Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Israel reage a anúncio do Canadá de que vai reconhecer Estado da Palestina: "Prémio ao Hamas"
- Canadá pretende reconhecer Estado da Palestina em setembro
- Portugal devia ter reconhecido o Estado da Palestina “há muito tempo”, diz António Filipe
- Pelo menos 83 pessoas foram mortas em ataques israelitas em Gaza esta quarta-feira
- Médio Oriente: Câmara de Lisboa condena “genocídio do povo palestiniano” perpetrado por Israel
- Israel recruta 54 mil jovens ultra-ortodoxos para as IDF
- Israel terá enviado ao Hamas documento com linhas vermelhas para acordo de cessar-fogo
- Número de mortos em ataques israelitas esta quarta-feira sobe para 52
- Witkoff deve vajar para Israel na quinta-feira
- Netanyahu diz que "missão para resgatar reféns está próxima, mas não completa"
- Keir Starmer teve conversas com "vários líderes mundiais" nas últimas 24 horas
- Estudantes solidários com palestiniano inscrito na NOVA que não consegue visto
- Paulo Rangel reúne-se com primeiro-ministro palestiniano e reitera "apoio à AP"
- Netanyahu convida países a "ajudar" com suprimentos alimentares em lançamentos aéreos
- Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita diz-se "em choque" com países que querem reconhecer o Estado da Palestina
- OMS movimenta 10 camiões com medicamentos para a fronteira de Gaza
- Israel avalia possibilidade de anexar territórios ocupados de Gaza
- Trump diz que EUA e Israel vão criar novos centros de suprimentos alimentares em Gaza
- 22 palestinianos mortos em ataques israelitas em Gaza esta quarta-feira
- Bélgica anuncia participação no processo de entrega de ajuda na Faixa de Gaza
- Amnistia exige justiça para ativista palestiniano assassinado na Cisjordânia
- Sete ativistas pró-palestinianos do Flotilha da Liberdade expulsos de Israel. Outros sete continuam detidos e em greve de fome
- Quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram de fome esta quarta-feira na Faixa de Gaza
- Ataques israelitas em Gaza fizeram 12 mortos na manhã desta quarta-feira
- Reino Unido rejeita ideia de que intenção de reconhecer Estado Palestiniano é sinónimo de premiar o Hamas
- Quinze países, incluindo Portugal, assinam declaração em que admitem reconhecer o Estado da Palestina
- Médio Oriente. "Cerco está apertado para Israel"
- "Reconhecimento simbólico". Embaixador de Israel na ONU reage a intenção do Reino Unido de reconhecer Estado da Palestina
- Mais de 30 personalidades israelitas pedem imposição de "sanções drásticas" a Telavive
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Fica por aqui a cobertura do conflito israelo-palestiniano desta quarta-feira, dia em que o Canadá anunciou que tem intenção de reconhecer o Estado da Palestina em setembro.
Pode continuar a acompanhar tudo o que se passa neste novo liveblog.
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O que se passou até agora
- O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que o país pretende reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU em setembro, destacando o compromisso da Autoridade Palestiniana em realizar reformas e eleições de 2026 das quais o Hamas estará excluído. Esta declaração suscitou críticas por parte de Israel, que considera o reconhecimento como um “prémio ao Hamas” e prejudicial para os esforços de paz em Gaza.
- Há um crescente movimento internacional para o reconhecimento do Estado da Palestina, com o Reino Unido e outros países europeus a considerarem esse passo. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, discutiu o plano com diversos líderes mundiais, incluindo da Austrália e Nova Zelândia, sublinhando que o objetivo não é apoiar o Hamas, mas sim o povo palestiniano.
- Vários países ocidentais, incluindo França e Portugal, manifestaram apoio à solução de dois Estados, enfatizando a importância de um cessar-fogo imediato em Gaza e da libertação dos reféns ainda retidos pelo Hamas. Este grupo de países está também empenhado em criar uma estrutura para a reconstrução de Gaza e a exclusão do Hamas da governação palestiniana.
- A situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se, com relatos de mortes por desnutrição e contínuos ataques israelitas que resultaram em várias mortes, incluindo civis que procuravam ajuda humanitária. Em resposta, entidades internacionais, incluindo a OMS, estão a mobilizar esforços para fornecer assistência médica e alimentar à região.
[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]
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Israel reage a anúncio do Canadá de que vai reconhecer Estado da Palestina: "Prémio ao Hamas"
Israel reagiu às declarações do primeiro-ministro canadiano Mark Carney, que disse que o país deve reconhecer o Estado da Palestina em setembro. “A mudança na posição do governo canadiano neste momento é um prémio para o Hamas e prejudica os esforços para alcançar um cessar-fogo em Gaza e um plano para a libertação de reféns”, diz o comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, citado pela Al Jazeera.
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Canadá pretende reconhecer Estado da Palestina em setembro
O Canadá também pretende reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU em setembro, informou esta quarta-feira o primeiro-ministro Mark Carney, citado pela Reuters.
A intenção do Canadá está baseada no comprometimento da Autoridade Palestiniana em promover reformas, incluindo no governo, e na promessa de que vai a eleições em 2026 na qual o Hamas não poderá participar, disse Carney aos jornalistas.
O primeiro-ministro canadiano diz ainda que o país condena o facto do governo israelita ter permitido uma catástrofe em Gaza.
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Portugal devia ter reconhecido o Estado da Palestina “há muito tempo”, diz António Filipe
O candidato presidencial Antonio Filipe defendeu hoje que Portugal já devia ter dado “há muito tempo” o passo no sentido de reconhecer o Estado da Palestina.
“Creio que Portugal já devia ter feito isso há muito tempo, não há nenhuma justificação para que o Estado português não tenha já reconhecido o Estado da Palestina. A maioria dos países do mundo já o faz, na União Europeia há países que já o fazem e há outros que o projetam fazer a muito curto prazo. Portugal já devia ter abandonado essa lista cada vez mais reduzida dos países que não reconhecem o Estado da Palestina”, disse.
Pela Europa, assinaram a declaração Andorra, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal, San Marino, Eslovénia e Espanha. Entre estes países, Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovénia reconheceram o Estado palestiniano no ano passado.
António Filipe que falava aos jornalistas no Barreiro, no distrito de Setúbal, à margem de um encontro com comissões de utentes, destacou que é preciso fazer mais do que reconhecer o Estado da Palestina.
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Pelo menos 83 pessoas foram mortas em ataques israelitas em Gaza esta quarta-feira
Pelo menos 83 pessoas foram mortas em ataques israelitas em Gaza esta quarta-feira, disseram fontes médicas à Al Jazeera. Entre os mortos, 71 terão sido atingidos enquanto procuravam por ajuda humanitária.
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Médio Oriente: Câmara de Lisboa condena “genocídio do povo palestiniano” perpetrado por Israel
A Câmara de Lisboa decidiu hoje, com os votos contra de PSD/CDS-PP, condenar veementemente “o genocídio do povo palestiniano” perpetrado por Israel, apelando ao reconhecimento do Estado da Palestina e ao cumprimento do direito de retorno dos refugiados.
Proposto pelo PCP, em reunião pública do executivo municipal, o voto de solidariedade pretende também “dar expressão concreta, institucional, à solidariedade com o povo palestiniano e à denúncia dos crimes que estão a ser cometidos por Israel”, decidindo apagar, simbolicamente, todas as noites, durante pelo menos uma hora, a iluminação do Castelo de São Jorge, até à próxima reunião da câmara, prevista para setembro.
Justificando o voto contra da liderança PSD/CDS-PP (que governa sem maioria absoluta), o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), apontou a ausência de qualquer referência ao Hamas como “organização terrorista” no voto apresentado pelo PCP e afirmou “total repúdio” quanto às políticas do Governo de Israel e solidariedade com o povo da Palestina.
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Israel recruta 54 mil jovens ultra-ortodoxos para as IDF
As IDF enviaram 54 mil ordens de recrutamento a jovens ultra-ortodoxos elegíveis para o serviço militar que ainda não se alistaram, escreve o Times of Israel.
As ordens foram dadas depois do supremo tribunal determinar, em junho de 2024, que não havia base legal para o Estado abster-se de recrutar estudantes Haredi yeshiva para o serviço militar. Cerca de 80 mil homens ultra-ortodoxos entre os 18 e os 24 anos ainda não se alistaram. Até maio de 2025 24 mil homens foram recrutados.
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Israel terá enviado ao Hamas documento com linhas vermelhas para acordo de cessar-fogo
Israel terá enviado ao Hamas um documento com as suas linhas vermelhas para um acordo de cessar-fogo, publica o Channel 12, citado pelo Times of Israel. O relatório inclui detalhes sobre a deslocação de tropas das IDF em Gaza e os termos para a libertação de prisioneiros.
De acordo com a reportagem, Israel diz no documento que não deixará o corredor Philadelphi ou a zona tampão nos arredores da fronteira de Gaza, não vai permitir a abertura da fronteira de Rafah e não vai concordar com uma libertação de prisioneiros que vai tão longe ao ponto de dificultar a libertação dos últimos reféns pelo Hamas. O Channel 12 diz ainda que Israel não acredita que o grupo palestiniano deva mostrar qualquer flexibilidade nos temas.
Uma fonte envolvida nas negociações disse ao Haaretz que o Hamas exigiu uma retirada significativa das forças militares israelitas das áreas povoadas do enclave, excedendo cerca de 1200 metros em relação à linha que Israel já havia concordado. O grupo palestiniano também terá pedido uma retirada das IDF da fronteira com o Egito durante os primeiros 50 dias do cessar-fogo.
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Número de mortos em ataques israelitas esta quarta-feira sobe para 52
Pelo menos 52 pessoas terão morrido em ataques israelitas em Gaza esta quarta-feira, dizem fontes médicas à Al Jazeera. Entre estes, 40 terão morrido em busca de ajuda humanitária.
A diretora da agência para as mulheres da ONU, Sofia Calltorp, reagiu aos números, afirmando que “em Gaza as mulheres e raparigas enfrentam a escolha impossível entre morrer à fome nos seus abrigos ou aventurarem-se em busca de alimento e água com o risco extremo de serem mortas”.
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Witkoff deve vajar para Israel na quinta-feira
Depois de notícias de que o enviado especial norte-americano para o Médio Oriente viajaria a Gaza, o Haaretz avança que Steve Witkoff deve ir a Israel esta quinta-feira. O objetivo será encontrar-se com oficiais israelitas para discutir os próximos passos na resolução da situação em Gaza. A viagem é a primeira de Witkoff ao país em três meses.
Anteriormente a imprensa internacional avançou que Witkoff deveria ir a Gaza para constatar a verdadeira situação humanitária na região. Depois, Donald Trump disse aos jornalistas que os EUA e Israel iriam criar novos centros de distribuição de suprimentos alimentares dentro do enclave palestiniano.
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Netanyahu diz que "missão para resgatar reféns está próxima, mas não completa"
Em declarações durante uma visita à prisão Ayalon, na região central de Israel, onde estão presos membros do Hamas, Benjamin Netanyahu disse que “a missão para resgatar os reféns israelitas está próxima, mas não completa”.
Citado pelo Haaretz, o primeiro-ministro israelita reforça ainda ainda que o país “tem uma luta a cumprir: a eliminação de um dos representantes do eixo iraniano. Alcançaremos a vitória absoluta ao mesmo tempo em que vamos libertar todos os reféns”, garantiu Netanyahu.
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Keir Starmer teve conversas com "vários líderes mundiais" nas últimas 24 horas
Nas últimas 24 horas o primeiro-ministro britânico teve conversas com “vários líderes mundiais” sobre a sua proposta de reconhecer o Estado da Palestina, confirma uma fonte de Downing Street à BBC.
Keir Starmer terá falado, por exemplo, com o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, esta manhã. A conversa terá envolvido “o plano do Reino Unido para a paz e reiterou o foco em garantir que o reconhecimento não seja apenas um gesto, mas uma ação vai motivar uma mudança real para garantir a viabilidade da solução de dois estados”.
O primeiro-ministro britânico também terá falado com Christopher Luxen, primeiro-ministro neozelandês, que concorda com a importância do trabalho conjunto para garantir o cessar-fogo e a libertação dos reféns, além de assegurar que “o Hamas não assuma um papel ativo no Estado futuro”.
Além dos dois países, o líder britânico também conversou com os Emirados Árabes. Na discussão com Presidente Sheikh Mohamed bin Zayed na noite de terça-feira, os dois líderes “concordaram que viabilizar um Estado Palestiniano soberano a conviver de forma segura com Israel pode ser a única base para uma paz justa e duradoura”.
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Estudantes solidários com palestiniano inscrito na NOVA que não consegue visto
A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH) da NOVA manifestou-se esta quarta-feira solidária com o caso de um jovem palestiniano inscrito num mestrado naquela instituição, que não consegue obter visto para estudar em Portugal.
Tarek Al-Farra, de 23 anos, está inscrito num mestrado na FCSH da Universidade NOVA de Lisboa e até já pagou parte das propinas, mas não consegue obter visto para estudar em Portugal devido à guerra.
“Exige-se, da parte da Universidade NOVA de Lisboa, que sejam garantidos todos os procedimentos que permitam fazer desbloquear este processo e que pressionem o Governo a cumprir as suas obrigações”, escreve a AEFCSH em comunicado.
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Paulo Rangel reúne-se com primeiro-ministro palestiniano e reitera "apoio à AP"
Depois de assinar a declaração conjunta no final da conferência sobre a solução dos dois Estados, nas Nações Unidas, em que quinze países, incluindo Portugal, admitem reconhecer o Estado da Palestina, Paulo Rangel reuniu-se com o primeiro-ministro palestiniano, Mohammad Mustafa.
No X, o ministério dos Negócios Estrangeiros comunicou que o ministro português reuniu-se com o líder palestiniano em Nova Iorque, onde “assumiu garantias que viabilizam a solução de 2 Estados”, diz o comunicado. Nesta sexta reunião entre os dois representantes, Paulo Rangel “solidarizou-se com a gravíssima situação em Gaza, congratulou-se com o novo passo e reiterou o apoio à AP.”
Em Nova Iorque, a Autoridade Palestiniana assumiu garantias que viabilizam a solução de 2 Estados. Na sexta reunião com o PM da AP, Mohammad Mustafa, o MNE @PauloRangel_pt solidarizou-se com a gravíssima situação em Gaza, congratulou-se com o novo passo e reiterou o apoio à AP. pic.twitter.com/L2eISMkB90
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) July 30, 2025
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Netanyahu convida países a "ajudar" com suprimentos alimentares em lançamentos aéreos
Esta quarta-feira Benjamin Netanyahu convidou os países a ajudarem na operação humanitária que está a enviar suprimentos alimentares a Gaza através de lançamentos aéreos.
No X, o primeiro-ministro israelita escreve que o “Hamas roubou alimentos do seu próprio povo. Israel agiu. Lançámos ajuda aérea aos civis de Gaza e apelamos a outras nações a juntarem-se a nós. Algumas já o fizeram.”
Numa outra partilha, o gabinete do primeiro-ministro diz ainda que Israel está “a assegurar os céus, assegurar os lançamentos, e a garantir que os alimentos passem. Qualquer país que queira verdadeiramente ajudar é bem-vindo para se juntar a nós”.
Prime Minister's Office:
Hamas stole food from its own people. Israel acted. We airdropped aid to Gazan civilians and we called on other nations to join us. Some have already done so. pic.twitter.com/0WaLGgym44
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) July 30, 2025
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Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita diz-se "em choque" com países que querem reconhecer o Estado da Palestina
Depois do Reino Unido sugerir que poderá reconhecer o Estado da Palestina em setembro e outros países assinarem uma carta a admitir a possibilidade, Gideon Saar fez uma partilha no X a mostra-se “em choque” com as decisões.
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita diz-se “em choque” com o facto de “depois do 7 de outubro”, novos países estejam a tentar “pressionar Israel a estabelecer um Estado da Palestina que seria uma recompensa para o Hamas”. Saar diz que a decisão é “precipitada” e “motivada por pressões políticas internas”.
O ministro israelita destaca ainda que Israel ainda está “a lutar em Gaza onde ainda estão reféns israelitas”. De acordo com Saar, os países que sugerem reconhecer o Estado da Palestina em setembro “sabem muito bem que a Autoridade Palestiniana continua a financiar o terrorismo e insiste em incitar contra Israel, incluindo dentro do sistema educacional”.
מבקש להזכיר מספר עובדות ורקע אשר יתרמו פרופורציות והבנה בהקשר למאבקנו המדיני הנוכחי:
עד היום הכירו רוב מדינות העולם – 145 מדינות במדינה פלסטינית פיקטיבית. מתוכן עשו זאת 136 לפני ה-7 באוקטובר ו-9 לאחריו.
הגל הראשון היה ב-1988, אחרי פרוץ האינתיפאדה הראשונה, כאשר יאסר עראפאת… pic.twitter.com/oeciWeG8Mw— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) July 30, 2025
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OMS movimenta 10 camiões com medicamentos para a fronteira de Gaza
O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou esta quarta-feira a movimentação de 10 camiões com medicamentos para a fronteira de Gaza. “A OMS movimentou 10 camiões de Al-Arish, no Egito, a Kerem Shalom, na fronteira com Gaza, a carregar medicamentos essenciais, materiais de laboratório e para testes de água. Dois camiões adicionais com medicamentos e 12 paletes com itens para análises são esperados para amanhã”, escreveu Thedros Adhanom no X.
De acordo com o responsável da OMS, “todos os bens essenciais serão levados para dentro de Gaza juntamente com 3 camiões com medicamentos de parceiros de saúde.” Thedros Adhanom afirma ainda que as “necessidades de saúde em Gaza são imensas. Um fluxo contínuo de bens médicos é crítico. Continuamos a apelar por um acesso sustentado, seguro e desimpedido para ajuda médica dentro de Gaza, e por um cessar-fogo. A paz é o melhor remédio!”
.@WHO has moved 10 trucks from Al-Arish in Egypt to the Kerem Shalom crossing for #Gaza, carrying essential medicines, laboratory and water testing supplies.
Two additional trucks with medical supplies along with 12 pallets of blood products are expected tomorrow.
All WHO…
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) July 30, 2025
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Israel avalia possibilidade de anexar territórios ocupados de Gaza
Israel estará a avaliar a possibilidade de anexar os territórios ocupados em Gaza como forma de pressionar o Hamas, disse o membro do gabinete de defesa do parlamento israelita Zeev Elkin, citado pela Reuters. De acordo com as declarações do ministro israelita, a ideia é frustrar os planos de se estabelecer um Estado Palestiniano nas áreas atualmente ocupadas por forças israelitas.A reação vem um dia depois do Reino Unido anunciar o reconhecimento condicional do Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU em setembro. -
Trump diz que EUA e Israel vão criar novos centros de suprimentos alimentares em Gaza
O Presidente norte-americano afirmou que os EUA e Israel vão criar novos centros de suprimentos alimentares em Gaza, cita a Associated Press. As declarações foram feitas aos jornalistas durante a visita à Escócia. Trump afirma que Israel “deve garantir que a distribuição aconteça”.