Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, sábado.

    Israel tentou assassinar Presidente do Irão num ataque aéreo, ficou ferido numa perna

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que aconteceu neste sábado?

    • Israel terá realizado pelo menos 250 ataques a Gaza nas últimas 48 horas, resultando em numerosas baixas civis. Em paralelo, a pressão diplomática aumenta, com esforços para negociar um cessar-fogo, embora existam dificuldades em chegar a um consenso entre as partes envolvidas.
    • O governo controlado pelo Hamas fala do risco de fome catastrófica que ameaça cerca de 1,25 milhões de pessoas, incluindo 650 mil crianças, com relatos já de dezenas de mortes devido a esta crise.
    • As negociações nucleares entre o Irão e os EUA enfrentam um impasse, com o Irão a recusar desistir do enriquecimento de urânio.
    • Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, enfrenta pressões internas, com ameaças de rompimento da coligação governamental, que inclui ministros de extrema-direita. Estes apoiam uma estratégia de longa duração em Gaza, que inclui o restabelecimento de colonatos judaicos.

  • Netanyahu reúne-se com ministros de extrema-direita para falar sobre cessar-fogo

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, decidiu convocar os ministros de extrema-direita que integram o seu governo (Ben Gvir, da Segurança Nacional, e Bezalel Smotrich, das Finanças) para se reunirem consigo, segundo vários órgãos de comunicação social israelitas.

    Ambos os ministros eram contra os acordos de cessar-fogo com os reféns e ameaçam retirar apoio ao governo se se chegar a um acordo que acabe com a guerra e deixe o Hamas no controlo de Gaza.

  • Ataques israelitas mataram pelo menos 70 palestinianos este sábado

    Os ataques israelitas mataram este sábado pelo menos 70 palestinianos em Gaza e feriram outros 208, segundo as informações do ministério da Saúde palestinano, que é controlado pelo Hamas, citado pelo jornal israelita Haaretz.

    Já responsáveis hospitalares indicam um número ainda mais alto, estimando que 129 pessoas — incluindo 133 que esperavam por ajuda humanitária — tenham morrido este sábado. Um dos bombardeamentos atingiu o campo de refugiados de Al-Shati.

  • De Tiago Rodrigues a Milo Rau, figuras do teatro denunciam em Avignon o “massacre em curso em Gaza”

    À margem do festival de teatro que decorre naquela cidade francesa, centenas de pessoas juntaram-se numa manifestação em solidariedade com o povo palestiniano.

    De Tiago Rodrigues a Milo Rau, figuras do teatro denunciam em Avignon o “massacre em curso em Gaza”

  • IDF anuncia morte de elemento do Hezbollah no sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF na sigla em inglês) afirmam ter eliminado um agente do Hezbollah no sul do Líbano este sábado. De acordo com a mensagem publicada no X, este elemento faria parte da unidade antitanque do Hezbollah e foi morto na sequênca de um ataque com um drone israelita na região de Khiam.

    O Ministério da Saúde do Líbano informou anteriormente que uma pessoa foi morta num ataque à cidade.

  • Imprensa adianta que Israel aceitou proposta de cessar-fogo do Qatar, mas que o Hamas rejeitou

    A imprensa israelita está a avançar que Israel aceitou uma proposta do Qatar para um acordo de cessar-fogo de 60 dias e a libertação de reféns por 60 dias, mas que o Hamas terá rejeitado.

    De acordo com um alto funcionário israelita, as partes envolvidas no conflito que dura desde outubro de 2023 discutiam um fim para a guerra, com alguns dos objetivos de Israel para a operação enquadrados na proposta de acordo. Porém, o movimento islâmico radical que controla Gaza terá tomado posições que travaram o avanço das negociações, segundo o jornal Times of Israel.

  • Irão recusa exigência dos EUA e insiste em enriquecer urânio para fins pacíficos

    O Irão reafirmou neste sábado que não irá aceitar qualquer acordo nuclear que lhe retire o direito ao enriquecer urânio para fins pacíficos, conforme previsto no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). A declaração foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, durante um encontro com diplomatas em Teerão.

    “Não haverá qualquer acordo em que o enriquecimento não esteja incluído”, afirmou Araghchi, sublinhando que essa é uma linha vermelha nesta negociação.

    Apesar do impasse, o Irão mostrou-se disponível para retomar as negociações, indicando que está a analisar o momento, o local, o formato e as garantias necessárias para avançar.

    As conversações entre Teerão e Washington, iniciadas em Abril, foram interrompidas após um ataque surpresa de Israel às instalações nucleares iranianas a 13 de junho — dois dias antes de uma reunião agendada em Omã e um dia depois de expirar o prazo de 60 dias estabelecido pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, para alcançar um entendimento.

  • Pelo menos 24 palestinianos mortos em tiroteio junto a ponto de distribuição de ajuda

    Pelo menos 24 palestinianos morreram num novo tiroteio do Exército israelita junto a um dos pontos de distribuição da Fundação Humanitária Americana para Gaza na cidade de Rafah.

    Pelo menos 24 palestinianos mortos em tiroteio junto a ponto de distribuição de ajuda

  • Putin terá dito a Trump e iranianos que aceita que Irão prescinda do enriquecimento de urânio

    Vladimir Putin terá dito a Donald Trump – e, também, ao regime iraniano – que aceita a ideia de que o Irão venha a assinar um acordo onde prescinde do enriquecimento de urânio.

    A informação é avançada pelo portal Axios, que cita fontes próximas do processo.

  • ONU não vê ligações entre novo regime da Síria e a Al-Qaeda

    Um relatório confidencial das Nações Unidas, ao qual a Reuters teve acesso, revela que não foram identificadas “ligações ativas”, neste ano, entre o grupo islâmico Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) e a rede terrorista Al-Qaeda.

    Este é uma análise, que deverá ser tornada pública ainda neste mês de julho, que poderá ajudar os esforços diplomáticos liderados pelos EUA para levantar as sanções da ONU que ainda pendem sobre a Síria, após a queda do regime de Bashar al-Assad.

    O HTS, que no passado teve ligações à Al-Qaeda, (o nome era Frente al-Nusra) rompeu com a organização em 2016. Em dezembro, surpreendeu a comunidade internacional ao assumir o controlo político na Síria, após uma ofensiva relâmpago que derrubou o regime de Bashar al-Assad. Desde então, o líder do grupo, Ahmed al-Sharaa, passou a ocupar o posto de presidente interino do país.

    epa12081471 French President Emmanuel Macron (not pictured) receives Syrian interim President Ahmed al-Sharaa at the Elysee Palace in Paris, France, 07 May 2025.  EPA/MOHAMMED BADRA MOHAMMED BADRA/EPA

    Sharaa tem adotado um discurso voltado para a inclusão e a reconstrução nacional, prometendo uma Síria onde todos tenham direitos iguais — uma retórica que marca um distanciamento do passado extremista da organização.

  • Pelo menos 650 mil crianças em risco de fome em Gaza, diz o Hamas

    As autoridades de Gaza dizem que centenas de milhares de pessoas, incluindo 650 mil crianças, estão a enfrentar um risco de fome ao mesmo tempo que existe um “vergonhoso silêncio internacional” em torno dessa situação.

    Citado pela Al Jazeera, um comunicado do governo controlado pelo Hamas – que levou a cabo o massacre de 7 de outubro de 2023 – acusa as forças israelitas de fecharem todas as travessias e impedirem a entrada de alimentos, medicamentos e combustível “num dos crimes de cerco coletivo mais graves dos tempos modernos”.

    Nos últimos três dias, registámos dezenas de mortes devido à escassez de alimentos e de material médico essencial, numa situação humanitária extremamente cruel”, diz o Hamas.

    O comunicado refere que 67 crianças morreram de fome até à data e que aproximadamente 1,25 milhões de pessoas em Gaza estão a passar por uma “fome catastrófica”.

  • Israel atacou Gaza 250 vezes nas últimas 48 horas

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram Gaza 250 vezes nas últimas 48 horas, com todos estes ataques dirigidos a alvos “terroristas”.

    Em comunicado, o exército israelita afirmou que cinco divisões continuam a atacar o enclave e que a sua força aérea matou “dezenas” de operacionais do Hamas, incluindo nos bairros de Shujayea e Zeitoun, no norte de Gaza.

  • Trump não se opôs quando Netanyahu disse que poderá voltar a bombardear o Irão

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, não se opôs quando Benjamin Netanyahu lhe disse, nesta semana, que poderá voltar a bombardear o Irão caso o país retome o trabalho de investigação nuclear e enriquecimento de urânio. A notícia é avançada pelo The Wall Street Journal, que cita fontes próximas do processo.

    Segundo a notícia, Trump terá dito a Netanyahu que prefere uma solução diplomática mas não enjeita a utilização da ameaça de novos bombardeamentos para levar o Irão a assinar um acordo onde se compromete a não desenvolver uma bomba nuclear.

  • Sob pressão de ministro nacionalista, Netanyahu recusou trégua em abril de 2024 para manter governo

    Um longa reportagem do The New York Times revela que houve uma hipótese de acordo de cessar-fogo, em abril de 2024 (seis meses após o massacre de 7 de outubro de 2023) mas Benjamin Netanyahu recusou esse acordo porque isso colocaria em causa a viabilidade do seu governo de coligação.

    O primeiro-ministro lidera uma coligação frágil que dependia do apoio dos ministros de extrema-direita que queriam ocupar Gaza, e não retirar-se dela. Estes ministros, incluindo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendiam uma guerra longa que, no final, permitisse a Israel restabelecer os colonatos judaicos em Gaza.

    epa10710391 Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu (R) speaks with Finance Minister Bezalel Smotrich (L) during the weekly cabinet meeting in the prime minister's office in Jerusalem, 25 June 2023.  EPA/ABIR SULTAN / POOL ABIR SULTAN / POOL/EPA

    A convicção de Netanyahu é que, se um cessar-fogo viesse demasiado cedo, estes ministros iriam dissolver a coligação governamental – o que levaria a eleições antecipadas, que as sondagens indicavam que Netanyahu perderia.

    A proposta em cima da mesa teria interrompido a guerra em Gaza durante pelo menos seis semanas e teria aberto uma janela para negociações com o Hamas sobre uma trégua permanente. Além disso, mais de 30 reféns capturados pelo Hamas no início da guerra teriam sido libertados em poucas semanas e outros poderiam ter sido libertados se a trégua fosse prolongada.

  • Bom dia.

    Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com o conflito no Médio Oriente, ao longo deste sábado.

    Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, sexta-feira, que terminou com a informação de que o Programa Alimentar Mundial alerta que situação em Gaza “está pior do que nunca”.

    Muito obrigado por nos acompanhar.

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