Momentos-chave
- Organização da Acampada apela à desmobilização do Rossio. Polícia mantém-se nas laterais da praça
- Momento de tensão entre a polícia e manifestantes no Rossio
- Manifestantes decidem não dormir esta noite no Rossio
- Rossio sem tendas e sem decisão sobre pernoita. Organização ainda está reunida com representantes de manifestantes
- PSP não tem informação sobre ações de repressão a Fabian Figueiredo
- Intervenção da PSP no Rossio foi "desnecessária, desproporcionada e desadequada", diz ex-vice do PSD
- Acampada marca protesto no Campus de Justiça na terça-feira para apoiar detidos da última madrugada
- Porto. Manifestantes não vão passar a noite na Praça D. João I
- Porto ainda não votou sobre passar a noite ao relento. Assembleia foca-se nos testemunhos dos manifestantes
- Acampada de Lisboa ainda não decidiu curso de ação para esta noite. Plenário marcado para as 22h00
- Jovem que terá incentivado ataque à casa de Montenegro constituído arguido
- Organização da Acampada diz que INEM disse que "não tinha segurança" para ir ao Rossio perante pedidos de auxílio
- Manifestantes em Lisboa pedem greve geral "de Espanha a Portugal"
- Pedro Nuno acusa Montenegro de estar "escondido em Espinho" e de "usar aparelho de Estado para se proteger"
- Assembleia Popular no Porto arranca com minuto de silêncio pelos feridos e detidos
- "Onde está o Presidente da República?", pergunta-se no Rossio
- Acampada do Porto quer intervenção "imediata" de Seguro e critica silêncio "gritante" de Montenegro
- "É um trabalho bater em pessoas?", questiona manifestante à PSP
- No Rossio, apela-se à mobilização junto ao Parlamento durante discussão do OE na próxima terça-feira
- "Disseram que se não acatássemos as ordens, atacariam colegas do Porto"
- "Ontem aconteceu maior atentado à democracia desde o 25 de abril". Arranca a Assembleia Popular no Rossio
- Membros da comissão de honra de Seguro apelam ao Presidente: "faça-se ouvir”
- Protestos já começaram no Rossio
- Hospitais de São José e Santa Maria receberam 27 feridos após ação policial no Rossio
- Hospital de São José recusa-se a divulgar número de feridos assistidos na sequência da ação policial no Rossio
- Aministia Internacional profundamente preocupada com "uso excessivo e desproporcionado" de força por parte autoridades
- Acampada convoca nova manifestação no Rossio para as 17 horas deste domingo
- Detidos em Lisboa começam a ser libertados e têm de se apresentar a tribunal na 2.ª feira
- Acampada de Lisboa diz que manifestantes foram "brutalmente agredidos" e "perseguidos durante horas pela Baixa"
- Livre vai pedir explicações ao Ministério da Administração Interna sobre "carga policial" e pressionar Seguro
- Plataforma Casa para Viver convoca manifestação à porta da Assembleia da República para terça-feira
- Plataforma Casa para Viver fala em 60 feridos (alguns deles graves) e diz que Governo "prefere reprimir"
- PSP. Há 11 feridos, seis no Porto, cinco em Lisboa
- Porto. Detidos já saíram da Esquadra da PSP — e prometem regressar à rua
- Polícia deteve 31 pessoas e diz "ter conhecimento" de sete feridos em Lisboa e Porto
- Porto. Manifestantes à porta da esquadra onde estão detidos
- Movimento Acampada fala em mais de 30 feridos. Pelo menos duas pessoas levadas de ambulância
- Manifestantes grafitam estátua de homenagem a Almeida Garrett
- Manifestantes concentram-se agora na Avenida dos Aliados, no Porto
- Vários feridos e detidos em Lisboa
- Mantém-se o impasse entre manifestantes e PSP
- No Porto PSP dá 10 minutos para retirada de tendas
- Fabian Figueiredo pede desmobilização policial. PSP pede ajuda a deputado
- Retirada de tendas no Porto divide movimento
- Polícia dá cinco minutos para retirarem tendas no Rossio
- Polícia alinhada em frente aos manifestantes. Tendas começam a ser desmontadas
- Manifestantes formam cordão face à chegada de carrinhas da UEP
- PSP: Manifestantes podem ficar na Praça D. João I, mas sem tendas
- PSP avisa que tendas têm de ser retiradas
- Assembleia popular da acampada decorre sem altifalantes no Rossio
- Cerca de 130 tendas e 300 acampados no Rossio
- Cerca de 50 tendas já montadas no Porto. Organização quer levantar 90
- Acampada de Lisboa marca reunião de "segurança coletiva" para as 22h00 para quem quiser ficar a dormir nas tendas
- 130 manifestantes decidem montar tendas e pernoitar na Praça D. João I
- Trânsito reabre no Rossio
- PSP avisa que não vai permitir tendas montadas no Rossio durante a noite
- Maioria dos manifestantes não quer voltar a montar tendas na Praça D. João I, mas continua discussão na Assembleia Popular
- Acampada de Lisboa convoca novo protesto para terça-feira junto à Assembleia da República
- Assembleia popular arranca no Rossio
- Acampada de Lisboa promete continuar nas ruas até Governo recuar na lei das rendas
- Manifestantes cantam "Grândola, Vila Morena" antes da assembleia popular
- Começa a Assembleia Popular no Porto
- Cerca de 200 pessoas concentraram-se em Coimbra
- Manifestantes começam a montar tendas no Rossio
- "Vamos continuar". Material de campismo presente na Praça D. João I, mas acampada só é decidida mais logo
- Protesto chega ao Rossio. Ouvem-se aplausos de quem esperava pelos manifestantes
- Protesto pela habitação chega aos Restauradores
- Uma centena de pessoas desfilam em Faro
- Som das chaves marca chegada dos manifestantes à Praça D. João I
- Manifestantes gritam "Somos todas Maricarmen" em solidariedade com espanhola despejada
- As imagens da manifestação no Porto
- Manifestantes chegam à praça D. João I
- Porto. Manifestantes param à frente do Bolhão para mostrar efeitos das agressões policiais
- “Queremos que a habitação se torne, de facto, um direito para todos” diz porta-voz da Acampada de Lisboa
- João, um "patriota" que não se associa aos "comunistas", também apoia a manifestação
- "O que espero do primeiro-ministro é que não atiçe e não polarize mais a sociedade", diz Isabel Mendes Lopes
- "É impossível garantir um bom futuro": manifestantes explicam a razão para saírem à rua
- "Montenegro, eu quero ter um salário e uma casa para viver”, gritam os manifestantes
- PCP avisa que "Indignação vai inevitavelmente crescer" se Governo não recuar na lei das rendas
- "Teto, chão, direito à habitação". Centenas na Batalha começam a manifestação
- Arranca a manifestação pela habitação em Lisboa
- Coordenador do Bloco de Esquerda diz que Governo mudou o discurso porque "percebeu que estava a perder nas ruas"
- Porta-voz da Acampada de Lisboa anuncia regras para a manifestação
- Manifestantes aguardam pelo início da marcha no Marquês de Pombal
- Vários políticos marcam presença na manifestação pela habitação
- PSP mobiliza agentes e manifestantes preparam cartazes na Batalha
- Manifestantes começam a concentrar-se no Marquês de Pombal
- Manifestantes preparam faixas e cartazes no Rossio antes do protesto
- “Não temos casa, ficam as tendas!”, diz Acampada de Lisboa. Há momentos musicais agendados para esta noite
- Habitação: Protestos continuam hoje em várias cidades do país
Histórico de atualizações
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Encerramos aqui a cobertura deste artigo liveblog. Pode seguir os novos desenvolvimentos sobre os protestos pela habitação e atualidade política nacional nesta nova ligação.
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Organização da Acampada apela à desmobilização do Rossio. Polícia mantém-se nas laterais da praça
“Peço-vos que tiremos um tempo para refletirmos e para nos organizarmos”, afirma através de um megafone um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa.
Já depois da meia-noite e meia, hora que a PSP tem estabelecido como limite para terminar o barulho na praça lisboeta, continuam os gritos de ordem.
“É preciso não lutar uma semana, não duas, mas uma luta permanente”, acrescenta ainda o porta-voz.
Gritam-se apelos à demissão de Luís Montenegro e apela-se à participação nas próximas ações de protesto, junto ao Campus de Justiça e no Parlamento.
“Os mortos que vocês mataram gozam de boa saúde”, diz o porta-voz às centenas de manifestantes no Rossio, lembrando que o primeiro-ministro declarou morte à Acampada há uma semana.
Nas laterais da praça estão estacionadas cinco carrinhas da PSP, com vários agentes do corpo de intervenção alinhados de frente para a Praça Dom Pedro IV.
“A desmobilização faz-se de forma segura”, apela ainda a organização da Acampada, pedindo aos manifestantes que não regressem a casa sozinhos.
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PSP desmobiliza da Praça D. João I
A PSP abandonou a Praça D. João I por volta das 00h30. Nesta altura há ainda cerca de 100 pessoas em pequenos grupos de convívio, mas sem grande ruído.
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Momento de tensão entre a polícia e manifestantes no Rossio
Já depois de a organização da acampada ter anunciado a desmobilização da manifestação houve um momento de tensão entre a polícia e os manifestantes.
Cinco agentes da PSP atravessaram a praça em passo acelerado, o que deu origem a uma mobilização de centenas de manifestantes. Depois de alguns minutos de tensão, não foi possível apurar exatamente o que levou a polícia a mobilizar-se.
Os agentes estão agora novamente afastados dos manifestantes.
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Manifestantes decidem não dormir esta noite no Rossio
Não vai haver tentativa de dormida no Rossio esta noite, confirma ao Observador fonte da organização da Acampada.
Numa nota oficial, a organização da Acampada diz que “decidiu desmobilizar”.
Um dos porta-vozes da manifestação refere a prioridade dada à “reunião de forças” para os protestos desta semana, com o protesto marcado para as 18h30 desta terça-feira, no Parlamento, durante a discussão do Orçamento do Estado.
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Rossio sem tendas e sem decisão sobre pernoita. Organização ainda está reunida com representantes de manifestantes
Ainda não há decisão fechada sobre a dormida de manifestantes no Rossio, em Lisboa.
No local não há tendas montadas, para já, com membros da organização reunidos com representantes de grupos de manifestantes para perceber a disponibilidade de algum destes grupos para a pernoita.
Ao Observador, dois porta-vozes da Acampada afirmaram que havendo disponibilidade de algum grupo para a dormida, a decisão da organização poderá passar por mais uma tentativa de pernoita, só não se sabe se ao relento ou dentro de tendas, sendo que a última opção culminou na intervenção policial da última madrugada.
Enquanto centenas de manifestantes continuam a manifestação na Praça Dom Pedro IV, um carro com uma tenda montada no tejadilho circunda a praça lisboeta, com os manifestantes a aplaudir.
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Manifestantes convocam vigílias para o Campus da Justiça
Os organizadores dos protestos pelo acesso à Habitação estão a convocar “todas as pessoas e coletivos solidários” para vigílias no Campus da Justiça pelas pessoas que foram detidas nos últimos dias e que serão ouvidas a 26 e 27 de outubro.
“Chamamos a virem apoiar quem foi atacado pela polícia. Perante a repressão contra quem luta, respondemos com solidariedade, união e presença coletiva. Nenhuma pessoa deve enfrentar sozinha a perseguição por participar na luta social pela habitação”, pode ler-se no comunicado.
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PSP não tem informação sobre ações de repressão a Fabian Figueiredo
A PSP diz, ao Observador, não ter qualquer informação sobre ações de repressão sobre o deputado Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda.
Fabian Figueiredo disse este domingo, na SIC Notícias, ter sido “mobilizado, agredido e depois posteriormente retirado” do protesto de ontem no Rossio, afirmando que as agressões foram “com bastões no joelho”.
Ao Observador, a PSP diz não ter informações sobre essa ação. É, aliás, o intendente Iuri Rodrigues, comandante da 1.ª divisão da PSP de Lisboa, quem vai buscá-lo e o remove da frente do Corpo de Intervenção/Unidade Especial de Polícia, como mostram as imagens captadas por alguns canais de televisão.
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Intervenção da PSP no Rossio foi "desnecessária, desproporcionada e desadequada", diz ex-vice do PSD
André Coelho Lima, ex-vice-presidente do PSD, criticou este domingo, na rede social X, a intervenção de ontem da PSP no Rossio.
“A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação. A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desadequada”, começa por escrever o também ex-deputado social-democrata.
“Pelos vistos não comoveu os espíritos nacionais. A de ontem, na Praça do Rossio, foi igualmente desnecessária, desproporcionada e desadequada face aos critérios de segurança que se visa salvaguardar”, acusa o ex-vice-presidente do PSD durante a liderança de Rui Rio.
“Estou em total oposição com uma intervenção que, numa palavra, é pouco inteligente. Mas também o estive quando ela sucedeu no Porto – e até com maior violência – embora na altura não obtivesse tanta comoção “nacional””, conclui.
1( A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação.
A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desaquada.— André Coelho Lima (@coelho_lima1) October 25, 2026
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Acampada marca protesto no Campus de Justiça na terça-feira para apoiar detidos da última madrugada
A Acampada de Lisboa decidiu este domingo que vai voltar a reunir amanhã, segunda-feira, às 19h00.
Está ainda marcada uma concentração para a próxima terça-feira, às 10h00, junto ao Campus de Justiça, para apoiar os detidos na madrugada passada.
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Porto. Manifestantes não vão passar a noite na Praça D. João I
Os manifestantes não vão passar a noite na Praça D. João I, confirmou o Observador junto da organização da Acampada. Segundo Pedro Manuel, um dos porta-vozes, a organização considera que não estão reunidas as condições de segurança para voltar a dormir ao relento.
A Assembleia Popular já terminou e a moção não foi votada.
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Porto ainda não votou sobre passar a noite ao relento. Assembleia foca-se nos testemunhos dos manifestantes
Em cerca de uma hora de assembleia, os manifestantes no Porto aprovaram um voto de condenação à violência policial e foi feito um apelo à intervenção imediata de António José Seguro.
Os manifestantes da Acampada também votaram para se aliarem à manifestação organizada pelo Movimento Casa para Viver, prevista para esta terça-feira.
De resto, o tempo tem sido ocupado com testemunhos da noite anterior e críticas à governação. Nestas últimas, repetem-se sempre cânticos de “Demissão” direcionados ora a Pedro Duarte, ora a Luís Montenegro.
Nisto, continuam milhares na Praça D. João I, a acompanhar a Assembleia Popular. A votação da pernoita ainda não chegou, mas vários elementos garantiram ao Observador que ficariam na praça, pelo menos, para acompanhar os resultados das eleições presidenciais no Brasil.
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Acampada de Lisboa ainda não decidiu curso de ação para esta noite. Plenário marcado para as 22h00
A Assembleia Popular da Acampada de Lisboa termina com uma das porta-vozes a pedir aos manifestantes presentes que se “organizem em grupos”. Pede ainda que seja eleito dentro de cada grupo um representante que se deve reunir com a organização às 22h00 junto à estátua de D.Pedro IV para tomar decisões sobre esta noite.
A organização chama-lhe um “plenário de delegados”. A comunicação social não poderá assistir a este plenário.
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Assembleia popular no Funchal manifesta solidariedade com acampadas no Porto e Lisboa
Cerca de 100 pessoas participaram hoje numa assembleia popular no Funchal, no âmbito das manifestações nacionais pelo direito à habitação, e aprovaram por unanimidade um voto de solidariedade às acampadas no Porto e em Lisboa.
“É uma causa que toca a todos nós. Todos nós precisamos de uma casa, independentemente da política e do [salário] que recebemos. Sabemos que existem pessoas que recebem acima da média e que, ainda assim, não conseguem pagar um apartamento, uma casa”, disse Inês Tecedeiro, uma das porta-vozes da iniciativa.
A assembleia popular, que decorreu no Jardim Municipal, no centro da capital madeirense, decidiu criar vários grupos de trabalho para preparar a manifestação do dia 14 de novembro na região autónoma, no âmbito dos protestos agendados para essa data ao nível nacional.
“Todos nós temos vida, no entanto, todos nós podemos dar um bocadinho [de tempo] à causa”, sustentou Inês Tecedeiro, que hoje foi eleita uma dos quatro porta-vozes do grupo.
Ficou decidido que a manifestação na Madeira vai ocorrer às 17:00, a mesma hora prevista para as manifestações em Lisboa e no Porto.
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Jovem que terá incentivado ataque à casa de Montenegro constituído arguido
A PSP identificou e constituiu como arguido o jovem que alegadamente terá incentivado um ataque à residência do primeiro-ministro durante uma intervenção na acampada da Praça D. João I, no Porto, disse à Lusa fonte policial.
Segundo a mesma fonte, o jovem foi intercetado pela polícia às 16:30, no Porto, tendo sido levado para a Divisão de Investigação Criminal da PSP daquela cidade, onde foi interrogado e constituído arguido.
A fonte adiantou que está em causa o crime de instigação pública a um crime.
A PSP indicou ainda que o jovem saiu da esquadra cerca das 19:30 e ficou sujeito a Termo de Identidade e Residência (TIR), iniciando-se agora uma investigação.
Após a carga policial na madrugada de 15 de outubro aos manifestantes pelo direito à habitação da acampada do Porto, o primeiro-ministro disse aos jornalistas ter visto um vídeo, no qual “se faz um apelo direto à violência” e “até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família”.
Este vídeo foi depois enviado pelo gabinete de Luís Montenegro aos órgãos de comunicação social.
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Movimento Casa para Viver marca manifestação para terça-feira no Porto
O movimento Casa para Viver marcou para a próxima terça-feira, 27 de outubro, uma manifestação na estação de metro da Trindade, no Porto. O protesto está marcado para as 18h30. Nas redes sociais, o movimento anuncia que o mote da manifestação será “um orçamento para a habitação contra a violência policial”.
Para o mesmo dia e hora está prevista uma manifestação em Lisboa em frente à Assembleia da República. Na terça-feira começa a ser discutido, no Parlamento, o Orçamento do Estado para 2027. A votação na generalidade está marcada para quarta-feira.
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Organização da Acampada diz que INEM disse que "não tinha segurança" para ir ao Rossio perante pedidos de auxílio
Uma representante da equipa de cuidados de saúde da Acampada acaba de referir na Assembleia Popular de Lisboa que o INEM disse ontem à noite a manifestantes que tinham de “pedir ajuda à polícia porque não tinham segurança para vir à praça”.
A porta-voz diz que estava a ser dada assistência a uma pessoa que tinha sofrido um “traumatismo cranioencefálico” e nota a revolta dos manifestantes perante a sugestão de pedir auxílio à mesma PSP que tinha acabado de agredir aquela pessoa.
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Da direita à esquerda, Montenegro cercado após intervenção policial. Há uma voz crítica também no PSD: "Tremendo erro"
PS e Chega exigem esclarecimentos ao primeiro-ministro — ainda que Ventura não conteste ação policial. Moreira da Silva critica “decisores”. À esquerda, pressão estende-se ao Presidente Seguro.
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Manifestantes em Lisboa pedem greve geral "de Espanha a Portugal"
“É preciso que as centrais sindicais ouçam o que estamos aqui a dizer hoje e avancem na construção de uma greve geral”, defende um dos manifestantes no Rossio.
“Greve geral, de Espanha a Portugal”, grita-se em Lisboa.
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Pedro Nuno acusa Montenegro de estar "escondido em Espinho" e de "usar aparelho de Estado para se proteger"
O ex-líder do PS, Pedro Nuno Santos, considera uma “vergonha” e um “atentado ao Estado de Direito” a intervenção policial da madrugada de sábado. E acusa Montenegro de “instrumentalizar o aparelho do Estado” para se proteger.
Num vídeo que publicou nas redes sociais, concentrou o ataque no primeiro-ministro que acusou de estar “escondido há mais de uma semana em Espinho” e de que o que “quis fazer ao comandar esta carga foi instrumentalizar, usar o aparelho do Estado não para defender o país ou a lei, mas para se proteger a si próprio e ao seu Governo”.
O deputado socialista fala em “bastonadas, pontapés, tasers e cães atiçados contra manifestantes” pela polícia “sem razão forte”, já que “não houve vandalismo nem provocações”.
Diz que, ao colocar a discussão no direito à manifestação, o Governo quis “desviar atenções” sobre falta de políticas para a habitação, “amedrontar o povo” e porque sabe “que já não é possível aguentar o sistema económico neoliberal e as suas consequências para a vida das pessoas sem recorrer ao autoritarismo”.
Fecha o vídeo a apelar “aos democratas” para que “defendam a democracia” e digam “basta” a Montenegro.