Momentos-chave
- Balanço policial de nova noite de protestos: pelo menos 10 detidos
- António Costa felicitou Pedro Sánchez pela sua eleição como chefe de governo espanhol
- Feijóo resigna-se ao cargo líder da "oposição" e promete defender a "igualdade de todos os espanhóis"
- Presidente da Mesa do Congresso vai comunicar ao Rei investidura de Pedro Sánchez
- Pedro Sánchez reeleito chefe do governo espanhol com 179 votos a favor
- Oficial: Pedro Sánchez reeleito chefe do governo espanhol com 179 votos a favor
- A amnistia espanhola e o dilema de Sánchez
- Junts confirma que votará a favor da investidura de Sánchez e alerta: "A cada acordo, a Catalunha tem de estar mais perto da independência"
- Sánchez admite que negociações para a investidura "não foram fáceis"
- A minutos da votação, PSOE volta a defender a amnistia: "É radicalmente constitucional" e uma "decisão corajosa"
- Partidos com um deputado. CC e BNG defendem investidura de Sánchez, UPN contra
- Pablo Iglesias avisa Yolanda Díaz e Pedro Sánchez: se Unidas Podemos não estiver no governo, vai seguir "trajetória independente"
- VOX confirma que estará presente na votação de investidura
- PNV reconhece que legislatura será "complicada de gerir" e avisa que vai defender autogoverno do País Basco com "unhas e dentes"
- Partido Nacionalista Basco critica PP por criar "clima de confronto constante"
- Sánchez admite "diferenças políticas" e não promete que "satisfaça todos os pedidos" do Eh Bildu
- Eh Bildu insiste na autodeterminação e sugere referendo: "País Basco quer decidir o que quer ser"
- Deputados do VOX não estão presentes no Congresso
- Eh Bildu sugere autodeterminação do País Basco: "Há que abrir uma fase histórica e uma legislatura da plurinacionalidade"
- Voto a favor da investidura de Sánchez não é um "cheque em branco", avisa Eh Bildu, que pede o reconhecimento do País Basco como "nação"
- Retoma debate de investidura de Pedro Sánchez. Socialista deverá ser reeleito esta quinta-feira
Histórico de atualizações
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Bom dia, encerramos aqui o acompanhamento em direto da investidura de Pedro Sánchez como chefe do governo espanhol e a nova noite de protestos contra a amnistia dos independentistas catalães. Mas continuamos a seguir o que de mais relevante se passar na vizinha Espanha aqui, no nosso jornal, e aqui, na nossa rádio.
Fique connosco. Até já!
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Balanço policial de nova noite de protestos: pelo menos 10 detidos
As autoridades governativas de Madrid revelaram que pelo menos dez pessoas foram detidas durante os protestos em frente à sede do PSOE.
O lançamento de petardos e tochas por elementos mais radicais originaram cargas policiais, com o objetivo de dispersar os protestos.
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Quatro mil pessoas protestam em frente à sede do PSOE em Madrid. Tensão tem vindo a aumentar
A concentração em frente à sede do PSOE em Madrid começou cerca das 20h00 locais (19h em Portugal Continental): hoje, são cerca de 4 mil as pessoas no protesto em frente à sede do PSOE em Madrid.
Nas últimas duas semanas, grupos alargados têm saído para a Calle Ferraz com o objetivo de contestar a amnistia concedida aos independentistas catalães. Esta quinta, protestam igualmente contra a reeleição de Pedro Sánchez como primeiro-ministro de Espanha. “Não é um presidente, é um delinquente” é um dos gritos dos manifestantes, segundo o El País.
De acordo com o mesmo jornal, o clima de tensão tem aumentado devido à ação de alguns manifestantes encapuçados mais radicais, que já começaram a atirar objetivos contra os agentes presentes e a agitar as barreiras de segurança numa atitude de provocação à Polícia Nacional.
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O independentismo, o aviso de Pablo Iglesias e a luta da direita: Sánchez foi reeleito, mas legislatura será "complexa"
Com uma megacoligação de oito partidos, Sánchez enfrentará “negociações diárias” e uma legislatura “complicada”. PSOE promete “estabilidade”, mas rivalidades entre aliados podem complicar cenário.
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António Costa felicitou Pedro Sánchez pela sua eleição como chefe de governo espanhol
O primeiro-ministro demissionário António Costa felicitou hoje o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, pela sua eleição como presidente do governo espanhol.
Na sua conta pessoal do X (antigo Twitter), António Costa disse estar “certo” de Pedro Sánchez “continuará a trabalhar para o desenvolvimento das relações entre Portugal e Espanha, em particular das relações transfronteiriças”.
Felicitei @sanchezcastejon pela sua eleição como Presidente do Governo espanhol.
Estou certo de que continuará a trabalhar para o desenvolvimento das relações entre #Portugal e #Espanha, em particular das regiões transfronteiriças.— António Costa (@antoniocostapm) November 16, 2023
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Yolanda Díaz celebra a "maioria do sim" que se converteu em "governo"
A líder do Sumar, Yolanda Díaz, parceira dos socialistas, também já reagiu à investidura de Pedro Sánchez.
Na sua conta pessoal do X, Yolanda Díaz celebrou o que diz ser “a maioria do sim”, que são os “jovens que lutam contra as alterações climáticas, as mulheres que gritam ‘acabou-se’, os trabalhadores e trabalhadoras que não deixam de lutar por um futuro melhor e que querem liberdade”.
La mayoría del sí son los jóvenes que luchan contra el cambio climático, las mujeres que gritan se acabó, los trabajadores y trabajadoras que no dejan de pelear por un futuro mejor o quienes quieren en libertad.
La mayoría del sí se convierte en gobierno. Vamos a por más.
— Yolanda Díaz (@Yolanda_Diaz_) November 16, 2023
“A maioria do sim converteu-se em governo”, concluiu Yolanda Díaz.
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Feijóo resigna-se ao cargo líder da "oposição" e promete defender a "igualdade de todos os espanhóis"
Numa reação na conta pessoal do X (antigo Twitter), o líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo escreveu que o socialista Pedro Sánchez conseguiu uma investidura negociada em “Waterloo”, longe da praça pública.
Resignando-se ao cargo de líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo defenderá a “igualdade de todos os espanhóis”, num momento que descreve como o “maior ataque ao Estado de direito”.
A história, reforçou o popular, não dará uma “amnistia” a Pedro Sánchez.
Pedro Sánchez logra una investidura cerrada en Waterloo.
Lideraré la oposición defendiendo la igualdad de todos los españoles y ante el mayor ataque al Estado de derecho.
La Historia no le amnistiará. #EspañaNoSeRinde pic.twitter.com/FO8bTiesDd
— Alberto Núñez Feijóo (@NunezFeijoo) November 16, 2023
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Presidente da Mesa do Congresso vai comunicar ao Rei investidura de Pedro Sánchez
A presidente da Mesa do Congresso espanhol, Francina Armengol, comunicou, após a votação, que vai informar o Rei Felipe VI do resultado da investidura.
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Pedro Sánchez reeleito chefe do governo espanhol com 179 votos a favor
Está decidido. O socialista Pedro Sánchez foi reeleito chefe do governo espanhol com 179 votos, o suficiente para obter maioria (176).
O PSOE, o Sumar, a Esquerda Republicana Catalã, o Junts per Catalunya, a Eh Bildu, o Partido Nacionalista Basco, o Bloco Nacionalista Galego e a Coligação Canária votaram a favor da investidura de Pedro Sánchez.
Por sua vez, 171 deputados do Partido Popular, do VOX e da União do Povo Navarro votaram contra a investidura do candidato socialista.
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Oficial: Pedro Sánchez reeleito chefe do governo espanhol com 179 votos a favor
É oficial. O socialista Pedro Sánchez foi reeleito chefe do governo espanhol com 179 votos, o suficiente para obter maioria (176).
O PSOE, o Sumar, a Esquerda Republicana Catalã, o Junts per Catalunya, a Eh Bildu, o Partido Nacionalista Basco, o Bloco Nacionalista Galego e a Coligação Canária votaram a favor da investidura de Pedro Sánchez.
Por sua vez, o Partido Popular, o VOX e a União do Povo Navarro votaram contra a investidura do candidato socialista.
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A amnistia espanhola e o dilema de Sánchez
Pedro Sánchez pode ser esta quinta-feira reinvestido como Primeiro-ministro espanhol. Para o conseguir, prometeu uma amnistia aos independentistas catalães. Uma conversa com o politólogo Diogo Noivo para ouvir aqui neste episódio de “A História do Dia” da Rádio Observador.
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Já começou a votação da investidura de Pedro Sánchez.
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Junts confirma que votará a favor da investidura de Sánchez e alerta: "A cada acordo, a Catalunha tem de estar mais perto da independência"
A porta-voz do Junts no Congresso dos Deputados, Míriam Nogueras, confirmou, em declarações à rádio catalã RAC, que o partido votará a favor da investidura de Pedro Sánchez, o que permitirá o socialista a ser reeleito, isto após de alguns desentendimentos com o PSOE.
Mesmo assim, Míriam Nogueras assinlou que as negociações da legislatura terão de ser “diárias”. “Cada acordo que cumpra, a Catalunha tem de estar mais perto da independência”, avisou.
Na primeira reunião entre o Junts e o PSOE, que ocorrerá ainda este mês, Míriam Nogueras vai trazer para cima da mesma o referendo e o pacto fiscal da Catalunha, que prevê um perdão da dívida à região.
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Votação dentro de dez minutos
A presidente da Mesa do Congresso, Francina Armengol, pediu um intervalo de dez minutos na sessão de investidura de Pedro Sánchez.
Após intervalo, será feito a votação da investidura de Pedro Sánchez, na qual os deputados têm de votar ‘sim’, ‘não’ ou têm de declarar que se abstêm.
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Sánchez admite que negociações para a investidura "não foram fáceis"
No último discurso antes da votação, Pedro Sánchez admitiu que as negociações para a sua investidura não foram “fáceis”. “Não foram fáceis também para mim.”
Agradecendo o “trabalho duro” da bancada socialista, Pedro Sánchez promete que vai trabalhar também “duro” para governar o país.
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A minutos da votação, PSOE volta a defender a amnistia: "É radicalmente constitucional" e uma "decisão corajosa"
A bancada parlamentar socialista escolheu o porta-voz basco Patxi López para fazer o discurso final, começando por criticar a direita. “Hoje o Congresso vai confirmar o que se votou nas urnas, que é o local onde fala a democracia. Mas outros não gostam disso. Dizem que Espanha se quebra, que isto é uma ditadura, golpe de Estado”, indignou-se o deputado.
Criticando as manifestações de direita e as ações violentas contra os socialistas — como as manifestações nas sedes do PSOE que não foram condenadas por Alberto Núñez Feijóo —, o porta-voz deixou um aviso: “Não alimentem a besta, porque acabará por devorar-vos”.
Com o objetivo de assegurar a “reencontro e a convivência” na Catalunha, Patxi López defendeu a lei da amnistia. “É radicalmente constitucional, porque garante a convivência, favorece a reconciliação e contribui para restabelecer as relações normais em Espanha.”
Num argumento também já usado por Pedro Sánchez, o porta-voz socialista assinalou que Catalunha está numa situação “infinitamente” melhor do que quando o Partido Popular governava Espanha. “A amnistia é uma decisão corajosa. Abrimos caminho que serão percorridos por aqueles que hoje criticaram isso.”
Outra criticando o PP, o deputado socialista criticou Alberto Núñez Feijóo por tentar encontrar vulnerabilidades dentro do PSOE. “Nós estamos unidos”, garantiu Patxi López.
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Partidos com um deputado. CC e BNG defendem investidura de Sánchez, UPN contra
Foi a vez de os partido pequenos — com apenas um deputado — discursarem no Congresso dos Deputados. Enquanto a Coligação Canária (CC) e o Bloco Nacionalista Galego (BNG) apoiam a investidura de Pedro Sánchez, a União do Povo Navarro (UPN) já anunciou que ia votar contra.
Pela voz da formação galega, o porta-voz Néstor Rego pediu que a Galiza tenha a oportunidade de “decidir sobre o seu futuro”, deixando ainda várias questões sobre o futuro da região, pedindo que Pedro Sánchez se comprometa a respondê-las ao longo da legislatura.
Por sua vez, a porta-voz da Coligação Canária, força que votou a favor da investidura de Alberto Núñez Feijóo e que também estará a favor da investidura de Pedro Sánchez, Cristina Valido justificou o seu voto, assinalando que “responde às necessidades do povo das Canárias”.
Assumindo que é contra a amnistia, Cristina Valido explicou que a coligação sacrificou as suas “sensibilidades ideológicas para defender o nacionalismo canário e as necessidade de investimentos que as Canárias necessitam”. “A nossa origem diversa permite-nos falar e chegar a acordo com quem seja necessário.”
Diferentemente às outras duas forças, Alberto Catalán, da União do Povo Navarro, criticou duramente a amnistia, definindo-a como uma “chantagem”. “Estamos radicalmente contra isto: contra o branqueamento dos herdeiros da ETA e contra o fim do Estado de direito.”
“Isto é uma traição e uma humilhação”, atacou Alberto Catalán, que disse que Espanha não podia ficar “calada”. “Dizemos não. Espanha tem um presidente em funções que não tem nenhuma credibilidade”, afirmou o deputado navarro.
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Sánchez não dá resposta concreta ao PNV e aproveita para criticar direita
Em respostas aos pedidos do PNV, Pedro Sánchez nunca deu uma resposta concreta — garantiu apenas que os acordos vão ser cumpridos — preferindo criticar a direita. “Estamos a ver umm PP que não tem projeto político para Espanha e que se deixou parasitar por VOX.”
Sobre o VOX, Pedro Sánchez lembrou que o ex-apresentador da Fox News, Tucker Carlson, esteve em Madrid ontem, nos protestos contra a amnistia. O socialista definiu a forma de fazer política da extrema-direita é a “contaminação, a toxicidade e o ódio”.
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Pablo Iglesias avisa Yolanda Díaz e Pedro Sánchez: se Unidas Podemos não estiver no governo, vai seguir "trajetória independente"
O antigo líder do Unidas Podemos, Pablo Iglesias, deixou sérios avisos a Yolanda Díaz, ex-membro daquele partido que criou uma nova formação política — o Sumar —, e Pedro Sánchez.
Num editorial no jornal diario red, Pablo Iglesias avisa que se o Unidas Podemos não fizer parte do governo, é “óbvio” que o partido passa a ter uma “completa autonomia política e parlamentar”, isto é, passa a ser um grupo parlamentar autónomo.
“Se se consumar o veto [de não estar no governo], Pedro Sánchez e Yolanda Díaz estão a assumir que os morados [designação de Unidas Podemos] vão seguir uma trajetória independente do novo governo PSOE-Sumar com todas as consequências políticas que isso acarrete”, escreveu Pablo Iglesias.
Se isso acontecer, prossegue Pablo Iglesias, o Unidas Podemos terá “mãos livres” para “exercer a sua prática política”, ao contrário de Yolanda Díaz, que “é consistente a colaborar estreitamente com o PSOE”.
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VOX confirma que estará presente na votação de investidura
Os 33 deputados do VOX confirmaram ao El País que estão no edifício Congresso dos Deputados — só não estão a assistir ao debate da investidura, não marcando presença durante os discursos do PNV e da coligação Eh Bildu.
O partido de Santiago Abascal estará, não obstante, presente na votação da investidura de Pedro Sánchez.
Por sua vez, o socialista Santos Cerdan, citado pelo El Mundo, garantiu que a investidura de Pedro Sánchez nunca “esteve perigo em nenhum momento”.