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Este é o Caça ao Voto na Rádio Observador, o nosso podcast pop-up que ativamos em tempo de campanha eleitoral e aqui fazemos contas a quem anda a ganhar e a perder votos, com o diretor executivo do Observador, Miguel Pinheiro, e o editor adjunto de política, Miguel Santos Carrapatoso. Até ao fim da campanha eleitoral vamos ver quem anda de pontaria afinada e quem anda a falhar o alvo em dias que podem ser decisivos numas eleições presidenciais carregadas de incerteza. Comigo, Ricardo Conceição, está a Judite de França.

Bem-vindos, Miguel e Miguel. Miguel Pinheiro e Miguel Santos Carrapatoso. Miguel Pinheiro, vou começar-

Não estás a dizer isto normal.

Temos direito a identidades próprias, acho.

Parecia uma dupla sertaneja.

Sim, vou começar a tocar acordeão.

Depois de eu ter dito Miguel e Miguel, o Ricardo cortou o microfone.

Foi uma reação imediata.

Foi, e perdi a amiga.

Ficou a pensar: "Por que não se abriu aquele alçapão por baixo da cadeira da Judite?"

Havia uma muito famosa que era Miguel e André.

Ok. Não é o meu género.

Perdi-lhes o rasto.

Ora, Miguel Pinheiro, agora vamos falar a sério.

Eu estava a falar muito a sério.

Estou tramada. Vamos freitar pelo periscópio ou se calhar é de evitar piadas náuticas. Quem é que anda a perder votos nestas primeiras horas de campanha?

Neste caso até se aplica o periscópio, porque parece que o VML, as coisas não estão a correr incrivelmente. Hoje houve um ataque certeiro, pra continuarmos nas metáforas.

Um torpedo.

De Sebastião Bugalho, que está na campanha de Marques Mendes e que recuperou uma declaração de Hugo Veiga e Melo numa entrevista há uns dias e que de facto passou um pouquinho despercebido, em que o Veiga e Melo disse que teria feito greve. Se fosse uma greve geral, teria feito greve. Tentando colar-se aqui mais uma vez ao Partido Socialista, e Sebastião Bugalho disse o óbvio: não precisamos de um presidente grevista, precisamos de um presidente reformista. E de facto, houve um tempo, durante o processo revolucionário, em que nós chegamos a ter um governo a fazer greve. O governo Pinheiro de Azevedo decidiu fazer greve contra a deriva revolucionária a que se estava a assistir na altura. Foi uma forma de protesto. Eu bem sei que o Veiga e Melo não disse que se fosse presidente faria greve, disse que se fosse trabalhador faria greve. Mas enfim, a verdade é que está lá a tentação pra isso, e Sebastião Bugalho chamou a atenção para essa infelicidade. Além disso, que o Veiga e Melo falou hoje sobre saúde, e muito bem, claro, acho que é um tema absolutamente legítimo de campanha, criticou o governo por não estar a dar resposta na área da saúde. Portanto, mais uma vez, a colar-se ao PS, ao eleitorado do PS, está a tentar ir buscar votos ao Partido Socialista. E ele elogiou o facto de Marcelo ter devolvido ao governo três diplomas, e que há uns dias Marcelo devolveu três diplomas da área da saúde, um sobre a criação da concentração de urgências numa urgência regional, outro sobre os tarefeiros e um terceiro diploma sobre um outro tema muito importante, também da área da saúde. E Hugo Veiga e Melo disse: "Percebo que o presidente tenha devolvido os três diplomas". E eu não percebo como é que o Veiga e Melo percebe, porque nós não sabemos porque é que ele devolveu os três diplomas. Não se sabe. Por isso, ou o Veiga e Melo está muito bem informado e sabe exatamente o que é que aconteceu e por que o presidente devolveu os três diplomas, e então aí, sim, senhor, pode concordar com o presidente, ou então simplesmente acha bem que sejam devolvidos os três diplomas da área de saúde só porque sim. Acho que a conjugação dessas duas coisas fazem com que o dia não esteja a correr incrivelmente. Miguel Santos Carrapatoso, e pra ti quem anda a perder votos?

Eu iria começar por quem está a ganhar, mas eu faço-te a vontade e falo de quem está a perder.

É para irmos em crescente. Vamos emergindo suavemente.

Vou dizer que estão a perder votos Luís Marques Mendes, João Cotrim Figueiredo e André Ventura.

Bolas. Três.

E por quê? Porque é preciso parar de uma vez por todas com invocações de Francisco Sá Carneiro. Acho que é preciso algum pudor. Cotrim Figueiredo ontem falou de Sá Carneiro e falou de Pedro Passos Coelho. André Ventura hoje falou de Sá Carneiro e de Pedro Passos Coelho. Luís Marques Mendes teve uma tirada, a meu ver de bastante mau gosto, ao dizer que Sá Carneiro participou numa campanha presidencial e morreu, comparando-o a Luís Montenegro, dizendo que tinha sido um ato de grande coragem do primeiro-ministro em funções.

Acho que o que ele estava a dizer é que houve quem estranhasse que o primeiro-ministro participasse numa campanha presidencial, porque uma coisa não joga com o outra. O que ele quis dizer foi que um primeiro-ministro, aliás muito invocado por tanta gente, Francisco Sá Carneiro, empenhou-se numa campanha presidencial a tal ponto que estava a participar numa campanha eleitoral quando

Quando morreu Sá Carneiro.

Acho que a comparação é infeliz.

Não, certo.

Eu também li três vezes e também não percebi bem.

Parece-me que era esse o ponto.

Para os que passam a vida a invocar Sá Carneiro por tudo e por nada, vale a pena lembrar que morreu a participar numa campanha presidencial. Mesmo optando pela tua leitura mais benévola desta declaração, acho que é infeliz. Já não falo de Pedro Passos Coelho, que qualquer dia decide abrir a boca e dizer que não apoia ninguém, e lá se vão os grandes argumentos da parte dos candidatos.

Já disse que não se sente obrigado a dizer em quem vai votar.

As pessoas percebem que é forçado e era importante que os candidatos não tratassem as pessoas como idiotas. Acho que as pessoas sabem que o tempo era diferente, sabem bem aquilo que Francisco Sá Carneiro representou para o país, sabem bem em que circunstâncias participou naquela campanha presidencial e que infelizmente morreu. E portanto acho desnecessário estar sempre a falar de Sá Carneiro para dar força às respectivas candidaturas.

Miguel Cunhal, e agora quem é que acertou no alvo? Quem é que anda a ganhar votos?

Acho que António José Seguro tem vindo a afinar o discurso de campanha. Aquele começo foi um bocadinho estranho. Imagino que na cabeça dele isto passava por numa primeira fase cortejar o voto à direita, para depois numa segunda fase se concentrar na esquerda, eventualmente. Mais uma vez, eu hoje só faço interpretações benévolas para as pessoas. Mas a verdade é que esta estratégia a dois tempos criou um bocadinho de confusão e só aumentou as alergias que existiam contra ele à esquerda. Agora, ele está mais focado, continua a insistir no apelo ao voto útil à esquerda. Hoje falou sobre Marques Mendes, dizendo que a frase dele é: "Comigo em Belém os interesses ficam à porta." Mantém alumbrando este ataque vago a Marques Mendes, dando a entender que há ali qualquer coisa, uns interesses que nós não conhecemos e, portanto, acho que faz sentido do ponto de vista dele. E ao mesmo tempo também atacou Gouveia e Melo, lembrando que estamos numa altura de grandes incertezas e instabilidade, especialmente com o que se está a passar lá fora e que não é altura de termos alguém que vai aprender no cargo. É um argumento que também tem sido usado por Marques Mendes, mas aqui Seguro está a mostrar uma grande disciplina de discurso, é das coisas mais importantes numa campanha eleitoral. É os candidatos não se deixarem dispersar pelos milhares de episódios que acontecem todos os dias, manterem um discurso coerente, ter três eixos de discurso, podem ser dois, podem ser quatro, mas enfim, um número limitado, e repetir, martelar. E estas escolhas por parte de Seguro são absolutamente eficazes.

Miguel Santos Silva, quem é que está a acertar no alvo?

Luís Marques Mendes.

Portanto, está aqui...

Eu acho que a entrada em cena de Luís Montenegro ajudou muito Luís Marques Mendes. Logo perceberemos porque é que entrou tão cedo Luís Montenegro, se é que há algum receio na campanha Luís Marques Mendes, se sentem que está a escorregar, se acham que era importante ou não fazer uma primeira grande demonstração de força. Agora, o resultado prático, até prova em contrário, foi fazer de Marques Mendes o centro do debate político. As últimas 48 horas foram sobre Luís Marques Mendes. E depois há várias formas de olhar para a questão. Uma das fragilidades que se apontava a Marques Mendes era o facto de não conseguir unir o próprio eleitorado do PSD, agregar todo o eleitorado da AD, se quisermos. Ter o chefe da AD, o primeiro-ministro em funções, que segundo todas as sondagens, mesmo aquelas menos simpáticas, continua com uma boa dose de popularidade. Ter o chefe da AD a aparecer no primeiro dia de campanha oficial é um bom empurrão a Luís Marques Mendes e pode produzir esse efeito agregador do eleitorado da AD. E depois, porque ao forçar os adversários a criticarem Luís Montenegro, o facto de ter aparecido motivou uma reação dos adversários de Luís Marques Mendes, pode fazer com que o eleitorado da AD comece a duvidar sobre o voto nesses mesmos candidatos. Estou a falar, naturalmente, de Cotrim Figueiredo, sobretudo ele, porque é segundo as sondagens aquele que está a roubar mais potencial de voto a Luís Marques Mendes, mas também de Henrique Gouveia e Melo e de André Ventura. Portanto, o facto de Luís Montenegro ter aparecido e ter dado esta força a Luís Marques Mendes fez dele o centro do debate e deu-lhe o peso do candidato da AD. Agora, isto tem de ser naturalmente muito bem gerido, porque se se instalar de repente a narrativa de que é perigoso ter um primeiro-ministro e um presidente da República tão alinhados, isso pode fazer com que as pessoas olhem, por exemplo, para António José Seguro com outros olhos ou mesmo para Henrique Gouveia e Melo

Não há aqui também uma tática de voto útil? O próprio primeiro-ministro assumiu essa despesa, não é?

Claro que sim. Parece-me que Luís Montenegro e a AD perceberam que era importante garantir desde o primeiro minuto que não há distrações, que não vale a pena votar noutros candidatos sob pena de passar à segunda volta um candidato que seja um antagonista do governo. Portanto, apostaram-se as fichas todas no primeiro minuto em Luís Marques Mendes. Isso dá-lhe força. Agora, é preciso ter cuidado, como dizia, para que de repente aqueles que dizem que Luís Marques Mendes vai ser um mero notário do governo a partir de Belém, é preciso garantir que isso não se instale.

Essa ideia.

Mas mais uma vez, acho que aqui uma coisa que temos que ter muito clara na cabeça. Para passar à segunda volta, não é preciso ter 50% dos votos mais um.

É preciso estar entre os dois mais votados.

Exato. Não sabemos que valor é esse. Vai depender muito. Mas olhando para as últimas sondagens, Marques Mendes não precisa de fazer o pleno sequer da AD para passar à segunda volta. Portanto, é evidente que uma colagem, por assim dizer, ao governo deixa Marques Mendes exposto à acusação de que vai ser uma bengala do primeiro-ministro. É verdade. E haverá seguramente muitos eleitores que ficam desconfortáveis com isso. Mas a conta é: e os eleitores que ficam confortáveis e que ficam a achar que a eleição do novo presidente não vai trazer instabilidade, são mais ou são menos?

Em teoria são mais, porque por duas vezes deram a vitória a Luís Montenegro, até reforçaram na segunda eleição.

Precisamente. Por isso eu imagino que nas contas de Marques Mendes e da AD, entre o que é melhor, é ter Montenegro na campanha ou não ter de todo, tenha pesado o ter Montenegro na campanha, porque neste momento... depois a segunda volta é outra coisa. Como nós percebemos na única eleição presidencial que teve duas voltas, é possível mudar radicalmente o discurso da primeira para a segunda volta. Mário Soares na primeira volta, o Miguel Santos Raposos sabe isso melhor do qualquer um de nós, porque foi autor de um incrível podcast sobre isso.

Com certeza. A eleição mais louca de sempre.

Portanto, não me deixará mentir. Na primeira volta, Mário Soares era o candidato anticomunista e na segunda volta, depois foi eleito com o voto dos comunistas. E é perfeitamente possível um candidato fazer mudanças e ajustes no discurso e na estratégia. A estratégia para a primeira volta, neste caso de Marques Mendes, que é do que estamos a falar, é ter votos suficientes para estar entre os dois primeiros. E para isso, a presença de Luís Montenegro ajuda.

Miguel Santos Raposos e Miguel Pinheiro regressam amanhã, porque agora temos de nos embrenhar nas caravanas dos candidatos para ver o que andam a fazer. Chamamos os jornalistas do Observador que estão na estrada e neste episódio desta temporada presidenciais 2026, vamos chamar a Rita Tavares e a Mariana Lima Cunha, Julito.

Boa tarde, Rita, estás a acompanhar a campanha de António José Seguro. Por onde é que andas agora?

Neste preciso momento, em Loulé.

Em Loulé?

Loulé.

Eu percebi Angolei, mas não, é em Loulé.

Em Belém, diria António José Seguro, ainda não. Mas eu não me meto nisso.

Parece um anúncio de aparelhos auditivos, esta conversa.

Loulé talvez esteja um pouquinho entramelada, tendo em conta que está um frio gélido no Algarve, neste preciso momento.

Deixa-me perguntar-te, porque na intervenção António José Seguro distribuiu ataques a vários candidatos, mas sobretudo a Marques Mendes.

Sim, não foram ataques diretos, foi sempre por via indireta, mas o alvo parece muito bem definido, tendo em conta que António José Seguro fala na existência nesta campanha de candidatos com interesses partidários, financeiros e económicos. Portanto, está a deixar no ar a suspeita associada às notícias que apareceram nas últimas semanas e até à revelação por parte de Luís Marques Mendes dos clientes dele como consultor. E portanto, António José Seguro aqui a aproveitar-se desse momento para continuar a deixá-lo assim à tona nesta campanha e a dizer que com ele em Belém, a frase foi: "Os interesses ficarão à porta." Portanto, aproveitando aqui esse episódio para colocar a sua estratégia como contrastante com a de Luís Marques Mendes e também aqui aproveitando o facto de Luís Marques Mendes ser da mesma cor do executivo e, portanto, voltando àquela velha teoria dos ovos e dos cestos.

E Rita, também houve críticas a Covais Melo e André Ventura.

Também. São os três alvos desta candidatura e António José Seguro aproveita-os sempre da mesma forma, nunca nomeando, portanto, de forma indireta, referindo esses três elementos, hoje com mais vivência Luís Marques Mendes, mas também Henrique Covais Melo, quando fala na necessidade de ter alguém experiente e que não vá aprender o cargo para Belém. E também André Ventura, evidentemente, quando fala nos extremismos e nas trincheiras que estão a ser cavadas no espaço político e aqui procurando colocar-se como o candidato que pode vir para unir e fazer pontes. É essa a postura que quer ter, desviando-se aqui das polémicas do dia, digamos assim, mas António José Seguro está a tentar fazer isso mesmo, colocar-se sempre como uma solução, enfim, fugindo a essas questões mais divisivas no momento.

Obrigada, Rita. Boa viagem.

E veste um casaquinho de malha.

Agora vamos viajar até à campanha de Marques Mendes, que está a ser acompanhada pela Mariana Lima Cunha. Mariana, boa tarde.

Pergunto o mesmo: por onde andas agora?

Olá, Judite. Agora estou na Guarda, aqui na cidade natal da Guarda.

Ui, também está fresquinho.

Pois, Ricardo, era o que eu ia dizer. Isto é um momento de contacto com a população, que tem de ser muito corajosa, porque os nossos telemóveis indicam que a sensação térmica é de menos quatro graus e portanto, está a ser feito com coragem física.

O nosso abraço solidário para ti, Mariana.

Obrigada.

E pergunto-te também quais são os adversários que têm sido alvo de Marcos Mendes, porque Marcos Mendes também tem disparado.

Sim, aliás, Marcos Mendes tem usado também muito as presenças na sua campanha, ou seja, as pessoas que vão aparecendo, neste caso, ontem tivemos o primeiro-ministro Luís Montenegro e hoje o eurodeputado Sebastião Bugalho. E eles têm feito esse papel de atacar os adversários e de fazer um discurso não tão pela positiva, mas sobretudo para atacar o que dizem que são distrações. Ou seja, distrações que podem desmobilizar o voto em Luís Marques Mendes e, portanto, ontem Luís Montenegro falava sobre Gouveia e Melo e André Ventura classificava-os ambos como candidatos populistas, que podem chegar sozinhos à segunda volta se não houver uma concentração do voto em peso em Luís Marques Mendes. E hoje, Sebastião Bugalho fazia ali um ataque triplo. Falou tanto de Cotrim de Figueiredo, até para se indignar com as referências que este tem feito a um possível apoio velado, silencioso de Pedro Passos Coelho. Falava também de André Ventura e de Gouveia e Melo para fazer aqui um ataque. No fundo, tudo aquilo que a AD e a máquina da AD encara como candidatos por quem os seus votantes podem encantar nesta eleição, se não fizerem bem as contas e não tiverem em conta que esta primeira volta já serve para escolher se há algum candidato do seu espaço político representado na segunda volta.

Mariana, só temos um minuto e meio, mas ainda queria perguntar-te sobre os apelos ao voto útil.

Sim, Luís Montenegro começou, e é raro isso acontecer tão cedo na campanha, logo no primeiro dia oficial, por fazer um apelo completamente assumido ao voto útil e portanto desta concentração de votos que eu agora referia. E é claro porque é que faz isso, e nós temos conversado com algumas fontes dentro da campanha sobre isso. Há algum receio de que estejam a dar um bocadinho as favas por contadas, ou seja, que se dentro da AD se considere que Luís Marques Mendes é obviamente um dos candidatos que vão passar à segunda volta e as sondagens, na verdade, estão tão renhidas e há diferenças tão curtas, dois ou três pontos, entre todos os possíveis candidatos à segunda volta, que isso não é assim tão certo. E portanto, fizeram-se as contas e o que se assumiu foi que Luís Montenegro é neste momento, até pela popularidade da AD, mais um ativo do que uma fraqueza, como Cotrim de Figueiredo dizia hoje, e Luís Marques Mendes acabou a explicar esta presença na campanha como um ato de força, de união e, no fundo, de mostrar um bocadinho que a direita se pode unir em Marques Mendes. Também outros eleitores, também já apelou ao voto dos socialistas moderados, por exemplo, mas sobretudo que a sua base eleitoral não pode falhar nesta primeira volta, sob pena de depois não ter opções dentro deste espaço político na segunda volta.

Mariana Lima Cunha, na Guarda. E olha, Mariana, a mínima prevista para a próxima madrugada é de menos três e a máxima para amanhã-

Só me animas, Ricardo.

A máxima para amanhã é três, aí na Guarda. Boa viagem, Mariana.

Coragem e casacos. Obrigada, Ricardo.

E o Caça ao Voto regressa amanhã, até o final da campanha eleitoral, na tarde política da rádio