Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Zelensky assinou um acordo ao lado de 35 líderes internacionais, em Haia, para a criação de uma comissão que determinará as compensações que a Rússia deverá à Ucrânia pela guerra. Esta iniciativa, que envolve países da UE, Canadá, México e Japão, visa analisar pedidos de reparação e definir montantes. A Ucrânia e o Conselho da Europa pretendem que a Rússia financie estas compensações.
    • A Rússia mantém uma posição intransigente com relação a qualquer solução de paz para a Ucrânia negociada com países europeus, expressada através das palavras do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. A participação Europeia nos processos de paz não é vista com bons olhos pelo Kremlin, que aguarda os detalhes das negociações entre ucranianos e norte-americanos.
    • Explosões em Kiev, resultantes de um ataque com drones russos, foram anunciadas durante a noite pelo presidente da câmara da capital ucraniana. A defesa aérea ucraniana foi ativada durante o incidente, conforme reporta o Kyiv Independent.
    • O Presidente ucraniano sublinhou ao Conselho da Europa a necessidade de responsabilizar a Rússia pela invasão da Ucrânia como um exemplo para prevenir futuras agressões na Europa. A criação de um tribunal especial para julgar o crime de agressão está a ser vinculada à ideia de consequências efetivas para que a agressão não seja vista como uma estratégia compensadora.

  • Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia neste novo liveblog, que agora abrimos.

    Drones ucranianos atacam refinaria de petróleo e causam apagões na região de Krasnodar, na Rússia

  • Explosões em Kiev após ataque com drones russos

    Ouviram-se explosões em Kiev durante a noite desta terça-feira, durante um ataque com drones russos.

    Segundo o presidente da câmara da capital, Vitalii Klitschko, os sistemas de defesa aérea foram ativados, cita o Kyiv Independent, que registou em primeiro lugar as explosões.

  • "Sem Donbass, não há acordo possível para Moscovo"

    Ana Cavalieri afirma que Rússia mantém pressão militar e rejeita tréguas que favoreçam Ucrânia. No Médio Oriente, alerta para atrasos no cessar-fogo e tentativa do Hamas de preservar poder no terreno. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Sem Donbass, não há acordo possível para Moscovo”

  • Ucrânia e mais 35 países dão luz verde à criação de comissão para decidir reparações da guerra

    Volodymyr Zelensky assinou, ao lado de mais 35 líderes internacionais reunidos em Haia, um acordo que prevê a criação de um organismo internacional para decidir as compensações que a Rússia deverá à Ucrânia pela guerra.

    Durante o encontro, escreve o Kyiv Independent, os líderes de países da UE, mas também Canadá, México ou Japão deram luz verde à criação da Comissão Internacional de Reparações.

    A ideia é que esta comissão analise e decida sobre pedidos de reparação e determine os montantes em causa. Antes já existia o Registo de Danos, estabelecido em 2023 pelo Conselho da Europa, e que já recebeu 86 mil pedidos de compensação, tanto de indivíduos como de organismos estatais.

    Ainda assim, como o jornal escreve, não há decisões sobre como será financiada a nova comissão, sendo que o objetivo da Ucrânia e do Conselho da Europa é que a Rússia pague.

  • Rússia vê com maus olhos qualquer solução para a Ucrânia negociada com europeus

    A Rússia baixou hoje as expectativas sobre a possibilidade de aceitar uma solução para a Ucrânia negociada com países europeus, embora admitindo não ter sido informada sobre os resultados das conversações realizadas em Berlim.

    “A participação dos europeus, em termos de aceitabilidade [do acordo por Moscovo], não é um bom presságio”, declarou o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

    Peskov disse que Moscovo deve “primeiro tomar conhecimento” do que foi elaborado durante as recentes negociações entre ucranianos e norte-americanos antes da organização de um novo encontro dos Estados Unidos com a Rússia.

  • Parlamento Europeu pede a líderes que avancem com proposta de uso de ativos russos

    O Parlamento Europeu pediu hoje ao Conselho Europeu que acelere as negociações e aprove a proposta para assegurar o financiamento à Ucrânia, utilizando recursos russos imobilizados nos países da União Europeia (UE).

    No plenário de hoje, em Estrasburgo, em França, os eurodeputados aprovaram por maioria um pedido para que os representantes políticos dos 27 Estados-membros da UE aprovem na próxima reunião de líderes, entre quinta a sexta-feira, a proposta de financiamento à Ucrânia para 2026 e 2027.

    A ser aprovado, “este mecanismo vai não só apoiar as necessidades financeiras da Ucrânia, como também as militares”.

    O Parlamento Europeu vai tomar Uma decisão formal sobre o assunto em janeiro de 2026.

  • "Rússia pressiona no terreno para tentar ganhos negociais"

    Jorge Rodrigues afirma que processo de paz na Ucrânia ainda está longe e que Donbass é o problema mais complexo. No Médio Oriente, garante que há tentativa do Hamas para se reorganizar e rearmar.

    “Rússia pressiona no terreno para tentar ganhos negociais”

  • Oito países europeus declaram que Rússia é "ameaça hoje, amanhã e no futuro previsível"

    Num comunicado conjunto, oito países europeus — Finlândia, Suécia, Estónia, Letónia, Polónia, Bulgária, Roménia e Lituânia — cujos líderes estão reunidos em Helsínquia para discutir a sua Defesa, classificam a Rússia como “uma ameaça hoje, amanhã e no futuro previsível para toda a Europa”.

    O primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, defendeu que a Europa enfrenta “algumas das questões mais sérias e existenciais do nosso tempo”, cita a Sky News, acrescentando que não se veem sinais de que a Rússia queira a paz.

    Por isso, estes países querem fortalecer a sua cooperação nas questões defensivas e fortalecer a segurança europeia, começando pelo “lado leste”.

  • Portugal exclui envio de militares para cenário de guerra

    O ministro dos Negócios Estrangeiros afastou hoje o envio de portugueses para um cenário de guerra na Ucrânia, mas admitiu que Portugal possa integrar uma “força de paz” num contexto de um acordo com garantias de segurança.

    “Portugueses, para um cenário de guerra não irão, isso é certo. Mas, se houver paz, não é a primeira vez que fazemos parte de forças de paz”, disse Paulo Rangel, respondendo a uma pergunta do Chega durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

    O governante destacou o trabalho “louvável” de militares portugueses na República Centro-Africana, integrados em missões das Nações Unidas e da União Europeia, ou o envolvimento de militares portugueses na Eslováquia e Roménia, no âmbito da NATO.

  • Zelensky: Responsabilização da Rússia pela guerra "tem de servir de exemplo para outros"

    O Presidente da Ucrânia apelou nesta terça-feira a que a invasão russa do seu país seja encarada como um precedente que não pode ficar impune, alertando que a ausência de responsabilização abriria caminho a novas agressões na Europa.

    Ao intervir no Conselho da Europa, em Haia, Volodymyr Zelensky associou a criação de um tribunal especial para julgar o crime de agressão à necessidade de garantir que o conflito ucraniano deixa marcas duradouras no sistema internacional. Segundo o chefe de Estado, o mecanismo judicial em preparação deverá funcionar de forma efetiva e servir não apenas a Ucrânia, mas todos os países que veem na responsabilização dos agressores uma condição essencial para a paz.

    “A responsabilidade da Rússia por isto deve tornar-se um exemplo claro para que outros aprendam a não optar pela agressão”, afirmou o Presidente ucraniano.

    Na sua intervenção, Zelensky reiterou que apenas consequências concretas e visíveis poderão demonstrar que a agressão não compensa, reforçando a ideia de que a segurança europeia depende da responsabilização plena de quem viola o direito internacional.

  • Rússia “não pode escapar a pagar a fatura” pela guerra na Ucrânia, diz Kaja Kallas

    A Rússia “não pode escapar a pagar a fatura” pela guerra na Ucrânia, afirmou a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, esta terça-feira, em Haia.

    Kallas falava durante a criação da Comissão Internacional de Reclamações para a Ucrânia, um organismo destinado a validar e quantificar os danos causados pela guerra, que deverão ser pagos por Moscovo.

    Segundo a responsável europeia, a criação da comissão envia um sinal claro não só à Rússia, mas também a futuros agressores. “Se se inicia uma guerra, haverá consequências e os responsáveis serão chamados a prestar contas”, sublinhou.

  • Rússia recusa trégua natalícia porque iria ajudar a Ucrânia a prolongar a guerra

    A Rússia recusa uma trégua durante o período natalício porque, alega o porta-voz oficial do Kremlin, isso iria ajudar a Ucrânia a restabelecer-se e, por isso, prolongar o conflito.

    A declaração de Dmitrii Peskov surge apesar de anteriores cessar-fogos temporários em datas religiosas — incluindo alguns anunciados por Moscovo — terem sido repetidamente violados pelas forças russas, recorda o jornal The Kyiv Independent.

    Ainda assim, Peskov insistiu que a Rússia pretende a paz e acusou Kiev de prolongar aquilo que descreveu como um conflito iniciado pela Ucrânia contra outro Estado soberano (a Rússia).

    Em abril, uma trégua pascal decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, foi violada quase 3.000 vezes pelas forças russas, de acordo com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poucas horas antes do fim desse pretenso cessar-fogo, que durou três dias.

  • Primeiro-ministro polaco pede união a União Europeia e a NATO contra falta de cooperação russa

    O primeiro-ministro polaco admitiu hoje estar pessimista em relação às negociações de paz na Ucrânia, alegando falta de vontade de cooperação de Moscovo, e exortou os parceiros europeus e da NATO a unirem-se para se fazerem respeitar.

    “Precisamos de uma demonstração de boa vontade da Rússia, mas devo dizer que o meu sentimento é muito claro e algo pessimista, porque os russos e a boa vontade são uma contradição”, disse Donald Tusk à chegada à Cimeira da Fronteira Leste, em Helsínquia, onde estarão os líderes de oito países da Europa de Leste.

    Para o primeiro-ministro polaco, a única forma de lidar com a Rússia é demonstrar determinação e trabalhar em conjunto com os Estados Unidos, porque — na sua opinião — a única coisa que os russos respeitam é a força.

    “O único caminho e a única oportunidade para a Ucrânia e para todos nós é a nossa união. Havia dúvidas, mas hoje acredito que os norte-americanos estão muito mais próximos de nós do que dos russos”, defendeu.

  • Zelensky admite nova ronda de negociações já no fim de semana, possivelmente nos EUA

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou que equipas da Ucrânia e dos EUA estão a preparar uma nova ronda de negociações sobre um plano de paz, que poderá decorrer nos EUA já este fim de semana, após consultas de Washington com Moscovo e vários dias de negociações intensas em Berlim.

    Em declarações a jornalistas através do WhatsApp, a bordo de um avião à saída da Alemanha, Zelensky disse que os dois lados estão a finalizar documentos-chave que irão definir a próxima fase do processo negocial. De acordo com o Kyiv Post, o Presidente ucraniano indicou que esses textos deverão ficar concluídos “hoje ou amanhã”, seguindo-se contactos dos EUA com a Rússia, uma reunião dos negociadores com o Presidente norte-americano e, posteriormente, um novo encontro das equipas ucraniana e norte-americana nos EUA.

    O resultado destas conversações, acrescentou Zelensky, será determinante para os passos seguintes, incluindo a possibilidade de uma reunião ao mais alto nível entre os líderes da Ucrânia e dos EUA – isto é, Trump e Zelensky.

  • Kremlin diz que cessar-fogo de Natal que Ucrânia pediu depende de um acordo de paz

    O Presidente ucraniano disse ontem que apoia a ideia de um cessar-fogo durante o Natal. O Kremlin já respondeu, avisando que a posição russa depende da possibilidade de se chegar ou não a um acordo de paz mais alargado. “Queremos parar esta guerra, alcançar os objetivos, assegurar os nossos interesses e garantir a paz na Europa no futuro”, explicou.

    “A questão agora é se nós, como o Presidente Trump diz, vamos chegar a um acordo ou não”, afirmou o porta-voz do Kremlin quando foi questionado por jornalistas sobre o assunto.

    Dmitry Peskov sublinhou que é improvável que a Rússia se envolva num cessar-fogo se Kiev estiver focado “em solução de curto prazo e inviáveis”. “Queremos a paz. Não queremos uma trégua para dar à Ucrânia espaço para respirar e para preparar a continuação da guerra”, afirmou, citado pela Reuters.

  • Rússia diz ter impedido sabotagem ao oleoduto que fornece Europa ocidental

    As autoridades russas anunciaram esta terça-feira ter neutralizado uma tentativa de sabotagem com explosivos de um dos maiores oleodutos do Mundo, o Druzhba (Amizade), que também fornece o ocidente europeu, na região de Lipetsk (sudoeste).

    O Serviço Federal de Segurança (FSB) declarou em comunicado que os suspeitos, com idades entre 14 e 17 anos, “planeavam usar um dispositivo explosivo improvisado para sabotar um trecho do principal oleoduto Druzhba, em Lebedyanski, região de Lipetsk”.

    No texto descreve-se que “os detidos procuravam ‘dinheiro fácil’ e contactaram um agente da inteligência ucraniana, via Telegram, em outubro de 2025”, tendo recebido ordens para “incendiar infraestruturas de energia e de transportes” da Rússia.

    Segundo as autoridades da Federação Russa, os acusados “incorrem em penas de prisão de até 20 anos”.

  • Rússia vai colocar militares na fronteira com a NATO quando a guerra na Ucrânia acabar, avisa primeiro-ministro finlandês

    Primeiro-ministro finlandês avisa que Moscovo continuará a representar uma ameaça mesmo após o fim da guerra, já que “obviamente” irá colocar forças junto à fronteira finlandesa e báltica.

    Rússia vai colocar militares na fronteira com a NATO quando a guerra na Ucrânia acabar, avisa primeiro-ministro finlandês

  • Petróleo. Preço do Brent abaixo dos 60 dólares por barril pela primeira vez desde maio

    Os avanços nas negociações sobre um possível acordo de paz no conflito entre Rússia e Ucrânia tiveram “dedo” num valor que não estava abaixo dos 60 dólares há cerca de sete meses

    Petróleo. Preço do Brent abaixo dos 60 dólares por barril pela primeira vez desde maio

  • "Não estamos, para já, a falar de um referendo" sobre eventuais cedências territoriais

    Não há, “para já”, quaisquer negociações com vista à realização de possíveis referendos na Ucrânia onde os cidadãos sejam questionados sobre se concordam com uma cedência de território, nomeadamente da zona do Donbass, que inclui Donetsk e Lugansk. Quem o diz é Volodymyr Zelensky, em declarações aos jornalistas citadas pelo portal Ukrinform.

    “Ainda não estamos a falar de um referendo”, afirmou Volodymyz Zelensky, salientando que o que está em cima da mesa “é um documento complexo e envolve decisões complexas”.

    Estamos a tentar fazer tudo o que é possível para não complicar ainda mais a vida já difícil dos ucranianos por causa da guerra, com uma decisão ou outra”, explicou o Presidente ucraniano.

    Zelensky acrescentou que, no que diz respeito à posição da Rússia, “nada mudou até agora”. “Vocês sabem que eles querem o nosso Donbass. A nossa posição é prática, realista e justa, e nós mantemo-la. Não queremos abdicar do nosso Donbas. Os americanos querem encontrar um meio-termo; estão a propor uma ‘zona económica livre’. E quero enfatizar mais uma vez: uma ‘zona económica livre’ não significa sob o controlo da Federação Russa”, defendeu.

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