Momentos-chave
- O que se passou até agora
- "Pagarei o bilhete, comprando a prova de que há ministros sem espinha", diz Mortágua
- Seis ativistas da flotilha humanitária ainda estão detidos em Israel, incluindo espanhola que terá mordido enfermeira
- Ativistas portugueses que seguiam na flotilha vão ter de pagar "valor integral do custo da viagem" de regresso a Portugal
- Ayatollah iraniano lembrou "corajosa operação palestiniana" no 7 de outubro e diz que Israel "é o governo mais odiado de todos"
- Netanyahu lembra mortos do 7 de outubro e insiste em "agir para alcançar todos os objetivos da guerra"
- Presidente israelita agradece esforços de Trump para libertar reféns
- Principal negociador do Hamas diz que "não confia na ocupação [israelita], nem por um segundo"
- Meloni diz que foi denunciada ao Tribunal Penal Internacional por cumplicidade com genocídio
- Brasil e México informam que os seus nacionais que seguiam na flotilha e foram detidos estão a regressar a casa
- Trump diz que vai "fazer tudo o possível" para que Israel cumpra acordo de cessar-fogo após libertação dos reféns
- Trump diz que há uma "possibilidade real" de alcançar a paz em Gaza
- Apesar de fazer um "agradecimento público", Mariana Mortágua insiste nas críticas ao Governo sobre a Palestina
- Procuradoria britânica recorre de decisão do tribunal que deixa cair acusações de terrorismo a membro da banda Kneecap
- Quatro drones lançados pelos houthis em direção a Israel foram interceptados
- Exército israelita diz ter interceptado dois drones
- UNICEF diz que houve uma criança morta ou mutilada em Gaza a cada 17 minutos
- Mortágua afirma ter "desprezo" por André Ventura e Nuno Melo e diz que ministro da Defesa "colaborou" com Israel
- Mortágua garante que só assinou um documento, para autorizar deportação mais rápida
- Mortágua acusa Israel de ter cometido "crime internacional" e diz que usará todos os métodos "ao seu alcance"
- Palestinianos puderam pescar enquanto marinha israelita intercetava a flotilha, realça líder do Bloco de Esquerda
- Mariana Mortágua diz que sempre acreditou que era possível "romper o cerco" israelita a Gaza
- Enviado de Trump junta-se esta quarta-feira às negociações por um cessar-fogo em Gaza
- Em plenas negociações de paz, Hamas celebra o ataque de 7 de outubro. "Um glorioso dia de sucesso", diz o grupo
- Sánchez condena terrorismo do Hamas e pede a Israel que “pare o genocídio”
- Estudantes judeus da Alemanha homenageiam vítimas do 7 de Outubro em Berlim
- Macron assinala dois anos do ataque do Hamas a Israel. "A dor continua crua. Não esquecemos"
- 131 membros da flotilha foram deportados de Israel para a Jordânia através de uma ponte
- Agência da ONU afirma que quase 80% das estruturas em Gaza foram danificadas desde o início da guerra
- Starmer diz a estudantes para não participarem em protestos pró-Palestina hoje. Fazê-lo é "anti-britânico"
- Austrália apoia proposta de cessar-fogo de Trump
- Exército israelita deteta projétil disparado a partir do norte de Gaza
- Famílias de vítimas cumprem minuto de silêncio no segundo aniversário do ataque do Hamas a Israel
- Negociações continuam esta terça-feira em "clima positivo"
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, terça-feira.
Israel interceta barcos da nova flotilha que seguia para Gaza
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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O que se passou até agora
- O governo português decidiu exigir o reembolso das despesas da viagem de regresso aos quatro ativistas portugueses detidos por Israel enquanto participavam numa flotilha humanitária com destino a Gaza. Mariana Mortágua, líder do Bloco de Esquerda, considerou a atitude do governo um sinal de falta de integridade e sugeriu que a fatura deveria ser enviada a Israel.
- Continuam as negociações de paz entre Israel e o Hamas, no Egito, com a participação de delegações do Qatar e da Turquia. As conversações visam estabelecer um cessar-fogo duradouro na Faixa de Gaza, assim como a libertação de reféns e a entrega de ajuda humanitária. Trump garantiu que fará tudo o que for possível para que Israel cumpra o acordo de paz, que acredita ter o apoio de quase todos os países do mundo.
- A ONU destacou a necessidade de um cessar-fogo imediato em Gaza devido à catástrofe humanitária resultante da guerra iniciada há dois anos. Desde o início do conflito, mais de 67 mil pessoas morreram, principalmente civis, e cerca de 170.000 ficaram feridas, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza considerados credíveis pelas Nações Unidas. A UNICEF relatou que uma criança foi morta ou mutilada a cada 17 minutos durante o conflito.
- Núcleos políticos internacionais, incluindo a Itália, planeiam propor um cessar-fogo global durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, destacando a importância de avançar para soluções pacíficas para os conflitos em curso. Esta proposta insere-se num contexto onde vários líderes mundiais reforçam o apelo por uma paz duradoura na região do Médio Oriente.
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"Pagarei o bilhete, comprando a prova de que há ministros sem espinha", diz Mortágua
“O governo decidiu imputar o custo a quem levava ajuda humanitária contra o genocídio. Um governo decente mandaria a fatura ao genocida”, afirma Mariana Mortágua, reagindo à notícia de que o Ministério dos Negócios Estrangeiros vai pedir o reembolso do “valor integral do custo da viagem” aos quatro ativistas portugueses que seguiam na flotilha humanitária a caminho de Gaza e que foram detidos por Israel.
“Pagarei o bilhete, comprando a prova de que há ministros sem espinha”, atira a líder do Bloco de Esquerda. E acrescenta: “O destino era Gaza. Não era Israel, para onde fomos levados ilegalmente.”
O destino era Gaza. Não era Israel, para onde fomos levados ilegalmente. O governo decidiu imputar o custo a quem levava ajuda humanitária contra o genocídio. Um governo decente mandaria a fatura ao genocida. Pagarei o bilhete, comprando a prova de que há ministros sem espinha.
— mariana mortágua (@MRMortagua) October 7, 2025
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Seis ativistas da flotilha humanitária ainda estão detidos em Israel, incluindo espanhola que terá mordido enfermeira
A grande maioria já regressou à sua terra natal, mas seis ativistas da flotilha humanitária que seguia para Gaza continuam detidos em Israel. São de nacionalidade norueguesa, marroquina e espanhola.
A informação é avançada pelo centro jurídico Adalah, com sede em Israel, que continua a “exigir a sua libertação imediata”.
O caso mais conhecido dos seis é o de Reyes Rigo Cervilla, a ativista espanhola que foi acusada pelas autoridades israelitas de morder uma profissional de saúde. A sua detenção, sem acusação formal, foi prolongada por uma semana no domingo.
No site da Global Sumud Flotilla estão identificados os quatro homens e duas mulheres ainda retidos por Israel.
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Centenas de milhares de pessoas em Telavive para recordar ataque do Hamas
Centenas de milhares de pessoas reuniram-se hoje à noite no Parque Yarkon, em Telavive, para um evento nacional organizado por familiares de vítimas, reféns e sobreviventes do ataque do Hamas em 07 de outubro de 2023.
O Governo de Benjamin Netanyahu não organizou qualquer evento oficial, antes de um aniversário que, para muitos, marca a maior violação de segurança da história de Israel.
O encontro em Telavive, com a presença de familiares dos reféns — 48 ainda estão detidos em Gaza — foi promovido pelo movimento Kumu, formado, segundo os meios de comunicação social israelitas, por famílias afetadas pelos ataques de 07 de outubro e que procura pressionar para uma mudança na liderança de Israel.
No evento, também transmitido em direto a partir da Praça dos Reféns, centenas de milhares de israelitas respeitaram um minuto de silêncio pelas vítimas e assistiram a atuações musicais.
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Ativistas portugueses que seguiam na flotilha vão ter de pagar "valor integral do custo da viagem" de regresso a Portugal
Os quatro ativistas portugueses, que seguiam na flotilha humanitária e que foram detidos por Israel, terão de pagar o “valor integral do custo da viagem” de regresso a Portugal. A informação foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) aos jornalistas.
O ministério acrescentou que o Estado português adiantou esse valor por “razões logísticas e de ordem prática”, destacando a “impossibilidade de comunicação prévia com estes cidadãos nacionais”.
“A acompanhar o ofício seguiu também o Formulário de Pedido de Reembolso do custo da viagem que cabe a cada um, nos termos do regulamento consular”, informa o MNE.
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Itália-Israel da próxima semana já está a ser muito contestado
O jogo entre Itália e Israel, da qualificação europeia para o Mundial de futebol, na terça-feira, deverá ter mais manifestantes pró-Palestina fora do estádio do que espetadores nas bancadas de Udine, com cerca de 4.000 bilhetes já vendidos.
A partida já está a ser contestada, com muitos manifestantes perto das grades do centro de estágios de Florença a pedir que o jogo não se dispute, em protesto contra a guerra em Gaza.
“Não vai ser um ambiente calmo”, reconheceu hoje o selecionador Gennaro Gattuso, no centro de estágio da seleção, acrescentando: “Estarão umas 10.000 pessoas fora do estádio, e cinco ou seis mil dentro do estádio Friuli”.
A UEFA já equaciona a suspensão de Israel enquanto a guerra se prolongar e o presidente daCâmara de Udine, Alberto Felice De Toni, pediu o adiamento do jogo, quando a Itália procura desesperadamente pontos para não falhar pela terceira vez consecutiva o Mundial.
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Hamas quer garantias de Trump e mediadores sobre retirada israelita em Gaza
O principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou hoje que o movimento islamita palestiniano quer que o Presidente norte-americano, Donald Trump, e os mediadores das negociações com Israel, deem “garantias” de retirada das forças deste país em Gaza.
“Não confiamos no ocupante”, disse o negociador do Hamas ao canal egípcio Al-Qahera News, acusando Israel de violar duas tréguas durante a guerra, “nunca cumprindo as suas promessas”.
“É por isso que queremos garantias reais do presidente Trump e dos países patrocinadores”, adiantou al-Hayya, que, juntamente com outros dirigentes do movimento, sobreviveu a uma tentativa de assassínio por parte de Israel a 09 de setembro, em Doha, no Qatar.
“Estamos prontos para [trabalhar] por um acordo que determine o fim da guerra, a retirada” das tropas israelitas de Gaza e uma “troca” de reféns e prisioneiros, acrescentou.
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Ayatollah iraniano lembrou "corajosa operação palestiniana" no 7 de outubro e diz que Israel "é o governo mais odiado de todos"
O ayatollah iraniano Ali Khamenei lembrou o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 como uma “corajosa operação palestiniana” que foi “a resposta aos 70 anos de injustiça do governo sionista”, ou seja, de Israel.
Para o líder religioso do Irão, esta operação significou também uma “uma derrota irreparável” para Israel, considerando que “hoje é o regime mais desprezado do mundo” e que “existe agora uma resistência global contra o sionismo”.
The courageous Palestinian Al-Aqsa Flood Operation was a response to over 70 years of Zionist regime's crimes. In Al-Aqsa Flood, Zionist regime suffered an irreparable defeat. Today, it's the most despised regime in the world & there’s now a global resistance against Zionism.
— Khamenei.ir (@khamenei_ir) October 7, 2025
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Netanyahu lembra mortos do 7 de outubro e insiste em "agir para alcançar todos os objetivos da guerra"
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, partilhou uma declaração citada pelo Haaretz sobre o segundo aniversário do ataque de 7 de outubro, afirmando que ele e a sua mulher, Sara, “curvam a cabeça em memória” dos mortos e “daqueles que perderam as suas vidas”.
Sobre a guerra em Gaza, o líder diz que é uma “guerra de revolta em sete frentes” que é “decisiva para a pátria”. “Uma guerra pela nossa própria existência e futuro”, sublinhou.
Assim, Netanyahu prometeu novamente que iriam continuar “a agir para alcançar todos os objetivos da guerra: o regresso de todos os reféns, a eliminação do domínio do Hamas e a garantia de que Gaza não representará mais uma ameaça para Israel”.
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Presidente israelita agradece esforços de Trump para libertar reféns
O Presidente israelita, Isaac Herzog, assinalou hoje o segundo aniversário dos ataques do Hamas contra o seu país prometendo lutar sem descanso pela libertação dos reféns mantidos pelo movimento palestiniano e agradecendo esforços nesse sentido do homólogo norte-americano.
“Não descansaremos, não permaneceremos em silêncio até que os 48 reféns regressem a casa”, afirmou Herzog numa mensagem na sua conta na rede social X.
Israel, adiantou, retira força “das profundezas da dor” porque a história do país é de resiliência: “De pessoas que nunca desistem (…) nem deixam de acreditar que a luz vencerá as trevas”.
O chefe de Estado recordou ainda “a coragem dos soldados, o heroísmo dos cidadãos e a unidade do povo israelita”.
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Principal negociador do Hamas diz que "não confia na ocupação [israelita], nem por um segundo"
O principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou esta terça-feira que o grupo terrorista “não confia na ocupação [israelita], nem por um segundo”, avança a agência estatal egípcia Al Qahera News, citada pela Al Jazeera.
“A ocupação israelita, ao longo da história, não cumpre as suas promessas, e nós já o experimentámos duas vezes nesta guerra”, afirmou ainda o principal negociador.
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Qatar e Turquia juntam-se às negociações de paz
O primeiro-ministro do Qatar, o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, e uma delegação turca liderada pelo chefe dos serviços secretos, Ibrahim Kalin, vão participar na quarta-feira nas negociações de paz para Gaza, no Egito, foi hoje divulgado.
“O primeiro-ministro do Qatar irá amanhã de manhã [quarta-feira] a Sharm el-Sheikh [Egito] para se juntar às negociações em curso” no “quadro da intensificação dos esforços regionais e internacionais para alcançar um cessar-fogo permanente”, escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, num comunicado publicado na rede social X.
As conversações terão como prioridade “o estabelecimento de um cessar-fogo, a troca de prisioneiros e a entrega de ajuda humanitária”, disseram por sua vez fontes oficiais turcas, citadas pela agência estatal Anadolu, ao confirmarem a presença de Ibrahim Kalin.
Segundo a agência noticiosa turca, Kalin manteve contactos prévios com autoridades norte-americanas, egípcias, qataris e representantes do Hamas, antes do início das negociações.
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Meloni diz que foi denunciada ao Tribunal Penal Internacional por cumplicidade com genocídio
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou esta terça-feira que ela e dois dos seus ministros foram denunciados ao Tribunal Penal Internacional por alegada cumplicidade com o genocídio na ofensiva de Israel em Gaza.
Numa entrevista à televisão estatal italiana RAI, Meloni disse que o ministro da Defesa, Guido Crosetto, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, tinham sido denunciados.
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Brasil e México informam que os seus nacionais que seguiam na flotilha e foram detidos estão a regressar a casa
O Brasil e o México dizem que os seus cidadãos detidos por Israel depois de terem sido detidos na Flotilha Sumud a caminho de Gaza estão a regressar a casa.
Treze brasileiros, incluindo a deputada Luizianne Lins, do Partido dos Trabalhadores foram levados para a fronteira com a Jordânia e libertados. Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros do México informou que seis mexicanos foram levados para a Jordânia, onde foram recebidos pelo embaixador.
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Dois anos de guerra em Gaza. Vem aí Nobel da Paz para Trump?
O ataque de 7 de outubro, dois anos depois, tem agora “proporções catastróficas, infelizes para a humanidade”. Orlando Samões acredita que Trump está bastante empenhado na resolução do conflito.
Dois anos de guerra em Gaza. Vem aí Nobel da Paz para Trump?
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“Proposta de paz continua a ser gerida pelo ocupante”, diz organização pró-palestiniana
Cerca de meia centena de estudantes de várias nacionalidades assinalaram hoje, em Lisboa, os dois anos da guerra na Faixa de Gaza, admitindo serem “positivas” as negociações de paz, mas argumentando que tudo “continua a ser gerido pelo ocupante”.
A posição foi avançada aos jornalistas pela estudante italiana Giulia Daniele, diretora do futuro Observatório de Estudos da Palestina (OPAL, que será oficialmente criado a 04 de novembro em Lisboa) e organizadora da manifestação de solidariedade para com os palestinianos, no dia em que se assinala o 2.º aniversário dos ataques do grupo extremista Hamas no sul de Israel, que desencadearam a ofensiva militar israelita em Gaza.
Segundo a também subdiretora do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), em cujos jardins foi realizada a ação de solidariedade, a proposta apresentada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, atualmente discutida no Egito por delegações de Israel e do Hamas, “não é uma de paz”.
“A proposta de paz é uma que não considero de paz, porque foi e continua a ser gerida pelo ocupante [Israel]. Temos de lembrar mais uma vez o que está a acontecer na Faixa de Gaza, pois está em curso um genocídio, uma limpeza étnica e um ‘apartheid’ na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental ocupado”, defendeu Giulia Daniele.
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Trump diz que vai "fazer tudo o possível" para que Israel cumpra acordo de cessar-fogo após libertação dos reféns
Ainda nas declarações aos jornalistas durante o encontro com Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, Donald Trump foi questionado sobre o que fará para garantir que Israel cumpre a sua parte do acordo de paz assim que os reféns israelitas forem libertados.
“A primeira garantia é que quando este acordo acontecer, se acontecer — estão em negociações neste preciso momento — vamos fazer tudo o possível”, afirmou o Presidente dos EUA.
E assegurou: “Temos muito poder e vamos fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para fazer com que toda a gente perceba o acordo.”
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Trump diz que há uma "possibilidade real" de alcançar a paz em Gaza
Enquanto está reunido na Sala Oval da Casa Branca com o primeiro-ministro do Canadá, Donald Trump afirmou que existe uma “possibilidade real” de alcançar a paz no Médio Oriente.
“A nossa equipa está a chegar lá agora”, afirmou o Presidente dos EUA, garantindo que “literalmente todos os países do mundo” apoiaram o seu plano para acabar com o conflito israelo-palestiniano.
Já era conhecido que o enviado especial de Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, se iria juntar às negociações esta quarta-feira.
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Apesar de fazer um "agradecimento público", Mariana Mortágua insiste nas críticas ao Governo sobre a Palestina
Em Leiria, onde está a participar na primeira ação de campanha para as eleições autárquicas, a coordenadora do Bloco de Esquerda foi parca em palavras sobre a Palestina e a Flotilha Humanitária.
Ao lado de outros dirigentes políticos do Bloco de Esquerda e do Livre, Mariana Mortágua aproveitou a presença dos jornalistas para fazer um “agradecimento público” ao apoio consular que foi dado aos quatro portugueses que foram detidos por Israel. Mas esse agradecimento público aos serviços consulares e à diplomata portuguesa em solo israelita não se estende ao Governo.
Quanto ao executivo, Mortágua insiste que só tem a “lamentar todas as ações políticas do Governo quanto à Palestina e as declarações públicas sobre a Flotilha”. Uma resposta, depois de Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional, se referir várias vezes à iniciativa como a “Flotilha Panfletária”.