Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui a cobertura deste artigo liveblog. Pode seguir os novos desenvolvimentos sobre os protestos pela habitação e atualidade política nacional nesta nova ligação.

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  • Organização da Acampada apela à desmobilização do Rossio. Polícia mantém-se nas laterais da praça

    “Peço-vos que tiremos um tempo para refletirmos e para nos organizarmos”, afirma através de um megafone um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa.

    Já depois da meia-noite e meia, hora que a PSP tem estabelecido como limite para terminar o barulho na praça lisboeta, continuam os gritos de ordem.

    “É preciso não lutar uma semana, não duas, mas uma luta permanente”, acrescenta ainda o porta-voz.

    Gritam-se apelos à demissão de Luís Montenegro e apela-se à participação nas próximas ações de protesto, junto ao Campus de Justiça e no Parlamento.

    “Os mortos que vocês mataram gozam de boa saúde”, diz o porta-voz às centenas de manifestantes no Rossio, lembrando que o primeiro-ministro declarou morte à Acampada há uma semana.

    Nas laterais da praça estão estacionadas cinco carrinhas da PSP, com vários agentes do corpo de intervenção alinhados de frente para a Praça Dom Pedro IV.

    “A desmobilização faz-se de forma segura”, apela ainda a organização da Acampada, pedindo aos manifestantes que não regressem a casa sozinhos.

  • PSP desmobiliza da Praça D. João I

    A PSP abandonou a Praça D. João I por volta das 00h30. Nesta altura há ainda cerca de 100 pessoas em pequenos grupos de convívio, mas sem grande ruído.

  • Momento de tensão entre a polícia e manifestantes no Rossio

    Já depois de a organização da acampada ter anunciado a desmobilização da manifestação houve um momento de tensão entre a polícia e os manifestantes.

    Cinco agentes da PSP atravessaram a praça em passo acelerado, o que deu origem a uma mobilização de centenas de manifestantes. Depois de alguns minutos de tensão, não foi possível apurar exatamente o que levou a polícia a mobilizar-se.

    Os agentes estão agora novamente afastados dos manifestantes.

  • Manifestantes decidem não dormir esta noite no Rossio

    Não vai haver tentativa de dormida no Rossio esta noite, confirma ao Observador fonte da organização da Acampada.

    Numa nota oficial, a organização da Acampada diz que “decidiu desmobilizar”.

    Um dos porta-vozes da manifestação refere a prioridade dada à “reunião de forças” para os protestos desta semana, com o protesto marcado para as 18h30 desta terça-feira, no Parlamento, durante a discussão do Orçamento do Estado.

  • Rossio sem tendas e sem decisão sobre pernoita. Organização ainda está reunida com representantes de manifestantes

    Ainda não há decisão fechada sobre a dormida de manifestantes no Rossio, em Lisboa.

    No local não há tendas montadas, para já, com membros da organização reunidos com representantes de grupos de manifestantes para perceber a disponibilidade de algum destes grupos para a pernoita.

    Ao Observador, dois porta-vozes da Acampada afirmaram que havendo disponibilidade de algum grupo para a dormida, a decisão da organização poderá passar por mais uma tentativa de pernoita, só não se sabe se ao relento ou dentro de tendas, sendo que a última opção culminou na intervenção policial da última madrugada.

    Enquanto centenas de manifestantes continuam a manifestação na Praça Dom Pedro IV, um carro com uma tenda montada no tejadilho circunda a praça lisboeta, com os manifestantes a aplaudir.

  • Manifestantes convocam vigílias para o Campus da Justiça

    Os organizadores dos protestos pelo acesso à Habitação estão a convocar “todas as pessoas e coletivos solidários” para vigílias no Campus da Justiça pelas pessoas que foram detidas nos últimos dias e que serão ouvidas a 26 e 27 de outubro.

    “Chamamos a virem apoiar quem foi atacado pela polícia. Perante a repressão contra quem luta, respondemos com solidariedade, união e presença coletiva. Nenhuma pessoa deve enfrentar sozinha a perseguição por participar na luta social pela habitação”, pode ler-se no comunicado.

  • PSP não tem informação sobre ações de repressão a Fabian Figueiredo

    A PSP diz, ao Observador, não ter qualquer informação sobre ações de repressão sobre o deputado Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda.

    Fabian Figueiredo disse este domingo, na SIC Notícias, ter sido “mobilizado, agredido e depois posteriormente retirado” do protesto de ontem no Rossio, afirmando que as agressões foram “com bastões no joelho”.

    Ao Observador, a PSP diz não ter informações sobre essa ação. É, aliás, o intendente Iuri Rodrigues, comandante da 1.ª divisão da PSP de Lisboa, quem vai buscá-lo e o remove da frente do Corpo de Intervenção/Unidade Especial de Polícia, como mostram as imagens captadas por alguns canais de televisão.

  • Intervenção da PSP no Rossio foi "desnecessária, desproporcionada e desadequada", diz ex-vice do PSD

    André Coelho Lima, ex-vice-presidente do PSD, criticou este domingo, na rede social X, a intervenção de ontem da PSP no Rossio.

    “A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação. A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desadequada”, começa por escrever o também ex-deputado social-democrata.

    “Pelos vistos não comoveu os espíritos nacionais. A de ontem, na Praça do Rossio, foi igualmente desnecessária, desproporcionada e desadequada face aos critérios de segurança que se visa salvaguardar”, acusa o ex-vice-presidente do PSD durante a liderança de Rui Rio.

    “Estou em total oposição com uma intervenção que, numa palavra, é pouco inteligente. Mas também o estive quando ela sucedeu no Porto – e até com maior violência – embora na altura não obtivesse tanta comoção “nacional””, conclui.

  • Acampada marca protesto no Campus de Justiça na terça-feira para apoiar detidos da última madrugada

    A Acampada de Lisboa decidiu este domingo que vai voltar a reunir amanhã, segunda-feira, às 19h00.

    Está ainda marcada uma concentração para a próxima terça-feira, às 10h00, junto ao Campus de Justiça, para apoiar os detidos na madrugada passada.

  • Porto. Manifestantes não vão passar a noite na Praça D. João I

    Os manifestantes não vão passar a noite na Praça D. João I, confirmou o Observador junto da organização da Acampada. Segundo Pedro Manuel, um dos porta-vozes, a organização considera que não estão reunidas as condições de segurança para voltar a dormir ao relento.

    A Assembleia Popular já terminou e a moção não foi votada.

  • Porto ainda não votou sobre passar a noite ao relento. Assembleia foca-se nos testemunhos dos manifestantes

    Em cerca de uma hora de assembleia, os manifestantes no Porto aprovaram um voto de condenação à violência policial e foi feito um apelo à intervenção imediata de António José Seguro.

    Os manifestantes da Acampada também votaram para se aliarem à manifestação organizada pelo Movimento Casa para Viver, prevista para esta terça-feira.

    De resto, o tempo tem sido ocupado com testemunhos da noite anterior e críticas à governação. Nestas últimas, repetem-se sempre cânticos de “Demissão” direcionados ora a Pedro Duarte, ora a Luís Montenegro.

    Nisto, continuam milhares na Praça D. João I, a acompanhar a Assembleia Popular. A votação da pernoita ainda não chegou, mas vários elementos garantiram ao Observador que ficariam na praça, pelo menos, para acompanhar os resultados das eleições presidenciais no Brasil.

  • Acampada de Lisboa ainda não decidiu curso de ação para esta noite. Plenário marcado para as 22h00

    A Assembleia Popular da Acampada de Lisboa termina com uma das porta-vozes a pedir aos manifestantes presentes que se “organizem em grupos”. Pede ainda que seja eleito dentro de cada grupo um representante que se deve reunir com a organização às 22h00 junto à estátua de D.Pedro IV para tomar decisões sobre esta noite.

    A organização chama-lhe um “plenário de delegados”. A comunicação social não poderá assistir a este plenário.

  • Assembleia popular no Funchal manifesta solidariedade com acampadas no Porto e Lisboa

    Cerca de 100 pessoas participaram hoje numa assembleia popular no Funchal, no âmbito das manifestações nacionais pelo direito à habitação, e aprovaram por unanimidade um voto de solidariedade às acampadas no Porto e em Lisboa.

    “É uma causa que toca a todos nós. Todos nós precisamos de uma casa, independentemente da política e do [salário] que recebemos. Sabemos que existem pessoas que recebem acima da média e que, ainda assim, não conseguem pagar um apartamento, uma casa”, disse Inês Tecedeiro, uma das porta-vozes da iniciativa.

    A assembleia popular, que decorreu no Jardim Municipal, no centro da capital madeirense, decidiu criar vários grupos de trabalho para preparar a manifestação do dia 14 de novembro na região autónoma, no âmbito dos protestos agendados para essa data ao nível nacional.

    “Todos nós temos vida, no entanto, todos nós podemos dar um bocadinho [de tempo] à causa”, sustentou Inês Tecedeiro, que hoje foi eleita uma dos quatro porta-vozes do grupo.

    Ficou decidido que a manifestação na Madeira vai ocorrer às 17:00, a mesma hora prevista para as manifestações em Lisboa e no Porto.

  • Jovem que terá incentivado ataque à casa de Montenegro constituído arguido

    A PSP identificou e constituiu como arguido o jovem que alegadamente terá incentivado um ataque à residência do primeiro-ministro durante uma intervenção na acampada da Praça D. João I, no Porto, disse à Lusa fonte policial.

    Segundo a mesma fonte, o jovem foi intercetado pela polícia às 16:30, no Porto, tendo sido levado para a Divisão de Investigação Criminal da PSP daquela cidade, onde foi interrogado e constituído arguido.

    A fonte adiantou que está em causa o crime de instigação pública a um crime.

    A PSP indicou ainda que o jovem saiu da esquadra cerca das 19:30 e ficou sujeito a Termo de Identidade e Residência (TIR), iniciando-se agora uma investigação.

    Após a carga policial na madrugada de 15 de outubro aos manifestantes pelo direito à habitação da acampada do Porto, o primeiro-ministro disse aos jornalistas ter visto um vídeo, no qual “se faz um apelo direto à violência” e “até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família”.

    Este vídeo foi depois enviado pelo gabinete de Luís Montenegro aos órgãos de comunicação social.

  • Movimento Casa para Viver marca manifestação para terça-feira no Porto

    O movimento Casa para Viver marcou para a próxima terça-feira, 27 de outubro, uma manifestação na estação de metro da Trindade, no Porto. O protesto está marcado para as 18h30. Nas redes sociais, o movimento anuncia que o mote da manifestação será “um orçamento para a habitação contra a violência policial”.

    Para o mesmo dia e hora está prevista uma manifestação em Lisboa em frente à Assembleia da República. Na terça-feira começa a ser discutido, no Parlamento, o Orçamento do Estado para 2027. A votação na generalidade está marcada para quarta-feira.

  • Organização da Acampada diz que INEM disse que "não tinha segurança" para ir ao Rossio perante pedidos de auxílio

    Uma representante da equipa de cuidados de saúde da Acampada acaba de referir na Assembleia Popular de Lisboa que o INEM disse ontem à noite a manifestantes que tinham de “pedir ajuda à polícia porque não tinham segurança para vir à praça”.

    A porta-voz diz que estava a ser dada assistência a uma pessoa que tinha sofrido um “traumatismo cranioencefálico” e nota a revolta dos manifestantes perante a sugestão de pedir auxílio à mesma PSP que tinha acabado de agredir aquela pessoa.

  • Da direita à esquerda, Montenegro cercado após intervenção policial. Há uma voz crítica também no PSD: "Tremendo erro"

    PS e Chega exigem esclarecimentos ao primeiro-ministro — ainda que Ventura não conteste ação policial. Moreira da Silva critica “decisores”. À esquerda, pressão estende-se ao Presidente Seguro.

    Da direita à esquerda, Montenegro cercado após intervenção policial. Há uma voz crítica também no PSD: “Tremendo erro”

  • Manifestantes em Lisboa pedem greve geral "de Espanha a Portugal"

    “É preciso que as centrais sindicais ouçam o que estamos aqui a dizer hoje e avancem na construção de uma greve geral”, defende um dos manifestantes no Rossio.

    “Greve geral, de Espanha a Portugal”, grita-se em Lisboa.

  • Pedro Nuno acusa Montenegro de estar "escondido em Espinho" e de "usar aparelho de Estado para se proteger"

    O ex-líder do PS, Pedro Nuno Santos, considera uma “vergonha” e um “atentado ao Estado de Direito” a intervenção policial da madrugada de sábado. E acusa Montenegro de “instrumentalizar o aparelho do Estado” para se proteger.

    Num vídeo que publicou nas redes sociais, concentrou o ataque no primeiro-ministro que acusou de estar “escondido há mais de uma semana em Espinho” e de que o que “quis fazer ao comandar esta carga foi instrumentalizar, usar o aparelho do Estado não para defender o país ou a lei, mas para se proteger a si próprio e ao seu Governo”.

    O deputado socialista fala em “bastonadas, pontapés, tasers e cães atiçados contra manifestantes” pela polícia “sem razão forte”, já que “não houve vandalismo nem provocações”.

    Diz que, ao colocar a discussão no direito à manifestação, o Governo quis “desviar atenções” sobre falta de políticas para a habitação, “amedrontar o povo” e porque sabe “que já não é possível aguentar o sistema económico neoliberal e as suas consequências para a vida das pessoas sem recorrer ao autoritarismo”.

    Fecha o vídeo a apelar “aos democratas” para que “defendam a democracia” e digam “basta” a Montenegro.

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