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Alguns piquetes de greve tentaram impedir a saída de autocarros de parques e estações de várias empresas rodoviárias detidas pelo grupo Barraqueiro, segundo informação enviada ao Observador. Para isso, recorreram a bloqueios humanos, colocação de correntes com cadeados para fechar portões e até colocação de pregos nas saídas e esvaziamento de pneus, refere a fonte oficial do grupo que gere dezenas de empresas rodoviárias de transporte público em todo o país.
A informação não revela onde foram registadas estas perturbações, mas o Observador sabe que Santa Iria da Azóia (Loures), Beja e São Bartolomeu de Messines, no Algarve, foram alguns dos locais onde aconteceram incidentes.
A mesma fonte indica que em alguns casos foi necessário pedir a intervenção de forças de segurança, mas sublinha que estas ações foram “infrutíferas”. O grupo diz que num universo de cerca de 6.000 trabalhadores, a percentagem de adesão à greve foi inferior a 4%, correspondendo a 223 pessoas.
Na mesma nota, o grupo lamenta estas perturbações cuja responsabilidade atribui aos “organizadores da greve geral” e que considera serem “difíceis de aceitar num Estado de Direito democrático, onde é suposto serem respeitados os cidadãos que aderem às greves, mas também os que livre e conscientemente desejam trabalhar”.
Sinaliza também que o setor tem uma “prática reiterada de contratação coletiva, estando em vigor, a esta data, contratos coletivos com todos os sindicatos do setor,” o que, conclui “torna estas práticas particularmente inaceitáveis.”
Cadeado colocado num portão de acesso a terminal de autocarros
A Barraqueiro controla mais de 30 empresas de transporte rodoviário, duas das quais —Rodoviária de Lisboa e Alvorada (e parceiro) — estão integradas na rede da Carris Metropolitana que opera na Grande Lisboa. Estes dados não incluem a Rede Expressos da qual a Barraqueiro é acionista. Neste serviço, o número de operações afetadas terá sido residual.
Flixbus teve terminal de Braga fechado nas primeiras horas, mas situação foi superada
Também a Flixbus adiantou ao Observador estar a operar normalmente, “sem qualquer cancelamento de serviços até ao momento” na sua rede de viagens. O operador que é o principal concorrente da Rede Expressos indica até ter tido um aumento de procura com algumas viagens totalmente esgotadas.
Na resposta enviada ao Observador ao final da manhã, fonte oficial da Flixbus assinalou apenas ocorrência de uma perturbação no terminal de Braga que estava encerrado no início da manhã. Durante as primeiras horas este interface que é gerido pela Câmara de Braga, esteve inacessível, o que obrigou os passageiros das primeiras a carreiras a saírem na rua. Mas a “situação foi rapidamente solucionada pelas autoridades,” tendo sido restabelecido o funcionamento regular das operações na cidade.