsáveis” as acusações de que o Cairo estaria a bloquear a entrada de ajuda através de Rafah, sublinhado que este ponto de passagem “nunca foi fechado pelo Egipto. “Há 20 anos que o papel do Egipto é procurar acalmar qualquer possível conflito”.

    “O Egito continuará sempre a ser uma porta de entrada para a ajuda e não uma porta de entrada para a deslocação de palestinianos”, assegurou Abdel Fattah Al-Sissi.

  • Moderado Larijani nomeado chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão

    Ali Larijani, um veterano da política iraniana conhecido pelas suas posições moderadas, nomeadamente em matéria de relações internacionais, foi nomeado chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, anunciou hoje a comunicação social estatal.

    Este conselho é um órgão estratégico encarregado de definir as políticas de Defesa e de Segurança do Irão, e as suas decisões são aprovadas pelo líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei.

    “Ali Larijani foi nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional por decreto do Presidente, Massud Pezhakian”, informou a agência noticiosa Irna.

    Sucede a Ali Akbar Ahmadian, um general da Guarda Revolucionária, o Exército ideológico da República Islâmica, que foi nomeado para o cargo em maio de 2023.

  • Reunião do gabinete de segurança adiada para quinta-feira

    A reunião do gabinete de segurança para discutir a ocupação em Gaza foi adiada para quinta-feira, avança o canal de televisão israelita N12.

    A reunião que teria lugar hoje foi substituída por uma consulta de segurança limitada com Eyal Zamir, líder das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.

    De acordo com gabinete do primeiro-ministro, citado pelo Haaretz, a consulta realizou-se esta tarde e Zamir “apresentou as opções para continuar a campanha em Gaza”. “As Forças de Defesa de Israel estão preparadas para implementar qualquer decisão tomada pelo gabinete de segurança”, acrescentou.

  • "Não há outra solução senão ocupar a Faixa de Gaza", diz ministro da Cultura e do Desporto de Israel

    O ministro da Cultura e do Desporto israelita, Miki Zohar, afirmou esta terça-feira, numa entrevista ao canal de televisão 12, que ocupar totalmente a Faixa de Gaza e derrotar o Hamas é a única solução possível para acabar com a guerra.

    Segundo o Haaretz, Miki Zohar reconheceu que esta decisão “colocará certamente os reféns em perigo”. No entanto, “temos de decidir o resultado da situação em Gaza e não há outra solução senão ocupar a Faixa de Gaza”.

    Questionado sobre se os militares se oporiam a esta operação, o ministro da Cultura e do Desporto de Israel disse que “os oficiais militares estão encarregues das operações, mas não são eles que tomam as decisões. São os políticos que decidem”.

  • Netanyahu: Hamas deve ser "totalmente derrotado" em Gaza para "libertar todos os reféns israelitas"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pretende “derrotar totalmente” o Hamas na Faixa de Gaza para garantir a libertação de “todos os reféns” mantidos em cativeiro pelo grupo palestiniano.

    “É necessário derrotar totalmente o inimigo em Gaza, libertar todos os nossos reféns e garantir que Gaza deixe de ser uma ameaça para Israel. Não vamos abandonar nenhuma destas missões”, afirmou esta terça-feira Netanyahu, segundo um comunicado do seu gabinete citado pelo Le Monde.

  • Morrem 28 crianças por dia na Faixa de Gaza, diz UNICEF

    A UNICEF, o fundo das Nações Unidas destinado às crianças, afirmou, esta terça-feira, que em média 28 crianças morrem por dia na Faixa de Gaza.

    “Morte por bombardeamentos. Morte por desnutrição e fome. Morte por falta de ajuda e de serviços vitais”, escreveu a UNICEF na rede social X, acrescentando que “as crianças de Gaza precisam de comida, água, medicamentos e proteção. Mais do que tudo, precisam de um cessar-fogo, agora”.

  • Ataque israelita mata sete palestinianos que procuravam ajuda humanitária

    Pelo menos sete pessoas que procuravam ajuda humanitária na Faixa de Gaza foram mortas e 100 ficaram feridas num ataque israelitas no norte do território, avança a Aljazeera, com base em dados dos serviços de emergência no local.

    Desde o amanhecer, pelo menos 52 pessoas foram mortas em ataques israelitas em toda a Faixa de Gaza, contabiliza o mesmo jornal.

  • O que aconteceu até agora:

    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de segurança para discutir a possível ocupação total da Faixa de Gaza. Esta decisão surge num contexto de tensões com o chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, que se opõe a operações em áreas onde reféns possam estar localizados, temendo pela sua segurança. A possível ocupação é justificada pelo governo como uma necessidade para alcançar os objetivos de guerra de Israel em Gaza, apesar das preocupações levantadas pelas Forças Armadas quanto ao risco para os reféns.
    • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, defendeu a criação de uma zona de segurança em áreas estratégicas de Gaza, para proteger as comunidades israelitas contra possíveis ataques. Esta abordagem é considerada uma lição aprendida dos conflitos anteriores, com a intenção de colocar as IDF entre o inimigo e os civis israelitas, não apenas em combate direto, mas também na provisão de uma barreira protetora.
    • O governo israelita anunciou uma nova política para permitir a entrada controlada de mercadorias na Faixa de Gaza, através de comerciantes locais, após quase um ano de restrições. O objetivo é aumentar a ajuda entrando em Gaza, reduzindo a dependência da ONU e de organizações internacionais. A autorização inclui alimentos essenciais, produtos de higiene, e a política de pagamento será regida por transferências bancárias monitorizadas rigorosamente.

  • Netanyahu elogia "desempenho excepcional" do exército israelita em visita a base militar

    Benjamin Netanyahu visitou esta terça-feira Bakum, a enorme base de recrutamento militar no centro de Israel. O primeiro-ministro encontrou-se com jovens recrutas nos departamentos de “blindados” e “engenharia de combate” das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

    Aproveitou para reiterar a necessidade de completar os objetivos de guerra de Israel em Gaza e elogiou os dois corpos militares por terem “tido um desempenho excecional nesta guerra”, cita o Times of Israel.

    “Essas duas forças são o que nos trouxeram as grandes vitórias que alcançamos até agora”, notou, enumerando os ataques contra o Hamas, o Hezbollah, o regime de Assad na Síria e o Irão.

  • Israel volta a autorizar mercadorias privadas em Gaza

    Israel voltou a autorizar a entrada parcial de mercadorias privadas na Faixa de Gaza, ameaçada pela fome, anunciou hoje o organismo do Ministério da Defesa responsável pela administração civil do território palestiniano (Cogat).

    “Foi aprovado um mecanismo para retomar gradualmente e de forma controlada a entrada de mercadorias via setor privado em Gaza”, afirmou em comunicado.

    “O objetivo é aumentar o volume de ajuda que entra na Faixa de Gaza, reduzindo a dependência da recolha de ajuda por parte da ONU e de organizações internacionais”, disse a mesma fonte.

  • Voluntário do Crescente Vermelho Palestiniano morto pelas IDF

    Abdel Majeed Adnan Salamah, voluntário do Crescente Vermelho Palestiniano, foi morto por soldados das IDF quando tentavam receber comida.

    Numa publicação na rede social X, a organização refere que Abdel Majeed, de 28 anos, “trabalhava de forma incansável na equipa de ambulâncias” da organização, “arriscando a vida para resgatar feridos”.

    “Há dois dias, partiu à procura de comida na chamada ‘zona de ajuda dos EUA e Israel”.

    Segundo a publicação, terá sido atingido pelas IDF, “assim como outros civis esfomeados”. “Nunca regressou. Abdel Majeed foi morto simplesmente enquanto tentava sobreviver.”

    O Crescente Vermelho Palestiniano diz que “tal como todas as pessoas em Gaza, as nossas equipas e voluntários estão a passar fome severa”.

  • 87 mortos na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas

    O Ministério da Saúde de Gaza avançou que morreram 87 pessoas nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza. Já 644 ficaram feridas.

    Segundo esta informação do Ministério, que é citada pela Al Jazeera, Do número total de mortos nas últimas horas, 52 pessoas morreram enquanto procuravam receber ajuda humanitária.

    O total de 87 mortos inclui também oito mortes devido à fome — uma criança e sete adultos. Já morreram 188 pessoas à fome, nota a Al Jazeera.

  • Ministro da Defesa de Israel diz que IDF devem manter presença permanente em áreas-chave de Gaza

    Israel Katz, ministro da Defesa israelita, afirma que o país tem de “adotar todas as ações necessárias para atingir os objetivos” na guerra, repetindo o objetivo da derrota do Hamas e da criação de condições para a libertação dos reféns.

    Esta informação foi avançada hoje durante uma visita do ministro à Faixa de Gaza. Em declarações citadas pelo jornal Haaretz, o ministro defende a necessidade de criar uma “zona de segurança” em áreas estratégicas de Gaza, para evitar possíveis ataques contra comunidades israelitas.

    “Esta é a principal lição do 7 de outubro”, declarou o ministro. “Tal como noutros setores, também aqui as IDF devem ficar entre o inimigo e as nossas comunidades — não apenas para lutar contra o inimigo, mas para separá-los dos nossos civis”, cita o jornal.

    O ministro acrescentou que, quando uma decisão política é tomada, é de esperar que os militares as implementem de forma profissional. “O meu papel, enquanto ministro responsável pelas IDF, é o de garantir que isso acontece — e é exatamente isso que vai ser feito.”

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