Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O governo israelita anunciou que não renovará as licenças de 37 organizações não-governamentais que operam na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo os Médicos sem Fronteiras. A alegação é de que estas organizações não cumprem as exigências de registo impostas por Israel. Este impedimento impactará a entrada de ajuda humanitária, o que levantou preocupações de vários países sobre a crescente crise humanitária na região.
    • Várias nações, incluindo o Reino Unido, Canadá, e França, manifestaram preocupações sobre a deterioração da situação humanitária em Gaza. Esses países apelaram a Israel para que tome medidas urgentes para lidar com a situação que consideram catastrófica, enfatizando a necessidade de assistência humanitária.
    • O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou Israel pelo reconhecimento da República da Somalilândia, qualificando o ato como ilegítimo e inaceitável. A Turquia teme que esta ação por parte de Israel possa contribuir para a desestabilização do Corno de África.
    • A colaboração entre Israel e os Estados Unidos continua a intensificar-se, com conversas entre os líderes de ambos os países abordando questões regionais. Este alinhamento ocorre num contexto em que há apelos internacionais, incluindo da Rússia, para evitar uma escalada de tensões no Médio Oriente, especialmente no que diz respeito ao Irão.

  • Bom dia!

    Encerramos aqui este artigo em direto que acompanhou todas as notícias sobre o conflito no Médio Oriente na terça-feira. Pode continuar a ler neste outro liveblog, agora aberto, todas as novidades deste último dia de 2025.

    Chefe do exército israelita reafirma “determinação absoluta” de desarmar Hamas

  • IDF dizem ter morto homem que tentou atropelar soldados na Cisjordânia ocupada

    Segundo o Times of Israel, o incidente ocorreu na aldeia de Einabus, na Cisjordânia ocupada, perto de Nablus, com as tropas israelitas a abrir fogo sobre um veículo que avançou na sua direção, matando o condutor.

    Entretanto, o mesmo órgão de comunicação, citando o Crescente Vermelho Palestiniano, apurou mais tarde que havia outras três pessoas no mesmo veículo, tendo todas elas ficado em estado grave e necessitando de hospitalização urgente. Nenhuma das tropas das IDF ficou ferida.

    Entretanto, a Autoridade Palestiniana identificou o condutor morto como Qays Allan, de 20 anos, cujo corpo ainda está sob controlo das forças israelitas.

    Foram divulgadas nas redes sociais gravações do momento em que as IDF abriram fogo sobre o carro, que capotou e pegou fogo.

  • Impedimento da MSF de entrar em Gaza vai tirar cuidados médicos a "centenas de milhares de pessoas", diz organização

    A organização não-governamental Médicos sem Fronteiras (MSF) confirmou à Reuters que esperam ser proibidos de entrar na Faixa de Gaza por falta de registo junto das autoridades israelitas e avisou para as consequências para dessa proibição

    “Se os MSF for impedida de trabalhar em Gaza, isso privará centenas de milhares de pessoas do acesso a cuidados médicos”, afirmou o grupo.

  • Israel pediu aos EUA para que Erdogan seja excluído do Conselho de Paz que vai administrar Gaza

    Israel pediu à Administração Trump para que o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan seja removido do Conselho de Paz, organismo criado no acordo de paz para a Faixa de Gaza para administrar o território. A notícia foi avançada pelo jornal israelita Jerusalem Post, citando duas fontes próximas do processo.

    O caso foi abordado nas últimas reuniões de representantes de ambos os países, tendo Israel vetado também a presença das forças de Ancara na Força de Estabilização de Paz, composta por vários países.

    “Em Israel, existe a preocupação de que o envolvimento turco em questões humanitárias e esforços de reconstrução dê a Ancara uma posição significativa no controlo da Faixa de Gaza”, indicou uma das fontes.

  • Israel vai impedir entrada de 37 ONGs em Gaza e na Cisjordânia por falta de "registo" junto do governo israelita

    O governo israelita não vai renovar as licenças de 37 organizações não-governamentais (ONG) internacionais que operam na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo os Médicos sem Fronteiras, alegando que não cumprem os requisitos impostos por uma resolução do Governo israelita.

    Segundo o Times of Israel, as ONG teriam de apresentar “uma série de documentação sobre a sua organização e as suas operações, incluindo uma lista do pessoal estrangeiro e palestiniano”, com os números de identificação e de passaporte. Para além disto, as organizações têm de garantir que não promovem “campanhas de deslegitimização”, negando a “existência de Israel enquanto estado judaico e democrático” ou que apelem a um boicote.

    O jornal esclarece que as organizações ficam assim efetivamente barradas de entrar em Gaza, pois a passagem fronteiriça através do Egipto está fechada, mesmo à ajuda humanitária.

    Na rede social X, a agência israelita responsável pela entrada de ajuda humanitária nestes territórios COGAT afirmou que o “processo de registo tem como objetivo impedir a exploração da ajuda pelo Hamas, que no passado operava sob a cobertura de certas organizações internacionais de ajuda humanitária, conscientemente ou inconscientemente”.

    “Este fenómeno foi comprovado várias vezes e incluiu o desvio de ajuda, a utilização de funcionários locais para fins terroristas e a transferência de fundos provenientes de fontes ligadas ao terrorismo”, alegou ainda a agência.

    “A mensagem é clara: a assistência humanitária é bem-vinda, mas a exploração de estruturas humanitárias para fins terroristas é inaceitável. Israel continuará a proteger a sua soberania, os seus cidadãos e a integridade da ação humanitária”, afirma o ministro dos Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, citado pelo Times of Israel.

  • Presidente de Israel rejeita investigação pelo governo de Netanyahu e defende criação de comissão estatal de inquérito ao 7 de outubro

    O Presidente de Israel, Isaac Herzog, criticou esta terça-feira a criação de um comité de investigação nomeado pelo governo de Benjamin Netanyahu ao ataque do 7 de outubro, defendendo a criação de uma “comissão estatal de inquérito”, que atuaria com maior independência do executivo.

    “Devemos conduzir uma investigação completa, minuciosa e estadista, de acordo com a lei existente — a Lei das Comissões de Inquérito — sobre o terrível desastre de 7 de outubro e o fracasso e colapso do julgamento que o levou a isso. Repeti isso várias vezes ao longo do último ano e reitero esse apelo agora”, acrescentou o Presidente, citado pelo Times of Israel, falando apenas uma semana depois do governo ter rejeitado a possibilidade de uma comissão deste tipo.

  • Decisão de Israel de reconhecer a Somalilândia é "ilegítima e inaceitável", diz Erdogan

    O Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, afirmou esta terça-feira que a decisão de Israel de reconhecer formalmente a autoproclamada República da Somalilândia é um ato “ilegítima e inaceitável”, acrescentando que está a tentar arrastar o Corno de África para a desestabilização.

    Reconhecimento da Somalilândia: a arriscada jogada diplomática de Israel que desafia os houthis e a Turquia

    “Preservar a unidade e a integridade da Somália em todas as circunstâncias tem uma importância especial. A decisão de Israel de reconhecer a Somalilândia é ilegítima e inaceitável”, afirmou Erdogan, citado pelo Times of Israel.

  • Reino Unido, França, Canadá e outros países expressam "sérias preocupações" sobre a crise humanitária em Gaza

    A deterioração da situação humanitária em Gaza é motivo de “séria preocupação”, afirmaram o Reino Unido, o Canadá, França e outros países numa declaração conjunta, que também apela a Israel para que tome medidas urgentes.

    «[Nós] expressamos sérias preocupações com a deterioração da situação humanitária em Gaza, que continua catastrófica”, pode ler-se no documento citado pelo Times of Israel e assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido.

  • Israelita libertado em outubro conta como o Hamas o espancou para "simular uma tentativa de suicídio" em vídeo

    Cerca de dois meses após ter sido libertado, o israelita Elkana Bohbot acusa o Hamas de o ter espancado para simular tentativa de suicídio. Cenas terão sido gravadas, mas vídeo nunca foi divulgado.

    Israelita libertado em outubro conta que o Hamas o espancou para “simular uma tentativa de suicídio” em vídeo

  • Espanha bloqueou 200 compras de material a Israel e autorizou uma

    Espanha bloqueou mais de 200 operações de importação relacionadas com Israel, desde que entrou em vigor a legislação do embargo total de armas e “outras medidas urgentes contra o genocídio em Gaza”, disse hoje o Governo.

    Apenas uma dessas operações foi autorizada, que envolveu a empresa Airbus, por ter sido considerada “vital e estratégica”, disse o ministro para a Transformação Digital, Óscar López.

    A legislação em causa foi aprovada pelo Governo no final de setembro e depois ratificada pelo parlamento espanhol, no início de outubro.

  • Após encontro com Trump, Netanyahu teve conversa "calorosa" ao telefone com JD Vance sobre "questões regionais"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ontem à noite, após a reunião com Donald Trump, informou esta terça-feira o gabinete de Netanyahu em comunicado.

    De acordo com o gabinete do primeiro-ministro, a conversa “calorosa” abordou “questões regionais”.

  • Resposta "a qualquer agressão será dura e lamentável". Presidente do Irão reage a declarações de Trump

    O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou esta terça-feira que a resposta do Irão “a qualquer agressão será dura e lamentável”.

    As declarações de Pezeshkian surgiram após Trump ter dito que apoiaria um ataque israelita ao Irão se este continuasse a reforçar os seus mísseis e capacidades nucleares.

  • Rússia pede para que EUA e Israel evitem a escalada de tensão no Irão e apela ao diálogo entre as partes

    O Kremlin instou os Estados Unidos e Israel a evitarem uma escalada das tensões em relação ao Irão, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que Washington poderá apoiar outro ataque ao Irão se este continuar a avançar com os programas nucleares e de mísseis balísticos.

    “Acreditamos que é necessário abster-se de quaisquer medidas que possam aumentar as tensões na região e acreditamos que, em primeiro lugar, é necessário o diálogo com o Irão”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pelo Times of Israel, acrescentando que a Rússia irá continuar a cultivar os laços estreitos com o Irão.

    Rússia e Irão assinam acordo estratégico com reforço de cooperação militar

    Donald Trump foi ontem questionado sobre se autorizaria um novo ataque contra o Irão face a um novo investimento no programa nuclear. “Ouvi dizer que o Irão está a tentar reconstruir-se. Se estiver mesmo, vamos ter de derrubá-los. Vamos derrubá-los, vamos acabar com eles de vez”, sublinhou.

  • Presidente do Irão pede que "reivindicações legítimas" dos protestos sejam ouvidas

    O Presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, pediu ao Governo que ouça as “reivindicações legítimas” dos manifestantes, avançou esta terça-feira a imprensa estatal, após dois dias de protestos devido à situação económica no país.

    “Pedi ao ministro do Interior [Eskandar Momeni] que ouça as reivindicações legítimas dos manifestantes, dialogando com os seus representantes, para que o Governo possa fazer todo o possível para resolver os problemas e agir de forma responsável”, disse o Presidente, citado pela agência de notícias oficial IRNA.

    Os protestos no Irão continuaram na segunda-feira, pelo segundo dia consecutivo, e espalharam-se de Teerão para outras cidades, com as forças de segurança a usar gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes em alguns locais.

  • Polícia da Austrália diz que autores de ataque antissemita agiram sozinhos

    Os dois autores do ataque antissemita na praia de Bondi, na Austrália, que matou 15 pessoas, aparentemente não receberam ajuda externa e não faziam parte de nenhuma organização terrorista, anunciou hoje a polícia.

    “Acredita-se que estes indivíduos agiram sozinhos”, disse a comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, aos jornalistas.

    “Não há provas que sugiram que estes suspeitos faziam parte de uma célula terrorista maior ou que foram instruídos por terceiros para realizar este ataque”, acrescentou.

  • Fonte israelita diz que reunião de segunda-feira foi "a melhor" até ao momento

    Donald Trump e Benjamin Netanyahu já se reuniram seis vezes até ao momento, mas o encontro da passada segunda-feira foi “o melhor” até agora.

    Fonte israelita próxima do gabinete de Netanyahu garantiu ao Times of Israel que foi “uma reunião excelente”, afirmação que vai ao encontro daquilo que os dois líderes afirmaram no final do encontro.

    “Temos uma parceria incomparável”, disse o líder israelita, descrevendo depois o encontro como “muito produtivo”.

  • Bom dia. Retomamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.

    Pode rever todos os acontecimentos da passada segunda-feira — o dia em que Donald Trump e Benjamin Netanyahu se reuniram — no liveblog que agora encerramos. Obrigada por estar connosco.

    Trump ao lado de Netanyahu: “Temos paz no Médio Oriente e vamos tentar mantê-la assim”

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