Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky, Andriy Yermak, afirmou que a Ucrânia não cederá territórios à Rússia. Garantiu que, enquanto Zelensky for Presidente, não se abdicará de terras ucranianas, explicando que a constituição do país o impede. Yermak também mencionou a relevância de definir a linha de contacto como um possível ponto de discussão.
    • Diversos líderes e instituições europeias destacaram a necessidade de garantir um papel ativo da União Europeia nas negociações de paz na Ucrânia. Anticipa-se que a Europa adote uma posição de liderança na formulação de um acordo, salientando a importância de envolver a Ucrânia em qualquer decisão que lhes diga respeito. Também se referiram à utilização de ativos russos congelados como um ponto a ser considerado para reparações.
    • O Presidente russo, Vladimir Putin, continuou as suas críticas dirigidas ao regime de Kiev e aos líderes europeus, apelidando-os de “loucos” e “vigaristas”. Declarou que a ideia de que a Rússia deseja atacar a Europa é risível e destacou que a Rússia está preparada para continuar o confronto até que o último ucraniano morra, caso os soldados de Kiev não abandonem as suas posições.
    • O Parlamento Europeu aprovou uma resolução apelando à União Europeia para que assuma a liderança nas negociações de paz para a Ucrânia. O documento propõe um mecanismo de reparações financeiras baseado em ativos russos congelados e insiste no respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia, além de exigir a retirada completa das forças russas dos territórios internacionalmente reconhecidos como parte da Ucrânia.

  • Bom dia,

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  • Costa prevê que UE vá falar com a Rússia, mas apenas "quando for útil e necessário"

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, prevê que, num futuro próximo, a União Europeia (UE) vá falar diretamente com a Rússia. “Quando for útil e necessário que essa conversa seja diretamente entre a UE e a Rússia seguramente o iremos fazer”, afirmou, numa entrevista ao Expresso.

    António Costa também assegurou que os interesses dos europeus serão levados em conta pelos norte-americanos. “É uma questão assente com os Estados Unidos”, frisou, acrescentando que o plano de 28 pontos não era uma “proposta oficial” — e lembrando as palavras do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o assunto.

    A confiança entre Bruxelas e Washington “existe”, frisou António Costa.

    Para o presidente do Conselho Europeu, a Ucrânia também é “soberana sobre o seu território” — e tomará todas as decisões relativamente a esse tópico. “A UE respeita aquelas que forem as decisões da Ucrânia”, garantiu António Costa.

  • Merkel concede que ela e outros líderes "falharam" em "prevenir a guerra na Ucrânia"

    A antiga chanceler alemã Angela Merkel fez um raro mea culpa. A ex-líder germânica reconheceu que ela e outros líderes ocidentais “falharam em prevenir a guerra na Ucrânia”.

    “Falhámos todos — eu, todos — falhámos em prevenir esta guerra, incluindo nas nossas conversas com os norte-americanos”, concedeu Angela Merkel numa entrevista televisiva ao canal Phoenix citada pelo Politico.

    A ex-chanceler respondia também às alegações de que teria dito noutra entrevista que a culpa da invasão foi da Polónia e dos Países Bálticos: “Isso foi fake news. Não disse nada disso”.

    Sobre o Presidente russo, Vladimir Putin, Angela Merkel destacou que “havia um perigo grave” a formar-se “há muitos anos”.

  • Cerca de 400 crianças da Zaporíjia ocupada deverão ser enviadas para a Rússia num "programa de intercâmbio obrigatório"

    Cerca de 400 crianças ucranianas deverão ser enviadas para a Rússia desde a região ocupada de Zaporíjia, sob o pretexto de um programa de intercâmbio obrigatório, indicou o Centro para a Resistência Nacional da Ucrânia, pertencente às forças especiais do país.

    As crianças deverão ser levadas para a região de Yaroslavl, no norte da Rússia, onde, segundo as autoridades russas, serão levadas para várias atividades lúdicas e culturais.

    “No entanto, por trás da fachada de retórica turistica, outro significado está escondido — o movimento sistemático e controlado de crianças ucranianas para o interior do território da Federação Russa”, afirmou o centro, alegando que estas viagens “têm lugar em condições de uma total falta de transparência e mecanismos de controlo”.

    “Os pais não têm oportunidade de influenciar a organização desses intercâmbios, as estruturas humanitárias internacionais não têm acesso e o lado russo apresenta persistentemente tudo como programas turísticos, sem explicar os fundamentos legais para a deslocação de menores para o país agressor”, dizem ainda.

    “A Rússia continua a usar menores como parte de uma estratégia mais ampla — para formar lealdade e apego ao Estado agressor, encobrindo práticas forçadas com a linguagem do ‘turismo’ e do ‘intercâmbio cultural’”, lê-se ainda.

  • Ucrânia prepara nova ronda de negociações de paz, diz Zelensky

    No seu discurso noturno disponibilizado no site do governo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky afirmou que já está a ser preparada, em conjunto com representantes norte-americanos, uma nova reunião para negociações sobre o plano de paz, que devem ter lugar já no final desta semana.

    “A nossa equipa, juntamente com representantes americanos, continuará a traduzir os pontos que garantimos em Genebra numa forma que nos coloque no caminho da paz e das garantias de segurança. Haverá uma reunião das delegações”, disse o ucraniano, acrescentando que continuam a trabalhar em conjunto com EUA e os aliados europeus.

  • Chefe de gabinete de Zelensky garante que Ucrânia "não vai ceder territórios" a Putin

    O chefe de gabinete Andriy Yermak, aliado do Presidente Volodymyr Zelensky, garantiu que a liderança do país não vai ceder territórios ao Presidente russo, Vladimir Putin.

    “Enquanto Zelensky for Presidente, ninguém deve contar connosco para abdicar de territórios. Ele não vai ceder territórios”, assegurou Andriy Yermak.

    O chefe de gabinete explicou, numa entrevista à revisa Atlantic, que a Constituição ucraniana “proíbe” a cedência de territórios. “Ninguém pode fazer isso a não ser que se queira ir contra a Constituição da Ucrânia e o seu povo”.

    “Ninguém que esteja são assinaria um acordo para ceder territórios”, afirmou Andriy Yermak.

    Segundo o chefe de gabinete, a Ucrânia está pronta para discutir onde deve começar a linha de contacto. “Do que podemos realisticamente falar é que definir a linha de contacto. E é isso que precisamos fazer.”

  • "É do interesse dos EUA que Rússia fique com Donbass"

    Em causa fatores como as terras raras a que Donald Trump quer ter acesso. “Uma união de conveniência” que cria instabilidade para o lado ucraniano, explica o especialista Bernardo Valente. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “É do interesse dos EUA que Rússia fique com Donbass”

  • Secretas ucranianas estimam que Rússia perca 30 mil milhões de dólares após sanções

    Os serviços de informações ucranianos estimam que a Rússia vai perder cerca de 30 mil milhões de dólares (cerca de 26 mil milhões de euros) por causa das sanções ao setor petrolífero e energético.

    “A pressão das sanções reduziu a produção de petróleo à Rússia para 30 milhões de toneladas este ano. Esta tendência vai continuar”, afirmou Oleh Luhovskyi, vice-diretor dos serviços de informações ucranianos.

    Num comício organizado para debater as sanções aplicadas à Rússia, citado pela agência de notícias Ukrinform, Oleh Luhovskyi referiu que o setor energético continua a sustentar o esforço de guerra da Rússia.

  • Merz diz que é a "altura da Rússia de se sentar à mesa de negociações"

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que agora era a “altura da Rússia de se sentar à mesa de negociações”, numa altura em que a Alemanha quer continuar a “aumentar a pressão” em conjunto com os “parceiros europeus e transatlântico”.

    “A Ucrânia precisa de forças armadas fortes e, se for alcançado um acordo de paz, a Ucrânia continuará a precisar de forças armadas fortes e garantias de segurança fiáveis por parte dos seus parceiros”, acrescentou, em conferência de imprensa com o homólogo da Estónia.

  • Suspeito ucraniano já foi extraditado de Itália para a Alemanha

    Serhii Kuznetsov, cidadão ucraniano suspeito de ter participado na sabotagem do gasoduto Nord Stream 2, foi extraditado de Itália para a Alemanha esta quinta-feira, afirmou a Procuradoria Federal alemã na cidade de Karlsruhe esta quinta-feira, citado pelo jornal Ukrinform.

    Em comunicado, a procuradoria indicou que o suspeito “deve comparecer perante um juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça em Karlsruhe” já amanhã.

  • Putin deu machadada no plano de paz de Trump?

    Bruno Cardoso Reis afirma que Moscovo não tem qualquer intenção de boa fé para avançar com negociações de paz na Ucrânia. O historiador garante que Steve Witkoff considera a Rússia um “país aliado”.

    Putin deu machadada no plano de paz de Trump?

  • Ucrânia anuncia novos encontros com delegação norte-americana no final desta semana

    O conselheiro presidencial de Volodymyr Zelensky, Andriy Yermak, anunciou hoje que o “trabalho conjunto das delegações ucranianas e norte-americanas” vai continuar “no final desta semana”, de maneira a fortalecer os “resultados alcançados” nas reuniões de Genebra.

    “É crucial não perder produtividade e trabalhar rapidamente”, destacou o braço direito do Presidente da Ucrânia. No X, sublinhou que o “objetivo permanece o mesmo” — “alcançar uma paz duradoura e digna para a Ucrânia o mais rapidamente possíveis”.

    “Como fizemos em Genebra, estamo-nos a preparar para um diálogo construtivo para fazer progressos tangíveis em definir os passos para acabar a guerra”, disse Andriy Yermak, agradecendo novamente à “equipa dos Estados Unidos pelos esforços inexcedíveis”.

  • Leão XIV lamentou "nível elevado de conflitos a nível mundial" e pede que o mundo não ceda a "ambições e escolhas"

    Falando na sua visita à Turquia, o Papa Leão XIV lamentou a quantidade de guerras existentes no mundo inteiro, avisando que “uma terceira guerra mundial está a ser travada aos poucos”, um termo usado pelo seu antecessor, noticiou a BBC.

  • Putin reforça que Witkoff vai à Rússia "a mando de Trump"

    Na conferência de imprensa, Vladimir Putin quis deixar bem claro: o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, vem à Rússia não porque ele quis, mas porque foi a “mando do Presidente Trump” para negociar com o acordo de paz.

  • "Qual foi o motivo"? Putin ficou perplexo com as sanções norte-americanas de Trump às petrolíferas

    O Presidente russo disse hoje que ficou perplexo quando soube que os Estados Unidos ia impor sanções a duas petrolíferas russas — a Lukoil e a Rosneft. A meio de outubro, o líder norte-americano, Donald Trump, impôs sanções, as primeiras desde que regressou à Casa Branca.

    “Qual foi o motivo?”, questionou Vladimir Putin. “Permanecemos nas negociações de Anchorage. E de repente, os Estados Unidos anunciaram sanções contra duas das nossas petrolíferas.”

    O Presidente russo disse “honestamente” que “nem entendeu” o “que estava a acontecer”.

  • Putin quer que se realize eleições na Ucrânia e até sugere um "referendo" no país vizinho

    O líder russo volta a falar da Ucrânia para expor o seu ponto de vista: “Assim que forem concluídos os acordos de paz e as hostilidades cessarem, a lei marcial deve ser imediatamente suspensa e, se a lei marcial for suspensa, as eleições devem ser anunciadas imediatamente”.

    O Presidente russo sugere depois que deve também ser realizado um “referendo sobre todas as questões territoriais” na Ucrânia.

  • Putin cita Estaline e critica Zelensky: não conseguia vencer eleições sem "fraude eleitoral"

    O Presidente russo, Vladimir Putin, atacou o “regime de Kiev” novamente. O líder da Rússia classificou como “difícil” para o seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ganhar as eleições presidenciais “sem fraude eleitoral”.

    “Nas condições atuais, é difícil para a atual liderança política da Ucrânia contar com uma vitória sem fraude eleitoral, aliás, quase impossível. Bem, é o que eu penso”, afirmou Vladimir Putin no Quirguistão.

    Vladimr Putin citou depois o antigo líder soviético, Josef Estaline, para atacar a Ucrânia: “Como disse Estaline: ‘não importa quem vota, importa quem conta’.”

    O Presidente russo voltou a lamentar que Volodymyr Zelensky tenha abolido as eleições presidenciais de 2024, por causa da lei marcial que vigora na Ucrânia.

    “Somente o Parlamento tem direito de ampliar os seus poderes em condições de guerra. O Presiente não”, indicou Vladimir Putin.

  • "Loucos e vigaristas." Putin ataca líderes europeus que dizem que a Rússia pode atacar a Europa

    O Presidente russo, Vladimir Putin, volta a criticar, noutra conferência de imprensa, os líderes europeus. O chefe de Estado referiu-se aos Presidentes e primeiros-ministros europeus como um “pouco loucos e vigaristas”, nomeadamente aqueles que sugerem que a Rússia quer atacar a Europa.

    “Há pessoas lá que, ao que parece, são um pouco loucas ou algum tipo de vigaristas que querem tirar proveito” da ideia de a Rússia estar a “preparar-se para atacar a Europa”.

    Vladimir Putin, citado pela agência de notícias RIA, atirou que esses líderes europeus talvez possam estar a “tentar aumentar os índices de popularidade política, dada a situação crítica da economia e da esfera social”.

    “É difícil dizer quais são os motivos”, lamentou.

  • Itália entrega à Alemanha o suspeito ucraniano de estar envolvido no ataque ao Nord Stream

    O homem ucraniano suspeito de ter coordenado o ataque ao gasoduto Nord Stream, em 2022, chegou hoje de Itália à Alemanha. A informação foi divulgada pelos procuradores alemães, noticiou a agência Reuters.

    “O acusado foi hoje transferido de Itália”, confirmaram os procuradores, acrescentando que deverá ser presente a um tribunal em Karlsruhe na sexta-feira.

    O homem, identificado apenas como Serhii K, negou o seu envolvimento no ataque. Já o advogado do suspeito, Nicola Canestrini, disse estar confiante de que o seu cliente será absolvido no julgamento na Alemanha.

    CIA avisou Alemanha de um possível ataque aos gasodutos Nord Stream

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