Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu o seu assessor Jonathan Urich, preso por ligações ao emirado árabe e negou que o Qatar seja um “estado inimigo”. Este caso é visto por Netanyahu como um “enorme bluff” e considera que a cobertura mediática foi inadequada.
    • A ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza foi ampliada com o objetivo de capturar grandes áreas e eliminar infraestruturas terroristas. As operações já resultaram em várias mortes, e parte significativa do território de Gaza foi controlada, intensificando o conflito. A expansão das operações provocou críticas, especialmente das famílias dos reféns em Gaza, que acusam o governo de negligenciar acordos com o Hamas.
    • A ONU e outras organizações internacionais, como a UE e o Reino Unido, expressaram preocupações significativas sobre a intensificação do conflito em Gaza, especialmente sobre as operações militares que causaram elevado número de vítimas civis. A União Europeia e o Reino Unido criticaram explicitamente as ações de Israel, pedindo moderação e um regresso às negociações.
    • O Tribunal Penal Internacional criticou a decisão da Hungria de ignorar o mandato de captura contra Netanyahu, acusando-o de crimes de guerra em Gaza. O Partido Verde Europeu também apelou à detenção de Netanyahu durante a sua visita à Hungria, destacando a necessidade de respeito pelo Direito Internacional e condenação por crimes de guerra.

    Já saiu o terceiro episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio e aqui o segundo]

  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui e pode continuar a acompanhar todas as notícias sobre o conflito israelo-palestiniano neste novo link.

    Senado dos EUA rejeita por larga maioria bloqueio de venda de armamento a Israel

  • Trump impõe tarifas de 17% a Israel

    Donald Trump anunciou nesta noite as novas tarifas comerciais e estabeleceu tarifas de 17% a produtos importados de Israel. Na última terça-feira o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, assinou uma ordem para remover todas as tarifas de produtos norte-americanos na esperança de evitar as medidas dos EUA.

  • União Europeia diz-se "preocupada" com expansão de operações militares israelitas em Gaza

    A União Europeia (UE) manifestou esta quarta-feira a sua “preocupação” com a expansão das operações militares israelitas na Faixa de Gaza, pelo “sofrimento da população palestiniana” que estão a causar.

    Um porta-voz da organização apelou aos dirigentes israelitas para que atuem com “a máxima moderação” e tenham em conta que o regresso à mesa das negociações é “o único caminho a seguir” para resolver o conflito, como tem afirmado a Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas.

    Os europeus insistiram que o “essencial” é o regresso do cessar-fogo à Faixa de Gaza, que culmine com a libertação de todos os reféns do Hamas, bem como o fim das hostilidades.

    A UE também exigiu o reinício imediato da distribuição da ajuda humanitária, bem como o fornecimento da eletricidade.

  • Guerra em Gaza desafia "a decência, a humanidade e a lei"

    A guerra em Gaza tornou-se numa “armadilha mortal” que “desafia a decência, a humanidade e a lei”, denunciou esta quarta-feira o chefe de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) no Território Palestiniano, lamentado a “desumanização” dos civis do enclave.

    Num briefing aos jornalistas feito a partir de Gaza, Jonathan Whittall não poupou nas críticas à forma como Israel está a conduzir a guerra no enclave palestiniano, descrevendo ao pormenor uma missão que coordenou recentemente em Rafah em que descobriu uma vala comum com 15 profissionais de saúde abatidos pelas forças israelitas.

    “Decidi não medir as palavras (…) Foi chocante vivenciar isto. Eram profissionais da área médica (…) ainda fardados e de luvas. Foram mortos enquanto tentavam salvar vidas. Estavam a ser enviados para Rafah enquanto as forças israelitas avançavam na área. As ambulâncias foram atingidas uma a uma ao entrarem em Rafah. As valas onde os encontrámos estavam marcadas pelas luzes de emergência de uma das ambulâncias”, contou Whittall, no briefing, acompanhado pela Lusa.

    “Todos foram esmagados pelas forças israelitas. Na zona onde encontrámos esta vala comum, as ambulâncias, o camião dos bombeiros e um veículo da ONU ficaram todos destruídos. Os corpos dos mortos foram enterrados na vala”, acrescentou.

  • Ataque israelita em Gaza terá matado 77 palestinianos

    De acordo com fontes médicas ouvidas pela Al Jazeera, o ataque israelita em Gaza terá matado 77 palestinianos desde a madrugada desta quarta-feira, 2 de abril.

  • Netanyahu nega que Qatar seja um "estado inimigo" e defende assessor detido

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, negou que o Qatar seja um estado inimigo, algo que fundamenta o caso conhecido como Qatargate, envolvendo ligações de assessores do líder ao emirado árabe.

    “O Qatar é um país complexo, não é um país simples”, disse, sublinhando que não é “um inimigo” e que muitos “o elogiam”, apontando o dedo ao líder da oposição, Yair Lapid, por ter elogiado o papel do país nas negociações com o Hamas.

    O primeiro-ministro, num vídeo publicado no Telegram e citado pelo Times of Israel, defendeu também o seu assessor Jonathan Urich, chamando-lhe “um funcionário dedicado”.

    “É o meu conselheiro político no Likud (partido de Netanyahu). Não tem acesso a qualquer material secreto, mas dizem que elogiou o Qatar”, acrescentou.

  • UNRWA critica ataque israelita que atingiu edifício da agência

    A UNRWA, agência da ONU para os refugiados palestinianos, criticou os ataques israelitas que atingiram um edifício abandonado da agência na cidade de Jabalia, no norte de Gaza.

    Segundo o diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, o edifício, que já funcionou como uma clínica da agência e acolhia agora 700 pessoas, já tinha sido danificado por ataques anteriores.

    Para o diretor da UNRWA, “até as ruínas se tornaram num alvo” para as forças israelitas, escreveu na rede social X.

    “O total desrespeito pelo pessoal, pelas instalações ou pelas operações da ONU constitui um profundo desafio ao direito internacional”, disse ainda, apelando ainda “à realização de investigações independentes para apurar as circunstâncias de cada um destes ataques e as graves violações cometidas”.

  • Polícia interrogou assessores de Netanyahu em conjunto, depois de darem testemunhos contraditórios

    A polícia israelita terá interrogado os dois assessores de Benjamin Netanyahu em conjunto, depois de ambos terem dado testemunhos contraditórios.

    A notícia é avançada pelo canal israelita Channel 12 e citada pelo Times of Israel, que explicita que os testemunhos que se contradizem estavam ligados às relações de ambos os assessores com o Qatar.

    A decisão sobre se os assessores continuarão ou não em detenção será tomada pelas autoridades ainda esta quarta-feira. Caso decidam que ainda se justifica, a polícia deverá pedir a extensão da detenção numa audiência no tribunal de Rishon LeZion marcada para a manhã do dia seguinte.

  • Exército de Israel criou um "segundo corredor de Filadélfia", diz Netanyahu

    Israel está a “mudar de velocidade” em Gaza e a criar um “segundo corredor de Filadélfia”, afirmou, esta quarta-feira, o Primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, citado pelo Times of Israel.

    O exército israelita está a apoderar-se do “eixo Morag”, informou Netanyahu. A rota, que separa Rafah de Khan Younis, a norte, será o segundo corredor de Filadélfia.

    Esta medida, segundo o Primeiro-ministro, faz parte de uma campanha militar das Forças de Defesa de Israel para pressionar o Hamas a aceitar as condições israelitas para um acordo de cessar-fogo e de libertação de reféns.

    “Estamos agora a isolar a Faixa de Gaza e estamos a aumentar a pressão passo a passo… para que nos entreguem os reféns. Quanto mais tempo se recusarem a entregá-los, mais a pressão aumentará até que o façam”, sublinhou Netanyahu.

  • Hamas rejeita proposta israelita de trégua de 40 dias com várias condições

    O grupo islamita palestiniano Hamas rejeitou esta quarta-feira uma proposta israelita para uma trégua de 40 dias na Faixa de Gaza, que implicaria a libertação de 11 reféns vivos no início e a entrega de 16 outros, mortos, ao fim de dez dias.

    Uma fonte do Hamas disse no Cairo à agência noticiosa espanhola EFE que a proposta israelita prevê também a manutenção das tropas de Israel na “zona tampão” da Faixa, que Israel está a expandir no terreno.

    A fonte deu conta da rejeição da proposta israelita, apresentada através de mediadores, que incluía ainda uma troca gradual de prisioneiros e uma trégua temporária na Faixa de Gaza, onde as tropas israelitas continuariam presentes em algumas zonas, ao contrário do que pretende o grupo islamita.

    A proposta israelita estipulava, segundo a fonte, a libertação, numa primeira fase, de 10 reféns israelitas, para além da do israelo-norte-americano Idan Alexander, em troca da libertação de prisioneiros palestinianos, num cessar-fogo de 40 dias.

    Segundo a proposta, Israel estipulou que o Hamas deveria fornecer “informações sobre todos os prisioneiros israelitas, vivos ou mortos, no quinto dia de tréguas”, e que “no décimo dia seriam entregues os corpos de 16 prisioneiros israelitas”.

  • "Reino Unido não apoia expansão militar de Israel", diz governo britânico

    O subsecretário dos Negócios Estrangeiros britânico, Hamish Falconer, afirmou esta quarta-feira, no parlamento, que o Reino Unido está “profundamente preocupado com o reinício das hostilidades” em Gaza.

    “O Reino Unido não apoia a expansão das operações militares de Israel”, garantiu Falconer, depois de o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciar que o exército está a expandir a ofensiva militar em Rafah.

    “Determinámos que existe um risco grave de violação do Direito Internacional humanitário por parte do governo israelita. Continuaremos a pressioná-los sobre estes pontos”, afirmou ainda Falconer, quando questionado sobre o bloqueio de ajuda humanitária em Gaza.

  • Mais de mil israelitas em protesto a apelar ao recrutamento de ultraortodoxos para o exército

    O protesto, que começou em Jerusalém com cerca de 100 pessoas, apela ao governo israelita para que os ultraortodoxos sejam recrutados para as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês). Neste momento, já conta com a participação de mil pessoas.

    Os manifestantes planeiam reunir-se em frente ao parlamento de Israel para pressionar o governo a recrutar mais judeus ultraortodoxos para o exército.

  • "Não há qualquer papel para a NATO aqui", garante secretário-geral da Aliança sobre posição para Gaza

    Em Bruxelas, Mark Rutte, secretário-geral da NATO, responde a uma questão durante uma conferência de imprensa sobre se a articulação da Aliança com parceiros internacionais se reflete numa posição concreta sobre a situação em Gaza.

    “Estamos a acompanhar a situação em Gaza de perto, mas é uma questão que está a ser endereçada a nível nacional. Não há qualquer papel para a NATO aqui”, responde. Rutte defende que o papel da Aliança na região se limita a aconselhamento e cooperação direta com os aliados regionais — entre os quais menciona Israel.

  • Mais de 60 mortos em ataques dos Estados Unidos ao Iémen desde 15 de março

    Os ataques dos Estados Unidos aos Houthis mataram 61 civis e feriram 139 pessoas desde 15 de março, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde de Saná.

    Os militares norte-americanos têm realizado ataques quase diários no Iémen, uma vez que Trump prometeu “aniquilar completamente” os Houthis.

    O grupo iemenita garantiu que vai continuar as operações militares contra Israel e nas rotas marítimas no Mar Vermelho até que Netanyahu termine o ataque a Gaza.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel a caminho de França para visita diplomática

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel viaja esta quarta-feira para França, no âmbito de uma visita diplomática.

    Gideon Sa’ar vai encontrar-se com o homólogo francês, Jean-Noël Barrot, e outros altos funcionários do executivo de François Beyrou.

    De acordo com o Haaretz, as reuniões têm como tópicos os desenvolvimentos regionais (no Irão, Líbano, Síria), a situação em Gaza e dos reféns, assim como as relações bilaterais entre os dois países.

  • Número de mortos no ataque em Jabalia sobe para 22

    O ataque israelita a uma instalação médica da UNRWA no campo de refugiados de Jabalia matou, pelo menos, 22 pessoas (incluindo crianças), segundo a Al Jazeera, que cita o Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza.

    “Condenamos com a maior veemência a continuação do genocídio da ocupação israelita contra civis e pessoas deslocadas e condenamos este ataque bárbaro que visou deliberadamente instalações médicas e áreas humanitárias”, afirmou o gabinete.

  • Tribunal Penal Internacional critica Hungria por ignorar mandado de captura contra Netanyahu

    O Tribunal Penal Internacional (TPI) criticou esta quarta-feira a decisão da Hungria de ignorar o seu mandado de captura contra o primeiro-ministro israelita por crimes de guerra em Gaza.

  • Bloco de Esquerda considera que "uma das falhas" do Governo é não reconhecer o Estado da Palestina

    A coordenadora do BE considerou esta quarta-feira que “uma das falhas” do Governo é não reconhecer o Estado da Palestina, alegando ser preciso que Portugal “tome uma posição” sobre o “genocídio em Gaza”.

    “[Portugal] Tem não só de fazer este reconhecimento, mas tem de ir muito mais além. É preciso impor sanções a Israel. É preciso garantir que não há importação por parte de Israel de produtos que vêm de territórios ilegalmente ocupados contra o direito internacional”, referiu a líder bloquista.

    A líder bloquista apontou também o dedo à politica da União Europeia em relação a Israel: “É preciso, de uma vez por todas, acabar com o acordo de associação entre a União Europeia e Israel, um acordo que diz que não tem validade se os direitos humanos forem violados”.

    A politica do atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a Israel e Gaza foi igualmente criticada pela líder do BE. “O que Israel está a fazer com Gaza, está a fazer porque tem o aval de Trump”, sustentou.

  • Ataque que atingiu instalações da UNRWA tinha como alvo o centro de comando do Hamas

    De acordo com a Al Jazeera, o exército israelita confirmou o ataque às instalações da UNRWA em Jabalia, no norte de Gaza, afirmando que tinha como alvo um “centro de comando e controlo” do Hamas.

    Pelo menos 19 pessoas morreram nas instalações médicas — incluindo nove crianças — que albergavam famílias deslocadas.

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