Momentos-chave
- "Salvo algum cataclismo, manteremos as contas públicas equilibradas" em 2026, diz ministro das Finanças
- Bónus para quem tem as pensões mais baixas "será similar" ao que foi pago em 2025, garante ministro das Finanças
- Miranda Sarmento garante contas equilibradas em 2026, mesmo com baixa do IRS e suplemento das pensões
- Miranda Sarmento diz que portugueses vão sentir alívio no IRS de 400 milhões em novembro
- Bancada do Chega levanta-se e grita: "Demissão!"
- Moção de censura chumbada pelo Parlamento
- Ventura: "Quem votar contra a moção de censura torna-se cúmplice do Governo"
- Paulo Rangel: "Há que dizer chega ao Chega e basta ao PS"
- Carneiro pede responsabilidade ao Governo e aponta a Ventura: "Chega veio ajudar o Governo a distrair as atenções"
- Pedro Pinto: "Não se ouviu o PS criticar uma única vez o ministro da Administração Interna"
- Rui Tavares: "O crime de Luís Neves é não concordar com o Chega"
- Chega considera que Montenegro está "agarrado", IL acusa Carneiro de ser "lobo nas palavras e cordeiro nas ações"
- PSD acusa Chega de estar a fazer "prova de vida", partido de Ventura acredita que "Governo está a prazo"
- Brilhante Dias diz que Ventura transformou moção de censura numa "moção de confiança no PS"
- Chega chama "ministro tóxico" a Neves. Patrícia Carvalho: "Não se indigna com todo este currículo que é cadastro de Luís Neves?"
- IL diz que lei, para Luís Neves, "foi uma opção"
- Chega questiona se Montenegro está "condicionado" por Luís Neves
- Montenegro: "Neves é um excelente ministro e Portugal precisa dele"
- Cristina Rodrigues diz que oposição "está a censurar Chega", Mariana Leitão afirma que Montenegro está "amarrado ao destino de Neves"
- Montenegro reitera "confiança total e plena" em Neves que tem mostrado "aptidão, competência, capacidade" a combater insegurança
- Jorge Pinto diz que Livre vota contra moção de censura porque "não alinha com aqueles que querem destruir o Estado de direito"
- Raimundo critica anúncio de Montenegro: "Reformados não precisam de comprar alimentos só para o Natal"
- Montenegro "respeita o PS por não procurar uma crise política" mas acusa Carneiro de "atirar ao lado" nas críticas ao Governo
- Brilhante Dias acusa Hugo Soares de mentir, líder parlamentar do PSD insiste nos argumentos
- Hugo Soares para Carneio: "Porque não foi a Ceuta defender a política migratória de Sánchez?"
- Carneiro ataca Ventura e questiona Montenegro sobre situação de Luís Neves, que está a "criar fragilidade"
- Montenegro entende que moção de censura só trouxe "negativismo, maledicência e espuma política"
- Montenegro anuncia redução do IRS e novo suplemento extraordinário para pensionistas
- Montenegro: "Enquanto muitos estão atrelados ao tanque de demissões e eleições, nós estamos focados em encontrar soluções"
- Montenegro ataca Chega por "ressacar por eleições" e viver de "moções, insinuações e demissões"
- Ventura sugere que "Carneiro só não pede a demissão se estiver tão agarrado como o PM" e faz pedido a Neves: "Em nome de Deus, vá-se embora"
- Ventura: "Luís Neves, como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do Governo?"
- Ventura atira-se ao "novo xerife da República" e diz que "PS está capturado por Luís Neves"
- Santana Lopes no Parlamento para assistir à discussão da moção de censura
- Governo já sentado no arranque da discussão da moção censura. Luís Neves foi o último a chegar
- Quatro horas e meia depois, termina a audição de Luís Neves
- "Se fosse ao contrário, pediria explicações e dava oportunidade de defesa à pessoa"
- Luís Neves: "A minha prioridade não é combater ninguém"
- Chega carrega nos ataques antes da derradeira intervenção de Luís Neves
- António Rodrigues (PSD) critica restantes partidos e diz que "ninguém quer ser esclarecido"
- Rui Rocha: "Quem diz a verdade? A ministra da Justiça ou o ministro da Administração Interna?”
- Luís Neves nega desembarque de imigrantes ilegais em Sesimbra no fim de semana
- "A informalidade acontece muitas mais vezes do que é expectável"
- Rui Rocha questiona diretamente Luís Neves sobre ligação à Maçonaria
- Neves: "Estou absolutamente confortável com aquilo que fiz, com a minha consciência"
- Luís Neves diz que "todo o material da Operação Pacoba era para ser destruído" com o orçamento de 144 mil euros
- Neves realça entrada de mais mil polícias em 2026 com os dois concursos
- Pedro Pinto ataca Luís Neves e pergunta: "Quando é que se vai embora?"
- Luís Neves reitera que nenhuma decisão nos casos polémicos "visou o enriquecimento de quem quer que seja"
- Luís Neves: "Há fenómenos criminais que exigem atenção, mas nunca haverá zero crimes"
- Parlamento debate e vota hoje moção de censura do Chega
- Ministro Luís Neves ouvido hoje de manhã em audição regimental no Parlamento
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Bom dia!
Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar toda a política nacional neste novo artigo em direto que agora abrimos.
Luís Montenegro preside ao Conselho de Ministros desta quarta-feira com foco no Ensino Superior
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"Salvo algum cataclismo, manteremos as contas públicas equilibradas" em 2026, diz ministro das Finanças
Ministro das Finanças diz que contas públicas vão terminar o ano com pelo menos um saldo zero, mesmo com as medidas de redução do IRS e o suplemento extraordinário das pensões que custam 800 milhões.
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Bónus para quem tem as pensões mais baixas "será similar" ao que foi pago em 2025, garante ministro das Finanças
O ministro das Finanças confirma que o suplemento às pensões que será pago em dezembro numa tranche única vai seguir o modelo dos últimos dois anos. O apoio aos pensionistas foi esta terça-feira anunciado no Parlamento pelo primeiro-ministro.
“Os pensionistas dentro desses escalões de rendimento — até 1 IAS, entre 1 e 2 IAS e entre 2 e 3 IAS — como aconteceu em 2024 e 2025, no dia 7 ou 8 de dezembro, quando receberem a sua pensão, receberão também este suplemento”, detalha.
Joaquim Miranda Sarmento recorda que os pensionistas que em 2025 recebiam uma pensão até ao primeiro IAS, nesse ano o correspondente a 522,50 euros, receberam 200 euros de bónus. “Este ano será similar”, refere em relação ao valor que será pago a quem recebe pensões com o valor atualizado de uma unidade de IAS: 537,13 euros.
O mesmo se aplica aos contribuintes que recebem pensões com valores entre 1 e 2 IAS, que deverão receber um valor próximo a 150 euros e entre 2 e 3 IAS que deverão receber cerca de 100 euros, tal como confirmado pelo responsável da pasta das Finanças.
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Miranda Sarmento garante contas equilibradas em 2026, mesmo com baixa do IRS e suplemento das pensões
Miranda Sarmento garante que 2026 vai terminar com as contas públicas equilibradas, mesmo com as medidas anunciadas esta terça-feira de redução do IRS e do suplemento extraordinário das pensões que custam 800 milhões de euros.
O ministro das Finanças comprometeu-se com um saldo de pelo menos zero nas contas do Estado, com base na informação disponível hoje, admitindo até um ligeiro superavit. “Salvo algum cataclismo, manteremos as contas equilibradas e a dívida pública continuará a descer”, sublinhou em entrevista à SIC Notícias.
Miranda Sarmento afirmou também que o Governo sempre sinalizou que estas medidas seriam avaliadas em setembro e em função dos resultados da execução orçamental.
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Miranda Sarmento diz que portugueses vão sentir alívio no IRS de 400 milhões em novembro
Os portugueses vão pagar este ano menos 400 milhões de euros em IRS e essa descida será sentida em novembro, através das retenções na fonte, afirmou o ministro das Finanças.
Em entrevista à SIC Notícias, Miranda Sarmento não quis revelar como será distribuída a baixa do IRS pelos rendimentos, remetendo para a proposta que o Governo vai apresentar no Parlamento.
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Bancada do Chega levanta-se e grita: "Demissão!"
Bancada do Chega levanta-se e grita: “Demissão!”
José Pedro Aguiar-Branco, depois de a bancada do Chega parar, atirou: “O Chega queria que eu interrompesse a sessão para demonstrar que a democracia não funciona. Comigo, o Parlamento funciona e há de funcionar sempre, nem que saia daqui à 00h.”
Grupo parlamentar do Chega grita “demissão” no fim da votação da moção de censura ao Governo que foi chumbada. @observadorpt pic.twitter.com/GobU1qJa29
— João Porfírio (@porfiriojoao1) September 8, 2026
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Moção de censura chumbada pelo Parlamento
Vota-se agora a moção de censura. Acaba chumbada com os votos a favor do Chega, os votos contra do PSD, CDS, IL, Livre e PAN e as abstenções do PS, PCP, Bloco de Esquerda e JPP.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Ventura: "Quem votar contra a moção de censura torna-se cúmplice do Governo"
André Ventura encerra agora o debate da moção de censura ao Governo. “Esta moção de censura teve o propósito de mostrar ao primeiro-ministro que manter Luís Neves significa que esta era uma questão de integridade das instituições”, afirma o líder do Chega. “Com orgulho digo, hoje e para a história, que nós escolhemos o lado certo”, acrescenta.
Ventura recupera declarações do antigo líder do PS na votação da moção de censura que levou à queda do último Governo, que disse que ‘a ética para [o PS] é para levar a sério’, para criticar a abstenção anunciada por José Luís Carneiro. “Que saudades, Pedro Nuno Santos!”
“Aqueles que votarem contra a moção de censura tornar-se-ão cúmplices e muletas deste Governo”, continua Ventura. “Brincar à democracia é proteger um ministro que não tem respeito pela verdade”, continuou. “Demitir Luís Neves tem riscos? Tem. Mas como dizia Sá Carneiro ‘a política sem riscos é uma chatice e sem ética é uma vergonha’.
Ouça aqui o discurso de encerramento de André Ventura antes da votação da moção de censura.
INÊS LACERDA/OBSERVADOR
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Paulo Rangel: "Há que dizer chega ao Chega e basta ao PS"
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, encerra o debate da moção de censura e começa por atirar aos dois principais partidos da oposição: “Quem ouviu Chega e PS só pode ter uma palavra para cada um dos partidos: há que dizer chega ao Chega e basta ao PS.”
“O Chega é um fator de instabilidade que não hesita em ter mais e mais eleições. O Chega não é um partido de governo, é um partido de campanha. Mas tenho uma má notícia: os tempos não estão para brincadeiras”, avisa.
Fala agora para os eleitores ou os que pensam votar no Chega: “Dizer que a vitória da AfD era positiva e bem-vista pelo Chega… este partido alemão defende o regime de Putin, tem dirigentes negacionistas e antissemitas e que humilharam Portugal.” “Chegou o tempo de o Chega dizer de que lado está. Está do lado da NATO, da UE e da zona euro ou está do lado de Putin?”
Agora segue para o PS: “Basta de fazer um discurso assente na distorção e na manipulação de dados, um discurso virginal e pseudovirtuoso de quem não tem nenhuma responsabilidade no passado e na pesada herança de oito anos de governos socialistas.”
Paulo Rangel diz que a situação dos combustíveis é uma preocupação para o Governo, recorda viagem do PS a Espanha e compara a situação financeira dos dois países. “É o modelo dos défices o modelo que o PS quer seguir?”
“Nunca nos verão subscrever o populismo estatista do Chega nem o socialismo militante e paralisante do PS”, garante, frisando que o Governo da AD será “um garante da justiça social, mas não será nunca um paladino do estatismo ou socialismo da justiça”.
Ouça aqui a intervenção completa do ministro Paulo Rangel.
Moção. Paulo Rangel: “Há que dizer chega ao Chega e basta ao PS”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Carneiro pede responsabilidade ao Governo e aponta a Ventura: "Chega veio ajudar o Governo a distrair as atenções"
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, pede “consciência” sobre o que trouxe o país até aqui e pede responsabilidade ao primeiro-ministro “num momento tão dramático para os portugueses”.
“O Chega veio ajudar o Governo a distrair as atenções da opinião pública, evitando o escrutínio devido que está a falhar aos compromissos que assumiu com os portugueses”, defende o líder socialista.
“A nossa abstenção impede a crise política desejada pelo Chega e exige ao Governo responsabilidades”, refere, frisando que “a estabilidade não é um fim em si mesma”. E prossegue, dizendo que, no encerramento do debate, “o Governo tem uma oportunidade para dizer o que vai fazer” sobre saúde, habitação, educação.
“Senhor primeiro-ministro, vai continuar refém do Chega e desta vontade de sobreviver ou vai responder às preocupações das pessoas?”
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Pedro Pinto: "Não se ouviu o PS criticar uma única vez o ministro da Administração Interna"
Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, acusa o PS de “usar a mentira para fazer política” e diz que as listas de espera no SNS são culpa dos socialistas, bem como “as portas abertas à imigração”.
“Não se ouviu o PS criticar uma única vez o ministro da Administração Interna. Seria bom explicarem porquê”, atira.
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Rui Tavares: "O crime de Luís Neves é não concordar com o Chega"
Rui Tavares, do Livre, diz que “nunca jamais” se deve ir atrás de “qualquer matilha” porque faz muito barulho e deixa “rasto de destruição”.
“Se o crime de Luís Neves fosse matar à queima-roupa o Chega um inocente com cara de suspeito o Chega estava aqui para apaludir; se fosse simulação de assalto ou mentiras no currículo o Chega não estaria em condições de apresentar uma moção de censura; o crime de Luís Neves é não concordar com o Chega e não dizer o que o Chega quer ouvir sobre imigrantes e minorias”, atira.
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Chega considera que Montenegro está "agarrado", IL acusa Carneiro de ser "lobo nas palavras e cordeiro nas ações"
Mariana Vieira da Silva, do PS, entende que esta é uma “artificial moção de censura”, em que uns se “preocupam com o seu ego” e outros estão “apenas centrados na sua teimosia e na gestão dos seus silêncios”.
Rodrigo Taxa, do Chega, considera que Luís Montenegro “nada diz” sobre Luís Neves e “muito se ofende quando lhe perguntam se está dominado”. “O senhor está agarrado, não há outra explicação. Nenhum PM autorizaria que um ministro o desautorizasse”, realça.
Mário Amorim Lopes, da IL, diz que José Luís Carneiro veio usar a prática “vocês segurem-me, senão eu vou-me a eles”. Diz que o líder socialista é “lobo nas palavras e cordeiro ou carneiro nas ações”.
Paula Santos, do PCP, diz que o Governo merece “censura” e opções do Chega “merecem oposição”.
Marcos Perestrello, do PS, diz que fica “divertido e preocupado” com a moção de censura. Recorda o que aconteceu no passado com o Chega e, sobre a revisão constitucional, atira: “À quinta vez, é masoquismo.” “Do Chega é o que esperamos, mas da vossa parte requer responsabilidade.”
“Era importante que ficasse claro se vão abandonar esta relação sadomasoquista”, alerta.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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PSD acusa Chega de estar a fazer "prova de vida", partido de Ventura acredita que "Governo está a prazo"
Frnacisco Sousa Vieira, do PSD, entende que “André Ventura está entalado e que não tem uma crítica a fazer à governação”. Considera que o partido de André Ventura quer que “Governo caia porque tem um palpite e um passarinho lhe disse que há uma irregularidade no meio do Alentejo”.
“É pena que não lhe tenha dito quem escangalhou as folhas no seu gabinete”, atira, numa referência à vandalização do gabinete de Ventura no Parlamento.
O deputado do PSD considera que o Chega quer que o Governo caia porque está “resolver os problemas do país” e, assim, “será menor a probabilidade de chegar ao poder”. “Um líder que não sabe perder é um líder que nunca saberá ganhar.”
“Moção de censura é mais uma prova de vida e pantomina para ganhar mais minutos na televisão nacional”, atira.
Rui Cardoso, do Chega, diz que “o Governo está a prazo” e que “cá estará André Ventura para governar o Governo”.
Rui Paulo Sousa, do Chega, diz que “segurança não se mede nos gabinetes, mas nas ruas” e fala de assaltos, tiroteios e criminosos em fuga. “Sem o Chega não tem mão no seu próprio Governo.”
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Moção. José Luís Carneiro: "Não pedimos a demissão do Ministro da Administração Interna"
Secretário-geral do PS sustenta que não pediu a demissão de Luís Neves, como não pediu a dos ministros da Saúde, Educação e Trabalho. Questiona o primeiro-ministro sobre como vai travar a fragilização da confiança nas instituições.
Ouça aqui a intervenção na íntegra.
Moção. José Luís Carneiro: “Não pedimos a demissão do Ministro da Administração Interna”
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Brilhante Dias diz que Ventura transformou moção de censura numa "moção de confiança no PS"
Eurico Brilhante Dias considera que Ventura “conseguiu transformar a moção de censura numa moção de confiança no PS porque o resultado político para o país depende do PS”.
O líder parlamentar do PS entende que Ventura “odeia a estabilidade” porque “põe a nu a inconsistência” do Chega. “Se havia alguma dúvida, está dissipada: a única alternativa a este Governo é o PS.”
“Quando deputados do Chega se levantarem estão a votar a favor de uma moção de confiança no PS.”
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Chega chama "ministro tóxico" a Neves. Patrícia Carvalho: "Não se indigna com todo este currículo que é cadastro de Luís Neves?"
Marta Silva, do Chega, diz que há “ilusionismo administrativo” no SNS e que nas urgências há “horas de espera e ambulâncias que nunca chegam”. “Quando vão garantir aos portugueses que pagam o SNS que têm médico de família?”, questiona, acusando Luís Neves de ser um “ministro tóxico”.
Dulcineia Moura, do PSD, questiona se a deputada do Chega pode garantir que o PRR não permitiu comprar máquinas para o SNS e assegura que hoje há mais médicos.
Patrícia Carvalho, do Chega, considera interessante a forma como Luís Montenegro “foge do tema” da moção de censura, frisando que isso “mostra que não tem coragem de responder às perguntas que lhe estão a ser colocadas”. “Onde é que vê a capacidade e aptidão do ministro da Administração Interna, foi nas ameaças que fez ao líder da oposição, ao Chega e a jornalistas?”
“Onde é que está o Luís Montenegro de 2016 que se indignou quando o ministro da Cultura ameaçou dar duas bofetadas e agora não se indigna com todo este currículo que é cadastro de Luís Neves?”, questiona a deputada do Chega.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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IL diz que lei, para Luís Neves, "foi uma opção"
Filipe Sousa, do JPP, realça que moção de censura é “um dos instrumentos mais sérios” da democracia, frisando que a CPI é uma melhor solução para “respostas que os portugueses merecem”. Questiona “o porquê de tantas omissões” e diz que “quando as instituições se calam as suspeitas não desaparecem, adensam-se”.
Inês Sousa Real, do PAN, reitera que votará contra moção de censura porque a mesma “não deve ser trasnformada num espetáculo político”. Diz que “política do Chega é de faroeste” e que “o país não precisa nem de xerifes, nem de pistoleiros”.
Isabel Mendes Lopes, do Livre, entende que os democratas têm obrigações e desafia Montenegro a “rasgar o acordo de revisão constitucional que tem com o Chega”.
Mário Amorim Lopes, da IL, diz que “se isto fosse uma operação da PJ se chamaria Tanque Lapsos” e enumera as várias polémicas em nome de Luís Neves conhecidas nos últimos meses. “Viveu oito anos em profunda amnésia administrativa na sua própria vida. A lei, para qualquer cidadão, é uma obrigação, para o ministro foi uma opção”.
O deputado pede que Neves poupe o país a este “vexame” e que se demita.
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Montenegro: "Receita do ISP decresceu no primeiro semestre de 2026"
Luís Montenegro lembra agora que, apesar do aumento nos combustíveis, Portugal é “o país que teve o melhor desempenho económico na Europa no primeiro semestre”. O primeiro-ministro afirma inclusivamente que a receita do ISP no primeiro semestre do ano decresceu em 2026 face ao período homólogo.
Montenegro termina dizendo que o Governo até “podia ser acusado do ponto de vista ideológico” de se afastar da sua matriz com a contribuição solidária requerida às energéticas devido aos seus lucros extraordinários. No entanto, defende que a medida é consensual: “Alguém está em desacordo aqui?”
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Chega questiona se Montenegro está "condicionado" por Luís Neves
Rui Afonso, deputado do Chega, diz que o país de Montenegro é “propaganda política” e não “país real”. Questiona se o Governo vai tomar medidas excecionais sobre os combustíveis, dando o exemplo do governo espanhol de Pedro Sánchez, recusando as “migalhas” e argumentando que “o combustível é a base da economia portuguesa”.
É a vez de Rita Matias, que pergunta se será normal que Luís Neves tivesse sido afastado de um processo “tão importante” como a operação Influencer e, mais tarde. “Se a PJ também tivesse sido afastada da investigação da Spinumviva o PM ainda continuava a ser PM? (…) Nomeou este ministro porque está de alguma forma condicionado?”
Francisco Gomes, do Chega, garante que “por muito que Luís Neves fuja” o opartido vai sempre confrontá-lo. “Não é Luís Neves que decide quando dá esclarecimentos ao país. É este Parlamento que o chama.”