Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, fechamos agora a cobertura da atualidade política desta quarta-feira.

    Pode continuar a acompanhar tudo o que se passa neste novo liveblog.

  • PS: Carneiro conta "com todos aqueles queiram ajudar" o partido numa "altura difícil"

    O candidato à liderança socialista José Luís Carneiro disse hoje que contará “com todos aqueles queiram ajudar” o PS nesta “altura difícil”, depois de Duarte Cordeiro e Alexandra Leitão terem anunciado que não vão continuar no Secretariado Nacional.

    Antes de uma reunião com García Pérez Iratxe, líder do grupo parlamentar do S&D – Socialistas & Democratas no Parlamento Europeu, que decorreu esta tarde em Lisboa, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre os anúncios de Alexandra Leitão, à Antena 1, e de Duarte Cordeiro, no Now, de que não pretendem continuar no Secretariado Nacional do PS após as eleições para líder do PS.

    “Eu disse que quero contar com todos aqueles que queiram ajudar o Partido Socialista numa altura difícil como aquela que nós estamos a viver e estou convencido que vamos ter muitos dirigentes, muitos responsáveis a acompanhar os esforços que estão a ser feitos”, começou por responder.

    Perante a insistência dos jornalistas sobre se teme que estes dois dirigentes façam uma “liderança sombra” à sua, o candidato a secretário-geral do PS afastou esta ideia.

    “Aliás, o Duarte Cordeiro deu-me conta de que tem agora também projetos de outra natureza, nomeadamente projetos de natureza profissional, mas vou contar com ele nos órgãos do Partido Socialista. Posso dizê-lo porque me foi transmitida essa disponibilidade dele e de outros camaradas”, referiu, escusando-se a mais respostas sobre estes temas.

  • Envolvido na morte de Alcindo Monteiro terá feito parte do grupo que agrediu ator d'A Barraca

    Entre os agressores que estiveram envolvidos no ataque a atores d’A Barraca estaria um dos homens que organizou o jantar de skinheads que acabaria por culminar com o assassinato de Alcindo Monteiro, em 1995, avançam o Público e o Expresso.

    O Expresso informa ainda que um dos elementos do grupo tinha sido condenado em 1991 a dois anos de prisão, com pena suspensa, pelo envolvimento no conflito que provocou a morte de José Carvalho, na sede do PSR, em 1989.

    Os dois jornais informam, com base em imagens de um vídeo amador, que o ataque violento contra atores do teatro d’A Barraca terá sido organizado pelos Blood & Honour, um grupo neonazi referenciado pela Polícia Judiciária e serviços de informações.

  • Ministério Público confirma abertura de inquérito sobre agressão a ator

    O Ministério Público confirmou hoje a abertura de um inquérito para investigar a agressão contra o ator Adérito Lopes, da companhia de teatro A Barraca, na terça-feira.

    Em resposta escrita enviada à Lusa, a Procuradoria-Geral da República referiu que “confirma-se a existência de inquérito”.

    Na terça-feira, Dia de Portugal, Adérito Lopes foi agredido por um grupo de extrema-direita, em Lisboa, quando entrava para o teatro para se preparar para o espetáculo com entrada livre “Amor é fogo que arde sem se ver”, de homenagem a Camões.

    Em declarações à Lusa, a também atriz Maria do Céu Guerra contou que foi por volta das 20:00, estavam os atores a chegar ao Cinearte, no Largo de Santos, quando se cruzaram à porta “com um grupo de neonazis com cartazes”, com várias frases xenófobas, que começaram por provocar uma das atrizes.

  • "Estou eu a reagir". Rangel descarta polémica na ausência de reação de Montenegro a agressão de ator

    “A condenação está feita e é clara, estou eu aqui a fazê-la, não há razão para fazer disso uma polémica. Acho que temos de nos concentrar no que é essencial que é a condenação da violência”, afirmou esta tarde Paulo Rangel. Respondia às questões dos jornalistas na Feira do Livro, em Lisboa, que mencionaram a ausência de reação por parte do primeiro-ministro Luís Montenegro em relação ao episódio de violência no teatro d’A Barraca.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros destacou a “condenação veemente da violência” que foi feita pela ministra da Cultura em à “violência num espaço cultural e contra a criação artística e cultural”.

    Destacou ainda a violência no desporto, que considera “também muito grave”, referindo-se ao caso do ataque a um carro com adeptos do FC Porto esta terça-feira. “São dois casos muito graves e que merecem uma perseguição e punição exemplares”, reforçou.

    Sobre um possível reconhecimento formal de grupos neonazis, cujo suspeito de agredir um ator no teatro d’A Barraca deverá pertencer, Rangel absteve-se de opinar com clareza, mas disse que “quem conhece a legislação e constituição talvez saiba que o caminho não é esse”.

    Já sobre o suposto capítulo do RASI que versava sobre extrema-direita e cujo Governo aprovou a exclusão, o ministro afirmou que “essa história está mal contada”, apesar de reforçar que “é evidente que há um motivo de preocupação”. “Não precisamos de estar sempre a repetir a mesma coisa, é clara a condenação e a preocupação”, insistiu.

  • Atriz do teatro "A Barraca" fala em grupo "agressivo" e "provocador". "Disseram-me que também gostavam do Che Guevara"

    Uma das atrizes que ontem foi interpelada pelo grupo de neonazis que agrediu o ator Adérito Lopes descreveu à CNN o momento em que foi abordada junto ao teatro “A Barraca”, em Lisboa.

    “Dirigia-me ao meu local de trabalho. Ao atravessar a rua, vi que havia um grupo do outro lado da estrada a ter um convívio. Pareceu-me haver álcool à mistura, vinha com os headphones ligados. Achei que era só mais uma importunação sexual, ignorei e dirigi-me ao meu local de trabalho”, contou a atriz, que não quis ser identificada, acrescentando ter sido incentivada a juntar-se ao grupo.

    “As palavras que me foram ditas, creio que por estar a utilizar um t-shirt vermelha, foram palavras de ódio. Disseram várias vezes ‘vem aqui, queremos ter uma conversa contigo, não te fazemos mal, também gostamos muito do Che Guevara, também gostávamos de bombardear esta porcaria toda’. Provocações sem muito sentido”, referiu.

    A atriz garantiu ainda que os atores não responderam às provocações feitas pelo grupo de neonazis. “Os meus colegas disseram que já tinham reparado que estava ali um grupo meio agressivo, provocador. Eles disseram-me para ignorar e para não responder. E foi isso que fizemos”, assegurou.

    “Não foi feita nenhuma provocação, não houve nenhuma resposta da nossa parte, nem verbal nem física”, sublinhou.

    A atriz descreveu ainda o momento em que o colega, Adérito Lopes, foi agredido. “Foi tudo muito rápido, o meu colega chegou, saiu do carro, cumprimentou-nos e quando estava a cumprimentar outro meu colega, encostaram a cabeça à dele e deram-lhe um soco com a mão direita”, lembrou.

  • Aguiar-Branco condena “vil ataque” à companhia de teatro “A Barraca” e exige “tolerância zero”

    O presidente da Assembleia da República condenou hoje o “vil ataque” contra a companhia de teatro “A Barraca”, exigiu “tolerância zero” contra estes crimes e apontou que cabe agora ao Ministério Público as iniciativas de natureza penal.

    José Pedro Aguiar-Branco falava aos jornalistas a meio de uma sua visita à Feira do Livro de Lisboa, num momento em que se encontrava junto ao “stand” do parlamento.

    Na terça-feira, Dia de Portugal, um ator da companhia de teatro “A Barraca”, Adérito Lopes, foi agredido por um grupo de extrema-direita, em Lisboa, quando entrava para o espetáculo com entrada livre “Amor é fogo que arde sem se ver”, de homenagem a Camões.

    Interrogado sobre este episódio, o presidente da Assembleia da República defendeu que “deve haver tolerância zero em relação à intolerância” e manifestou o seu “mais vivo repúdio contra uma situação de violência inaceitável”.

  • PCP defende que Governo “vai ter de retificar” ausência de grupos de extrema-direita no RASI

    O secretário-geral do PCP defendeu hoje que o Governo “vai ter de retificar” a ausência dos grupos de extrema-direita no Relatório Nacional de Segurança Interna (RASI) e condenou a agressão a um ator da companhia de teatro A Barraca.

    “O Governo vai ter de retificar isso, nem sequer questiono o contrário, nem sequer me passa pela cabeça que vá haver algum debate sobre essa matéria, é tão evidente que é preciso retificar que não me parece que haja algum debate sobre isso”, afirmou Paulo Raimundo em declarações aos jornalistas na sede nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), em Lisboa, após uma reunião com a direção daquele partido.

    O secretário-geral do PCP referia-se ao facto de, segundo o jornal Expresso, o grupo de extrema-direita que, esta terça-feira, será responsável pela agressão a um ator da companhia A Barraca, em Lisboa, ter sido retirado da versão final do RASI de 2024, o que levou o BE a pedir que o plenário da Assembleia da República discuta esse relatório.

    Paulo Raimundo salientou que não é apenas o grupo alegadamente responsável por esta agressão que foi retirado do RASI, mas todos os movimentos de extrema-direita, reforçando que “o Governo vai ter de retificar isso”.

  • PAN condena “gesto de grave violência, intolerância e ódio” para com ator do teatro “A Barraca”

    O PAN apresentou hoje, na Assembleia da República, um voto de condenação das agressões a um ator da companhia de teatro “A Barraca” por um grupo de extrema-direita, que classificou como um “gesto de grave violência, intolerância e ódio”.

    “Este incidente representa um gesto de grave violência, intolerância e ódio que não é admissível num Estado de Direito Democrático e que infringe frontalmente os nossos valores constitucionais mais básicos, nomeadamente a liberdade de expressão, o direito à fruição e criação cultural e a liberdade de criação cultural”, refere o projeto de voto divulgado pelo partido.

    A deputada única do PAN quer que a Assembleia da República condene “as agressões feitas ao ator Adérito Lopes e demais atos de violência, intolerância e ódio para com os outros atores, equipa técnica e público” do teatro A Barraca, que ocorreram na terça-feira.

    Inês de Sousa Real quer também que o parlamento manifeste a sua solidariedade para com a companhia de teatro e “o seu total empenho na defesa da liberdade de expressão, do direito à fruição e criação cultural e da liberdade de criação cultural face a quaisquer atos que os procurem atacar”.

  • Ventura condena "violência contra quem for", mas questiona porque é que episódio de "cigano que matou cigano" não abriu jornais

    Sem se demorar na reação ao episódio de violência no teatro d’A Barraca — que diz condenar, tal como “todo o tipo de violência seja ela contra quem for” — André Ventura afirmou que “ontem mesmo ouve um cigano que matou outro cigano”. “Não vi abrir programas sobre isto. Isso não é violência também!?”, questionou.

    O líder do Chega diz que “o país entrou numa lógica em que parece que a violência toda que for feita da esquerda para a direita está certa e é ativismo e que quando é outro tipo de violência passa a ser extremista”.

    “Mais um cigano que matou outro por questões de casar uma filha de 14 anos. Isso não é violência, isso não tem de ser dito? Parece que vivemos numa espécie de esquizofrenia política em que tudo é aceitável de um lado e nada é aceitável do outro”, afirmou ainda o líder do Chega.

    Ventura apela a que se condene “a violência de todos os espectros políticos e de todos os grupos sociais”. Não podemos proteger uns e condenar outros”, acrescenta.

    “O Presidente da República fez, e bem, a condenação do que tinha acontecido, mas nem uma palavra sobre o que aconteceu na Amareleja ontem”, referiu ainda, voltando ao caso que alegadamente envolve pessoas de etnia cigana.

    “O Presidente tem medo que a comunidade cigana fique chateada com ele, mas prefere ir atrás de uma certa opinião maioritária dos media em relação a outro tipo de crimes. Porque é que não condena a violência por ciganos ou quando as mulheres são violadas no Martim Moniz?” interrogou ainda.

  • Elenco d'A Barraca reunido. Maria do Céu Guerra fala "em grande sentimento de revolta"

    O elenco da peça Amor é um fogo que arde sem se ver está reunido na tarde desta quarta-feira no teatro d’A Barraca para decidir se a peça vai voltar a cena depois de um dos seus atores ter sido agredido no exterior do teatro.

    Em declarações à SIC Notícias, Maria do Céu Guerra, atriz e diretora do teatro, informou que o caso está entregue ao advogado da companhia.

    “Vamos fazer um comunicado e encerramos o assunto”, disse, ressalvando que não querem ser alvo de acusações de “fazer publicidade” com o caso.

    Manifestou ainda o “sentimento de grande revolta por isto ser possível no nosso país no dia em que faz 30 anos de ter sido morto no Bairro Alto, como nós sabemos, quem foi [Alcindo Monteiro] e com pessoas que participaram nesse crime”.

  • Livre manifesta “profundo repúdio” após agressão a ator do teatro “A Barraca” e quer investigação

    O Livre apresentou hoje no parlamento um voto de condenação pelas agressões a um ator da companhia de teatro “A Barraca” por um grupo de extrema-direita, manifestando “profundo repúdio”, e Rui Tavares exigiu uma investigação que “castigue os responsáveis”.

    “A agressão de que foi alvo o ator Adérito Lopes merece a mais veemente condenação e uma investigação que castigue os responsáveis. É inaceitável que uma peça seja cancelada por causa de um grupo neofascista. É o resultado de não haver clareza na rejeição do discurso de ódio”, criticou o porta-voz do Livre Rui Tavares, na rede social “X”, antigo Twitter.

    Também hoje, a bancada do Livre entregou na Assembleia da República uma pergunta ao Governo e um voto de condenação depois de na terça-feira à noite um ator da companhia de teatro “A Barraca” ter sido agredido por um grupo de extrema-direita, em Lisboa, quando entrava para um espetáculo.

  • "Não queremos viver num país do medo". Coletivo organiza concentração à porta d'A Barraca no domingo

    Um coletivo de associações e organizações convocou uma concentração à frente do Teatro A Barraca no próximo domingo, 15 de junho, a propósito do “ataque cobarde do grupo neonazi ao ator Adérito Lopes”.

    “Convoca-nos em solidariedade para afirmar que não veremos a ascensão do fascismo em silêncio”, lê-se numa nota enviada à comunicação social, para um encontro com o mote: “Não queremos viver num país do medo.”

    Entre aqueles que se associam à ação estão o movimento Vida Justa, a estrutura de criação A Rafeira e o site de divulgação cultural Comunidade Cultura e Arte.

    “Não é um caso isolado. Sabemos que esta onda de ataques a migrantes, pessoas racializadas, trabalhadoras, pobres e trabalhadores da cultura não vai ficar por aqui. Está a crescer alimentada pela impunidade judicial, pelo silêncio e pela desigualdade económica”, afirma-se ainda no comunicado.

    “É a tarefa do nosso tempo combater este país desigual sem nunca sacrificar os direitos fundamentais entre os quais a liberdade de expressão”

  • Marques Mendes considera “absolutamente inadmissível” ataque a ator do teatro “A Barraca”

    O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou hoje “absolutamente inadmissível” o ataque de terça-feira contra um ator do teatro “A Barraca”, alegadamente por um grupo de extrema-direita, defendendo uma punição exemplar dos responsáveis.

    No decorrer de uma visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, Marques Mendes defendeu que toda a “violência tem de ser condenada e sancionada pelos tribunais”.

    No caso da agressão contra o ator de “A Barraca”, o candidato presidencial considerou ser ainda mais grave por visar “um símbolo da liberdade de expressão”.

    Junto à porta, cruzaram-se “com um grupo de neonazis com cartazes, programas”, com várias frases xenófobas, que começaram por provocar uma das atrizes.

    “Entretanto, os outros atores estavam a chegar. Dois foram provocados e um terceiro foi agredido violentamente, ficou com um olho ferido, um grande corte na cara”, afirmou a também encenadora, de 82 anos, que disse que o ator em causa teve de receber tratamento hospitalar.

  • Marcelo condena ataque a ator d'A Barraca: "Vivemos em Democracia e não queremos voltar a viver em ditadura"

    O Presidente da República condenou esta quarta-feira o ataque a um ator d’A Barraca. Numa nota do site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa diz que falou ao telefone com Maria do Céu Guerra, a quem transmitiu “a sua solidariedade, extensiva a toda a Companhia e seus atores”.

    Marcelo “sublinhou, em particular, que em Democracia há e tem de haver liberdade de pensar e exprimir o pensamento, de forma plural e sem censuras”. Acrescentou que “essa liberdade e esse pluralismo não podem ser calados, nem sovados, por quem discorda”.

    “Vivemos em Democracia e não queremos voltar a viver em ditadura”, diz ainda o Presidente.

  • BE quer debate sobre RASI 2024 no parlamento após agressão a ator por grupo de extrema-direita

    O BE quer que a próxima conferência de líderes agende um debate sobre o Relatório Anual de Segurança Interna 2024 com a presença do Governo, depois de um ator ter sido agredido por um grupo de extrema-direita.

    Num pedido dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, a deputada única do BE, Mariana Mortágua, refere que na terça-feira à noite um ator da companhia de teatro A Barraca foi agredido por um grupo de extrema-direita, em Lisboa, quando entrava para um espetáculo.

    “Há muito que o Bloco de Esquerda denuncia a ação perigosa de grupos de extrema-direita que atacam e procuram intimidar profissionais da cultura, profissionais de saúde e ativistas sociais e políticos que defendem os direitos humanos. Estas atuações da extrema-direita não estão, infelizmente, a ter o tratamento que deviam por parte dos poderes públicos”, critica a deputada.

  • Agressão a ator. Carlos Moedas diz que ataque é "inadmissível" e culpa "extremismos à direita e à esquerda"

    O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considera “inadmissível” o ataque levado a cabo esta terça-feira à noite por um grupo neonazi a um ator do teatro A Barraca.

    “É inadmissível este tipo de ataques. Era um ator, é um ataque à nossa identidade, à nossa cultura. Não pode acontecer em Lisboa”, disse Moedas, em declarações à Sic Notícias, acrescentando que, ainda na noite de ontem se deslocou ao local onde teve lugar a agressão para contactar com a família do ator agredido e com a equipa responsável pela peça que estava em exibição.

    “Não podemos deixar que um ator tenha medo de ir para o seu teatro”, defendeu o autarca de Lisboa, culpando o que diz serem “os extremismos” de direita e de esquerda pelo aumento dos incidentes violentes na cidade de Lisboa.

    “Deixa-me com uma grande preocupação, entre os extremismos à direita (neste caso) e também extremismos à esquerda, que são violentos. Estes extremos na nossa sociedade são violentos. São os extremos que estão a causar estes problemas”, garantiu Carlos Moedas.

    Referindo-se também ao caso do ataque a um carro onde seguiam adeptos do FC Porto, na freguesia do Lumiar, o presidente da Câmara defendeu a necessidade de reforçar o policiamento na cidade (com aumento do número de polícias e de câmeras de videovigilância) e lembrou que pediu uma reunião sobre o tema da segurança na cidade à recém-empossada ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.

  • Cavaco Silva defende reforço da zona euro para reponder a Trump e populismos

    O ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva defendeu esta quarta-feira que perante a “situação internacional muito complexa”, agravada pela reeleição de Donald Trump nos EUA, a Europa deve “renovar a sua ambição” e reforçar a zona euro.

    “O que é mais importante como primeiro passo será reforçar a zona euro, que é o núcleo duro” da União Europeia (UE), onde “existe uma partilha de soberania” mais forte, disse Cavaco Silva, referindo-se ao conjunto dos países que têm a moeda única europeia.

    “Precisamos aqui de uma frente europeísta que possa travar movimentos populistas e eurocéticos, avançando numa zona euro mais aprofundada”, acrescentou o antigo chefe de Estado e ex-primeiro-ministro, num debate em Toledo, Espanha, sobre os 40 anos da assinatura do tratado de adesão dos dois países da Península Ibérica à UE, em junho de 1985.

    Em declarações aos jornalistas no final do debate, em que também participou o ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González, Cavaco Silva explicou que defende o aprofundamento da zona euro (nomeadamente, completar “a arquitetura” da união económica e monetária ou do mercado de capitais) para “que se reforce a posição do euro como uma moeda mundial, para que ganhe força no diálogo internacional com os outros blocos económicos e em particular com os Estados Unidos e a sua nova administração”.

    Durante o debate, o ex-Presidente português considerou as tarifas comerciais anunciadas por Trump “a decisão mais irracional” que se poderia imaginar, tanto “para os Estados Unidos, como o mundo geral”, e que põe em risco “o futuro do dólar como moeda mundial”.

  • João Maria Jonet anuncia candidatura independente à Câmara de Cascais

    João Maria Jonet anuncia a candidatura independente à Câmara de Cascais.

    “A candidatura está a ser montada desde pelo menos setembro do ano passado, não por mim originalmente mas por grupos de cidadãos, associações de residentes do concelho que sentem que é preciso alguma coisa nova num concelho que há 24 anos tem o mesmo partido”, diz à Rádio Observador.

    Jonet diz ainda que, em Cascais, “as promessas originais acabaram por ficar de lado e é preciso mudar alguma coisa”.

    “É a minha terra, senti que o devia fazer”, revela.

    Ouça aqui a Resposta Pronta de João Maria Jonet

    João Maria Jonet anuncia candidatura independente à Câmara de Cascais. “Não gosto nada da proposta autárquica do PSD”

  • Ministra da Cultura repudia “atentado contra liberdade de expressão” sobre A Barraca

    A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, repudiou hoje a agressão contra a companhia teatral A Barraca, classificando-a de “atentado contra a liberdade de expressão, contra o direito à criação, contra os valores democráticos”.

    “A Cultura é um lugar de liberdade, nunca de medo. Repudio a agressão cobarde de que foram alvo os atores da companhia A Barraca”, começa por escrever a ministra, sobre a agressão, na noite de terça-feira, em Lisboa, que levou a que um ator de A Barraca fosse hospitalizado com ferimentos no rosto.

    Margarida Balseiro Lopes sublinhou: “Este ataque é um atentado contra a liberdade de expressão, contra o direito à criação, contra os valores democráticos que nos definem enquanto país. A Cultura não se intimida. Não recua. E não aceita ódio travestido de discurso político”.

    “Temos de garantir que artistas, técnicos e público podem participar plenamente na vida cultural, com segurança, respeito e dignidade”, reforçou a governante, que dirigiu ao ator agredido e a toda a equipa da companhia a sua solidariedade, em particular à diretora artística Maria do Céu Guerra, “cujo papel na cultura portuguesa é inestimável”.

    Um ator da companhia de teatro A Barraca foi agredido na noite de terça-feira por um grupo de extrema-direita, em Lisboa, quando entrava para um espetáculo com entrada livre de homenagem a Camões, disse a diretora da companhia, Maria do Céu Guerra.

1 de 2