Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • As tensões no Médio Oriente estão a aumentar, com a continuação do bloqueio naval dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, imposto para pressionar o Irão. A estratégia norte-americana visa forçar o país a retomar negociações, mas o Irão insiste que não dialogará até que o bloqueio ao estreito seja levantado e que os EUA estão a levar a cabo violações “flagrantes” do cessar-fogo.
    • A situação no Líbano permanece tensa, com trocas de ataques entre Israel e o Hezbollah. O exército israelita está a investigar após um ataque das suas tropas ter matado uma jornalista libanesa e ferido outra.
    • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval ao Irão se manterá, acreditando ser a única forma de alcançar um acordo. Trump expressou satisfação com a eficácia do bloqueio, destacando os graves impactos económicos no Irão, ao mesmo tempo que enfrenta críticas pela contínua pressão sobre o país e pela gestão do cessar-fogo.
    • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou que as atenções desviadas para a guerra no Irão não devem impedir os esforços para resolver o conflito na Ucrânia. Zelensky apelou para que as iniciativas de paz no seu país não aguardem o desfecho do conflito iraniano, sublinhando a necessidade de manter o foco na agressão russa e na estabilidade regional.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

    [Um beijo no primeiro encontro e três viagens em menos de três meses. Ao 85.º dia de relação, o aspirante a modelo matou o cronista social. “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, conta os bastidores nunca revelados da investigação a um crime brutal. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, o terceiro episódio e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio e aqui o segundo]

  • Este liveblog fica por aqui.

    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre as guerras em curso neste novo liveblog que agora abrimos.

    Trump anuncia extensão do cessar-fogo entre Líbano e Israel por três semanas

  • Secretário da Marinha dos EUA sai do governo "com efeitos imediatos"

    O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, vai sair do governo norte-americano “com efeitos imediatos”, informou um porta-voz do Departamento da Defesa esta quarta-feira.

    Na rede social X, sem acrescentar explicações, o porta-voz, Sean Parnell, deixou apenas um agradecimento a Phelan pelo seu “serviço” e desejos de sucesso para o futuro.

  • Trump: não há calendário para a guerra nem "pressão" para o cessar-fogo acabar

    Não há calendário para a guerra com o Irão. A garantia foi deixada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que disse em entrevista à Fox News que não há “pressão de tempo” também no que toca ao cessar-fogo que foi prolongado sem prazo, nem há pressa.

    “As pessoas dizem que quero despachar a guerra por causa das eleições intercalares, mas não é verdade”, disse Trump, que garante estar à procura de um “bom acordo para os americanos”.

  • Morreu uma das jornalistas atingidas em ataque israelita no Líbano

    O corpo de uma das jornalistas libanesas atingidas num ataque israelita, esta quarta-feira, já foi encontrado sem vida, diz um responsável militar libanês citado pela Sky News.

    Trata-se de Amal Khalil, que trabalhava para o jornal Al Akhbar e que, depois de um primeiro ataque, se protegeu numa casa que seria atingida numa segunda investida.

    Estava com a coleha Zeinab Faraj, que foi encontrada viva, com ferimentos, e está agora a ser operada.

  • "Vestir um colete a dizer imprensa não as protegeu", diz jornal onde trabalhavam jornalistas atingidas no Líbano

    O jornal libanês onde trabalham as duas jornalistas que ficaram feridas após um ataque israelita, o Al Akhbar, partilhou um comunicado, citado pela Sky News, em que diz que “vestir um colete a dizer ‘imprensa’ não protegeu os que o vestiam da traição do inimigo israelita”.

    “Em vez disso, tornou-se um perigo para a vida dos jornalistas, como parte da política sistemática de Israel que visa silenciar qualquer um que procure expor os crimes e práticas da ocupação”, escreve o jornal, tido como alinhado com o Hezbollah.

    O exército israelita está a investigar o caso, incluindo as acusações, que nega, de ter atirado uma granada para o local de onde os socorristas estavam a tentar uma das jornalistas atingidas.

  • Questões humanitárias não são prioritárias na negociação com o Irão. Trump foca-se na questão nuclear

    O foco dos Estados Unidos nas negociações com o Irão tem a ver com o seu potencial nuclear, e não com as questões humanitárias. Foi esse o esclarecimento dado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

    Questionada pela Fox News sobre se as questões humanitárias farão parte da próxima ronda de negociações, Leavit respondeu: “Os assuntos humanitários são uma grande preocupação deste Presidente, mas no que toca às negociações que estão a acontecer, ele já deixou as suas linhas vermelhas muito claras: o Irão nunca pode obter uma bomba nuclear para ameaçar os EUA e os seus aliados, e deve entregar o seu urânio enriquecido”.

    Como nota o Times of Israel, a porta-voz da Casa Branca não falou do programa de mísseis do Irão, uma questão que Israel tem defendido que deve fazer parte de qualquer acordo.

    Leavitt notably makes no mention of Iran’s missile program and support for proxies, which Israel has insisted must also be part of any deal reached with Tehran.

  • Guerra no Médio Oriente começa a enfraquecer a Europa, declara Erdogan

    O Presidente turco afirmou hoje que a guerra no Médio Oriente “começa a enfraquecer a Europa” durante uma conversa com o homólogo alemão e alertou para danos superiores caso não seja alcançada uma paz plena.

    “A guerra na nossa região também começa a enfraquecer a Europa e, se não intervirmos nesta situação com uma abordagem que privilegie a paz, os danos causados pelo conflito serão muito mais graves”, declarou Recep Tayyip Erdogan a Frank-Walter Steinmeier durante uma chamada telefónica, de acordo com um comunicado da presidência turca.

    A comunicação entre os dois chefes de Estado surgiu no mesmo dia em que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, iniciou uma visita oficial a Ancara.

    No início do dia, o chefe de Estado turco salientou durante uma reunião com Rutte que a Turquia “posicionou-se do lado da paz e da diplomacia no processo desencadeado pelos ataques contra o Irão”.

  • Casa Branca: Trump está "satisfeito" com o bloqueio naval

    O Presidente dos EUA está “satisfeito” com o bloqueio naval e “compreende que o Irão se encontra numa posição muito fraca”, afirmou Karoline Leavitt.

    A porta-voz disse ainda aos jornalistas que os EUA estão a infligir graves prejuízos económicos ao Irão: “Estamos a estrangular completamente a economia deles através deste bloqueio; estão a perder 500 milhões de dólares por dia. A Ilha de Kharg está completamente cheia, não conseguem transportar petróleo para dentro nem para fora. Nem sequer conseguem pagar aos seus próprios cidadãos, em resultado desta pressão económica que o Presidente Trump lhes infligiu”, afirmou, citada no The Guardian.

    “Por isso, ele está satisfeito com isso enquanto aguardamos a resposta deles”, acrescentou.

  • Casa Branca afirma que Trump não estabeleceu um prazo para o cessar-fogo com o Irão

    A Casa Branca afirmou que Donald Trump vai “em última instância decidir” quando termina a prorrogação do cessar-fogo com o Irão.

    “O Presidente não estabeleceu um prazo firme, como vi em algumas notícias hoje. Sei que houve algumas fontes anónimas a afirmar que existe um prazo de três a cinco dias. Isso não é verdade”, disse a porta-voz Karoline Leavitt, citada na Al Jazeera.

    Leavitt acrescentou ainda que Trump aguarda uma “resposta unificada” dos líderes iranianos aos termos dos EUA para um acordo de paz.

  • Trump não considera apreensão de navios não norte-americanos pelo Irão uma violação do cessar-fogo

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Donald Trump não considera a apreensão dos dois navios — MSC Francesca e Epaminondas — pela Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) no Estreito de Ormuz uma violação do cessar-fogo.

    “Não eram navios norte-americanos. Não eram navios israelitas. Eram duas embarcações internacionais”, disse Leavitt, citada na CNN.

    “Estes dois navios foram apreendidos por lanchas rápidas armadas. O Irão passou de ter a marinha mais letal do Médio Oriente para agora agir como um bando de piratas. Eles não têm controlo sobre o estreito. O que estamos a ver é pirataria, e o bloqueio naval que os Estados Unidos impuseram continua a ser incrivelmente eficaz”, continuou.

  • Irão rejeita a alegação de Trump de que foram suspensas a execução de oito mulheres a seu pedido

    O poder judicial do Irão veio considerar como “notícias falsas” as declarações do Presidente dos EUA, que no X afirmou que o seu pedido foi ouvido e que as oito mulheres que protestaram contra o regime iraniano e iam ser executadas esta noite já não o serão.

    “Apesar de a alegação de ontem à noite ter sido desmascarada como uma mentira, Trump, há poucos minutos, numa outra publicação, afirmou que as sentenças de morte de oito mulheres manifestantes que deveriam ser executadas esta noite no Irão foram canceladas, e agradeceu ao Irão!”, anunciou o portal Mizan Online, ligado ao poder judicial iraniano.

    “A falta de resultados concretos de Trump neste domínio levou-o a inventar conquistas a partir de notícias falsas”, citou o Times of Israel.

  • Hezbollah diz ter atacado soldados das IDF no sul do Líbano em resposta a violações do cessar-fogo

    O Hezbollah afirma ter atacado um grupo de soldados israelitas em Qantara, no sul do Líbano, em resposta às violações do cessar-fogo por parte de Israel.

    Em comunicado citado na Al Jazeera, o grupo libanês referiu-se ao ataque israelita à localidade de Yahmar al-Shaqif, no sul do Líbano, que fez pelo menos dois mortos e vários feridos.

  • Ataques de Israel e Irão a infraestruturas críticas da energia podem constituir crimes de guerra

    A Human Rights Watch disse esta quarta-feira que os ataques de Israel e Irão contra infraestruturas críticas da energia são “ilegalmente indiscriminados” e podem constituir crimes de guerra, cita a CNN.

    Depois de ter analisado imagens e informações oficiais dos governos e das empresas, assim como imagens de satélite, a HRW veio avisar: “Ataques ilegais em infraestruturas chave têm impactos económico que podem provar-se danosos para milhões de pessoas”.

  • Zelensky diz que tentativas de paz na Ucrânia não podem esperar pelo fim da guerra no Irão

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, veio esta quarta-feira avisar que as tentativas de chegar à paz na Ucrânia não podem esperar pelo fim da guerra no Irão.

    À CNN internacional, Zelensky disse que a guerra no Irão tem desviado as atenções da agressão russa. É um “grande risco”, defendeu, pensar que os esforços para acabar com a guerra na Ucrânia não podem ser retomados até ao fim do conflito no Irão.

    Zelensky diz não “ver a oportunidade de se encontrar” com os EUA até “o caso do Irão estar fechado”, até porque há o “desafio” de a mesma equipa (Steve Witkff e Jared Kushner) conduzir negociações nos dois planos.

  • Presidente iraniano acusa EUA de obstaculizarem negociações "genuínas": "Retórica hipócrita"

    Depois do principal negociador do país, é a vez de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, vir fazer um aviso: na rede social X, escreve que o Irão está aberto ao diálogo e ao compromisso, mas a quebra de compromissos, bloqueios e ameaças são os “obstáculos principais a negociações genuínas”, num recado dirigido aos EUA.

    “O mundo vê a vossa retórica hipócrita sem fim e as contradições entre proclamações e ações”.

  • Israel investiga ataque em que atingiu duas jornalistas, no Líbano

    O exército israelita diz que está a investigar o caso de duas jornalistas feridas num ataque israelita no sul do Líbano.

    De acordo com as forças israelitas, cita o Times of Israel, as tropas terão identificado dois veículos que estavam a sair de um edifício que costumava ser usado pelo Hezbollah, e os “terroristas cruzaram a linha de defesa” e “aproximaram-se das tropas de uma forma que constituía uma ameaça iminente”.

    Assim, a Força Aérea atacou um dos veículos, assim como o prédio para onde os seus ocupantes fugiram, e terá recebido depois a informação de que atingiu duas jornalistas.

    A Reuters acrescenta que um drone israelita terá atirado uma granada contra os socorristas que estavam a tentar retirar uma das jornalistas dos escombros.

    O exército diz que “não quer atingir jornalistas e tenta minimizar os danos para eles enquanto mantém a segurança das suas tropas”.

  • Trump agradece ao Irão por "desistir" da execução de oito mulheres que protestaram contra o regime

    “Muito boas notícias!”. Na sua conta na Truth Social, Donald Trump escreve que acabou de ser informado que as oito mulheres que protestaram contra o regime iraniano e iam ser executadas esta noite já não o serão. “Quatro serão libertadas imediatamente, e quatro sentenciadas a um mês de prisão”.

    “Aprecio muito que o Irão e os seus líderes tenham respeitado o meu pedido, como Presidente dos Estados Unidos, e desistido da execução que estava planeada”, escreveu Trump.

  • UE precisa de plano de ação para ajudar membros que sejam atacados, diz Chipre

    O Presidente cipriota defendeu hoje que os líderes da UE precisam de preparar um manual de procedimentos sobre o que fazer em caso de um Estado-membro ser atacado e solicite ajuda aos parceiros.

    Nikos Christodoulides afirmou que estes líderes, que se vão reunir no país entre quinta e sexta-feira, vão discutir a concretização do artigo 42.º, n.º 7, dos tratados do bloco comunitário, que obriga os 27 a prestarem assistência mútua em tempos de crise.

    O artigo estipula que, caso um país seja vítima de agressão armada no seu território, os parceiros devem prestar “ajuda e assistência por todos os meios ao seu alcance”.

    Nunca foi utilizado antes pelo que não existem regras rígidas e definidas sobre como os membros da UE devem responder a qualquer pedido de assistência.

  • Pentágono: "Limpar" minas que Irão colocou em Ormuz pode levar mais de seis meses

    “Limpar” as minas que o Irão terá colocado no Estreito de Ormuz será uma operação complicada, que pode levar seis meses e que é imprevisível que aconteça antes do fim da guerra com o Irão. A conclusão é de uma avaliação feita pelo Pentágono para o Congresso norte-americano, significando, como noticia o Washington Post, que o impacto do conflito pode arrastar-se no mínimo até ao fim do ano ou até depois disso.

    Os responsáveis norte-americanos dizem ter sido informados de que o Irão poderá ter colocado 20 ou mais minas naquela área.

    Citando uma fonte oficial do Departamento de Defesa, o jornal diz que a previsão foi ouvida com “frustração” tanto por democratas por republicanos e significa que os preços dos combustíveis podem continuar a subir.

    Além disso, isto também poderia impactar as eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para novembro.

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