Histórico de atualizações
  • Carneiro promete "unidade" e que "fará tudo para contribuir para estabilidade política"

    José Luís Carneiro fala à saída da reunião da Comissão Nacional do PS e garante estar disponível para “garantir uma solução de unidade na diversidade” e de “inclusão”. Também diz que “fará tudo para contribuir para a estabilidade política”.

    “Só quem não quiser não estará nos órgãos de direção ou nas estruturas de responsabilidade do partido”, disse em relação ao futuro próximo do partido.

    Disse também que o PS “tudo fará para contribuir para a estabilidade política do país”. “Compreendemos bem a mensagem que nos foi endereçada”, disse sobre as eleições, assumindo garantir esse compromisso mas dizendo que “cabe à AD o primeiro passo para esse diálogo se poss encetar”.

    Não quis responder a perguntas dos jornalistas, nem dizer quando tenciona fazer o congresso do PS e como gerirá os primeiros meses com órgãos que foram eleitos sob a anterior liderança.

  • "Tudo indica que o secretário geral do PS será José Luís Carneiro", diz César

    Carlos César diz que esta solução de avançar já com directas no PS acontece “sem prejuízo de uma reflexão futura depois das autárquicas sobre as causas que têm levado a decréscimo de influência do PS na sociedade portuguesa.”

    Quanto a Carneiro, César diz que “tudo indica que será o secretário geral, ou pelo menos o candidato mais forte”. Diz também que “tem provas dadas, conhece não só o partido como a sociedade portuguesa”.

    Acrescenta ainda que, se for eleito, Carneiro será um “líder efectivo com um mandato a cumprir” e não de transição.

    Quanto ao seu apoio, César diz que nas suas funções vai “assegurar que eleições decorrem com oportunidades para todos”, mas lembra que “tem um trabalho antecedente com José Luís Carneiro”: “Se alguém que sabe trabalhar com ele um deles é o atual presidente do PS”-

  • César diz que PS revelou "consciência muito apurada" de resolver liderança já

    A reunião da Comissão Nacional do PS terminou e o presidente do partido diz “foi aprovada por larga maioria” a proposta de eleições já para o líder do PS. O Congresso ficará para depois das autárquicas, bem como “a reflexão” do partido.

    O PS, disse Carlos César, revelou “consciência muito apurada da necessidade de, nesta fase, reactivar a sua liderança e torná-la legítima e efectiva de travar com sucesso as próximas batalhas eleitorais”, como as autárquicas.

  • PS marca diretas para 27 e 28 de junho

    Foi aprovada a proposta do presidente do partido para eleições diretas no PS nos dias 27 e 28 de junho. A proposta do presidente do partido, revelada à entrada para a reunião, foi aprovada.

    Foi rejeitada a outra proposta, do grupo afecto a Daniel Adrião, para adiar as directas para depois das autárquivas. .

  • Pedro Nuno critica "calculismos" e diz que PS "também deve reflectir sobre a imigração"

    Na declaração que fez aos jornalistas, já depois de ter saído da reunião, que independentemente de vir a existir apenas um candidato, “o PS não pode ficar impedido de fazer todo o debate e reflexão que deve fazer.”

    Também deixa uma crítica, nas entrelinhas, aos calculismos dos últimos dias sobre o avanço para a liderança, através do seu próprio exemplo. “Quando terminou o ciclo de oito anos e meio, sabia que tinha de avançar mesmo que os livros dissessem que não era o timing. A política é assim temos de avançar independentemente dos timings”, afirmou.

    “Não fui calculista quando avancei para a liderança e quando decidi que o PS não podia dar confiança a Luís Montenegro”, disse o fez assim, “sem calculismos”, porque esta é a “atitude correcta que um líder decente deve ter”.

    Também disse que o PS tem pela frente “um trabalho de reflexão muito grande” e um dos temas sobre os quais tem de pensar é a imigração. “O PS também deve reflectir sobre imigração e o que ela significa “, disse apontando que “uma entrada tão grande em tão pouco tempo criou tensões”.

  • Carneiro já anunciou candidatura e defende voto contra moção de rejeição do PCP

    José Luís Carneiro já disse que é candidato à liderança do PS, na reunião da Comissão Nacional que está a decorrer. Também defendeu que o partido deve votar contra a moção de rejeição do PCP ao programa do Governo da AD.

  • Pedro Nuno Santos: "Numa democracia avançada o primeiro-ministro não seria primeiro-ministro"

    Pedro Nuno não sai arrependido de ter chumbado a moção de confiança do Governo: “Uma coisa é ganhar eleições, outra é eu continuar que o primeiro-ministro merece a confiança”.

    “Numa democracia avançada e qualificada o primeiro-ministro não seria primeiro-ministro. Não tem as condições ética mínimas”, disse o ex-líder do PS. E diz ainda que, sob a sua liderança, “Montenegro “não podia merecer a confiança” do PS.

  • Pedro Nuno: "Continuarei a dizer o que penso"

    Pedro Nuno Santos não promete ficar calado sobre a liderança que se seguir: “Continuarei a dizer o que penso”.

    “Uma das características do PS é não triturar líderes nem dirigentes”, diz quando quando questionado sobre se vai “andar por aí”, mas diz que o PS tem conseguido “fazer isto ao mesmo tempo que respeita a opinião diferente dos diferentes militantes”.

    O ex-líder do PS mantém que o partido não deve viabilizar um Governo da AD, mas o seu sucessor “tem o direito de aplicar a sua estratégia”.

  • Pedro Nuno ainda não decidiu se fica como deputado mas diz que continuará "intervenção política"

    Pedro Nuno Santos esteve pouco mais de meia na reunião da Comissão Nacional do onde falou ao partido pela última vez como líder. À saída diz aos jornalistas que deixa hoje o cargo

    “Termino aqui um percurso de muitos anos de dedicação ao partido e ao país”, diz Pedro Nuno Santos: “A vida não termina, a vida político-partidária termina”. Ao mesmo tempo diz que “continuará a fazer intervenção política”, mas diz que ainda não tomou decisão sobre o lugar na Assembleia da República.

    “Parece-me bem que o partido não fique muito tempo sem secretário-geral”, diz o socialista sobre a discussão do timing da sua sucessão e o impacto nas autárquicas.

  • Carlos César quer "reposição da normalidade institucional" e aponta eleições internas para os dias 27 e 28 de junho

    Carlos César chega agora à reunião da Comissão Nacional do PS e define como prioridade “a reposição da normalidade institucional” para fortalecer a “legitimidade” do partido. Neste sentido, aponta eleições internas para o novo secretário-geral no dia 27 e 28 de junho, com apresentação de candidaturas até ao dia 12 de junho.

    Tal como já tinha declarado, defende que o novo secretário-geral seja escolhido o mais rapidamente possível, para que se possa fazer “uma preparação cuidada” para as eleições autárquicas, a realizar no final do verão. Só depois deste novo período eleitoral é que os socialistas devem escolher os restantes cargos, nomeadamente os delegados.

    Estas prioridades mais urgentes não devem substituir, contudo, uma reflexão “profunda e pausada” sobre o período que os socialistas enfrentam depois dos “maus resultados das eleições legislativas”, sublinhou. O PS deve “reavaliar a sua intervenção social”, assim como as prioridades com que se apresenta aos eleitores, continua Carlos César. Tendo em conta este contexto, o presidente do PS admite que se trata de um processo “difícil”.

    Questionado pelos jornalistas sobre a posição que vai assumir sobre a viabilização do Governo — tendo em conta que assumirá a posição de secretário-geral de forma interina até ao final de junho — Carlos César responde que o PS irá tomar as mesmas medidas que na última legislatura e viabilizar o Governo da AD. No que toca ao Orçamento de Estado, destaca que essas decisões já caberão ao novo secretário-geral.

    O facto de ir assumir funções como secretário-geral significa que será Carlos César a representar o PS na próxima ronda de audiências do Presidente da República com os partidos, em Belém.

  • Carneiro tem caminho aberto para liderança mas pode não ser único candidato

    José Luís Carneiro, que foi adversário de Pedro Nuno Santos nas últimas diretas, é o socialista em melhores condições para suceder a Pedro Nuno Santos. Mas pode vir a ter concorrência interna.

    Miguel Prata Roque, que recentemente disputou a liderança do PS Lisboa com Carla Tavares (perdendo), está a posicionar-se e tem criticado aquilo que considera ser “uma tentativa de amordaçar o debate interno“. O socialista não faz parte da Comissão Nacional.

    Miguel Prata Roque pondera avançar contra Carneiro e os “consensos balofos”

  • Momento das eleições directas não é consensual

    O PS reúne-se no meio de um debate sobre o timing dessa eleições directas, com altos quadros do partido a defenderem que deviam ser feitas com mais tempo, como Fernando Medina ou Duarte Cordeiro.

    Esta semana houve tentativas para desacelerar o processo e encontrar um nome mais consensual que pudesse suceder a Pedro Nuno Santos. No entanto, o avanço rápido de José Luís Carneiro no terreno fez com que muitos dos possíveis candidatos recuassem.

    Medina não avança. Carneiro com caminho livre para ser líder do PS (mas sob muitas críticas)

    Medina não avança. Carneiro com caminho livre para ser líder do PS (mas sob muitas críticas)

  • PS analisa derrota e sucessão esta manhã

    Bom dia,

    O PS reúne-se esta manhã para analisar a derrota estrondosa que teve nas eleições legislativas, com o Chega a aproximar-se e a poder ultrapassar o partido em número de deputados. A reunião da Comissão Nacional, o órgão máximo entre congressos, vai também marcar o calendário eleitoral interno para a sucessão de Pedro Nuno Santos.

    Vai poder acompanhar tudo neste liveblog.

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