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    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar o desenvolvimento dos incêndios que permanecem ativos em Portugal nesta nova página, que agora abrimos.

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    Incêndios em Arouca, Ponte da Barca e Nisa são os que mobilizam mais meios

  • O ponto da situação dos incêndios em Portugal Continental: mais de 3100 operacionais combatem 35 fogos

    Às 00h55, segundo dados da Proteção Civil, 3198 operacionais estavam a combater 35 fogos, contando com o apoio de mil veículos terrestres.

    O incêndio que continuava a juntar mais meios lavrava em Canelas e Espiunca, em Arouca: no terreno encontravam-se 767 bombeiros, acompanhados por 258 meios terrestres.

    Por outro lado, em Alcanede, Santarém, estavam reunidos 461 bombeiros e 135 veículos. Já em Lindoso, Ponte da Barca, a Proteção Civil contabilizava 387 operacionais e 132 meios terrestres.

    Por seu turno, o incêndio em Aranhas, Penamacor, era àquela hora combatido por 357 bombeiros e 120 meios terrestres. Em Vinanaga, Nisa, as chamas eram combatidas por 317 bombeiros e 1085 veículos.

    Em Capela, Penafiel, estavam 193 operacionais, ajudados por 54 meios terrestres, a combater as chamas.

  • Uma das frentes do incêndio em Santarém causa "alguma preocupação". Condições meteorológicas "têm complicado" a ação dos operacionais

    Em declarações à SIC Notícias, Rodrigo Bertelo, 2.° Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Lezíria do Tejo, fez um ponto de situação quanto ao incêndio a grassar no distrito de Santarém.

    Neste momento há 424 operacionais no terreno, apoiados por 137 veículos e três máquinas de rasto, sendo que “o triângulo entre Alcanede, Casais da Espinheira e Aldeias a Ribeira está mais tranquilo”, havendo “meios dispersos nesta área e a controlar o incêndio”.

    No entanto, há uma “frente ativa a caminhar para Casal da Josefa e Casais da Charneca” e essa está a causar “alguma preocupação”.

    “Contamos na próxima hora e meia ter a situação mais calma nessa zona”, isto se as atuais condições meteorológicas mantiverem-se “nas próximas horas” sem agravamento.

    No entanto, “a baixa humidade relativa no local, o vento forte e a orografia têm complicado a ação dos operacionais no terreno”, lamentou Rodrigo Bertelo.

    O comandante reportou ainda “cinco feridos ligeiros”, entre eles elementos da proteção civil e bombeiros, assim como um civil, tendo todos eles sido transportados para obter cuidados hospitalares.

    Foram ainda afetados “primeira habitação e um anexo”, sendo que”essas pessoas nunca estiveram em perigo, saíram do local e foram encaminhadas para membros familiares”. Como resultado da pecuária também afetada pelo fogo, morreram 350 leitões.

  • "Depois do apelo", autarca de Ponte da Barca espera meios aéreos pesados esta quarta-feira para controlar fogo

    O presidente da Câmara de Ponte da Barca espera que ao início da manhã de quarta-feira sejam mobilizados meios aéreos pesados para controlar o incêndio que lavra desde sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

    “Espero que depois do apelo que fiz hoje [terça-feira], os meios aéreos pesados sejam intensificados amanhã [quarta-feira] de manhã. Ainda não tenho indicação quando estarão empenhados, mas espero que seja logo pela manhã”, afirmou Augusto Marinho.

    O autarca social-democrata que falava à agência Lusa, cerca das 22:29, no final depois de “um ‘briefing’ entre as entidades presentes no terreno” para definir a estratégia para quarta-feira de combate ao incêndio que deflagrou na noite de sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês disse que “o cenário é muito complicado”.

    “Temos duas preocupações maiores que têm a ver com a progressão da frente na freguesia de Ermida e, que se está a direcionar para a aldeia de Germil. Temos muito receio no impacto na aldeia, mas também que possa divergir para Terras de Bouro, [no distrito de Braga] ou entrar em outras aldeias do concelho de Ponte da Barca”, afirmou.

    Augusto Marinho adiantou existir “outra frente que lavra na Serra Amarela que se não for controlada poderá ir em direção à Mata do Cabril que é uma das poucas áreas de reserva integral do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)”.

    “Passando essa zona o incêndio vai para Espanha”, frisou, referindo que a estratégia hoje definida, prevê a mobilização de “operacionais para a frentes de combate, apoiados com meios aéreos”

    “É a forma mais eficiente para fazer frente a este incêndio que segue em direção à aldeia de Germil. Temos conseguido conter as frentes que ameaçam casas. O dispositivo de proteção às casas tem sido muito eficiente porque a extensão das frentes e a intensidade do fogo é muito grande. O terreno muito acidentado e, os ventos transformam um pequeno foco numa grande frente que ameaça as habitações, muito dispersas no território”, destacou.

    O presidente da Câmara de Ponte da Barca sublinhou que o incêndio “é muito difícil, com uma grande extensão e, com uma área ardida muito grande”.

    “O controlo das chamas depende de muitos fatores, desde logo as condições climatéricas e, o envolvimento dos meios aéreos que é essencial”, alertou.

  • Mais de 2700 operacionais combatem nove fogos de grande dimensão de norte a sul do país

    Os nove incêndios de maior dimensão ativos em Portugal já mobilizam 2.731 operacionais e 881 veículos terrestres, e os que suscitam maior preocupação são os de Penamacor, Arouca e Santarém, com populações em risco, segundo a Proteção Civil.

    O facto de haver populações em risco “obriga à dispersão de meios para a evitar que o fogo chegue às habitações”, explicou em declarações à Lusa, o Comandante Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e isso também dificulta ao combate ao próprio incêndio.

    A mesma fonte adiantou que no incêndio de Penamacor já estão “até dois grupos de combate a fogos urbanos, cada um com 30 operacionais, que esperam não tenham que atuar”, mas por uma questão de prevenção foram mobilizados.

    Porém, assegurou, que, para já, não houve necessidade de retirar pessoas das aldeias mais próximas.

    Quanto aos meios de combate a estes incêndios poderem ser reforçadas esta noite, aquela fonte da Proteção Civil não estima que tal possa acontecer, até porque já aumentaram o número de operacionais e viaturas no terreno.

  • GNR atualiza lista de vias cortadas e condicionadas

    Pelas 22h00, segundo a GNR, encontravam-se fechadas estradas em Aveiro, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

    • Aveiro: EN224 (em ambos os sentidos entre Arouca e Real), EN326-1 (em ambos os sentidos, entre Arouca e Areinho) e EN225 (em ambos os sentidos, entre Alvarenga e Nespereira);
    • Castelo Branco: EN233 (em ambos os sentidos, entre Pedrogão e Águas);
    • Santarém: EN362 (circulação condicionada entre Alcanede e Aldeia da Ribeira);
    • Portalegre: EN18 (em ambos os sentidos, entre Vila Velha de Ródão e Nisa)

  • PJ deteve “presumível autor” da prática de cinco crimes de incêndio florestal no Minho

    A Polícia Judiciária (PJ) informou hoje, em comunicado, que deteve com a colaboração da GNR “o presumível autor” de cinco crimes de incêndio florestal, ocorridos entre os dias 16 de junho e 06 de julho.

    Estes incêndios decorreram em várias freguesias dos concelhos de Fafe e de Guimarães, adianta a nota.

    “A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana, deteve, fora de flagrante delito, o presumível autor de cinco crimes de incêndio florestal, ocorridos entre os dias 16 de junho e 06 de julho, em várias freguesias dos concelhos de Fafe e de Guimarães”, afirma a PJ na nota.

    Especificando que das diligências “realizadas resultou a identificação de um homem, de 20 anos, o qual, em período noturno, com utilização de um ciclomotor, movimentava-se por estradas secundárias no meio da floresta e, através de chama direta, procedia a inúmeras ignições”.

    Segundo o comunicado, durante aquele período de atuação, as freguesias de Arões, Cepães e Infantas “foram atingidas por uma onda de incêndios florestais, causando alerta entre a população local e consumindo vários hectares de floresta”.

    O que, de acordo com a Polícia Judiciária, já constava do registo de ocorrências de anos anteriores.

    Os vários locais onde os incêndios ocorreram situam-se em zonas com condições de propagação a manchas florestais de grandes dimensões, gerando risco acentuado, potencialmente alimentado pela carga combustível ali existente e pela orografia própria da região, onde existem aglomerados habitacionais e edifícios industriais, adianta.

    As diligências, entretanto realizadas, também permitiram “a recolha de um vasto acervo probatório e levaram à detenção do suspeito, o qual será, amanhã, presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação”, conclui a PJ em comunicado enviado às redações.

    O combate aqueles incêndios implicou a utilização de meios aéreos e terrestres.

  • Temperaturas só baixam sexta e sábado. A partir de domingo país acima de 40ºC e noites tórridas

    O risco de incêndio começa a diminuir no continente a partir desta quarta-feira, dia em que as temperaturas começam gradualmente também a baixar. No entanto, até quinta-feira, todos os distritos, à exceção do Algarve, continuam sob aviso amarelo devido ao calor, que mantém os termómetros, acima dos 30ºC em grande parte do país. Sexta e sábado haverá um ligeiro alívio neste tempo de verão, mas a partir de domingo uma nova massa de ar quente vinda do norte de África vai atingir Portugal: estão novamente previstas máximas acima dos 40ºC no Alentejo (podem registar-se 43ºC em algumas zonas) e no Vale do Tejo, e muito perto disso nas zonas de Viseu, Braga ou Lisboa. Além disso, voltam as noites tropicais e tórridas (acima de 20ºC ou com mais de 25ºC), o que adensa o perigo de fogos: o terreno nunca arrefece e torna mais fácil a propagação ou os reacendimentos.

  • Ponto de situação nos incêndios. Qual o pior inimigo?

    O autarca de Penamacor afirma que terrenos agrícolas ardidos podem ascender a mais de mil hectares. O presidente da CM de Santarém refere que o vento mudou de trajetória o que alterou os trabalhos.

    Ouça aqui na íntegra.

    Ponto de situação nos incêndios. Qual o pior inimigo?

  • Autarca de Nisa garante que as populações de aldeias evacuadas em Nisa regressam ainda hoje a casa

    Os habitantes das aldeias que foram evacuadas esta tarde em Nisa, distrito de Portalegre, na sequência do incêndio que deflagrou hoje no concelho, vão regressar a casa ao início da noite, disse à Lusa a presidente do município.

    De acordo com Idalina Trindade, grande parte dos habitantes de Vinagra, São Simão e Pé da Serra ainda permanecem no Pavilhão Municipal de Nisa para tomar uma refeição e, depois, “voltar ao conforto do lar”.

    “Vão comer uma sopa e uma fruta para regressar ao conforto do lar com direito a alimentação e sem qualquer perturbação”, disse.

    Idalina Trindade indicou ainda que o combate ao incêndio na serra de São Miguel “está a evoluir favoravelmente”.

  • Autarca de Penamacor diz que fogo ganhou intensidade

    O incêndio que lavra desde segunda-feira em Penamacor, e que alastrou ao concelho de Idanha-a-Nova, continua a preocupar, com três frentes, numa altura em que o vento ganha intensidade.

    Segundo o presidente da Câmara de Penamacor, António Luís Beites, há duas frentes junto à aldeia de Bemposta e uma, “fortíssima”, a caminho de Proença-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova, numa zona de mata e eucalipto que arde com intensidade.

    À agência Lusa o autarca de Penamacor, no distrito de Castelo Branco, disse que “neste momento, o incêndio está longe de estar controlado”.

    A Proteção Civil informou pelas 12:00 que o fogo tinha entrado em fase de rescaldo e vigilância e que os meios continuavam empenhados nas operações, uma vez que se previa vento constante durante a tarde, contrariedade que se verificou.

    “Houve vários reacendimentos, com um vento muito forte, e isto complicou-se bastante. Neste momento, diria que há aqui pelo menos três frentes ativas, em que pelo menos duas delas ainda são agressivas”, descreveu à Lusa António Luís Beites.

    O presidente do município de Penamacor adiantou que as chamas andam “praticamente dentro da aldeia” de Bemposta, mas acrescentou que está convencido de que no local “o pior já passou”.

    De acordo com o autarca, “o vento está a acelerar bastante” e sopra no sentido de Idanha-a-Nova.

    António Luís Beites calculou que já tenham ardido muitos hectares e que falou em “prejuízos incalculáveis”.

    Além de palheiros, espaços de apoio agrícola e outros pertences, há bens alimentares destruídos, zonas de floresta, de olival, de azinheiras, de sobreiros e de eucalipto consumidos pelas chamas.

  • Bombeiros Voluntários de Arouca pedem doações à população. Fruta e água entre os pedidos

    Numa publicação feita na sua conta de Facebook, os Bombeiros Voluntários de Arouca apelam à população a doação de alguns géneros, citando as “operações complexas nas várias ocorrências” a afetar o concelho.

    “Estamos a preparar a logística de cerca de 600 operacionais”, escrevem os bombeiros, adiantando estarem a contar “com a ajuda de diversos populares na sua preparação”.

    Entre os pedidos constam “fruta diversa”, “ingredientes para sandes”, “sumos pack pequenos” e “águas de 33 ou 50 cl”. “

  • Autarca diz que o incêndio de Arouca começou junto a via municipal e foi detetado por drones

    A presidente da Câmara de Arouca referiu hoje que o incêndio que deflagrou na segunda-feira, na zona de Alvarenga, naquele município do distrito de Aveiro, começou junto a uma via municipal e foi detetado por drones de vigilância.

    Em declarações aos jornalistas, durante um ponto de situação junto ao quartel dos Bombeiros de Arouca, pelas 18:00, Margarida Belém referiu que o início do incêndio, em Alvarenga, foi detetado por drones de vigilância da autarquia.

    “Estávamos a testar um sistema inovador de vigilância e foi esse controle que deu apoio aos serviços municipais de proteção civil que detetou esses primeiros focos, que foi junto a uma via municipal (…). As entidades foram notificadas e estão a fazer o seu trabalho”, referiu a autarca.

    Na mesma altura, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Lezíria do Tejo, Hélder Silva, referiu que o fogo, que lavra em Arouca há mais de 24 horas, já provocou danos em alguns anexos agrícolas e numa habitação secundária, havendo ainda seis bombeiros feridos por exaustão.

    “O trabalho é muito duro. Há muita rotação de vento, a encosta é muito íngreme e qualquer ação de combate faz um grande desgaste. Isso leva a grande exaustão dos operacionais”, adiantou.

    O responsável referiu ainda que este incêndio continua com três frentes ativas, acrescentando que o combate ao fogo está a ser dificultado pela intensidade do vento.

    “Temos ventos muito fortes e erráticos, o que obriga a uma constante movimentação de meios. Aquilo que podemos dizer é que todos os meios estão posicionados para a defesa de tudo o que está na linha de fogo”, assegurou.

    O comandante referiu ainda que apesar de não haver, neste momento, povoações confinadas, continua a existir risco e apelou às pessoas para não saírem de casa.

    “O risco existe, o que estamos a fazer é tudo o que é possível para conter todos os danos e estarmos nos locais adequados, à hora adequada”, afirmou.

    Disse ainda que espera que a noite seja calma e o fogo possa começar a ceder aos meios que estão no terreno e que foram reforçados com um grupo da Força Especial de Proteção Civil e um grupo da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR.

    “São meios que também vêm frescos e que vão entrar precisamente ao entardecer com condições mais favoráveis para ver se temos mais sucesso no combate”, afirmou.

  • Ponto de situação nos incêndios. Qual o pior inimigo?

    O autarca de Penamacor afirma que terrenos agrícolas ardidos podem ascender a mais de mil hectares. O presidente da CM de Santarém refere que o vento mudou de trajetória o que alterou os trabalhos.

    Ouça aqui.

    Ponto de situação nos incêndios. Qual o pior inimigo?

  • Fogo que passou de Penafiel para Gondomar evolui em duas frentes

    O incêndio que começou esta manhã em Penafiel e durante a tarde avançou para Gondomar evoluiu para duas frentes e uma delas avança na direção da povoação de Moreira, revelou à Lusa fonte dos Bombeiros de Melres.

    Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 19:33, o incêndio estava a ser combatido por 212 operacionais apoiados por 59 viaturas e um meio aéreo não havendo, para já, habitações em perigo nem registo de feridos, acrescentou a fonte.

    Na frente virada para Capelas, em Penafiel, onde hoje de manhã começou o incêndio, o fogo “está a acalmar porque chegou a uma área ardida em 2024” enquanto na zona de Gondomar, as chamas “após passarem as imediações da povoação de Vilarinho, avançou para Montezelo e, agora, para Moreira”, explicou.

    Durante a tarde, um veículo dos Bombeiros de Melres ardeu após ter sido atingido pelo incêndio. Um pneu da viatura tinha rebentado e foi impossível retirar o veículo do local antes da chegada das chamas, revelou fonte da corporação.

  • Comandante da ANEPC evita polémica com ministra da Administração Interna: complemento de meios aéreos com terrestres "é a chave"

    O comandante nacional de Proteção Civil explicou hoje que o êxito do combate aos incêndios depende da complementaridade entre meios aéreos e terrestres e admitiu que nenhum comandante está satisfeito com os meios que tem à disposição.

    “Os meios aéreos, em complemento com os meios terrestres, é que são, no fundo, a chave para conseguir e para ter sucesso no combate ao incêndio”, disse Mário Silvestre no final do ponto de situação sobre os incêndios.

    O responsável respondia a uma pergunta dos jornalistas sobre as declarações da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que hoje ao início da tarde considerou irrelevante o número de meios aéreos de combate a incêndios, uma vez que o que está a causar “dificuldade aos operacionais” nos fogos em curso são as características do terreno.

    Pressionado a explicar se, concordando com a ministra, os apelos dos autarcas por meios aéreos não fariam sentido, concedeu que “faz sentido pedir os meios aéreos pesados porque são eles que vão dar as condições para que as forças terrestres possam entrar no terreno”.

    No entanto, frisou que “não há contradição, há complementaridade”. “Se eu tiver só meios aéreos a trabalhar numa ocorrência e se não tiver capacidade de intervir nesse espaço consolidando com forças no terreno, a probabilidade de ter uma reativação é muito elevada”, explicou.

    “Nós trabalhamos com os recursos que temos à disposição. Qualquer comandante em Portugal ou em qualquer parte do mundo nunca ficará satisfeito com os meios que lhe são colocados à disposição, mas está habituado a trabalhar com os meios que tem”, concluiu.

    *com Lusa

  • Carneiro recusa comentar ministra e apenas envia "palavra de solidariedade" às forças que combatem os fogos

    À margem da apresentação do Conselho Estratégico do PS, José Luís Carneiro foi questionado sobre as declarações da ministra da Administração Interna e os meios aéreos, mas o líder socialista recusou comentar e ficou-se pela “palavra de solidariedade para as forças que combatem no terreno.

    José Luís Carneiro recusou, por diversas vezes, comentar as declarações de Maria Lúcia Amaral e disse querer “apenas” deixar “uma palavra de solidariedade para as forças, para os elementos da proteção civil, para os bombeiros, que de forma generosa, altruísta, de forma dedicada, entregam as suas vidas à proteção de pessoas e bens”

    Para Carneiro, este “não é o momento para poder estar a fazer essas avaliações nem essa análise”, disse perante a insistência dos jornalistas que o questionavam também pela sua experiência de ministro da área.

  • Proteção Civil diz que este é o dia com mais ocorrências do ano. 17 são fogos de risco elevado e Arouca é o que "gera mais preocupação"

    Num balanço atualizado, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, afirmou que esta terça-feira é já o dia com mais ocorrências registadas em 2025, 132, ultrapassando as 124 desta segunda-feira.

    Destas, afirmou, 17 são fogos de risco elevado, motivando a mobilização de 2758 operacionais, 870 veículos e 29 missões aéreas.

    O incêndio que “gera mais preocupação”, afirmou o comandante, é o de Arouca, “uma vez que coloca em risco as povoações de Castelo de Paiva e de Arouca”, onde “estão a ser concentrados todos os esforços do dispositivo de combate a incêndios que estão no local”.

    Mário Silvestre destacou os incêndios de Penamacor e Lindoso (Ponte da Barca) já que ambos pareciam ter estabilizado ao início da tarde, tendo o vento, no entanto, levado ao deflagrar de novas frentes. Se o segundo “está a crescer em direção à zona da Serra Amarela”, o primeiro já atingiu “2953 hectares medidos até às 18h”, mas está “a normalizar”, havendo “boas perspetivas” para controlá-lo durante a noite.

    Em Nisa, no Alto Alentejo, regista-se um “incêndio que deflagrou pelas 15 horas, também dominado pelo vento, com elevadas velocidades de propagação” que ultrapassaram “rapidamente a capacidade de extinção do dispositivo terrestre e aéreo”. No entanto, quanto a este, espera-se também “uma resposta cabal durante a noite”.

    O comandante da ANEPC destacou ainda que o incêndio de Alcanede, em Santarém, à partida “não levantava grandes problemas”, mas “afetou uma pecuária”, havendo “um conjunto de animais mortos”.

    Essas são, para já, as únicas vítimas mortais dos incêndios de hoje, com Mário Silvestre a falar em 20 feridos ligeiros, entre eles 14 bombeiros, três civis, dois elementos da Afocelca e um militar da GNR. “Destes, foram evacuados 11 elementos, felizmente todos eles bem”, adiantou.

    O comandante falou ainda em 43 ocorrências em resolução, motivando a presença de 856 operacionais e 252 veículos, sendo que algumas mantém “meios aéreos na consolidação de pontos quentes, contando que existem reativações”.

  • Fogo muito próximo de casas em quatro aldeias de Castelo de Paiva

    As chamas continuam a ser combatidas em Fornos, Castelo de Paiva, onde se encontram quase 50 operacionais, ajudados por 13 veículos terrestres.

    Em declarações ao Observador, o presidente da Câmara de Castelo de Paiva, José Rocha, diz que o fogo está muito próximo das habitações nas aldeias de Fornos, Terreal, Vale da Mota e Carregueiros.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    Fotos de João Porfírio

  • Jovem a queimar vestuário foi detida pelo crime de incêndio florestal em Ílhavo

    Uma jovem de 16 anos que estava a queimar artigos de vestuário em Ílhavo, no distrito de Aveiro, foi detida hoje pela GNR pelo crime de incêndio florestal, informou aquela força de segurança.

    Em comunicado, a GNR esclareceu que no decorrer de um alerta sobre um foco de incêndio, os militares da Guarda deslocaram-se de imediato para o local, tendo-se deparado com a suspeita a queimar artigos de vestuário nas imediações.

    “No seguimento da ação, a suspeita foi detida em flagrante”, refere a GNR, adiantando que a jovem foi constituída arguida, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Ílhavo.

    A GNR recorda que as queimas e queimadas são uma das principais causas de incêndios rurais em Portugal, devendo ser efetuadas em cumprimento rigoroso das normas de segurança e nunca realizadas quando o perigo de incêndio rural é “muito elevado” ou “máximo”.

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