Momentos-chave
- Termina a missa na Praça de São Pedro. Leão XIV vai receber Zelensky em audiência privada de seguida
- Continua a missa no Vaticano
- "Esta é a hora do amor." Leão XIV quer uma Igreja "fundada no amor" que contribua para pacificar o mundo
- Num mundo dividido, Igreja deve estar unida para dar ser "fermento para um mundo reconciliado", pede o Papa
- Missão do Papa não é "capturar os outros com propaganda religiosa", mas "amar como fez Jesus"
- "Espírito Santo soube harmonizar os diferentes instrumentos musicais (...) numa única melodia", diz Leão XIV sobre o conclave
- Leão XIV quer ser um Papa capaz de "ir ao encontro das interrogações, das inquietações e dos desafios de hoje"
- Doze pessoas prestaram obediência ao Papa em nome da Igreja
- Pálio e anel do pescador vão agora ser entregues ao Papa Leão XIV
- Leituras recordam apóstolo Pedro, o primeiro Papa
- Com 250 mil pessoas em Roma, Leão XIV fez a sua primeira volta de papamóvel no Vaticano
- O que significam o anel do pescador e o pálio?
- Missa inaugural está a começar junto ao túmulo de São Pedro
- Leão XIV, um Papa com foco na doutrina social da Igreja para um mundo em transformação
- JD Vance, Zelensky, Marcelo, Von der Leyen. Mais de 150 delegações internacionais em Roma
- O anel do pescador e a obediência ao novo Papa: o que acontece nesta celebração
Histórico de atualizações
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Fechamos aqui este liveblog, no qual acompanhámos a missa inaugural do pontificado de Leão XIV.
O Observador continuará, naturalmente, ao longo dos próximos dias, a acompanhar os primeiros tempos do novo Papa.
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Na inauguração do pontificado, Leão XIV lembrou que só uma Igreja unida pode ajudar a pacificar o mundo
Consciente de que herdou a liderança de uma Igreja dividida num mundo polarizado, Leão XIV focou a homilia da missa inaugural na unidade — a única forma de a Igreja contribuir para a paz no mundo.
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Termina a missa na Praça de São Pedro. Leão XIV vai receber Zelensky em audiência privada de seguida
Leão XIV está neste momento a terminar a celebração na Praça de São Pedro. No final da missa, os vários representantes mundiais vão cumprimentar o novo Papa no interior da basílica.
Além disso, de acordo com uma nota do Vaticano, o Papa Leão XIV vai receber em audiência privada depois da missa o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, presente na missa.
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Continua a missa no Vaticano
Depois da homilia, foi recitado o Credo e ouviram-se as preces da oração universal em várias línguas, incluindo em português.
Neste momento, o Papa Leão XIV preside à liturgia eucarística, seguindo-se um conjunto de ritos que os católicos celebram semanalmente na missa: incluindo a consagração do pão e do vinho e a distribuição da comunhão.
No final da missa, haverá a oração do Regina Caeli.
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"Esta é a hora do amor." Leão XIV quer uma Igreja "fundada no amor" que contribua para pacificar o mundo
Na reta final da homilia, o Papa Leão XIV recorda o Papa Leão XIII, a quem foi buscar inspiração para o nome que escolheu.
“Irmãos, irmãs, esta é a hora do amor! A caridade de Deus, que faz de nós irmãos, é o coração do Evangelho e, com o meu predecessor Leão XIII, podemos hoje perguntar-nos: ‘Não se veria em breve prazo estabelecer-se a pacificação, se estes ensinamentos pudessem vir a prevalecer nas sociedades?'”, disse, citando a encíclica Rerum Novarum.
“Com a luz e a força do Espírito Santo, construamos uma Igreja fundada no amor de Deus e sinal de unidade, uma Igreja missionária, que abre os braços ao mundo, que anuncia a Palavra, que se deixa inquietar pela história e que se torna fermento de concórdia para a humanidade. Juntos, como único povo, todos irmãos, caminhemos ao encontro de Deus e amemo-nos uns aos outros”, acrescentou.
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Num mundo dividido, Igreja deve estar unida para dar ser "fermento para um mundo reconciliado", pede o Papa
Leão XIV faz um apelo à união dentro da Igreja, dizendo que, no mundo polarizado de hoje, a Igreja deve ser “unida” para poder dar o exemplo.
“Irmãos e irmãs, gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado”, diz o Papa.
“No nosso tempo, ainda vemos demasiada discórdia, demasiadas feridas causadas pelo ódio, a violência, os preconceitos, o medo do diferente, por um paradigma económico que explora os recursos da Terra e marginaliza os mais pobres”, afirma Leão XIV.
“E nós queremos ser, dentro desta massa, um pequeno fermento de unidade, comunhão e fraternidade. Queremos dizer ao mundo, com humildade e alegria: Olhai para Cristo! Aproximai-vos d’Ele! Acolhei a sua Palavra que ilumina e consola! Escutai a sua proposta de amor para vos tornardes a sua única família. No único Cristo somos um. E este é o caminho a percorrer juntos – entre nós, mas também com as Igrejas cristãs irmãs, com aqueles que percorrem outros caminhos religiosos, com quem cultiva a inquietação da busca de Deus, com todas as mulheres e todos os homens de boa vontade – para construirmos um mundo novo onde reine a paz.”
Segundo o Papa, “este e é o espírito missionário que nos deve animar, sem nos fecharmos no nosso pequeno grupo nem nos sentirmos superiores ao mundo; somos chamados a oferecer a todos o amor de Deus, para que se realize aquela unidade que não anula as diferenças, mas valoriza a história pessoal de cada um e a cultura social e religiosa de cada povo”.
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Missão do Papa não é "capturar os outros com propaganda religiosa", mas "amar como fez Jesus"
O Papa Leão XIV diz que “a Pedro” é “confiada a tarefa de ‘amar mais’ e dar a sua vida pelo rebanho”.
“O ministério de Pedro é marcado precisamente por este amor oblativo, porque a Igreja de Roma preside na caridade e a sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo. Não se trata nunca de capturar os outros com a prepotência, com a propaganda religiosa ou com os meios do poder, mas trata-se sempre e apenas de amar como fez Jesus”, afirma.
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"Espírito Santo soube harmonizar os diferentes instrumentos musicais (...) numa única melodia", diz Leão XIV sobre o conclave
“Acompanhados pela vossa oração, sentimos a ação do Espírito Santo, que soube harmonizar os diferentes instrumentos musicais e fez vibrar as cordas do nosso coração numa única melodia”, continua o Papa Leão XIV.
“Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vós como um irmão que deseja fazer-se servo da vossa fé e da vossa alegria, percorrendo convosco o caminho do amor de Deus, que nos quer a todos unidos numa única família”, acrescenta ainda.
A propósito das leituras ouvidas nesta missa, Leão XIV recorda a “missão que Jesus confiou a Pedro”.
“É o que nos narra o trecho do Evangelho, que nos leva ao lago de Tiberíades, o mesmo onde Jesus iniciou a missão recebida do Pai: ‘pescar’ a humanidade para salvá-la das águas do mal e da morte. Passando pela margem daquele lago, chamou Pedro e os outros primeiros discípulos para serem como Ele, ‘pescadores de homens’, e agora, após a ressurreição, cabe-lhes precisamente a eles levar em frente esta missão, lançar sempre e novamente a rede imergindo nas águas do mundo a esperança do Evangelho, e navegar no mar da vida para que todos se possam reencontrar no abraço de Deus”, afirmou.
“Como pode Pedro levar adiante essa tarefa? O Evangelho diz-nos que isso só é possível porque ele experimentou na própria vida o amor infinito e incondicional de Deus, mesmo na hora do fracasso e da negação. Por isso, quando Jesus se dirige a Pedro, o Evangelho usa o verbo grego agapao, que se refere ao amor que Deus tem por nós, à sua entrega sem reservas nem cálculos, diferente do usado na resposta de Pedro, que descreve o amor de amizade que cultivamos entre nós”, diz o Papa.
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Leão XIV quer ser um Papa capaz de "ir ao encontro das interrogações, das inquietações e dos desafios de hoje"
O Papa Leão XIV está agora a proferir a homilia, lembrando logo nos primeiros momentos Santo Agostinho — o fundador da ordem de que faz parte — e o Papa Francisco, seu antecessor, cuja recordação arranca um forte aplauso da multidão.
“No início do ministério que me foi confiado, saúdo-vos a todos com o coração cheio de gratidão. Escreveu Santo Agostinho: ‘Fizeste-nos para Vós, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós'”, disse o Papa. “Nos últimos dias, vivemos tempos particularmente intensos. A morte do Papa Francisco encheu os nossos corações de tristeza e, naquelas horas difíceis, sentimo-nos como as multidões que o Evangelho diz serem ‘como ovelhas sem pastor’. No entanto, precisamente no dia de Páscoa, recebemos a sua última bênção e, à luz da ressurreição, enfrentámos este momento na certeza de que o Senhor nunca abandona o seu povo, mas congrega-o quando se dispersa e guarda-o ‘como o pastor ao seu rebanho’.”
“Neste espírito de fé, o Colégio Cardinalício reuniu-se para o Conclave. Chegando com histórias diferentes e a partir de caminhos diversos, colocámos nas mãos de Deus o desejo de eleger o novo sucessor de Pedro, o Bispo de Roma, um pastor capaz de guardar o rico património da fé cristã e, ao mesmo tempo, de olhar para longe, para ir ao encontro das interrogações, das inquietações e dos desafios de hoje”, acrescenta Leão XIV.
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Doze pessoas prestaram obediência ao Papa em nome da Igreja
Seguiu-se o rito da obediência ao Papa. Doze pessoas aproximaram-se do Papa para lhe prestar obediência em nome da Igreja Católica:
- Cardeal Frank Leo (Canadá)
- Cardeal Jaime Spengler (Brasil)
- Cardeal John Ribat (Papua Nova Guiné)
- Bispo Luis Alberto Barrera (Callao, Peru)
- Padre Guillermo Inca Pereda
- Diácono Tedoro Mandato
- Irmã Oonah O’Shea, presidente da União Internacional das Superioras Gerais
- Padre Arturo Sosa, presidente da União Internacional dos Superiores Gerais
- Rafael Santa Maria e Ana María Olguín (um casal de católicos)
- Josemaria Diaz e Sheyla Cruz (dois jovens católicos)
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Leão XIV já recebeu o pálio e o anel do pescador, os dois grandes símbolos do início da sua jurisdição como Papa. Um forte aplauso agora na Praça de São Pedro.
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Pálio e anel do pescador vão agora ser entregues ao Papa Leão XIV
Terminada a leitura do evangelho, vai agora seguir-se o rito da imposição do pálio e do anel, bem como o rito da obediência ao novo Papa.
O pálio será imposto pelo cardeal francês Dominique Mamberti — o mesmo que, em 8 de maio, anunciou ao mundo a eleição de Leão XIV.
Depois, o cardeal congolês Fridolin Ambong Besungu faz uma oração. Segue-se a imposição do anel, pelo cardeal Luis Tagle.
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Leituras recordam apóstolo Pedro, o primeiro Papa
As leituras desta missa são escolhidas justamente para centrar a celebração nesta realidade do Papa como sucessor do apóstolo Pedro, aquele sobre o qual Jesus Cristo teria, de acordo com os evangelhos, colocado a missão de liderar a Igreja.
Na primeira leitura, são lembradas as palavras do próprio Pedro, falando às primeiras comunidades cristãs; na segunda leitura, recorda-se um excerto de uma carta do próprio Pedro sobre a missão de liderar o “rebanho”; por fim, a leitura do evangelho lembra as palavras do próprio Jesus, que diz a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas.”
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Depois de um primeiro momento com a aspersão do povo com água benta, em memória do batismo, a missa segue agora a estrutura convencional, com a oração Glória, a oração coleta e as leituras.
A primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, será feita em espanhol. O salmo será cantado em italiano. A segunda leitura, da carta de São Pedro, será lida em inglês. O evangelho, segundo São João, será lido em latim e grego.
Depois do evangelho, mas ainda antes da homilia, acontecem os ritos da imposição do pálio e do anel, bem como um rito de prestação de obediência ao novo Papa.
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Com 250 mil pessoas em Roma, Leão XIV fez a sua primeira volta de papamóvel no Vaticano
De acordo com a imprensa italiana, encontram-se na zona da Praça de São Pedro cerca de 250 mil pessoas para participar na missa inaugural de Leão XIV. Antes do arranque da celebração, o novo Papa passou pelo meio da multidão reunida em Roma — a primeira vez que o fez.
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O que significam o anel do pescador e o pálio?
O Vaticano divulgou imagens dos dois grandes símbolos que estarão no centro da celebração desta manhã.
O anel episcopal é uma das insígnias centrais usadas pelos bispos de todo o mundo, representando a sua jurisdição como sucessor dos apóstolos. No caso do Papa, bispo de Roma, este anel tem um sentido particular: é o anel do pescador, lembrando o apóstolo São Pedro, pescador que deixou tudo para seguir Jesus Cristo. O anel de Leão XIV tem a imagem de São Pedro, as chaves e a rede de pesca.
O pálio, uma faixa de lã branca com várias cruzes, é um dos mais significativos símbolos da jurisdição papal. Simboliza o bispo de Roma como “bom pastor”, com o cordeiro aos ombros, mas representa também Jesus Cristo como o cordeiro de Deus, sacrificado para a salvação da humanidade. A lã aos ombros do Papa representa a ovelha perdida, doente ou fraca que o pastor carrega em ombros.
O pálio é usado pelos arcebispos metropolitas. Até Bento XVI, era comum que o pálio dos arcebispos se distinguisse do pálio do Papa por dois elementos: no caso do Papa, as cruzes eram vermelhas, enquanto no dos arcebispos eram pretas. No pálio do Papa, três chaves estão estão colocadas nas cruzes. Francisco optou por usar um pálio semelhante ao dos arcebispos, com cruzes pretas, algo que Leão XIV vai fazer também.
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Missa inaugural está a começar junto ao túmulo de São Pedro
A celebração está a começar, pontualmente, às 10h de Roma, 9h em Lisboa. No interior da Basílica de São Pedro encontram-se os cardeais e os patriarcas das igrejas orientais.
O Papa Leão XIV entra na basílica ao som da aclamação evangélica “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, recordando que o novo Papa assume hoje a sucessão do próprio apóstolo Pedro, o primeiro Papa.
Leão XIV estará em oração junto ao túmulo de São Pedro antes do arranque da missa na praça.
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Leão XIV, um Papa com foco na doutrina social da Igreja para um mundo em transformação
A homilia de Leão XIV este domingo é aguardada com grande expectativa, por se tratar da primeira grande intervenção do novo Papa perante o mundo e de uma oportunidade para apresentar um discurso programático.
Ainda assim, ao longo dos últimos dias já foi possível perceber algumas das grandes linhas deste pontificado que agora começa.
O foco na paz foi a prioridade da pequena intervenção feita na varanda da Basílica de São Pedro, minutos após a eleição. Ao mesmo tempo, por várias vezes Leão XIV já se apresentou como um continuador da linha de Francisco e, sobretudo, do caminho que a Igreja tem feito desde o Concílio Vaticano II.
Por outro lado, a escolha do nome Leão XIV, em homenagem ao Papa Leão XIII, também encerra em si um programa. Autor da encíclica Rerum Novarum e impulsionador da Doutrina Social da Igreja, Leão XIII foi crucial para desenvolver a proposta da Igreja para um mundo a atravessar uma forte mudança marcada pela revolução industrial e pelas transformações da viragem do século XIX para o século XX; Leão XIV já explicou que acredita que o mundo está neste momento a passar por um momento de transformação comparável, que exige da Igreja a capacidade de atualizar e propor um pensamento social sólido à sociedade contemporânea.
Da “nova evangelização” na moral sexual ao clericalismo “sem sentido”. Como pensa o Papa Leão XIV?
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JD Vance, Zelensky, Marcelo, Von der Leyen. Mais de 150 delegações internacionais em Roma
O Vaticano divulgou no sábado a lista das delegações internacionais que estão presentes em Roma para a missa inaugural de Leão XIV.
Em representação dos Estados Unidos, país de nascimento de Robert Prevost, está o vice-presidente JD Vance. O Peru, onde Prevost passou grande parte da sua vida como bispo e missionário, está representado pela Presidente, Dina Boluarte.
A missa inaugural coloca no mesmo espaço físico representantes de países envolvidos nos principais conflitos armados atualmente em curso.
Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia, também estará presente. Por outro lado, a Rússia estará representada apenas pela ministra da Cultura, Olga Liubimova.
Israel está representado ao mais alto nível pelo Presidente, Isaac Herzog, enquanto a Autoridade Palestiniana está representada pelos ministros Ramzi Khouri (Assuntos Religiosos) e Varsen Aghabekian (Negócios Estrangeiros).
Outras figuras de relevo incluem o Rei Felipe de Espanha, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Portugal está representado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
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O anel do pescador e a obediência ao novo Papa: o que acontece nesta celebração
A missa deste domingo é um longo e significativo conjunto de rituais destinados a assinalar o início formal do pontificado do novo Papa, incluindo a imposição do pálio e do anel do pescador — e um rito simbólico de obediência ao novo líder da Igreja.
A celebração começa no interior da Basílica de São Pedro, num momento de grande simbolismo em que Leão XIV estará em oração junto do túmulo do apóstolo São Pedro, o primeiro Papa da Igreja, juntamente com os patriarcas das igrejas católicas orientais.
De seguida, a procissão segue para a Praça de São Pedro, onde decorre a missa. Na procissão são transportados para o altar o anel do pescador e o pálio (faixa de lã com cruzes usada ao pescoço), dois importantes símbolos da jurisdição papal cuja imposição é um dos momentos centrais da celebração.
Esse momento acontece logo após a proclamação do Evangelho, que será lido em grego, e antes da homilia do Papa haverá ainda um momento simbólico da obediência da Igreja ao novo Papa: doze pessoas, incluindo três cardeais, um bispo, um padre, um diácono, dois representantes das congregações religiosas, um casal e dois jovens vão jurar obediência a Leão XIV em nome de toda a Igreja.