Momentos-chave
- Portugal em estado de alerta a partir da meia-noite
- Lar em São Martinho de Anta evacuado por precaução devido ao incêndio de Sabrosa
- Estado de alerta é "suficiente", diz ANEPC. Calor e vento dos próximos dias preocupa
- Mais de 40 fogos em Portugal combatidos por cerca de 1.880 operacionais
- Carneiro diz que Governo devia ter ativado mecanismo europeu de Proteção Civil
- Várias estradas cortadas em Sabrosa
- Fogo em Ponte da Barca já não ameaça habitações
- Incêndio em Sabrosa aproxima-se de aldeias. Anta e Garganta “apresentam maior preocupação”
- Mariana Leitão defende situação de alerta declarada há mais tempo
- "Nenhum país pode ter um meio aéreo afeto a cada concelho do país", afirma secretário de Estado
- Fogo em Vila Real combatido por 166 operacionais e oito meios aéreos
- Sete meios aéreos e 135 operacionais combatem fogo em Sabrosa
- Sintra fecha parques e monumentos após situação de alerta do Governo
- Marcelo Rebelo de Sousa diz que situação de alerta “faz sentido” porque “mais vale prevenir do que remediar”
- Fogo em Ponte da Barca com risco de reativações, mas pode ser dominado hoje
- Ministra da Administração Interna anuncia 4 proibições que estarão em vigor durante a situação de alerta
- Governo declara situação de alerta de domingo a quinta-feira
- Ponte da Barca: "Trabalhos decorrem favoravelmente" e nas próximas horas poderemos ter "boas notícias"
- Maioria dos distritos das regiões Norte, Centro e Algarve em risco máximo de incêndio
- Sete dias depois, fogo de Ponte da Barca continua
- Este ano já foram detidas 36 pessoas em flagrante delito pelo crime de fogo florestal
Histórico de atualizações
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura dos incêndios em Portugal.
Pode acompanhar todos os desenvolvimentos deste domingo no liveblog que agora iniciamos. Obrigada por estar connosco.
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Portugal em estado de alerta a partir da meia-noite
Portugal continental está desde hoje, e até quinta-feira, em situação de alerta devido ao elevado risco de incêndio nos próximos dias.
As previsões meteorológicas, que colocam quase todo o território em alerta laranja devido a um episódio severo de calor, apontam um risco significativo de incêndio rural.
A situação de alerta implica medidas preventivas e especiais, designadamente a proibição de acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, a realização de queimas e queimadas, ficando suspensas as autorizações anteriormente emitidas.
A situação de alerta implica também proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e rurais com o recurso a maquinaria e o uso de fogo-de-artifício e outros artefactos pirotécnicos. Neste caso, também as autorizações já emitidas ficam suspensas.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou para um episódio severo de calor, até quarta-feira, com temperaturas máximas previstas entre 36 e 44 graus Celsius, com exceção apenas de alguns locais da faixa costeira, onde serão inferiores.
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Lar em São Martinho de Anta evacuado por precaução devido ao incêndio de Sabrosa
Em declarações à RTP3, Helena Lapa, presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, afirmou que foram retirados os “utentes do lar por precaução, por causa do fumo e das fagulhas”.
“Estamos a tratar da logística”, continuou, adiantando que alguns dos idosos vão ser deslocados para um lar da Santa Casa da Misericórdia em Sabrosa. Já a Proteção Civil adiantou à Lusa que outros utentes estão a ser transportados para o Mercado dos Produtos Durienses da Câmara de Sabrosa.
Num ponto de situação feito pelas 22:00, o segundo comandante sub-regional do Douro, José Requeijo, disse que os meios no terreno foram reforçados para os 290 operacionais, 92 viaturas e três máquinas de rasto.
“A nossa estratégia é primeiro defender as populações e as edificações e depois fazermos um combate muito musculado nas frentes de fogo para conseguirmos mais rapidamente diminuir a sua intensidade e levá-las à extinção”, referiu o responsável.
José Requeijo lembrou que o “país também vive uma situação complicada relativamente ao número de incêndios e à sua dimensão”, mas referiu que “sempre que haja oportunidade os meios terrestres serão reforçados”.
Quanto aos bombeiros feridos durante o combate a este incêndio, o comandante concretizou que dois deles sofreram queimaduras fruto de uma “mudança de vento brusca na área onde estavam”, sofreram “queimaduras de primeiro e segundo grau ligeiras na face e nas mãos”, foram avaliados e assistidos no hospital de Vila Real e já regressaram às suas unidades.
Um terceiro bombeiro sofreu “um choque de calor e um pouco de fumo”, estando “já recuperado e a trabalho”.
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Estado de alerta é "suficiente", diz ANEPC. Calor e vento dos próximos dias preocupa
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) considera que o estado de alerta decretado este domingo pelo Governo “é suficiente”, e que se forem necessárias outras medidas, estas serão tomadas pelo Executivo.
Em entrevista à SIC Notícias, o comandante da ANEPC José Guilherme confirmou que o estado de alerta foi ativado após proposta da ANEPC, que foi “acolhida” pelo Governo. Isto porque “vêm aí dias muito complicados, com muito calor e vento”.
“Esta declaração tem uma coisa muito boa. Permite às entidade patronais, públicas ou privadas, dispensar os seus funcionários que sejam bombeiros”, sem prejuízos, explicou.
O comandante defende que os meios disponíveis, incluindo os aéreos, são suficientes para o combate aos fogos. “O dispositivo tem respondido às necessidades”, sublinha o comandante.
Sobre a situação de Ponte da Barca, que dura há vários dias, o comandante José Guilherme explica que uma vez que este fogo se desenvolveu num parque nacional, em altura e com “especificidade de acessos”, isso faz com que o combate seja mais difícil.
Outra variável tem sido o vento, “o principal inimigo” dos bombeiros nestes dias. “Estamos preocupados com aumento das temperaturas e com a previsão do aumento do vento” para os próximos dias, conclui o comandante da ANEPC.
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Mais de 40 fogos em Portugal combatidos por cerca de 1.880 operacionais
Mais de 1.880 operacionais, apoiados por 595 meios terrestres, estavam hoje, pelas 21:00, a combater 44 incêndios em Portugal continental, de acordo com a Proteção Civil.
Segundo o website da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 21:00, os fogos em Vila Real e Ponte da Barca são os dois incêndios (considerados “ocorrências significativas”) considerados mais preocupantes.
O incêndio que deflagrou hoje à tarde em Vila Real progrediu para Sabrosa em duas frentes ativas que ardem com bastante intensidade, com as aldeias de Anta e Garganta a apresentarem maior preocupação, disse à Lusa, ao fim da tarde, o comandante sub-regional do Douro.
Já em Arouca, o fogo “está dominado”, mas ainda mobiliza 216 operacionais e 81 viaturas.
Desde segunda-feira, muitos incêndios rurais têm afetado o continente português, em especial as regiões Norte, Centro e Alentejo. As chamas obrigaram à evacuação de aldeias.
Entre bombeiros e civis, várias pessoas foram assistidas, sem registo de feridos graves. Não há também indicação de habitações destruídas, mas arderam áreas florestais, agrícolas e pecuárias, assim como anexos e similares.
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Carneiro diz que Governo devia ter ativado mecanismo europeu de Proteção Civil
O secretário-geral do PS defende que o Governo devia ter ativado os mecanismos de cooperação com a União Europeia para pré-posicionar meios aéreos para o combate aos incêndios.
“Julgo que a definição do Estado de Alerta é uma boa decisão. O Governo ouviu as palavras do Partido Socialista e pareceu-me adequado”, afirmou José Luís Carneiro.
Carneiro considerou que o Governo devia também “ter dado um passo ainda em frente, nomeadamente em relação ao diálogo com os parceiros europeus no âmbito do mecanismo europeu de Proteção Civil”.
“Era bom termos os mecanismos de apoio aéreo da União Europeia pré-posicionados para que, em função do contexto meteorológico, possamos mobilizar esses meios de forma mais célere para os fazer chegar onde eles venham a ser necessários”, disse o antigo ministro da Administração Interna.
“Eu próprio, como bem sabem, […] fiz três recomendações ao Governo. O Governo ouviu essas recomendações, avançou com o Estado de Alerta. Do meu ponto de vista, seria desejável que se pudesse também avançar com o diálogo com os nossos parceiros europeus para pré-posicionar os meios, porque entre o pedido e o pré-posicionamento de meios demora um conjunto de horas bastante prolongado e em circunstâncias de emergência é muito importante ter esses meios pré-posicionados”, argumentou.
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Várias estradas cortadas em Sabrosa
Várias estradas estão cortadas no município de Sabrosa, no distrito de Vila Real, devido ao incêndio que atinge aquele concelho desde o começo da tarde de hoje, anunciou a câmara local.
De acordo com uma publicação da Câmara Municipal de Sabrosa nas redes sociais, estão cortadas ao trânsito as estradas entre São Martinho de Anta e Garganta, “entre a rotunda de Anta e o pontão, no limite do concelho, com Vila Real (São Cibrão)”, e entre a zona industrial de Sabrosa e Feitais.
Perto das 21:00, estavam no local 282 operacionais apoiados por 86 veículos, de acordo com o portal da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
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Fogo em Ponte da Barca já não ameaça habitações
O incêndio que lavra há uma semana em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, já não ameaça habitações, mas continua por dominar, referiu, pelas 20:00, o comandante da Proteção Civil Elísio Oliveira.
“Estamos a fazer todos os esforços. Temos todos os meios no terreno. Todos gostaríamos que a esta hora tivesse já sido possível dar este incêndio como dominado”, afirmou Elísio Oliveira, em declarações à SIC.
O comandante regional de Lisboa e Vale do Tejo, responsável pelas operações de combate àquele fogo, ressalvou que apesar de o incêndio continuar ativo e de ainda existirem “alguns pontos críticos”, as habitações e os aglomerados populacionais “estão devidamente acautelados”.
“Temos alguns pontos mais críticos em que estamos a colocar todos os nossos recursos neste momento e, portanto, vamos continuar aqui o nosso trabalho ao longo das próximas horas”, sublinhou.
Pelas 20:30, o incêndio em Ponte da Barca estava a ser combatido por 616 operacionais, apoiados por 204 viaturas e um meio aéreo, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
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Três bombeiros feridos em Sabrosa
A SIC Notícias adianta que três bombeiros ficaram feridos sem gravidade no combate às chamas em Sabrosa, numa fase em que o incêndio no concelho voltou a intensificar-se.
O mesmo canal adianta que, se um dos operacionais terá ficado com queimaduras nos membros superiores, ainda não se sabe a extensão dos ferimentos nos outros dois.
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Incêndio em Sabrosa aproxima-se de aldeias. Anta e Garganta “apresentam maior preocupação”
O incêndio que começou em São Cibrão, Vila Real, progrediu para Sabrosa em duas frentes ativas que ardem com bastante intensidade, com as aldeias de Anta e Garganta a apresentarem maior preocupação, disse o comandante sub-regional do Douro.
Miguel Fonseca disse à agência Lusa que se verificou uma rotação do vento e um aumento da intensidade e que o fogo lavra em duas frentes com bastante intensidade e em zona de pinhal adulto.
O comandante referiu ainda que as aldeias de Anta e Garganta são as que “apresentam maior preocupação” e, por isso, estão a ser concentrados meios nessas localidades.
Fonte da Proteção Civil de Sabrosa acrescentou que, por precaução, habitantes da aldeia de Garganta foram concentrados no centro desta aldeia, e que o fogo avança na direção outras localidades como São Martinho de Anta e Arcã.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 19:15 estavam mobilizados para o combate a este fogo 251 operacionais, 70 veículos e 11 meios aéreos.
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Mariana Leitão defende situação de alerta declarada há mais tempo
A líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, disse hoje em Mafra que a situação de alerta por causa dos incêndios “vem tarde” e já devia ter sido declarada há mais tempo.
“Quando temos o país já na situação em que está há mais de uma semana, parece que vem tarde”, afirmou Mariana Leitão.
A líder da IL avisou que “o problema tem uma extensão grande que, se não se fizer nada para resolver, vai continuar ano após ano”, incitando o Governo a tomar medidas para que os problemas não se repitam.
“No ano passado, tivemos uma situação semelhante e o máximo que conseguimos ver a ser feito foi a criação de uma comissão na Assembleia da República para ainda ir estudar o assunto”, criticou.
Para a IL, “não precisamos de mais estudos, nós precisamos de ação concreta e que tenha resultados concretos para garantir a salvaguarda das pessoas, dos meios das pessoas e que os bombeiros também tenham as condições necessárias para, quando há um incêndio, conseguirem atacá-lo rapidamente, de forma coordenada, organizada”.
A líder liberal considerou que “há problemas que continuam sem ser atacados, desde logo a falta de planeamento, de coordenação e de prevenção”.
“Há vários problemas de operacionalidade do comando central com as equipas que estão no terreno. As ordens não podem ser dadas de forma centralizada por pessoas não fazem a ideia do terreno, das condições que lá existem”, exemplificou.
Segundo a IL, é preciso “planeamento eficaz” para determinar os meios humanos e móveis, tanto terrestres e aéreos, necessários para depois “atacar os problemas”.
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Apoios rápidos? CAP duvida de desburocratização
Secretário-geral da CAP diz que confia na entrega rápida de apoios prometidos às vítimas dos incêndios, mas alerta para uma possível falta de entraves burocráticos por parte do governo.
Ouça aqui a entrevista a Luís Mira
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"Nenhum país pode ter um meio aéreo afeto a cada concelho do país", afirma secretário de Estado
Rui Rocha, na sequência da mesma entrevista, pronunciou-se quanto à afetação de meios aéreos no combate aos incêndios e às queixas dos autarcas — como o de Ponte da Barca — pela sua ausência nos teatros operacionais.
“Também fui autarca e percebo que nós, em determinado momento, no local onde estamos, queremos o maior número de de recursos possíveis para atender ao momento crítico”, afirmou o secretário de Estado, que foi Presidente da Câmara Municipal de Ansião entre 2009 e 2017.
“Nenhum país pode ter um meio aéreo afeto a cada todos os concelhos do país”, argumentou, considerando que “o importante” é “perceber é que em determinada circunstância tenhamos a capacidade de mobilizar para esse teatro de operações o número de meios aéreos necessário”. “Na semana passada, mesmo com toda a criticidade, não tivemos todo o nosso efetivo de meios aéreos a operar”, revelou.
“Eu percebo os autarcas, percebo a sua aflição, mas temos um comando operacional que vai fazendo toda a triangulação do teatro de operações”, apontou ainda, lembrando que o dispositivo aéreo “é nacional e solidário”, havendo “um pré-posicionamento para acautelar qualquer questão”.
No que toca em específico ao caso de Ponte da Barca, cujo incêndio no concelho dura desde 26 de julho, Rui Rocha recordou tem mantido o contacto com Augusto Marinho e que explicou ao autarca que o grande problema não foi a falta de meios aéreos, mas a falta de condições para utilizá-los, devido ao vento e ao fumo.
Instado ainda a comentar se, com a declaração do estado de alerta, o Governo estaria disposto a recorrer ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o governante disse que deve apenas ser “acionado em situações extraordinárias e excecionais”.
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Governo justifica situação de alerta com agravamento do estado meteorológico e pressão sobre dispositivo de combate
Em entrevista na CNN Portugal, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, explicou a decisão do Governo em declarar situação de alerta de domingo até quinta-feira.
Segundo o governante, uma das razões é que “as condições meteorológicas que se apresentam para os próximos dias são mais críticas, mais severas, que as da semana passada, quer ao nível da humidade, da temperatura ou da velocidade do vento”.
Por outro lado, Rui Rocha frisa que é preciso ter em conta que o dispositivo de combate aos incêndios “esteve muito pressionado quer em termos de meios terrestres, quer em termos de meios aéreos” esta semana, e que terá de manter-se “em alguns teatros de operações” nos próximos dias ao mesmo tempo que terá de responder a outras situações.
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Fogo em Vila Real combatido por 166 operacionais e oito meios aéreos
O incêndio que lavra em São Cibrão, Vila Real, tem duas frentes ativas, uma a ceder aos meios e outra a arder com “média intensidade”, mobilizando no combate 166 operacionais e oito meios aéreos, disse o comandante sub-regional do Douro.
A primeira indicação dada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) localizava o fogo em Anta, em Sabrosa, informação que foi depois corrigida para São Cibrão, freguesia de Andrães, no concelho vizinho de Vila Real.
Num ponto de situação feito pelas 17:00, o comandante sub-regional do Douro, Miguel Fonseca, disse à agência Lusa que o incêndio tinha duas frentes ativas, uma delas a ceder aos meios, enquanto uma outra ainda ardia com “média intensidade”.
De acordo com o responsável, não havia populações em risco, com o fogo a lavrar em área de mato e de pinhal.
Os acessos no local são, segundo Miguel Fonseca, “razoáveis” o que está a permitir que os trabalhos “evoluam favoravelmente”.
O combate a este fogo, cujo alerta foi dado às 14:23, mobilizava 166 operacionais, 44 veículos e oito meios aéreos.
O comandante adiantou que os meios terrestres ainda estão a ser reforçados.
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Ex-presidente do IPMA defende "timing" da situação de alerta
Miguel Miranda, ex-presidente do IPMA, diz que não faz sentido questionar o timing da situação de alerta e considera que o Governo agiu quando havia condições, devido à nova vaga de calor.
Ouça aqui a entrevista a Miguel Miranda
Ex-presidente do IPMA defende “timing” da situação de alerta
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Bombeiros: "Situação de alerta podia ter sido decretada a meio da semana passada"
Liga dos Bombeiros elogia a decisão do Governo, mas critica o atraso. António Nunes diz que só hoje houve comunicação eficaz sobre incêndios. Medida é vista como passo positivo.
Ouça aqui a entrevista a António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses
Bombeiros: “Situação de alerta podia ter sido decretada a meio da semana passada”
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Sete meios aéreos e 135 operacionais combatem fogo em Sabrosa
Um incêndio em Sabrosa, no distrito de Vila Real, está a ser combatido por 135 operacionais e sete meios aéreos, revelou à Lusa fonte do Comando Sub-Regional do Douro.
O alerta foi dado pelas 14h23 e, pouco mais de uma hora depois, estão afetos ao combate também 32 viaturas, revelou a fonte.
Ainda segundo a mesma fonte não há registo de casas em perigo nem de feridos.
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Sintra fecha parques e monumentos após situação de alerta do Governo
A Câmara de Sintra anunciou hoje o encerramento do Parque e Palácio Nacional da Pena, Convento dos Capuchos, Parque e Palácio de Monserrate, Castelo dos Mouros e Quinta da Regaleira, após o anúncio da situação de alerta pelo Governo.
A estes monumentos acresce ainda o encerramento de monumentos Parque e Palácio Nacional da Pena, Convento dos Capuchos, Parque e Palácio de Monserrate, Castelo dos Mouros e Quinta da Regaleira.
Segundo a nota de imprensa vão permanecer abertos o Palácio Nacional de Sintra e Palácio Nacional de Queluz.
A serra de Sintra integra uma região de proteção classificada sensível ao risco de incêndio florestal, caracterizada por um elevado número de visitantes. Torna-se assim fundamental acautelar a sua proteção, manutenção e conservação considerados objetivos do interesse público, de âmbito mundial, nacional e municipal, assinala o município.
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Marcelo Rebelo de Sousa diz que situação de alerta “faz sentido” porque “mais vale prevenir do que remediar”
O Presidente da República considerou hoje que a declaração de situação de alerta devido ao elevado risco de incêndio “faz sentido”, argumentando que “mais vale prevenir do que remediar” num período que se prevê “muito difícil”.
Numa reação ao jornalistas ao anúncio feito pela ministra da Administração Interna, durante a visita à ilha da Graciosa, Açores, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que a ativação da situação de alerta “faz sentido” porque, “havendo tempo”, mais vale “prevenir do que remediar”, acrescentando que “ninguém pode dizer que não foi prevenido” para este “período que se prevê que seja muito difícil”.
“Prevenir significa, a opinião pública, os portugueses em geral saberem o que se passa, as autoridades terem poderes mais fortes para ir mais longe do que normalmente vão, quando recomendam que não se faça fogo, que não haja certas atividades mais perigosas, deixam de recomendar, passam a proibir, a interditar, a vedar”, detalhou.
Marcelo explicou que esta era “uma solução que estava preparada” pelo Governo para depois de “terminado um ciclo” de combate aos incêndios que atingiram o norte do país durante a última semana.