Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O acompanhamento da greve geral convocada pela CGTP e pela UGT termina aqui.

    Obrigada pela preferência! Boa noite!

  • Greve geral. UGT e CGTP assumem cartão vermelho ao Governo que contesta e espera VAR empresarial

    A guerra de números é já habitual nas greves. Os sindicatos viram cartão vermelho ao Governo que contesta e olha para o VAR que neste caso são as empresas. “Nós pagamos salários”, diz CIP.

    Greve geral. UGT e CGTP assumem cartão vermelho ao Governo que contesta e espera VAR empresarial

  • Nova greve? Nas negociações nada é excluído, diz UGT; Está nas mãos do Governo, diz CGTP

    Questionados na CNN Portugal sobre a possibilidade de se realizar nova greve, Mário Mourão, da UGT, diz que tem dito que “sempre que negociamos não podemos excluir qualquer tipo de luta, incluindo a greve”.

    Já Tiago Oliveira, da CGTP, assume que “neste momento está nas mãos do governo”.

  • CIP separa acontecimentos das manifestações e greves da CGTP e UGT

    Armindo Monteiro, da CIP, também em declarações na CNN Portugal, quis deixar “uma palavra de respeito a todos os que hoje, de forma ordeira, decidiram manifestar-se e fazer greve”, porque “não o fizeram de forma leviana”, prescindindo do salário de um dia.

    Para o líder da CIP, os acontecimentos não têm a ver “com manifestação de greve e não foi seguramente isto que UGT e CGTP propuseram fazer”.

  • Funcionários da Câmara Municipal limpam lixo em frente ao Parlamento

    Já com as ruas nas imediações da Assembleia da República vazias há algumas horas, o único som que se ouve é o das vassouras dos funcionários da Câmara Municipal que varrem o lixo que se acumulou no chão durante a manifestação.

    Três trabalhadores juntam latas de cerveja, pedaços de vidro de garrafas e o lixo que já não cabe nos caixotes enquanto se aproximam da zona mais crítica: a parte central da escadaria, onde um grupo de pessoas ateou fogo a vários objetos já no fim da manifestação. Para ajudar a limpar essa zona coberta de negro que ainda cheira a queimado, os funcionários da Higiene Urbana garantem que têm “reforços” a caminho.

  • CGTP demarca-se dos acontecimentos junto do Parlamento. "Algo que foge ao total controlo da nossa intervenção"

    A CGTP demarca-se dos acontecimentos que, no final da manifestação junto da Assembleia da República, levaram a polícia a intervir.

    Tiago Oliveira, da CGTP, em declarações na CNN Portugal, diz que os acontecimentos “foram à margem, já depois da manifestação da CGTP. Algo que foge ao total controlo da nossa intervenção e que devemos condenar”.

    Para o líder sindical, “tivemos uma grande greve geral e a CGTP se propôs foi trazer para a rua o descontentamento dos trabalhadores e realizámos um conjunto de manifestação em todos os distritos e nas ilhas. Estiveram nas ruas milhares de trabalhadores”.

  • Tarjas, gritos e protestos. Manifestantes saíram à rua para criticar Governo e pacote laboral "perigoso" que "cria incerteza"

    Em dia de greve geral, as ruas de Lisboa encheram-se de manifestantes que criticaram Luís Montenegro e um pacote laboral “perigoso”. Protestos concentraram pessoas de todas as idades e profissões.

    Tarjas, gritos e protestos. Manifestantes saíram à rua para criticar Governo e pacote laboral “perigoso” que “cria incerteza”

  • Seis detidos e dois identificados pela PSP

    Durante a operação policial montada para acompanhar a manifestação que percorreu várias ruas da cidade de Lisboa, a PSP fez seis detidos.

    “Pelas 17h20 foi detetado um grupo de cerca de 150 indivíduos, que se separou da manifestação e saiu de frente da Assembleia da República, deslocando-se em direção ao Chiado. Este grupo de indivíduos foi provocando diversos danos ao longo do trajeto adotado, nomeadamente graffiti, em fachadas de prédios residenciais e comerciais, tendo sido intercetados ao chegar ao Largo do Carmo. Alguns dos indivíduos abordados reagiram violentamente à abordagem por parte dos polícias, tendo dois deles sido detidos por resistência e coação sobre funcionário e dois outros identificados”, descreveu a PSP.

    Os restantes desacatos foram registados já na parte final dos protestos, quando um homem ultrapassou as barreiras de segurança e subiu calmamente as escadas, tendo sido detido também de forma pacífica, como captaram as câmaras de televisão que se encontravam a filmar a manifestação.

    “Os polícias no local necessitaram de, por duas vezes, apagar focos de incêndio, ateados por manifestantes. Em virtude da persistência de tal incivilidade, foi ativado o Regimento de Sapadores Bombeiros que apagou o incêndio que lavrava em caixotes do lixo”.

    “Após ter sido extinto o foco de incêndio, os manifestantes foram encaminhados para as artérias adjacentes à Rua Correia Garção, para evitar que fossem efetuados mais danos ao património. No final da manifestação, cerca das 20h38, foram detidos 3 indivíduos por resistência e coação sobre funcionário e ofensas à integridade física qualificada.” Totalizando assim em seis detenções e duas pessoas identificadas.

  • Faro foi o aeroporto com mais cancelamentos no dia da greve

    Quase 700 voos tinham sido cancelados até às 16h00 da tarde nos nove aeroportos geridos pela ANA no continente e nas ilhas. A maior fatia destes cancelamentos foi feita antecipadamente para mitigar os efeitos da greve geral desta quinta.feira. Os dados da concessionária indicam que o número de voos cancelados no próprio dia foi reduzido.

    Destaca-se como exceção o aeroporto de Faro onde a paralisação dos serviços de socorros obrigou à realização apenas dos serviços mínimos e a desviar algumas ligações para outros aeroportos. Dos 87 voos programados, tinham sido cancelados 65 até meio da tarde. Este numero corresponde a 70% dos 94 aviões programados para este dia e que tiveram de ser cancelados.

    Estes dados ainda são provisórios e refletem o impacto da greve nas operações até às 16h00.

    Lisboa
    Total voos: 611
    Voos cancelados previamente: 394
    Voos não cancelados: 208
    Voos realizados hoje: 162
    Voos cancelados hoje: 10

    Porto
    Total voos: 265
    Voos cancelados previamente: 123
    Voos não cancelados: 142
    Voos realizados hoje: 90
    Voos cancelados hoje: 7

    Faro
    Total voos: 87
    Voos cancelados previamente: 18
    Voos não cancelados: 69
    Voos realizados hoje: 4
    Voos cancelados hoje: 65

    Madeira
    Total voos: 86
    Voos cancelados previamente: 34
    Voos não cancelados: 52
    Voos realizados hoje: 43
    Voos cancelados hoje: 0

    Porto Santo
    Total voos: 4
    Voos cancelados previamente: 0
    Voos não cancelados: 4
    Voos realizados hoje: 2
    Voos cancelados hoje: 0

    Ponta Delgada
    Total voos: 42
    Voos cancelados previamente: 20
    Voos não cancelados: 18
    Voos realizados hoje: 8
    Voos cancelados hoje: 8

    Horta
    Total voos: 8
    Voos cancelados previamente: 6
    Voos não cancelados: 2
    Voos realizados hoje:
    Voos cancelados hoje: 2

    Santa Maria
    Total voos: 8
    Voos cancelados previamente: 2
    Voos não cancelados: 6
    Voos realizados hoje: 2
    Voos cancelados hoje:

    Flores
    Total voos: 4
    Voos cancelados previamente: 2
    Voos não cancelados: 2
    Voos realizados hoje:
    Voos cancelados hoje: 2

  • Contra "retrocesso" laboral, mas a picar pouco o ponto à greve geral. Nestas indústrias a revolta nem sempre converteu trabalhadores

    A opinião é quase unânime entre os trabalhadores de indústrias e setor privado ouvidos pelo Observador: não querem o pacote laboral. Mesmo assim, a greve foi ficando pelo caminho durante a manhã.

    Contra “retrocesso” laboral, mas a picar pouco o ponto à greve geral. Nestas indústrias a revolta nem sempre converteu trabalhadores

  • A polícia está agora a varrer as ruas contíguas à Assembleia da República, para dispersar os manifestantes.

    Houve pelo menos um detido.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Os bombeiros estão agora a apagar os focos de incêndio, com a música de fundo “keep the fire burning”.

    Os manifestantes estão a falar com os bombeiros pacificamente, tendo havido manifestantes a aplaudir os três bombeiros que vieram aqui à frente apagar o fogo”.

  • A polícia de intervenção voltou a descer as escadas para apagar o foco de incêndio.

    Continuam cerca de 100 manifestantes presentes junto às escadarias da Assembleia da República.

    Entretanto chegou um carro dos bombeiros.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Polícia de intervenção volta a subir escadarias

    A polícia de intervenção já voltou a subir a escadaria. Quando desceu as escadarias o grupo da polícia de intervenção dirigiu-se ao foco de incêndio.

    Na subida das escadas percebe-se que um dos polícias tem um extintor na mão.

    Os manifestantes voltaram a incendiar dois caixotes do lixo.

  • A polícia de intervenção começou a descer as escadarias da Assembleia da República.

  • SEP diz que dados desmentem afirmações do Governo

    O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses contesta o Governo na avaliação de uma greve inexpressiva no setor privado. “O Governo afirma que a greve no setor privado e social é inexpressiva. Dados desmentem”, declara em comunicado.

    Em comunicado, o SEP indica que um conjunto de dados de hospitais privados e IPSS para contestar essa ideia.

    CUF Tejo: Cirurgia Ambulatório – 100%; Consulta Pediatria – 100%; Internamento Geral A – noite 2 enfermeiros escalados / 2 em greve =100%; manhã 2 enfermeiros escalados / 2 enfermeiros em greve = 100%; internamento Geral B noite – 2/2 manhã 4/4 – 100%.

    CUF Torres Vedras: Bloco Operatório – 71%.

    CUF Descobertas: Internamento Geral – 67%.

    CUF Sintra: Atendimento Permanente – 100%.

    CUF Viseu: Atendimento permanente – 100%

    Casa de Saúde de São Mateus (Viseu): Turno da noite – 6 escalados / 3 aderentes = 50%; Turno da Manhã – 17 escalados / 13 aderentes = 76,4.

    Hospital Luz Lisboa: Hospital de Dia Oncologia – 13 escalados / 13 em greve – 100%; Bloco de partos – 9 escalados / 6 em greve = 67%; Exame ginecologia – 2 escalados / 1 em greve = 50%; Obstetrícia – 8 escalados / 6 em greve = 75%.

    Hospital Lusíadas Lisboa: Total de adesão = 44%, com Bloco Operatório a 92%

    SAMS: Hospital SAMS – noite 70% – manhã 52%; Centro Clínico SAMS – manhã 67%;

    Santa Casa Misericórdia de Lisboa: Alcoitão – Noite – 100%; Manhã – 88%; Unidade S. Liberdade – 100%; Unidade S. Tapada – 50%; Unidade Mais – 50%

    Santa Casa da Misericórdia Castelo Branco – lares – Noite – 2 enfermeiros escalados / 1 enfermeiro em greve = 50%; Manhã – 2 enfermeiros escalados / 2 em greve = 100 %; Unidade de Cuidados Continuados Integrados – Noite – 2 escalados /2 em greve = 100%; Manhã – 5 escalados / 5 em greve = 100%;

    Santa Casa da Misericórdia da Sertã – Manhã – 4 escaldos / 4 em greve = 100%; Tarde – 4 escalados / 4 em greve = 100%

    Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha Ródão – Manhã – 3 escalados / 3 em greve = 100%

    SCM do FUNDÃO – LAR – Manhã – 1 enfermeiro escalado / 1 enfermeiro em greve = 100%; Tarde – 1 escalado /1 em greve = 100%; Unidade de Cuidados Continuados Integrados – Manhã – 4 escalados / 3 em greve

    SCM da COVILHÃ – LAR – TODO O DIA – 5 enfermeiros escalados / 3 em greve = 60%

    Hospital Privado de Azeitão: Noite – 2 escalados / 2 em greve = 100%; Manhã – 4 escalados / 4 aderentes = 100%; Tarde – 2 escalados / 2 aderentes = 100%

  • Cadeados em portões, pregos e pneus vazios. Grupo Barraqueiro denuncia tentativas "infrutíferas" para evitar saída de autocarros 

    Grupo Barraqueiro revela tentativas para bloquear saída de autocarros, desde bloqueios humanos e cadeados até pregos e pneus esvaziados. Em alguns casos, as forças de segurança foram chamadas.

    Cadeados em portões, pregos e pneus vazios. Grupo Barraqueiro denuncia tentativas “infrutíferas” para evitar saída de autocarros 

  • Governo afasta, para já, recurso a medidas de exceção com voos noturnos

    O Governo espera o retorno à normalidade nos aeroportos a partir de amanhã, não estando a preparar nenhuma medida extraordinária para acelerar essa normalização.

    O Observador questionou o Ministério das Infraestruturas sobre se estava a ser equacionado alguma medida de exceção para permitir a realização de voos noturnos, face às centenas de voos cancelados em vários aeroportos. “Da parte do Governo não está em elaboração nenhuma medida que excecione as restrições noturnas”, refere fonte oficial do Ministério das Infraestruturas, remetendo eventuais pedidos nesse sentido para o regulador, a ANAC.

    Do balanço feito até ao meio dia pela ANA, a grande maioria dos voos afetados tinha sido cancelada antes do dia greve geral.

  • Cartazes e panos queimados por grupo de manifestantes em frente ao Parlamento

    Alguns manifestantes que ainda se encontram em frente do Parlamento queimaram panos, cartazes e lixo e atiraram garrafas de vidro e caixotes de lixo para as escadarias.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    Um dos manifestantes passou as barreiras, subindo a escadaria, e acabou a ser levado pela polícia de segurança pública.

    A polícia de intervenção tinha chegado, entretanto, e mantém-se no topo da escadaria.

  • Henrique Gouveia e Melo: "Desvalorizar uma greve não é uma atitude correta"

    A guerra de números “não faz sentido”, “o que faz sentido é que os sindicatos, as entidades patronais e o Governo se voltem a sentar à mesa das negociações, porque nós temos de avançar com uma economia com coesão social”, considera Henrique Gouveia e Melo, candidato presidencial.

    O candidato diz que Portugal tem de ser “uma economia que motive trabalhadores e flexibilize para a economia desenvolver o seu máximo potencial. O equilíbrio pode ser encontrado com bom senso”.

    E acrescenta: “Não é necessário atacar direitos dos trabalhadores que não vão aumentar a nossa competitividade nem flexibilizar nada. São só ataques que não permitem melhorar a nossa economia. Não há prova evidente que algumas medidas, que ferem direitos trabalhadores, permitam maior produtividade ou competitividade da economia”.

    Em declarações, em Oeiras, transmitidas pelas televisões, Henrique Gouveia e Melo critica a desvalorização da greve. “Desvalorizar uma greve não é uma atitude correta. É um direito constitucional, as pessoas quando decidem fazer uma greve é porque tem um significado muito específico e temos de respeitar. A seguir temos de voltar à negociação com vontade de negociar e não com a vontade de exigir ou impor ou achar que a nossa solução é a única. Normalmente um problema tem muitos ângulos para se resolver”.

    O candidato acredita haver “uma tentativa política para desvalorizar a greve. Não me parece que seja a melhor alternativa”.

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