Momentos-chave
- Malta vai reconhecer estado da Palestina em setembro
- "Starmer recompensa o terrorismo monstruoso do Hamas", acusa Netanyahu
- Starmer telefonou a Netanyahu para o informar do reconhecimento da Palestina
- Trump desvaloriza declaração britânica para o reconhecimento da Palestina
- Israel "rejeita" declaração de Starmer sobre reconhecimento da Palestina
- Países árabes apelam ao desarmamento do Hamas e à sua saída da governação
- "Teimosia" do Hamas é "o grande obstáculo" a um acordo, acusa Netanyahu
- Reino Unido reconhecerá a Palestina em setembro caso Israel não assine um cessar-fogo até lá
- "Atos de terrorismo" França condena assassinato de ativista de No Other Land por colono
- Rangel não descarta Portugal reconhecer a Palestina na Assembleia Geral de setembro
- Israel não deve anexar Cisjordânia e cessar-fogo em Gaza é "necessário", diz chanceler alemão
- Paulo Rangel na conferência para debater a solução dos dois estados: "Mantemos o nosso apoio à Autoridade Palestiniana"
- Cruz Vermelha conseguiu chegar a Sweida, no sul da Síria, para "atender às necessidades críticas"
- Mais de 60 mil palestinianos já morreram na guerra
- Teatro Nacional D. Maria II pede reconhecimento de Estado palestiniano
- Na reunião convocada por Starmer deverá ser discutido o reconhecimento do Estado da Palestina
- Camiões com 1.300 toneladas de ajuda partem do Egito para Gaza
- Ataques israelitas matam 30 pessoas em campo de refugiados em Nuseirat
- Starmer convoca conselho de ministros com urgência
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Canadá pretende reconhecer Estado da Palestina em setembro. Israel fala em “prémio ao Hamas”
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O que se passou até agora
- O Reino Unido, sob a liderança de Keir Starmer, anunciou a intenção de reconhecer o Estado da Palestina, dependendo de condições que Israel deverá cumprir, como um cessar-fogo na Faixa de Gaza até setembro e a entrada de ajuda humanitária. Esta decisão está a ser coordenada com outros países, como a França e a Alemanha. Malta também anunciou o reconhecimento do Estado palestiniano durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, criticou a decisão britânica, acusando Keir Starmer de recompensar o terrorismo do Hamas e alertando que um Estado jihadista na fronteira de Israel representaria uma ameaça futura para o Reino Unido. Além disso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel rejeitou a alteração na posição do governo britânico, considerando-a uma recompensa para o Hamas e um entrave aos esforços para um cessar-fogo em Gaza.
- Vários países árabes, incluindo o Qatar, a Arábia Saudita e o Egito, emitiram um documento que apela ao desarmamento do Hamas e ao fim da sua governação em Gaza, no contexto da solução de dois Estados. Esta ação foi classificada como histórica, uma vez que expressa a intenção de normalizar relações com Israel.
- O Ministério da Saúde de Gaza relatou que mais de 60 mil palestinianos já morreram desde o início da guerra. A situação humanitária crítica tem levado a apelos internacionais para um cessar-fogo e o reconhecimento do Estado da Palestina como forma de alcançar a paz duradoura na região.
[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]
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Malta vai reconhecer estado da Palestina em setembro
Malta vai reconhecer o estado da Palestina em setembro, anunciou o primeiro-ministro Robert Abela esta terça feira no Facebook.
“Enquanto governo, tomámos a decisão que, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, o nosso país vai reconhecer o estado palestiniano”, disse Abela na publicação.
“A posição do nosso país atesta o nosso empenho em encontrar uma solução em prol de uma paz duradoura no Médio Oriente”, conclui ainda o chefe de governo maltês.
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"Starmer recompensa o terrorismo monstruoso do Hamas", acusa Netanyahu
O primeiro-ministro israelita reagiu ao anúncio de Keir Starmer sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, com duras críticas ao seu homólogo britânico, através de um comunicado partilhado pelo seu gabinete.
“Starmer recompensa o terrorismo monstruoso do Hamas e pune as suas vítimas”, começar por escrever Netanyahu. “Um estado jihadista na fronteira de Israel HOJE vai ameaçar a Grã-Bretanha AMANHÃ. O apaziguamento de terroristas jihadistas falha sempre. Também vai falhar com vocês. Não vai acontecer”, remata a breve mensagem.
Prime Minister Benjamin Netanyahu:
"Starmer rewards Hamas’s monstrous terrorism & punishes its victims.
A jihadist state on Israel’s border TODAY will threaten Britain TOMORROW.
Appeasement towards jihadist terrorists always fails. It will fail you too. It will not happen."
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) July 29, 2025
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Starmer telefonou a Netanyahu para o informar do reconhecimento da Palestina
O gabinete do primeiro-ministro britânico relatou que Keir Starmer telefonou ao seu homólogo israelita esta manhã, para reiterar o seu apoio a Israel e ao regresso dos reféns israelitas que ainda se encontram em Gaza. No entanto, Starmer considerou “intolerável” a crise humanitária e apelou a Netanyahu que levantasse todos os bloqueios à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. A chamada serviu ainda para informar Netanyahu do plano britânico para reconhecer a Palestina, avançou Downing Street, citado pela Sky News.
A chamada com o primeiro-ministro israelita não foi a única ligação de Starmer para partilhar o seu plano: o chefe do executivo britânico também falou ao telefone com o presidente da Autoridade Palestiniana, com o Rei da Jordânia e com o primeiro-ministro do Canadá. O canal britânico escreve que Starmer irá realizar outras chamadas diplomáticas com o mesmo objetivo.
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Trump desvaloriza declaração britânica para o reconhecimento da Palestina
Donald Trump desvalorizou hoje o anúncio de Londres sobre o reconhecimento condicional do Estado da Palestina. “[Starmer] está a dizer basicamente o mesmo [que Macron] e isso é OK. Não quer dizer que eu tenha de concordar”, declarou o Presidente norte-americano a bordo do avião presidencial, de regresso a Washington.
Questionado sobre os jornalistas se o governo britânico articulou a sua decisão com a administração norte-americana, Trump negou, afirmando que os EUA “não estão nesse campo”, cita a Sky News.
Momentos depois do anúncio de Starmer, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy discursou nas Nações Unidas. Depois disso, em declarações aos jornalistas, Lammy classificou a relação entre Londres e Washington como “muito especial”, mas recusou responder diretamente se os Estados Unidos tinham aprovado a decisão, notando que “nenhum país tem um veto sobre decisões solenes” do Reino Unido.
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Forças israelitas terão invadido funeral do ativista do filme oscarizado "No Other Land"
As forças israelitas terão invadido o funeral de Awdah Hathaleen, ativista que participou no filme “No Other Land”, premiado com o Óscar de Melhor Documentário. Hathaleen foi morto por colonos israelitas ontem. A informação sobre a presença das forças israelitas no seu funeral foi avançada pela agência noticiosa palestiniana Wafa e citada pela Al Jazeera.
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Israel "rejeita" declaração de Starmer sobre reconhecimento da Palestina
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel reagiu às declarações de Keir Starmer sobre o reconhecimento da Palestina, “rejeitando-as”.
“A mudança na posição do governo britânico neste momento, no seguimento da movimentação francesa e de pressões políticas internas, constitui uma recompensa para o Hamas e perturba os esforços para alcançar um cessar-fogo em Gaza e um enquadramento para a libertação dos reféns”, pode ler-se no comunicado partilhado nas redes sociais.
Israel rejects the statement by the Prime Minister of the United Kingdom.
The shift in the British government’s position at this time, following the French move and internal political pressures, constitutes a reward for Hamas and harms efforts to achieve a ceasefire in Gaza and… pic.twitter.com/CG2tueCYRe
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) July 29, 2025
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Sindicato apela a doações aos jornalistas que morrem de fome em Gaza
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) informou hoje que se associou a uma iniciativa da Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), apelando aos jornalistas portugueses que façam uma doação “aos jornalistas palestinianos e famílias que morrem de fome” na Faixa de Gaza.
Em comunicado, o SJ adianta que se associou à iniciativa “De Jornalista para Jornalista”, que resulta de “conversas entre a presidente da FEJ, Maja Server, e o presidente do Sindicato Palestiniano de Jornalistas (SPJ), Nasser Abu Bakr, sobre a dramática situação vivida em Gaza” que afeta também os profissionais da comunicação social.
Através desta iniciativa, a “FEJ e o SPJ apelam a cada jornalista europeu para doar 10 euros ao Fundo de Segurança da Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla original), com o objetivo de financiar a compra de alimentos para jornalistas em Gaza e famílias”, aponta o SJ.
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Países árabes apelam ao desarmamento do Hamas e à sua saída da governação
Vários países árabes, incluindo o Qatar, a Arábia Saudita e o Egito, assinaram hoje um documento de sete páginas que visa implementar a solução de dois Estados, no âmbito da cimeira franco-saudita das Nações Unida, e que inclui uma condenação direta do Hamas.
“O Hamas deve terminar a sua governação em Gaza e entregar as suas armas à Autoridade Palestiniana”, pode ler-se no documento, que inclui ainda uma condenação dos ataques do 7 de Outubro, citado pela AFP. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considerou que o documento é “histórico e sem precedentes”, por assinalar a primeira vez que os países árabes e a Autoridade Palestiniana expressam a sua “intenção de normalizar relações com Israel”.
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"Teimosia" do Hamas é "o grande obstáculo" a um acordo, acusa Netanyahu
Depois da primeira de uma série de reuniões com os seus ministros e conselheiros sobre um cessar-fogo em Gaza, Benjamin Netanyahu gravou uma mensagem em vídeo em que acusa o Hamas de estar a bloquear o progresso das negociações.
“Desde que a delegação voltou do Qatar, nós não parámos de tentar. Mas há um grande obstáculo e todos sabem isso — o Hamas. [O grupo] permanece teimoso na sua recusa”, declarou no vídeo, publicado nas suas redes sociais.
Na mesma mensagem, o primeiro-ministro israelita salienta o trabalho dos mediadores, particularmente dos Estados Unidos, que garante que partilham esta leitura. Apesar deste obstáculo que identifica, Netanyahu garante que Telavive “não vai desistir” de garantir o regresso de todos os reféns que ainda estão na Faixa de Gaza.
סיימתי עכשיו התייעצות נוספת בנושא שחרור חטופינו. אתמול הייתה ישיבה, שלשום הייתה ישיבה, יום לפני כן גם הייתה ישיבה. מאז שובה של המשלחת מקטאר אנחנו לא מפסיקים לנסות.
אבל יש מכשול אחד גדול, וכולם יודעים את זה – זה החמאס. הוא דבק בסרבנותו.
הנשיא טראמפ אמר את זה, וויטקוף אמר את זה ,… pic.twitter.com/pzaWfk7TIk— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) July 29, 2025
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Telavive repreende embaixadora dos Países Baixos e acusa governo neerlandês de "alimentar antissemitismo"
O ministro dos Negócios Estrangeiros convocou hoje a embaixadora dos Países Baixos em Israel para uma “reprimenda” formal em resposta à decisão do governo neerlandês de aplicar sanções e restrições de entrada no país a dois dos ministros de extrema-direita no governo de Benjamin Netanyahu: Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir.
Gideo Sa’ar acusou o governo neerlandês de “alimentar antissemitismo” no país, de “minar as possibilidades de alcançar um cessar-fogo em Gaza” e de “pressionar na direção da escalada militar, ao colocar pressão no governo israelita em vez de no Hamas.
“Lamentei que o governo neerlandês cessante tenha optado por transformar uma amizade de longa data com Israel numa hostilidade aberta para com este país, precisamente durante o seu período difícil, provavelmente por interesses políticos. Esta atitude não permanecerá unilateral e sem resposta”, relatou Sa’ar nas suas redes sociais sobre a reunião com a embaixadora neerlandesa.
Just held a formal reprimand (démarche) with Dutch Ambassador to Israel, Marriët Schuurman, following the steps the Dutch government recently decided on against the State of Israel and its security, and against ministers serving in its government.
I told her that the Dutch…
— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) July 29, 2025
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Reino Unido reconhecerá a Palestina em setembro caso Israel não assine um cessar-fogo até lá
Depois da reunião com o seu conselho de ministros, Keir Starmer anunciou que “é o momento certo de avançar com esta posição” e de o Reino Unido reconhecer o Estado da Palestina, segundo um comunicado do seu gabinete, citado pela Sky News.
No entanto, esta decisão está dependente da capacidade de Israel cumprir uma série de condições definidas por Londres: o governo britânico só avançará com o reconhecimento da Palestina caso um cessar-fogo não seja assinado até setembro, por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Além disso, Starmer exige ainda que Israel deixe entrar na Faixa de Gaza pelo menos 500 camiões de ajuda humanitária por dia e que o governo deixe claro que “não haverá nenhuma anexação da Cisjordânia” e se comprometa com uma solução de dois Estados a longo prazo.
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"Atos de terrorismo" França condena assassinato de ativista de No Other Land por colono
França condenou o “assassinato” de Odeh Hathaleen por um colono israelita “com a maior firmeza”, segundo um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do país citado pela AFP.
Segundo ele, o país também condena “todos os atos deliberados de violência cometidos por colonos extremistas contra a população palestiniana”, algo que dizem estar “a multiplicar em toda a Cisjordânia”.
“Esses atos de violência são atos de terrorismo”, afirmou ainda o porta-voz, que pediu ainda que Israel puna “imediatamente os autores destes atos de violência, que continuam com total impunidade, e que proteja os civis palestinos”.
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Netanyahu reúne conselheiros para debater acordo na Faixa de Gaza
O primeiro-ministro israelita reuniu hoje os seus conselheiros mais próximos para discutir um possível acordo de cessar-fogo e libertação dos reféns na Faixa de Gaza, informou o seu gabinete, citado pelo Times of Israel.
A reunião surge numa altura em que as críticas internacionais ao bloqueio israelita à Faixa de Gaza sobem de tom e as negociações com o Hamas e os mediadores qatari e norte-americanos estão “congeladas”, relatou um responsável israelita ao jornal. “O Hamas ainda não regressou à mesa”, acrescentou à mesma fonte — de notar que Israel e os Estados Unidos é que ordenaram o regresso das suas equipas de negociações de Doha na semana passada.
Esta reunião é a primeira de uma série de encontros que Benjamin Netanyahu terá nos próximos dois dias, avançou a mesma fonte.
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Ataques israelitas mataram 81 palestinianos esta terça-feira
Desde a manhã desta terça-feira, 81 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas em ataques na Faixa de Gaza, relataram fontes médicas citadas pela Al Jazeera. As mesmas fontes relatam que, desse número, 32 pessoas foram mortas perto dos pontos de distribuição humanitária.
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Rangel não descarta Portugal reconhecer a Palestina na Assembleia Geral de setembro
Depois de discursar nas Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirma, em declarações à RTP, que é “provável” que a cimeira franco-saudita termine com uma “posição comum” entre vários países que “ainda não fizeram o reconhecimento, mas têm feito um caminho comum”.
Entre estes Estados, Paulo Rangel enumera França, Luxemburgo, Bélgica, Canadá, mas também os Países Baixos e a Dinamarca — destes países, França já anunciou que vai reconhecer a Palestina e o governo belga também está a debater essa posição. O ministro defende que é preciso esperar pelo documento final da conferência, mas que as intervenções e a articulação nos bastidores com os seus homólogos revelaram “relevantes sinais de convergência de posições que poderiam culminar na Assembleia Geral de setembro”, ocasião em que França vai formalizar a decisão.
No caso específico de Portugal, Paulo Rangel destaca que, na carta a Emmanuel Macron, o presidente da Autoridade Palestiniana se comprometeu com a maior parte das exigências que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha elencado no Parlamento como cruciais para Portugal reconhecer a Palestina.
No entanto, o ministro não se compromete. “Temos de aguardar, não posso dar uma resposta definitiva porque não tomamos posições isoladas”, remata.
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Israel não deve anexar Cisjordânia e cessar-fogo em Gaza é "necessário", diz chanceler alemão
O chanceler alemão, Friedrich Merz, apelou numa publicação na rede social X a que Israel não anexe a Cisjordânia, oferecendo uma resposta à “situação humanitária catastrófica” vivida na Faixa de Gaza e dando “à população civil em sofrimento os cuidados humanitários urgentes e necessários”.
“É necessário um cessar-fogo em Gaza. Os reféns, entre os quais se encontram cidadãos alemães, têm de ser libertados. O Hamas tem de ser desarmado. O seu terrorismo tem de acabar”, acrescentou.
“É necessária uma perspetiva política viável para Gaza, para que um cessar-fogo temporário possa transformar-se numa paz duradoura”, disse ainda Merz.
Eine tragfähige politische Perspektive für Gaza ist notwendig, damit aus einem befristeten Waffenstillstand dauerhafter Frieden werden kann. Es darf keine Vertreibungen und keine weiteren Schritte hin zu einer Annexion des Westjordanlandes geben. 4/4
— Bundeskanzler Friedrich Merz (@bundeskanzler) July 29, 2025
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Paulo Rangel na conferência para debater a solução dos dois estados: "Mantemos o nosso apoio à Autoridade Palestiniana"
Paulo Rangel fala agora na conferência franco-saudita na sede das Nações Unidas e saúda os compromissos que a Autoridade Palestiniana firmou face às exigências da comunidade internacional — referindo a desmilitarização da Palestina, a libertação dos reféns, o afastamento do Hamas do governo e a reforma da autoridade sob a forma de eleições.
“Não há dúvidas que esta declaração da Autoridade Palestiniana marcam um ponto de viragem”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, em Nova Iorque.
Rangel destaca também que “não há justificação para a fome e a morte desumana de civis, que pretendem apenas satisfazer as suas necessidades mais básicas” na Faixa de Gaza.
“Mantemos o nosso apoio político e financeiro à autoridade palestiniana”, garante Rangel.
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Cruz Vermelha conseguiu chegar a Sweida, no sul da Síria, para "atender às necessidades críticas"
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla em inglês) anunciou esta terça-feira que a equipa multidisciplinar para apoiar as comunidades afetadas pela escassez conseguiu aceder à cidade de Sweida, no sul da Síria.
???? Syria | We have reached Sweida with a multidisciplinary team to support communities affected by violence and shortages. But we know this is not enough.
Ongoing humanitarian efforts and safe access are urgently needed to meet critical needs.
Read more:… pic.twitter.com/papWnSjJ8A
— ICRC (@ICRC) July 29, 2025
O ICRC afirmou que os “esforços humanitários contínuos e o acesso seguro são urgentemente necessários para atender às necessidades críticas”.