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Jornal às 17h30, com a Vanessa Cruz. As empresas afetadas pelas tempestades vão poder pagar os empréstimos mais tarde. O governo avança com uma moratória.

Anúncio feito pelo primeiro-ministro logo nos primeiros minutos do debate quinzenal no Parlamento, debate que terminou mesmo há pouco. Vamos em direto até à Assembleia da República. Miguel Viterbo Dias, para além da reforma laboral e da tensão com os dois maiores partidos, o Chega e o PS, Luís Montenegro antecipou, como tem sido hábito nestes debates, o que vai ser aprovado amanhã em Conselho de Ministros.

Sim, o Conselho de Ministros que vai decorrer na OVIBEJ, em Beja, amanhã a partir das 14h30, mas já com uma novidade aqui adiantada por Luís Montenegro, de que para responder às dificuldades das empresas, a moratória para o pagamento de empréstimos vai ser prolongada pelo período de mais um ano.

Amanhã mesmo, posso anunciar agora, o Conselho de Ministros irá aprovar uma moratória temporária dos créditos às empresas por mais 12 meses.

Luís Montenegro, com esse anúncio para as empresas do Conselho de Ministros. Veremos que novidades traz mais ao detalhe amanhã, num debate marcado pelas críticas também ao PTRR e à dificuldade de resposta do governo ao aumento do custo de vida. André Ventura, por exemplo, diz que o governo mais vale ser substituído por uma empresa seguradora.

O governo manda para a seguradora. Então não é preciso ter governo! Então basta a seguradora! Senhor Primeiro-ministro, deixe-me dizer-lhe isto aqui cara a cara, todos os planos estruturais que apresentou até hoje foram um fracasso.

André Ventura a criticar esta obrigatoriedade de seguros e de que o Estado não pode responder a todos de forma igual. Já José Luís Carneiro insistiu pela terceira vez na redução ou no IVA zero para o cabaz alimentar.

Está ou não disponível para que, mesmo transitoriamente, possamos adotar o IVA zero sobre o cabaz dos bens essenciais à vida das famílias? Porque do que estamos a falar, senhor Primeiro-ministro, é de cerca de €45 a mais com o custo dos bens alimentares.

José Luís Carneiro, que pela terceira vez ouviu uma resposta "não" por parte de Luís Montenegro, que não concorda com esta iniciativa e que aproveitou ainda o primeiro-ministro para colar José Luís Carneiro e André Ventura ao dizer que têm ideias semelhantes para o país.

Miguel Viterbo Dias, com os destaques deste debate quinzenal, em que André Ventura, o líder do Chega, disse também que para aprovar a reforma laboral, o governo vai ter de baixar a idade da reforma.

E à semelhança da CGTP, a UGT não põe de lado a ameaça de uma nova greve geral, precisamente contra as alterações ao Código do Trabalho.

É uma possibilidade admitida pelo secretário-geral. Mário Mourão empurra, no entanto, uma decisão para depois do encontro em sede de concertação social, que está agendado para a próxima semana, dia 7 de maio.

Até o dia 7, a UGT não vai tomar nenhuma decisão sobre greve geral. Então eu não sei o que se vai passar no dia 7. Depois do dia 7, naturalmente, a UGT vai discutir com os seus sindicatos, se não houver acordo, que formas de luta devemos travar e depois se é possível também fazermos com outra central sindical o entendimento para que haja formas de luta, não excluindo qualquer uma delas, incluindo a própria greve geral, não há excluído.

Todas as formas de luta em cima da mesa, é o que diz a UGT. Quanto à CGTP, o semanário Expresso adianta que a Intersindical vai convocar uma nova greve geral para o dia 2 de junho contra as alterações ao Código do Trabalho, anúncio que deve ser feito já depois de amanhã, 1º de maio, o Dia do Trabalhador.

Vanessa Cruz, hoje ainda é quarta-feira, mas podemos antecipar para hoje uma pergunta que temos feito às sextas-feiras: quanto vão subir os combustíveis, a gasolina e o gasóleo, na próxima semana?

Vamos antecipar porque há uma nova escalada no barril de petróleo, que serve de referência para Portugal. Superou na última hora os $111. É o valor mais alto no mês e 6% acima do valor das cotações de ontem. A contribuir para esta subida está, claro, o impasse em torno da reabertura do Estreito de Ormuz, por causa da guerra no Médio Oriente. Estamos a falar do Brent, que é negociado em Londres e que serve para o cálculo do preço dos combustíveis em Portugal. A ANAREC, a Associação de Revendedores, antecipa desde já uma subida pronunciada na próxima semana, quase €0,05 na gasolina e €0,08 no gasóleo. São as previsões feitas à Rádio Observador pela vice-presidente da ANAREC Mafalda Trigo.

Desde o início da semana que está para aumentar. Neste momento, o aumento foi esbatido, mas mesmo assim está com uma previsão de aumento de €0,045 nas gasolinas e €0,08 no gasóleo. De qualquer forma, este aumento poderá ser minimizado

Se o governo fizer o mesmo exercício que tem sido feito relativamente ao ISP. Portanto, em vez do aumento ser €0,08, já só seriam €0,06. Se fossem €0,05, passariam a €0,04.

A vice-presidente da ANAREC que é entrevistada pelo jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Amanhã ou na sexta-feira teremos uma confirmação mais precisa de quanto é que sobem os preços dos combustíveis na próxima semana, até para perceber que mexidas há ou não no desconto sobre o ISP. Essa é uma decisão que cabe ao governo.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos esteve hoje no Comitê das Forças Armadas norte-americanas. Foram apresentadas contas sobre a guerra no Irão. Afinal, Vanessa, em quanto vai a fatura?

Para já, é uma estimativa, mas em dois meses foram cerca de US$25 bilhões. Ricardo, são pouco mais de €21 bilhões, informações divulgadas durante a audição ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, no Comitê das Forças Armadas norte-americanas. Coube ao chefe das finanças do Pentágono, Jules Hurst, fazer as contas e também dar conta do uso dado ao dinheiro.

Ao dia de hoje, estamos a gastar cerca de US$25 bilhões na Operação Epic Fury. A maior parte é para munição, outra parte é para equipamentos. Nós vamos formular um suplemento através da Casa Branca quando tivermos todos os dados dos custos.

A administração Trump quer investir no próximo ano cerca de US$71 bilhões para a modernização de armas nucleares.

E Donald Trump volta a ameaçar o Irão. E aqui vou ter de dizer uma frase em inglês: "No more Mr. Nice Guy". "Acabou-se o senhor simpático", é o que se pode ler numa descrição de mais uma imagem gerada com recurso à inteligência artificial, em que Trump surge de óculos escuros.

Sim, mais do que isso até, Ricardo. O presidente dos Estados Unidos está de costas voltadas para várias explosões com uma arma na mão e insinua que a paciência da Casa Branca está a chegar ao fim. Até porque há essa frase que disseste, Ricardo, e na semana passada, Trump tinha utilizado mais ou menos a mesma expressão para dizer que ia arrebentar com todas as centrais energéticas e pontes iranianas.

E é neste contexto de total incerteza que se discutiu hoje em Lisboa o futuro investimento na área da defesa. O presidente da República, António José Seguro, Vanessa, defende uma reforma institucional na Europa na área da defesa.

Sim, que aproxime a União Europeia de países como o Reino Unido ou a Noruega. António José Seguro apela a um processo mais rápido de reforço da defesa europeia. O presidente da República participou esta tarde no encerramento do Fórum La Torre, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e Vasco Maldonado Correia deixou reparos a Bruxelas e, acima de tudo, o desejo de uma Europa mais autónoma.

Numa era de transição a nível geopolítico, o presidente da República quer uma Europa mais autónoma, que vá além de frases bonitas.

A autonomia estratégica da Europa não é um slogan, é uma necessidade.

Nessa Europa pensada por António José Seguro, a relação com os Estados Unidos é diferente.

A amizade verdadeira não exige concordância permanente. Exige lealdade, reciprocidade e respeito pela soberania de todos os Estados.

E os 27 não podem ficar parados no tempo.

Vivemos hoje numa era de recomposição da ordem internacional ou de transição, simplesmente. E a economia global, que parecia convergir para um modelo partilhado, revela-se um campo de competição sistémica. Neste contexto, a Europa que hesita é a Europa que perde.

Para responder a essa recomposição, Seguro quer uma reaproximação a velhos amigos.

A União Europeia precisa de um arranjo institucional sólido, eficiente e com recursos adequados, que integre outras democracias, tais como o Reino Unido e a Noruega.

Ao Fórum La Torre, em Lisboa, o chefe de Estado trouxe puxões de orelhas a Bruxelas.

É difícil de compreender que o relatório Draghi, só para dar um exemplo, tenha sido apresentado há mais de um ano e meio e a sua execução não conheça a luz do dia.

E apelos a uma liderança mais forte.

Uma Europa com capacidade de decidir, de falar com uma voz credível em política externa, mobilizar recursos à escala dos desafios que enfrenta.

Esses desafios passam, claro, pelo investimento no setor da defesa. Também aí Seguro quer mais celeridade.

A defesa europeia não pode continuar a ser uma caminhada lenta, baseada apenas em coligações de vontade, que se formam e desfazem conforme as conjunturas e as conveniências.

E no final de contas, conclui o presidente, tudo se resume a uma escolha.

Ou a Europa escolhe ser sujeito da história ou resigna-se a ser objeto da escolha de outros. Estou certo que Portugal e Espanha escolheram e escolhem ser sujeitos.

António José Seguro, no encerramento do Fórum La Torre, fórum que foi acompanhado pelo Vasco Maldonado Correia. Passaram também por lá figuras como o anti primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy ou os antigos ministros portugueses Paulo Portas, Augusto Santos Silva e Mário Centeno. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, enviou uma mensagem gravada em vídeo.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 29 de abril.

Foi absolvido Rui Pinto, o veredicto judicial do segundo processo do caso Football Leaks foi comunicado esta tarde. O pirata informático estava acusado de 241 crimes, 201 de acesso ilegítimo qualificado, os outros dividiam-se entre violação agravada de correspondência e dano informático. O Tribunal Criminal de Lisboa considera inválida a acusação do Ministério Público e também diz que a dignidade do arguido não foi respeitada. O advogado de Rui Pinto considera esta decisão inovadora. Francisco Teixeira da Mota defende que o julgamento não fazia sequer sentido.

O Rui Pinto já foi julgado, já foi condenado, colaborou com a Justiça portuguesa, colaborou na sua própria incriminação, forneceu elementos para ser julgado e, portanto, não faz sentido que se continue a querer persegui-lo, porque há aqui um comportamento quase esquizofrénico da parte do Ministério Público, na medida em que o utiliza como colaborador na obtenção de prova, até contra ele próprio, que ele faz, e depois a seguir quer condená-lo a todo o custo.

O advogado de Rui Pinto, Teixeira da Mota, entrevistado pelo jornalista António José Soares depois da absolvição do pirata informático no segundo processo do caso Football Leaks. Terrorismo, a polícia britânica classifica desta forma o ataque que ocorreu esta manhã no norte de Londres, em Golders Green. Dois homens judeus foram esfaqueados. A polícia está a investigar se este ataque teve como alvo deliberado a comunidade judaica. As vítimas estão em estado grave. O suspeito foi detido no local e a polícia diz que tinha histórico de violência grave e problemas de saúde mental. Não há indícios de que o suspeito do incidente durante o jantar de correspondentes da Casa Branca no último fim de semana tenha feito qualquer disparo. É o que adianta o jornal norte-americano Washington Post, depois de ter revisto as imagens de videovigilância do hotel em Washington DC, onde decorreu este evento em que participou Donald Trump e vários membros da administração. O Sporting vai entrar em campo hoje para o Campeonato Português. Jogo em atraso da jornada 26 frente ao Tondela, em Alvalade. É às 20h15. E o Sporting Braga joga amanhã a primeira mão das meias-finais da Liga Europa contra o Friburgo. Carlos Vinicius já disse hoje à Sport TV que a equipa está motivada, mas sabe que o jogo não vai ser nada fácil. A caminhada até à final da Liga Europa é às 20h, na Pedreira, em Braga.

Primeira mão amanhã, são os jogos com relato garantido aqui na Rádio Observador. Hoje temos emissão especial para acompanhar o Sporting-Tondela, que tem início marcado para às 20h15.