Momentos-chave
- Ministra do Trabalho diz que revisão laboral é uma das três reformas essenciais do Governo
- Hugo Soares: Ventura podia ser um "camarada", Chega e PS usam "receita de Sócrates"
- CDS pergunta se "carga fiscal sobre trabalho vai continuar a baixar"
- Montenegro diz que este ano Madeira terá segundo meio aéreo para combate aos fogos
- PAN pede proteção de animais de companhia em catástrofes. Governo vai avaliar
- "Não vem aí o diabo, vem aí mais crescimento económico"
- Montenegro diz que "em 138 alterações à lei laboral, Governo conseguiu consensualizar 132 com parceiros"
- PCP ataca uma reforma laboral "que não serve os trabalhadores, não serve o país e muito menos na circunstância que se vive hoje"
- Rui Tavares sugere Elisa Ferreira e Jorge Moreira da Silva para agência que vai gerir PTRR
- Leitão diz que Governo quis "fazer manchete" mas não tem "plano". Montenegro responde que será julgado pela "lei da democracia"
- Montenegro diz que solução para o Siresp será apresentada "muito em breve"
- Montenegro diz que não conta "perder um cêntimo" do PRR
- IL: "Cada vez que o Estado falha faz um plano, há uma verdadeira matrioska de planos"
- PS pergunta a Governo se está disponível "para deixar cair pacote laboral"
- Montenegro diz que "reina confusão no PS" e explica números piores na Saúde com aumento das gripes
- Montenegro: "A nossa política é de sensibilidade, responsabilidade e prudência"
- PS acusa Governo de "esconder" saldo da Segurança Social para não aumentar pensões mais baixas
- Agora é a vez de Carneiro: "Quer ser o mais chegano dos deputados socialistas", diz Montenegro
- PS insiste no IVA zero no cabaz de produtos alimentares essenciais
- Ventura diz que se Montenegro quer aprovar reforma laboral com o Chega "vai ter de baixar a idade da reforma"
- Pingue-pongue continua: Montenegro diz que Ventura está "confuso" e não é credível
- Ventura diz que Governo copia "propostas mais baixinhas" do Chega: "É um Governo muito mau e baixinho"
- Montenegro manda Ventura estudar
- Ventura diz que PTRR apresentado pelo Governo "é uma fraude política"
- Montenegro reconhece falhas na execução de apoios mas diz que faltam recursos humanos às autarquias
- Montenegro ataca Ventura: "Arrisca-se a ser o chegano mais socialista de Portugal"
- Ventura diz que "não é preciso Governo, basta a seguradora. Saíam todos, metam aí a Fidelidade"
- Montenegro lembra PS que "trouxe fatura da troika". "PS e Chega estão de bem um com o outro"
- Governo vai aprovar moratória temporária para empresas afetadas pelas tempestades
- Tribunal Constitucional e Provedoria de Justiça continuam sem candidatos
- Bruxelas leva Portugal a tribunal por falhas na promoção de energias renováveis
- Primeiro-ministro destaca que Portugal “é altamente competitivo” do ponto de vista energético
- Parlamento aprova audição da CADA e Entidade das Contas sobre doadores dos partidos
- "Não ouvi os partidos discordar de nenhuma delas", diz Castro Almeida
- "Temos de fazer isto com pressa, mas não à pressa", diz Castro Almeida
- Agência do PTRR vai "ser muito pequena, muito enxuta, muito contida"
- Parte do PRR que vai para o PTRR "é muito escassa"
- "Afetação das verbas vai ser feita ao longo dos próximos meses", diz Manuel Castro Almeida
- PTRR "é totalmente novo"
Histórico de atualizações
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Comissão Política Nacional do PS reúne-se esta noite em Lisboa
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Irão. Rangel considera que utilização das Lajes pelos EUA tem sido ínfima
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, defendeu esta quarta-feira que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no conflito com o Irão tem sido ínfima, em comparação com os recursos dos norte-americanos no Médio Oriente.
“A utilização é ínfima, se pensarmos na escala da presença de forças dos EUA e todos os seus recursos na região [do Médio Oriente], estamos a falar de uma presença que não é muito relevante”, referiu Rangel, no Programa Grande Entrevista da RTP, de Vítor Gonçalves.
O chefe da diplomacia portuguesa lembrou que a autorização portuguesa para a utilização da base nos Açores pelos norte-americanos está condicionada a que o material que passe pela base seja apenas utilizado como resposta a ataques, de forma proporcional e necessária e apenas contra alvos militares.
E realçou ainda que o acordo com os EUA sobre a Base das Lajes está consensualizada pelas grandes forças políticas portugueses.
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Ministra do Trabalho diz que revisão laboral é uma das três reformas essenciais do Governo
O Governo acredita que a reforma laboral, a par da reforma do Estado e da reforma fiscal, é essencial para “convergir com a Europa aumentando a competitividade da economia e a produtividade das empresas”, disse hoje a ministra do Trabalho.
Falando no jantar comemorativo dos 50 anos da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Rosário Palma Ramalho afirmou que as empresas não conseguem “pagar aos trabalhadores os salários que eles merecem” se a reforma da legislação laboral não for feita.
Sem essas três reformas, “dificilmente poderemos superar os indicadores que hoje continuam a colocar Portugal na cauda da Europa, apesar dos sinais muito positivos que temos nos últimos anos”, acrescentou a governante.
A ministra do Trabalho referiu que Portugal é segundo país da OCDE com a legislação laboral mais rígida, com uma produtividade 25% abaixo da média europeia e um salário médio 35% abaixo da média europeia.
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Primeiro-Ministro diz que não é tempo de privilegiar ou excluir nenhum grupo parlamentar para negociar reforma laboral
O primeiro-ministro garantiu esta quarta-feira que não é tempo de privilegiar ou excluir nenhum grupo parlamentar para negociar a reforma laboral, após o Chega ter manifestado disponibilidade, com a contrapartida da descida da idade da reforma.
O líder do Chega, André Ventura, já manifestou disponibilidade para negociar com o Governo a reforma laboral, tendo já constituído uma delegação para o efeito, e colocou como uma das exigências a descida da idade da reforma.
Questionado pelos jornalistas sobre este caso, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, começou por recordar que vai aguardar pela “pronuncia definitiva” dos parceiros sociais, que está agendada para o próximo dia 07 maio, no decorrer de uma reunião da comissão permanente da concertação social.
“Até lá, vamos concentrar todos os nossos esforços num processo que já é longo, é verdade, mas é um processo que nós entendemos muito importante de concertação ao nível de parceiros sociais”, disse.
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PTRR para os Açores inclui “ligeiras diferenças” entre nota de conceito e plano, diz Bolieiro
O presidente do Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) considerou esta quarta-feira que o programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR), apresentado na terça-feira pelo primeiro-ministro, inclui “ligeiras diferenças” entre a nota de conceito e o documento final.
José Manuel Bolieiro disse esta quarta-feira que “ainda é cedo” para poder “detalhar aquilo que efetivamente está concretizado” no plano do PTRR, mas disse que notou “ligeiras diferenças” no documento que foi apresentado e aprovado na terça-feira em Conselho de Ministros e a nota de conceito apresentada na primeira fase pela República.
“A nossa satisfação é de que não ficou excluído o território e as necessidades das regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e vamos aproveitar o máximo que puder ser”, afirmou hoje aos jornalistas, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, à margem da sessão de encerramento do Encontro dos Conselhos Económicos e Sociais – 50 anos da Autonomia dos Açores.
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ANAREC prevê subida de 8 cêntimos no gasóleo (sem mexidas do ISP) e de 4,5 cêntimos na gasolina
Mafalda Trigo, vice-presidente da ANAREC, estima à Rádio Observador que com a escalada desta quarta-feira do brent, os preços dos combustíveis deverão subir na próxima semana, com a subida ainda a depender da decisão do Governo de mexidas nas taxas do ISP.
17h. Mau tempo. Empresas afetadas vão poder pagar os empréstimos mais tarde
Na análise com base em dados até esta quarta-feira, a previsão aponta para uma subida de 4,5 cêntimos na gasolina e 8 cêntimos no gasóleo, que “poderá ser minimizado se o Governo fizer o mesmo exercício em relação ao ISP”.
Em vez de 8 cêntimos o gasóleo subiria 6 e na gasolina de 5 passaria para 4.
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André Ventura é um socialista disfarçado?
Num debate quinzenal sem vencedores, Ventura mostrou que escolhe sempre o que um governo socialista escolheria a nível económico. E José Luís Carneiro e Montenegro repetem discursos de há cinco anos? Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.
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Chefe da Casa Civil de Seguro interina passa a definitiva. É a primeira mulher a desempenhar o cargo
António José Seguro nomeou Cláudia Ribeiro para o cargo de chefe da Casa Civil, funções que nos últimos 50 dias desempenhou de forma interino e que acumulava com o cargo de Secretária do Conselho de Estado. Para esse lugar entra Cristina Correia.
Numa nota publicada no site da Presidência, António José Seguro diz que as nomeações fecham a “fase de transição conduzida com serenidade e eficácia, assegurando a continuidade e a boa gestão dos dossiers em curso.”
Seguro destaca que à competência reconhecida a Cláudia Ribeiro junta-se “uma relação de confiança profissional e pessoal construída ao longo de vários anos com o Presidente da República e que o habilitam a depositar na nova Chefe da Casa Civil a responsabilidade pelo desempenho de um cargo exigente e de grande dedicação ao serviço do Estado.”
O Presidente da República destaca ainda com “particular satisfação que, pela primeira vez na história da Presidência da República, uma mulher lidera a Casa Civil – um passo que reflete o compromisso com uma representação mais equilibrada nas mais altas responsabilidades públicas.”
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Proposta de revisão da Lei do Associativismo Jovem entrou hoje em consulta pública
A proposta do Governo de revisão da Lei do Associativismo Jovem, que alarga até aos 35 anos o universo etário abrangido pelas associações e altera o modelo de financiamento, entrou esta quarta-feira em consulta pública.
Em comunicado, o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto refere que a proposta, que altera o regime em vigor desde 2006, pretende modernizar o enquadramento legal e atualizá-lo face às atuais dinâmicas de participação juvenil e novas formas de organização coletiva.
“A proposta introduz uma abordagem orientada para o desempenho, o impacto e a avaliação objetiva dos apoios públicos, reforçando simultaneamente os princípios da equidade, da responsabilização e da transparência, sem comprometer a autonomia do movimento associativo”, refere a tutela.
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Deputados portugueses defendem acordo Mercosul-UE em visita ao Congresso brasileiro
A Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas (CNECP) reuniu-se esta quarta-feira com senadores e deputados no Congresso Nacional brasileiro com o objetivo de estreitar laços entre os dois países, no contexto da entrada em vigor do acordo Mercosul-UE.
“Estamos a começar uma fase nova das nossas relações também através da aplicação do acordo económico entre a União Europeia e Mercosul”, que entra em vigor com caráter provisório sexta-feira, 01 de maio, declarou o presidente da comissão, o deputado José Cesário (PSD), em declarações à Lusa.
O deputado lembrou a declaração do Presidente do Brasil, Lula da Silva, em visita a Lisboa em 21 de abril, quando disse que Portugal pode ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros na Europa.
“Nós viemos trazer aqui uma mensagem de amizade, realçar muito a necessidade de Portugal e o Brasil, as suas autoridades estarem muito próximas, terem uma colaboração muito estreita num momento muito significativo na nossa história”, enfatizou José Cesário, que esteve acompanhado nesta visita pelas deputadas Elza Pais (PS), Regina Bastos (PSD) e Ana Catarina Louro, além dos deputados Manuel Magno (CH) e Rui Rocha (IL).
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PTRR “ficou muito aquém do necessário” para o agro-florestal, diz CNA
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) considerou que o novo PTRR do Governo trouxe poucas novidades e “ficou muito aquém do necessário para alavancar o setor agro-florestal”, de acordo com um comunicado divulgado esta quarta-feira.
“A receita repete-se com anúncios de medidas inscritas em programas e planos já existentes, com as habituais promessas de milhões que tarde ou nunca saem do papel”, segundo adiantou a nota.
Para a CNA, o Governo não pode “arrastar os pés” e tem de apoiar os prejuízos dos agricultores com as intempéries, através do “alargamento da ajuda simplificada para os 15.000 euros e com inclusão das culturas temporárias”.
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CDP critica governo por ter “ignorado” o setor do desporto no PTRR
A Confederação do Desporto de Portugal (CDP) manifestou esta quarta-feira a sua “profunda preocupação e discordância” com a ausência de referências ao setor no Plano de Transformação e Recuperação e Resiliência (PTRR) apresentado na terça-feira pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
“O Desporto precisa de ser levado a sério pelo poder político. O que vemos neste plano é uma ausência total de preocupação. As federações e os dirigentes fizeram o seu trabalho e apresentaram soluções. Do lado do Governo, recebemos silêncio e indiferença”, lamentou Daniel Monteiro, presidente da CDP, em nota enviada à agência Lusa.
O PTRR foi anunciado pelo executivo para um horizonte temporal de nove anos e com um envelope financeiro global de 22,6 mil milhões de euros, dividido entre fundos públicos nacionais (37%), financiamento privado (34%) e fundos europeus (19%).
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Mau tempo. Municípios pedem clarificação sobre operacionalização e financiamento do PTRR
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) considerou esta quarta-feira o Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) um documento estratégico, mas pediu uma clarificação sobre a sua operacionalização e financiamento.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a estrutura liderada pelo social-democrata Pedro Pimpão, presidente da Câmara de Pombal, distrito de Leiria, sublinha “que subsistem aspetos relevantes por clarificar, nomeadamente ao nível da operacionalização e do financiamento do plano”.
“No que respeita ao financiamento, o documento apresentado identifica apenas as grandes linhas de apoio, sendo essencial conhecer os montantes concretos associados, em particular a parcela de financiamento destinada aos municípios, com especial incidência no pilar da recuperação”, refere a mesma nota.
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Luís Montenegro responde agora a Hugo Soares dizendo que é só “retórica política” dizer que não executa os seus planos. “Estão todos a ser executados, uns mais satisfatórios, outros menos”, diz. Sobre o plano para reduzir os impostos sobre o rendimento do trabalho e das empresas, exemplifica, há resultados concretos e Portugal tem crescido mais do que a média da UE.
Diz que quando fala de resultados as oposições ficam incomodadas e fazem “tiradas sem sustentação”. Lembra os 42 acordos que fez com a administração pública, as quatro reduções de IRS, as três subidas do CSI, este regime de IRS Jovem e de isenções para os jovens correspondem ao plano do Governo, que foi a votos. “Diziam que ia trazer défice, tivemos superávite e superou até as nossas expectativas”, atira.
“As oposições dirão sempre que estamos a fazer propaganda e nós dissemos para aguardarem os resultados, e é isso que fazemos. Estamos a colecionar as sementes”.
Diz que o objetivo da reforma laboral é proteger, mas também dar instrumentos para que os trabalhadores tenham mais rendimento.
Diz também que aguardará serenamente pela pronúncia dos sindicatos sobre a eventual greve. Diz não colocar em causa o exercício legítimo desse direito, mas gosta de ver associado a isso um contributo pró-ativo e positivo. E há uma diferença entre o que esses movimentos expressam e a “leitura” da globalidade da sociedade, sugere.
Para Montenegro, a oposição faz um “aproveitamento especulativo” da realidade neste ponto. E não vai desistir de ter um país “mais rico e justo”.
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Hugo Soares: Ventura podia ser um "camarada", Chega e PS usam "receita de Sócrates"
Hugo Soares, líder da bancada do PSD, diz que este debate tiveram vários momentos a fazer lembrar um possível programa de Ricardo Araújo Pereira, que poderia chamar-se “Será que ouvi bem?”.
Diz que foi pensando várias vezes se estaria a ouvir bem, por exemplo quando ouviu André Ventura a parecer um “camarada” — “podia ser o camarada Jerónimo de Sousa, são exatamente a mesma coisa quando lhes cheira a votos e a eleitoralismo”.
Sentiu o mesmo, diz, quando ouviu José Luís Carneiro desafiar Montenegro a aumentar as pensões mais baixas, lembrando que há nove meses o líder do PS disse que esta seria “a medida mais eleitoralista”. E quando ouviu Ventura dizer que o PTRR é uma “fraude política” e não conseguir assumir a discordância com ideias concretas, assumindo até a paternidade de algumas delas.
“O doutor Ricardo Araújo Pereira não fazia um melhor sketch”, resume.
Sobre a reforma da legislação laboral e das receitas para combater o custo de vida, mantém a mesma ideia: Carneiro não fala de Sócrates e Ventura passa a vida a falar de Sócrates — e o legado deste é uma bancarrota, frisa.
“Mas eles hoje vieram aqui os dois com a mesma receita”. Para Ventura, diminui-se a idade da reforma e a sustentabilidade da segurança social não interessa a ninguém. Descem os impostos. Não houve um que dissesse como perante esta ousadia chegava ao fim do ano com contas saudáveis”, ataca. “Exatamente a mesma receita”.
Quanto à reforma laboral e à potencial greve geral anunciada: “Anoto e o país deve anotar que aparentemente a greve (a 3 de junho) está a ser convocada para a véspera de um feriado a meio da semana”. Os trabalhadores que alegadamente estão a ser defendidos, ataca, pagam hoje menos impostos, e os jovens têm condições fiscais melhores.
Sobre a reforma laboral, diz também que não é por falta de diálogo, uma vez que sempre que a UGT tenta fechar a porta o Governo tenta nova hipótese de acordo. “Se souber explicar ao país porque é que vai haver greve geral… Eu não sei”, remata.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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CDS saúda regresso de Pedro Nuno Santos depois de provocar: "Quem não deixa reformas acaba reformado"
Paulo Núncio ainda tem alguns segundos para intervir e fala de reformas para dizer “que quem não deixa reformas acaba reformado”. E aproveita para, em provocação, cumprimentar o regresso de Pedro Nuno Santos — o deputado socialista não está na sala.
Luís Montenegro diz que “vê muitos a reclamar” mudanças mas poucos disponíveis para fazê-las.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Montenegro diz que estratégica sobre carga fiscal vai continuar por ser "virtuosa"
Montenegro diz que “a oposição hoje não quis falar da carga fiscal” por causa de um relatório que mostra que Portugal é um dos quatro países da OCDE onde os impostos sobre os salários reduziu em 2024 e 2025.
“A posição de Portugal melhorou”, diz o primeiro-ministro sobre o mesmo assunto. E dá novamente a aula sobre as diferenças entre carga fiscal e receita fiscal — recorrente nestes debates. “A parte contributiva aumentou porque aumentaram os salários”, justifica. E diz que vai “continuar esta estratégia que é virtuosa porque reflete na vida das pessoas mais rendimento bruto do seu trabalho”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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CDS pergunta se "carga fiscal sobre trabalho vai continuar a baixar"
Paulo Núncio, do CDS, intervém para dizer que o Governo “já está mesmo a reduzir os impostos e os que mais contam, sobre os rendimentos do trabalho”.
“A carga fiscal sobre o trabalho começou a reduzir-se logo no primeiro ano de governação da AD”, afirma o deputado e líder parlamentar do CDS que diz que o mesmo aconteceu em 2025. “A carga fiscal sobre rendimentos do trabalho voltou a cair”, disse.
Atira à oposição “à esquerda mas não só” que continuam fascinados com a política fiscal de Pero Sánchez — que subiu — pergunta_lhes se querem uma carga fiscal à espanhol mais alta e a subir ou à portuguesa, mais baixa e a descer”.
E pergunta se o Governo vai continuar a reduzir a carga fiscal sobre os salários em Portugal.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Montenegro diz que este ano Madeira terá segundo meio aéreo para combate aos fogos
Filipe Sousa, do JPP, diz que os ilhéus continuam “reféns da boa vontade dos Governos da República” e que a lei das finanças regionais “não pode continuar a ser uma miragem, é uma obrigação da República”.
Recorda que foi anunciado um grupo de trabalho com esse fim em outubro, mas até agora “pouco ou nada aconteceu”. Pergunta quem faz parte do eventual grupo de trabalho.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Montenegro diz que o Governo tem “vindo a trabalhar” na localização do segundo meio aéreo de combate aos fogos na Madeira. Este ano esse objetivo será regularizado, promete.
Sobre a lei de finanças regionais, diz que já houve vários encontros e “trocas de impressões” com os governos regionais e há um grupo de trabalho “decidido”. “Seremos rápidos” para tentar que conste do próximo OE, promete.
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PAN pede proteção de animais de companhia em catástrofes. Governo vai avaliar
Inês Sousa Real, do PAN, saúda que o Governo tenha acolhido medidas do partido no PTRR, mas lembra que o PSD votou contra as mesmas medida no Parlamento. No entanto, a deputada foca-se na questão das alterações climáticas.
“Se o clima mudou, está disponível para ter um Atlas de risco em Portugal?”, questiona.
Sobre a proteção animal diz que há uma dimensão “que continua a ficar para trás”: no PTRR não há uma medida para socorro e proteção de animais de companhia. Pede uma “proposta de resgate animal” que inclua centros de recolha e também as famílias.
O primeiro-ministro reconhece os contributos da deputada do PAN para o PTRR e sobre as alterações climáticas diz que o Governo tem agido “dentro de portas e externamente” para “aprovar a lei do clima”. Sobre a proteção animal em situações de catástrofe, Montenegro reconhece “problema” por esses animais não estarem contemplados por isso diz que Governo está a avaliar a “Integração desta dimensão nos planos de proteção civil”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR