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Embalado pelos bons resultados nas sondagens, António José Seguro dramatiza o apelo ao voto, insiste que é o único candidato à esquerda capaz de chegar a uma segunda volta.
O voto nesses candidatos é um voto que não conta, porque não permite que esses candidatos possam estar na segunda volta. Mas pode contar precisamente para o campo político que nós queremos combater, porque acaba por ser meio voto.
E quando dois terços dos deputados se sentam à direita do Hemiciclo, o candidato apoiado pelo PS avisa para o risco de revisões constitucionais.
E como há um campo político que o pode fazer, porque dispõe de dois terços dos deputados na Assembleia da República, é necessário que nós tenhamos na Presidência da República a firmeza, a lealdade aos valores e aos princípios fundamentais da República Portuguesa.
E perante uma casa cheia no Museu de Portimão, o socialista insiste na teoria dos ovos no mesmo cesto, mas o problema é mesmo o Chega.
O problema não está no PSD, está precisamente num partido novo, extremista, que a única coisa que quer é dar cabo da nossa democracia e fazer com que Portugal recue em relação aos avanços que nós já conquistámos ao longo destes 50 anos.
E se a sua candidatura é a única que pode representar a esquerda na segunda volta, é também a única, acredita António José Seguro, que pode derrotar Ventura.
E há pelo menos um candidato que não pode passar à segunda volta. E o candidato que o pode derrotar na primeira volta, somos nós. É esta candidatura, é este movimento.
António José Seguro encerra o dia de campanha no Algarve, depois de descer as ruas de Loulé, onde evitou criticar o Primeiro-Ministro por ter entrado em jogo na campanha eleitoral.