Momentos-chave
- Ataque poderá ter matado 40 pessoas
- Maduro desembarcou rodeado de dezenas de agentes
- Macron diz que falou com Corina Machado
- Nicolás Maduro já aterrou nos Estados Unidos
- Zelensky: "Se isto pode ser feito assim a ditadores, então os EUA sabem o que devem fazer a seguir"
- Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela na segunda-feira
- México diz que haverá declaração regional conjunta sobre operação dos EUA na Venezuela
- Netanyahu elogia Trump: "Saúdo a sua determinação decisiva"
- Sánchez: "Espanha não reconheceu o regime de Maduro", mas também não reconhecerá "intervenção que viola o Direito Internacional"
- Emmanuel Macron destaca a "grave afronta" de Maduro contra "o seu próprio povo" e pede transição "pacífica e democrática"
- Situação vai ser debatida na reunião do Conselho de Estado
- UE recomenda que companhias aéreas evitem espaço aéreo venezuelano
- Rangel: "É evidente que ninguém quer o regresso de Maduro"
- Mendes pede cautela e diz que só os venezuelanos podem decidir o seu futuro
- Rangel admite "incerteza" com futuro, mas destaca oportunidade de regresso da Venezuela à democracia
- Presidente interina Delcy Rodríguez desafia EUA: "As máscaras caíram, revelando o único objetivo: a mudança de regime na Venezuela"
- Pelo menos uma pessoa terá morrido durante o ataque
- PS define como “absolutamente inadmissível” intenção de Trump de dirigir o país
- Luís Montenegro: "Constatamos o papel dos EUA na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática"
- Ventura celebra "fim de um tirano, sanguinário e torturador". E diz que é preciso parar "conversa de chacha" sobre ingerência dos EUA
- Marjorie Taylor Greene condena ataque: "Muitos votaram no MAGA a achar que era para acabar com isto. Estávamos errados"
- Rangel vai falar sobre situação na Venezuela
- Democratas deixam duras críticas a Donald Trump
- Metsola: "Venezuela será libre"
- Maduro irá para Guantánamo e daí será transportado de avião para Nova Iorque
- Filas em supermercados e transportes parados. A situação nas ruas de Caracas
- Trump não falou sobre Maduro com Putin
- "Vamos extrair enorme riqueza do solo", assume Trump
- Trump falou ao telefone com Maduro. "Disse-lhe: 'Tens que te render'"
- Trump não afasta possibilidade de Venezuela ser gerida pelos EUA "vários anos"
- Corina Machado a liderar Venezuela? "Acho que será difícil", garante Trump
- Trump: Venezuelanos vão ter "um verdadeiro país"
- Trump: "Vamos vender" petróleo "em quantidades maiores a outros países"
- Trump: "Estamos a nomear pessoas" para governar a Venezuela
- Trump explica como os EUA tencionam governar a Venezuela
- Trump diz "a verdade" quando assume "que vai resolver um problema", elogia Rubio
- Maduro e a mulher "desistiram" e foram levados pelos EUA
- Forças Americanas sabiam onde Maduro vivia, o que comia, o que vestia e quais os animais de estimação
- "A América está de regresso", diz Hegseth
- Trump aponta ao petróleo venezuelano e à criminalidade em solo dos EUA
- Trump: "Maduro e a sua mulher vão enfrentar todo o poder da justiça americana"
- Trump: EUA planearam segunda vaga de ataques à Venezuela, mas não foi preciso
- Trump admite que os EUA vão liderar Venezuela por algum tempo
- Trump admite que venezuelanos já estavam à espera das tropas dos EUA
- Trump: "Nenhuma nação do mundo podia fazer o que os EUA fizeram"
- Trump divulga a primeira imagem de Nicolás Maduro capturado a bordo de navio dos EUA
- MNE francês diz que operação "viola" princípios do Direito Internacional
- Maduro terá sido capturado com ajuda de uma fonte da CIA próxima do regime venezuelano
- Acusação diz que Maduro deu passaportes diplomáticos a traficantes de droga
- PCP condena ataque dos EUA e captura de Maduro e da sua mulher
- “Todos devemos respeitar o direito internacional”, diz Starmer
- Corina Machado promete que oposição "libertará os presos políticos" e acusa Maduro de cometer "crimes atrozes contra os venezuelanos"
- Corina Machado quebra silêncio e diz que oposição está "preparada" para "tomar o poder". Edmundo González deve "assumir mandato"
- Rússia pede libertação de Maduro, um Presidente "legalmente eleito", aos EUA
- China sai em defesa de Maduro: "Condenamos totalmente os EUA pelo uso imprudente da força"
- "Profundamente alarmado pela escalada na Venezuela", Guterres acusa EUA de não cumprir "regras do direito internacional"
- Maduro foi detido no Forte Tiuna, o maior complexo militar na Venezuela e sede do Ministério da Defesa
- Vice-presidente da Venezuela está na Rússia? MNE russo desmente informações
- Maduro e a mulher foram levados da Venezuela para Nova Iorque no navio de guerra Iwo Jima, revela Trump
- Trump: EUA "estão a tomar a decisão" sobre quem vai governar a Venezuela após Maduro
- Trump: "Maduro quis negociar no fim, bem tentou fazer um acordo. Eu disse que não"
- Maduro poderá ser presente a tribunal em Nova Iorque já na segunda-feira, avança a Fox News
- Maduro estava numa "fortaleza" com "portas de aço", revela Trump: "Não conseguiu fugir"
- Ataque era para "ter sido há quatro dias", revela Trump: "Esperamos por causa do estado do tempo"
- Maduro e mulher terão sido acordados e arrastados do seu quarto pelas forças norte-americanas
- Trump avança: há "alguns feridos" norte-americanos na operação militar na Venezuela
- JD Vance recorda que Trump deu "várias alternativas" a Maduro e atira: "Petróleo roubado deve regressar aos EUA"
- Von der Leyen: apoiamos uma "transição pacífica e democrática"
- António Filipe defende que "guerras devem ser condenadas, onde quer que ocorram"
- Lula da Silva: Brasil condena ataque e está disponível para "promover a via do diálogo"
- Espaço aéreo venezuelano vazio. Imagens mostram aviões comerciais em rotas que circundam o país
- Bielorrússia condena ataque dos EUA
- António Costa diz que UE "continuará a apoiar solução pacífica, democrática e inclusiva"
- "A prioridade absoluta é a segurança e o bem-estar da comunidade portuguesa na Venezuela, que se encontra bem e calma", diz MNE
- Procuradora-Geral dos EUA confirma: Maduro e mulher serão julgados nos EUA
- Jorge Pinto espera que "responsáveis portugueses sejam claros no repúdio" ao ataque
- BE: "Não é necessário ser apoiante do governo venezuelano para exprimir a condenação desta intervenção militar imperialista"
- Trump deu luz verde ao ataque há alguns dias. CIA localizou Maduro
- CNN Internancional avança: Maduro vai mesmo para os EUA e será julgado
- Ataques norte-americanos não atingiram instalações petrolíferas
- Venezuela pede reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU
- Rússia pressiona EUA e exige "esclarecimento imediato" sobre o paradeiro de Maduro
- Procurador-geral apela à população "para sair à rua": "Vamos mostrar ao mundo a nossa heroicidade"
- Marques Mendes está preocupado "com a desescalada da intervenção" dos EUA
- Procurador-geral da Venezuela exige aos EUA que "cesse o sequestro" de Maduro e promete "responsabilizar" governo norte-americano
- Ventura diz que "derrube do regime de Nicolás Maduro é um bom sinal". "É um sinal de esperança"
- "Apelamos à redução da escalada e à responsabilidade. É necessário respeitar o Direito Internacional", apela Pedro Sánchez
- Marco Rubio republica publicação em que garante: "Maduro não é presidente da Venezuela"
- Kaja Kallas: "A UE afirmou várias vezes que Maduro não tem legitimidade"
- Venezuela mobiliza todos os militares das Forças Armadas e ativa "todos os meios terrestres, aéreos e navais"
- "Ataque vil contra um povo que dormia." Diosdado Cabello fala num "massacre" e avança com "mortes de civis"
- Braço-direito de Maduro avisa EUA: "O povo, as forças policiais e militares estão prontas qualquer situação"
- Cotrim: ação americana é "criticável", mas "comunidade internacional não soube lidar com a ditadura na Venezuela"
- Catarina Martins critica silêncio da União Europeia. "Espero que nas próximas horas haja uma posição clara de condenação", apela
- Senador dos EUA falou com Rubio e sugere que Maduro vai para os EUA "ser julgado pelos seus crimes"
- Gouveia e Melo diz que avisou sobre "abalo" das relações internacionais e diz ser "preocupante que países invadam a soberania de outros"
- Colômbia envia tropas para a fronteira com a Venezuela
- Rússia diz que ataque à Venezuela é "preocupante e condenável": "Ato de agressão armada"
- "O tirano foi deposto." Vice-secretário de Estado dos EUA celebra detenção de Maduro e promete: "Será julgado pelos seus crimes"
- Espanha disponibiliza-se a mediar conversações para alcançar "solução pacífica"
- Vice-presidente da Venezuela adianta que EUA "assassinaram venezuelanos"
- Delcy Rodríguez acusa EUA de "passar todas as linhas vermelhas" e faz "apelo à união nacional"
- Vice-presidente da Venezuela quebra silêncio e exige aos EUA "prova de vida imediata de Maduro"
- Iniciativa Liberal reage a operação: "Venezuela Libre"
- Dirigente dos EUA confirma que não houve baixas entre norte-americanos, mas não comenta situação na Venezuela
- Embaixada em Portugal em Caracas apela à tranquilidade
- Oposição venezuelana ainda não reagiu: Corina Machado e Edmundo González em silêncio
- Constituição venezuelana estipula que é Delcy Rodríguez, vice-presidente venezuelana a salvo, que assume o poder
- Milei celebra captura de Maduro: "A liberdade avança"
- Irão condena ataque a Venezuela
- Tropas de elite norte-americanas Delta Force detiveram Nicolás Maduro
- Donald Trump: "Foi uma operação brilhante"
- Ministro da Defesa da Venezuela admite que ataque foi a maior "afronta sofrida pelo país"
- Vice-presidente da Venezuela Delcy Rodríguez a salvo e ainda em Caracas
- O vídeo das explosões em Caracas
- Trump diz ter capturado Nicolas Maduro e a sua mulher
- Trump terá ordenado ataque à Venezuela
- Venezuela denuncia "agressão imperialista" dos EUA
Histórico de atualizações
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Bom dia. Terminamos aqui este liveblog.
Pode acompanhar todos os desenvolvimentos deste domingo no artigo que abrimos agora. Obrigada por estar connosco.
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Algemado, de fato de treino, de gorro, com meias brancas e chinelos. As primeiras imagens de Nicolás Maduro detido
Várias fotografias e vídeos, partilhadas nas redes sociais, mostram Nicolás Maduro detido pelos EUA, rodeado por agentes da DEA a sair do avião e a entrar em instalações policiais.
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Ataque poderá ter matado 40 pessoas
A informação é avançada por uma fonte venezuelana ao New York Times: pelo menos 40 pessoas terão morrido durante o ataque desta madrugada, entre civis e militares.
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Maduro desembarcou rodeado de dezenas de agentes
Nicolás Maduro já desembarcou do avião onde foi transportado para território norte-americano, rodeado de dezenas de agentes da DEA e outras forças de segurança norte-americanas.
#3Ene | Imágenes de Nicolás Maduro siendo escoltado por decenas de agentes federales estadounidenses tras bajar del avión en el que fue trasladado hacia EE UU para ser puesto bajo custodia del FBI.
????: @clashreport pic.twitter.com/nh65MRCZUI
— El Diario (@eldiario) January 3, 2026
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Macron diz que falou com Corina Machado
O Presidente francês anunciou que falou há breves instantes com Maria Corina Machado.
“Apoio completamente o seu apelo à libertação e à proteção dos presos políticos do regime de Nicolás Maduro”, escreveu Emmanuel Macron no X.
Macron sublinha que França apoiará uma transição “democrática”.
Acabo de hablar con @MariaCorinaYA.
Apoyo plenamente su llamado a la liberación y a la protección de los presos políticos del régimen de Nicolás Maduro.
Como todos los venezolanos, puede contar con el apoyo de Francia para alzar la voz en favor de una transición…
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) January 3, 2026
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Nicolás Maduro já aterrou nos Estados Unidos
O avião que transportava Nicolás Maduro já aterrou em território norte-americano, mais concretamente em Nova Iorque.
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Zelensky: "Se isto pode ser feito assim a ditadores, então os EUA sabem o que devem fazer a seguir"
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também já reagiu à operação na Venezuela, aproveitando para relembrar a situação na Ucrânia.
“O que posso dizer?”, questionou-se. “Se isto pode ser feito assim a ditadores, então os Estados Unidos da América sabem o que devem fazer a seguir.”
President Zelenskyy on Maduro:
What can I say here? If this can be done to dictators, like that, then the United States of America know what they should do next. pic.twitter.com/VmEuTwTBnB
— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) January 3, 2026
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Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela na segunda-feira
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) vai reunir-se na segunda-feira para discutir a operação norte-americana de captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, informou hoje a presidência somali deste órgão.
A reunião de emergência, prevista para as 10h (15h em Lisboa), foi solicitada pela Venezuela, pedido apoiado pela Colômbia, que acaba de entrar no Conselho de Segurança, precisaram fontes diplomáticas citadas pela France-Presse.
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México diz que haverá declaração regional conjunta sobre operação dos EUA na Venezuela
A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, revelou hoje que está a ser preparada uma resposta conjunta “regional” de reação à operação militar dos Estados Unidos (EUA) de captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
À margem de uma visita presidencial no estado mexicano de Tlaxcala, Claudia Sheinbaum disse aos jornalistas que o seu executivo foi contactado por representantes de outros países, na sequência da captura de Maduro, e que está a ser preparada “uma declaração regional conjunta”.
“É muito importante para a América Latina que nos mantenhamos unidos”, disse Sheinbaum, condenando a intervenção norte-americana na Venezuela.
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Netanyahu elogia Trump: "Saúdo a sua determinação decisiva"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reagiu à notícia do ataque à Venezuela dando os parabéns ao Presidente Donald Trump pela sua “liderança ousada e histórica”.
“Saúdo a sua determinação decisiva e a ação brilhante dos seus corajosos soldados”, escreveu no X.
Congratulations, President @realDonaldTrump for your bold and historic leadership on behalf of freedom and justice. I salute your decisive resolve and the brilliant action of your brave soldiers.
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) January 3, 2026
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Sánchez: "Espanha não reconheceu o regime de Maduro", mas também não reconhecerá "intervenção que viola o Direito Internacional"
O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, reagiu agora no X, escrevendo que “Espanha não reconheceu o regime de Maduro”, mas também não reconhecerá “intervenção que viola o Direito Internacional”.
A operação norte-americana, acrescenta, “empurra a região para um horizonte de incerteza e belicismo”.
España no reconoció al régimen de Maduro. Pero tampoco reconocerá una intervención que viola el derecho internacional y empuja a la región a un horizonte de incertidumbre y belicismo.
Pedimos a todos los actores que piensen en la población civil, que respeten la Carta de…
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) January 3, 2026
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Emmanuel Macron destaca a "grave afronta" de Maduro contra "o seu próprio povo" e pede transição "pacífica e democrática"
O Presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu publicamente ao ataque norte-americano, apontando baterias a Nicolás Maduro e apelando a que Edmundo González lidere o processo de transição.
“Ao confiscar o poder e ao pisar as liberdades fundamentais, Nicolás Maduro cometeu uma grave afronta à dignidade do seu próprio povo”, escreveu o líder francês no X, numa mensagem integralmente em castelhano.
“A transição que se abre deve ser pacífica, democrática e respeitadora da vontade do povo venezuelano”, acrescentou, apontando Edmundo González Urrutia, “eleito em 2024”, para liderar esse processo de transição.
El pueblo venezolano está hoy liberado de la dictadura de Nicolás Maduro y no puede sino celebrarlo.
Al confiscar el poder y pisotear las libertades fundamentales, Nicolás Maduro ha cometido una grave afrenta contra la dignidad de su propio pueblo.
La transición que se abre…
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) January 3, 2026
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Fotogaleria. As imagens de Donald Trump a assistir ao momento em que Nicolás Maduro foi detido
As imagens foram publicadas na rede social Truth e mostram Donald Trump e o seu núcleo duro a assistir numa sala, com as paredes forradas com panos pretos, à detenção de Nicolás Maduro.
Fotogaleria. As imagens de Donald Trump a assistir ao momento em que Nicolás Maduro foi detido
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Situação vai ser debatida na reunião do Conselho de Estado
O Presidente da República reuniu-se hoje com o primeiro-ministro e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, por videoconferência, sobre a situação da Venezuela, e foi acordado levar o tema ao Conselho de Estado de sexta-feira.
Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, a reunião do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro Paulo Rangel, aconteceu hoje ao fim da tarde “para analisar o futuro na sequência da situação na Venezuela e, em particular, no que diz respeito à muito numerosa comunidade portuguesa”.
“Foi também acordado acrescentar este ponto à reunião do Conselho de Estado de dia 9 de janeiro”, lê-se na mesma nota.
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UE recomenda que companhias aéreas evitem espaço aéreo venezuelano
A Agência Europeia para a da Aviação (EASA) recomendou hoje que as companhias aéreas evitem sobrevoar a Venezuela após os ataques dos Estados Unidos da América (EUA), alertando para “um alto risco para os voos civis”.
“Considerando os ataques dos EUA e o elevado nível geral de tensões, é provável que a Venezuela mantenha níveis de alerta elevados para a sua força aérea e unidades de defesa aérea”, considerou a EASA numa recomendação para que as companhias aéreas europeias evitem o espaço daquele país.
De acordo com este organismo, citado pela agência France Presse (AFP), os elevados níveis de alerta prendem-se com a “possibilidade de ações militares adicionais e pontuais”, na sequência do ataque dos Estados Unidos e da captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher.
Consequentemente, “o risco de erro de cálculo e/ou identificação incorreta é avaliado como alto”, detalha o boletim da EASA.
A autoridade reguladora da aviação americana (FAA, sigla original) “proibiu” também hoje as companhias aéreas registadas nos Estados Unidos de operar no espaço aéreo das Caraíbas, invocando os perigos associados à atividade militar.
A operação militar dos EUA também interrompeu as viagens no Caribe, numa altura de “grande movimento turístico na região”, noticiou a Associated Press (AP).
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Rangel: "É evidente que ninguém quer o regresso de Maduro"
Em declarações sobre o ataque dos EUA na Venezuela, Paulo Rangel acrescentou que “independentemente das intenções” e da não conformidade com o direito internacional, ninguém quer Maduro como Presidente do país sul-americano. “É evidente que ninguém quer o regresso de Maduro, nem os mais ferozes defensores da tese da ilegitimidade do ataque”.
“A posição do Governo é contribuir para a formação de um governo legítimo [na Venezuela]. (…) A nossa preocupação é essencialmente o futuro”.
“Obviamente estamos também preocupados com alguma intranquilidade pública que possa resultar deste processo”, rematou, destacando a “influência importante” de Portugal na Venezuela.
Quanto ao futuro, admitiu que a escolha de Edmundo González é “a prazo”, “aceitável”.
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Mendes pede cautela e diz que só os venezuelanos podem decidir o seu futuro
O candidato presidencial Marques Mendes pediu hoje cautela aos que se pronunciam no espaço público sobre a situação da Venezuela e, sem classificar a intervenção dos Estados Unidos, defendeu que só os venezuelanos poderão decidir o seu futuro.
Numa sessão de esclarecimento no Instituto Politécnico de Viseu, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP voltou a pedir uma especial atenção à comunidade portuguesa que vive neste país e deixou um apelo ao Presidente da República e ao Governo.
“Há que ter uma particular atenção com a defesa e segurança dos portugueses e apelo aos vários órgãos de soberania, em especial ao Presidente da República e ao Governo, que tenham atenção a esta matéria porque as comunidades portuguesas na Venezuela são tão portugueses como os melhores em Portugal”, defendeu.
Mendes pediu, também devido a esta comunidade, que haja prudência, cautela e cuidado a todos os que se pronunciam no espaço público, considerando que tudo o que está a acontecer na Venezuela é ainda muito incerto, “cheio de dúvidas, com mais perguntas do que respostas”.
“Concorde-se ou discorde-se da intervenção dos Estados Unidos da América, concorde-se ou não que há aqui desrespeito do direito internacional, há uma coisa que é indiscutível: o futuro dos venezuelanos tem de ser decidido pelos venezuelanos em liberdade, em democracia, sem limitações e sem condicionamentos”, afirmou.
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Rangel admite "incerteza" com futuro, mas destaca oportunidade de regresso da Venezuela à democracia
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal assumiu que o futuro da Venezuela ainda está envolto em alguma “incerteza”, mas o país sul-americano vive uma oportunidade de “regressar ao trilho democrático”.
Paulo Rangel admite que esteve desde o primeiro momento “em contacto” com a embaixada venezuelana e com homólogos europeus, além do primeiro-ministro e o Presidente da República. O ministro reuniu mesmo com Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro para discutir a situação com o país sul-americano com fortes ligações a Portugal. “Estivemos a fazer uma análise mais profunda e detalhada, essencialmente voltada para o futuro”.
“A primeira preocupação é sempre a comunidade portuguesa, neste caso muito numerosa e muito influente, com grande visibilidade, que infelizmente, devido à ditadura, primeiro de [Hugo] Chávez e depois de [Nicolás] Maduro, tem sofrido muito. Já esteve sujeita a muitas provações”. Desta vez, perante novos desafios, a comunidade portuguesa reagiu com “serenidade” e “maturidade”.
Agora, acrescenta Rangel, os venezuelanos aguardam com “expectativa” uma “maior clarificação do futuro”. “Até agora não temos registo de qualquer incidente”, acrescentou.
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Presidente interina Delcy Rodríguez desafia EUA: "As máscaras caíram, revelando o único objetivo: a mudança de regime na Venezuela"
A agora Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, está a fazer uma comunicação ao país onde assume um tom desafiador em relação aos Estados Unidos, referindo-se a Nicolás Maduro como o “único Presidente” do país e denunciando uma “agressão militar sem precedentes”.
“As máscaras caíram, revelando o único objetivo: a mudança de regime na Venezuela. Esta mudança de regime permitiria também a captura dos nossos recursos energéticos, mineirais e naturais. Esse é o verdadeiro objetivo”, acusou Rodríguez.
A até aqui vice-presidente manteve o tom crítico dos EUA — que não parece conciliar-se com aquele que Donald Trump disse que Delcy Rodríguez havia mantido com o secretário de Estado Marco Rubio. “Se há algo que o povo venezuelano e este país são claros é que nunca voltaremos a ser escravos, que nunca voltaremos a ser uma colónia de qualquer império, seja qual for a sua natureza”.
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Ataque à Venezuela é pretexto para Trump destrunfar a China?
EUA vão governar a Venezuela durante algum tempo. A partir deste ataque, tudo é possível? A Gronelândia pode ser a próxima? As reais intenções de Trump no xadrez geopolítico e a má reação da UE.
Ouça aqui o Fora do Baralho especial
Ataque à Venezuela é pretexto para Trump destrunfar a China?