Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, sexta-feira.

    Netanyahu terá recusado cessar-fogo em abril de 2024 porque foi ameaçado de queda do governo

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • A situação na Faixa de Gaza está a deteriorar-se rapidamente, com o Programa Alimentar Mundial a alertar que a situação humanitária é pior do que nunca. A subnutrição atinge níveis alarmantes, com uma em cada três pessoas a passar dias sem comer. Organizações como os Médicos Sem Fronteiras relatam níveis recorde de subnutrição, especialmente entre grávidas e crianças.
    • Israel continua a realizar ataques na Faixa de Gaza, resultando em múltiplas baixas civis. Nas últimas operações, pelo menos 31 pessoas foram mortas. O exército israelita afirma ter eliminado membros do Hamas que planeavam atentados contra civis israelitas, enquanto uma escola no norte de Gaza que abrigava deslocados foi atingida, resultando em oito mortos.
    • A União Europeia está a preparar medidas para pressionar Israel a melhorar a situação humanitária em Gaza, procurando soluções que não impliquem punir Israel diretamente. Esta posição surge num contexto de críticas, após os EUA imporem sanções à relatora da ONU para os direitos dos palestinianos, Francesca Albanese, acusada de retórica antissemita.
    • Benjamin Netanyahu concluiu uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, onde se reuniu com o Presidente Donald Trump para discutir o conflito em Gaza e outras questões regionais. Durante a visita, houve discussões sobre a situação dos reféns israelitas mantidos pelo Hamas, embora familiares destes reféns expressem ceticismo quanto às prioridades do primeiro-ministro israelita.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 8.º e último episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui, o sexto aqui e o sétimo aqui]

  • Ataques israelitas fazem, pelo menos, 31 mortos em Gaza esta sexta-feira

    Pelo menos 31 pessoas foram mortas na sequência de ataques israelistas na Faixa de Gaza esta sexta-feira, escreve a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

    Segundo a mesma fonte, dez das 31 pessoas estavam à procira de ajuda humanitária.

  • Programa Alimentar Mundial alerta que situação em Gaza "está pior do que nunca"

    O Programa Alimentar Mundial (PAM) alertou hoje que a situação em Gaza está “pior do que nunca”, com uma em cada três pessoas a passar vários dias sem comer.

    Num encontro com a imprensa em Nova Iorque, o diretor adjunto do PAM, Carl Skau, forneceu detalhes sobre a mais recente visita a Gaza, onde se encontrou com várias famílias que relataram não terem acesso a comida.

    “A situação é pior do que alguma vez vi antes. A situação está pior do que nunca. E vem de dois lados: primeiro, as necessidades humanitárias nunca foram tão grandes. Mas também a nossa capacidade de responder e ajudar nunca foi tão limitada”, sublinhou.

  • Israel diz que permitiu a entrada de 150 mil litros de combustível em Gaza esta semana

    Enquanto o Hamas diz que existe uma grave falta de combustível no enclave, o governo de Israel refere que permitiu a entrada de 150 mil litros de combustível em Gaza, avança o The Times of Israel, citando o coordenador israelita para as atividades governamentais nos territórios.

  • Guterres condena novos ataques dos houthis no Mar Vermelho

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje os novos ataques dos rebeldes houthis contra embarcações civis no mar Vermelho, avaliando tratar-se de uma perigosa escalada no conflito.

    “O secretário-geral condena veementemente o retomar dos ataques houthis contra embarcações civis que transitam pelo mar Vermelho, especialmente os ataques que ocorreram entre 06 e 08 de julho”, afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, num briefing à imprensa.

    Guterres considerou o naufrágio do MV Magic Seas e do MV Eternity C, dois navios mercantes afundados esta semana no mar Vermelho por mísseis, juntamente com as mortes de pelo menos quatro tripulantes, “uma perigosa escalada nesta hidrovia crítica”.

  • Médicos Sem Fronteiras alertam para "níveis recorde de subnutrição" em Gaza

    De acordo com as suas equipas no terreno, a associação Médicos Sem Fronteiras alertam para “níveis recorde de subnutrição” em Gaza, cita a agência France Presse. Segundo a organização, são mais de 700 grávidas e quase 500 crianças que contribuem para estes valores, estando atualmente “inscritos em centros ambulatórios de alimentação terapêutica” nas duas clínicas da Médicos Sem Fronteiras.

    Notam ainda um “quadruplicar” dos casos ao longo dos últimos dois meses, passando de 293 em maio, para 983 no início de julho, acusando Israel de estar a provocar este fenómeno de forma “deliberada e calculada”, pela “recusa” de entrada de alimento no enclave.

  • Ministério da Saúde de Gaza diz que hospitais necessitam "urgentemente" de combustível para eletricidade

    As pessoas nos hospitais em Gaza “continuam a ser colocados à beira da morte todos os dias” devido à falta de combustível no enclave, de acordo com o Ministério da Saúde local, administrado pelo Hamas.

    Com a carência de combustível, continuam, algumas secções dos hospitais trabalham às escuras, enquanto as administrações hospitalares tentam racionar a eletricidade que têm disponível. Desta forma, o Hamas indica que alguns serviços médicos têm de ser interrompidos.

    “Também reduz a capacidade de operar o número desejado de ambulâncias, forçando o transporte de cidadãos feridos e doentes em carroças”, escrevem no comunicado citado pela Al Jazeera.

  • Conferência saudita e francesa sobre "solução de dois Estados" remarcada para final de julho

    França e a Arábia Saudita comprometeram-se a organizar uma conferência das Nações Unidas, com o objetivo de trabalhar e discutir a viabilidade de uma solução para o conflito entre Israel e o Hamas, com a edificação de dois Estados: Israel e Palestina, ao contrário da situação da atual no Médio Oriente.

    A data inicial para a conferência teve de ser adiada devido aos 12 dias de guerra entre Irão e Israel, mas de acordo com o The Times of Israel, há nova data marcada: 28 e 29 de julho.

  • Exército israelita diz que "aprendeu lições" após investigação a morte de civis em Gaza

    Quase 800 civis morreram na Faixa de Gaza entre 27 de maio e 7 de julho, durante a recolha de apoio humanitário, de acordo com a porta-voz do departamento de Direitos Humanos das Nações Unidas. Assim, o exército israelita diz ter lançado uma “investigação” sobre os relatos de “danos” causados a civis no enclave — da qual foram capazes de “aprender lições” para o futuro das operações em Gaza.

    “Na sequência de incidentes em que foram relatados danos a civis que chegaram às instalações de distribuição, foi efetuada uma investigação exaustiva… e foram emitidas instruções para as forças no terreno de acordo com as lições aprendidas”, cita a agência France Presse um comunicado das Forças de Defesa de Israel.

  • Israel diz ter eliminado seis membros do Hamas que planeavam atentados contra israelitas

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) dizem ter morto seis membros do Hamas que planeavam atentados contra civis israelitas.

    Os operacionais do Hamas, descritos como tendo cargos de relevo na estrutura da organização, estariam a “planear atividades terroristas no mar, contra civis e forças de segurança israelitas”. “Vários” destes operacionais estiveram, também, envolvidos no atentado de 7 de outubro de 2023.

    Numa publicação na rede social X, as IDF mostram os rostos e as identidades dos operacionais “eliminados”.

  • "O nosso objetivo não é punir". UE prepara medidas para pressionar Israel a melhorar situação humanitária de Gaza.

    A alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança justificou hoje as propostas pensadas para pressionar Israel a melhorar a situação humanitária na Faixa de Gaza. “O nosso objetivo não é punir Israel de forma alguma. O nosso objetivo é realmente melhorar a situação no terreno porque a situação humanitária é insustentável”, sublinhou Kaja Kallas.

    Na quinta-feira, o serviço diplomático da UE apresentou dez possíveis ações contra Israel face a “indicações” de que o país violou as suas obrigações em direitos humanos sob um pacto que mantém com o bloco comunitário. Na lista, noticiou a Reuters, há hipóteses desde a suspensão do Acordo de Associação UE-Israel — que incluiu as relações comerciais — à interrupção de projetos técnicos.

  • Mais de 800 pessoas morreram em Gaza a procurar ajuda

    Quase 800 pessoas foram mortas em Gaza desde 27 de maio, quando tentavam obter ajuda, na maioria perto de locais geridos pela fundação humanitária apoiado pelos EUA e por Israel, anunciou hoje a ONU.

    Entre 27 de maio, quando a Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês) iniciou as operações, e 7 de julho, a ONU registou 798 mortos, incluindo 615 perto dos locais da GHF, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, numa conferência de imprensa em Genebra.

    “A maioria dos ferimentos são de bala”, explicou a porta-voz.

  • Seis dos dez partidos na AR defendem o reconhecimento do Estado da Palestina

    Seis dos dez partidos portugueses com representação no Parlamento apresentaram esta sexta-feira projetos de resolução em que defendem p reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal, com o Governo a travar a decisão, argumentando ser necessário prudência.

    O PCP, Bloco de Esquerda, Livre, PAN, JPP e PS defenderam que tal é uma solução para o conflito israelo-palestiniano e que esse reconhecimento deve ter em conta as fronteiras anteriores a 1967 e com capital em Jerusalém Oriental.

  • União Europeia lamenta sanções aplicadas pelos EUA à relatora das Nações Unidas para os direitos dos palestinianos

    A União Europeia afirmou esta sexta-feira que “lamenta profundamente” a decisão dos EUA de impor sanções à relatora das Nações Unidas para os direitos dos palestinianos, Francesca Albanese, depois de esta ter criticado a política de Washington em relação a Gaza e ter sofrido sanções por parte dos norte-americanos.

    “A União Europeia apoia firmemente o sistema de direitos humanos das Nações Unidas e lamenta profundamente a decisão de impor sanções a Francesca Albanese”, afirmou o porta-voz da UE, Anouar El Anouni, citado pelo Times of Israel.

    Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, justificou as sanções a Albanese por esta ser uma crítica declarada de Israel que tem sido acusada de retórica antissemita e pró-terrorismo, à luz dos “seus esforços ilegítimos e vergonhosos para levar o Tribunal Penal Internacional a agir contra funcionários, empresas e executivos dos EUA e de Israel”.

    Em outubro de 2024, Francesca Albanese foi entrevistada pelo Observador.

  • Familiar de refém não acredita que recuperar os israelitas é prioridade de Netanyahu

    Moshe Lavi, cunhado de Omri Miran, está entre os familiares de reféns israelitas que se encontraram com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Washington na quarta-feira. O israelita não acredita, porém, que recuperar os israelitas mantidos em Gaza pelo Hamas é uma prioridade do líder.

    “Primeiro-ministro, eu não fiquei convencido ontem de que tem os reféns em mente depois das decisões sobre o Irão e o Líbano e das conquistas sangrentas em Gaza”, escreveu na rede social X em resposta a uma publicação de Netanyahu.

  • Franscesca Albanese diz-se alvo de intimidação dos Estados Unidos

    A relatora das Nações Unidas para a Palestina, Francesca Albanese, disse que não tenciona calar-se sobre o genocídio em Gaza acusando os Estados Unidos de intimidação através de meios mafiosos.

    A relatora das Nações Unidas contou em entrevista ao jornal italiano La Repubblica que redigiu seis relatórios oficiais referindo a necessidade de investigar crimes como a “detenção arbitrária, o tratamento de menores, o genocídio” e apelando ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para apurar responsabilidades.

    Por outro lado, adiantou que os Estados Unidos, neste momento, são um país “alérgico à justiça” e, por isso, impuseram sanções contra o TPI, ou contra qualquer pessoa que tente fazer cumprir a lei, recorrendo a “técnicas de intimidação que fazem lembrar a máfia”, acusou Albanese.

  • Oito palestinianos morrem em ataque israelita no norte de Gaza

    Pelo menos oito pessoas morreram num ataque israelita no norte da Faixa de Gaza que atingiu uma escola que abrigava pessoas deslocadas devido à guerra, denunciou uma fonte do Hospital Al-Shifa à Al Jazeera. Para já não não foi avançado um número de feridos.

  • Operador de navios grego diz que há um morto e quatro desaparecidos após ataque os houthis

    A operadora de navios Cosmoship Managemen, sediada em Atenas, disse hoje que uma pessoa terá morrido e quatro estão desaparecidas após um ataque dos rebeldes houthis ao navio de carga Eternity C no Mar Vermelho.

    O ataque ao navio, que afundou, foi noticiado na quarta-feira e no dia seguinte fontes da autoridade marítima citadas pela Reuters já davam como certas quatro mortes.

    O navio grego, de bandeira liberiana, levava a bordo uma tripulação de 25 pessoas. Até agora pelo menos dez foram resgatadas, segundo a agência norte-americana.

  • Benjamin parte de Washington depois de visita de quatro dias aos EUA

    O primeiro-ministro israelita já partiu de Washington após uma viagem de quatro dias aos Estados Unidos, noticia o Haaretz. Durante a visita, Benjamin Netanyahu esteve reunido pelo menos duas vezes com o Presidente norte-americano, Donald Trump.

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