Momentos-chave
- JD Vance diz que Trump está disposto a usar "aparato militar" contra o Irão se a diplomacia chegar "ao seu fim natural"
- Kiev denuncia ataque russo depois de negociações de paz
- Negociações entre Rússia e Ucrânia foram "tensas"
- Militares norte-americanos matam onze tripulantes de alegadas narcolanchas no Pacífico e Mar das Caraíbas
- Representantes de quatro países europeus em Genebra para negociar paz na Ucrânia
- Nova ronda negocial entre EUA e Irão termina com ameaças de Khamenei
- Irão fecha parcial e temporariamente estreito de Ormuz por motivos de segurança
- Líder iraniano critica posição negocial dos EUA e desvaloriza ameaças de Trump
- Países árabes e islâmicos consideram grave medidas de Israel na Cisjordânia
- Zelensky denuncia “ataque maciço” da Rússia sobre setor energético
- Trump ameaça Irão com “as consequências de não se chegar a um acordo”
- Rússia ataca várias regiões da Ucrânia com mísseis antes do início de negociações
- Trump diz à Ucrânia que quer acordo rápido antes de negociações com Rússia
Histórico de atualizações
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar a situação geopolítica global ao longo desta quarta-feira. Pode segui-lo aqui.
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JD Vance diz que Trump está disposto a usar "aparato militar" contra o Irão se a diplomacia chegar "ao seu fim natural"
Depois das conversas entre EUA e Irão esta manhã em Genebra, o vice-Presidente norte-americano comentou as negociações acerca do programa nuclear iraniano numa entrevista à Fox News, na qual afirmou que Donald Trump está disposto a usar o “aparato militar” norte-americano contra o país caso a diplomacia atinja o “seu fim natural”.
“O Presidente tem muitas opções, temos muito aparato militar no momento que o Presidente está disposto a usar”, afirmou JD Vance, que disse que a reunião teve avanços, mas os iranianos parecem ter dificuldade em reconhecer as “linhas vermelhas” dos EUA.
“O nosso principal interesse aqui é que não queremos que o Irão tenha uma arma nuclear. Não queremos uma proliferação nuclear: se o Irão tem uma arma nuclear, há muitos regimes, alguns amigáveis e outros não tão amigáveis, que também teriam armas nucleares depois. E isso seria um desastre para o povo americano, porque teríamos os regimes mais loucos ao redor do mundo com as armas mais perigosas do mundo”, disse, reafirmando que Trump pretende continuar a tentar negociar com o Irão através das ferramentas diplomáticas, até que estas atinjam “o seu fim natural”. “O Presidente tem todas as opções em cima da mesa.”
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Kiev denuncia ataque russo depois de negociações de paz
Kiev denunciou um ataque russo na região de Zaporijia esta quarta-feira, já depois das negociações de paz entre a Ucrânia, a Rússia e os EUA em Genebra.
O ataque com drones russos terá ocorrido às 20h45 locais, 18h45 em Portugal continental, e terá feito até agora um morto. Dois prédios residenciais terão ficado danificados e as autoridades estarão a realizar inspeções em busca de mais possíveis vítimas, avança a Sky News, com base no Serviço de Emergência do Estado.
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Negociações entre Rússia e Ucrânia foram "tensas"
As negociações desta terça-feira em Genebra, Suíça entre a Rússia e a Ucrânia duraram cerca de seis horas e foram “tensas”, de acordo com o reportado pela agência noticiosa russa RIA Novosti.
Nas negociações, estiveram ainda envolvidos os EUA e foi marcada uma nova sessão para esta quarta-feira, 18 de fevereiro.
“As discussões focaram-se em temas práticos e na mecânica de soluções possíveis”, afirmou Rustem Umerov, secretário do Conselho de Defesa e Segurança Nacional ucraniano, ao jornal Kyiv Independent.
Volodymyr Zelensky instou ainda a sua delegação a abordar os ataques russos à Ucrânia durante as negociações. O presidente ucraniano revelou que na véspera, a Rússia lançou 400 drones e mísseis ao território ucraniano. “Claramente demonstra o que a Rússia quer e aquilo em que estão focados.”
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Militares norte-americanos matam onze tripulantes de alegadas narcolanchas no Pacífico e Mar das Caraíbas
O Comando do Sul dos EUA, responsável pelas atividades militares norte-americanas na América Latina e nas Caraíbas, anunciou ter destruído três lanchas a bordo das quais seguiam onze tripulantes, que morreram.
Segundo o jornal El Mundo, já 150 pessoas foram mortas pelas forças militares norte-americanas em mais de 40 ataques desde setembro de 2025.
A nova operação no Pacífico e Mar das Caraíbas foi anunciada numa publicação no X: “Ao fim do dia 16 de fevereiro, sob a direção do comandante General Francis L. Donovan, a equipa Lança do Sul conduziu três ataques cinéticos letais a três navios operados por Organizações Designadas Terroristas. Os Serviços Secretos confirmaram que os navios estavam a transitar ao longo de rotas de narcotráfico conhecidas e que estavam envolvidos em operações de narcotráfico”, lê-se na mesma.
Late on Feb. 16, at the direction of #SOUTHCOM commander Gen. Francis L. Donovan, Joint Task Force Southern Spear conducted three lethal kinetic strikes on three vessels operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed the vessels were transiting along known… pic.twitter.com/mib9XtptSB
— U.S. Southern Command (@Southcom) February 17, 2026
Quatro pessoas morreram a bordo do primeiro navio, quatro no segundo e três no terceiro.
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Representantes de quatro países europeus em Genebra para negociar paz na Ucrânia
Representantes da Alemanha, França, Reino Unido e Itália estão presentes em Genebra, onde negociadores russos, ucranianos e americanos negoceiam uma solução de paz para Ucrânia.
“Estão previstas conversações entre os conselheiros (…) e as delegações ucraniana e americana ao longo do dia, à margem das negociações”, segundo uma fonte governamental italiana.
Do lado francês, “membros da célula diplomática do Eliseu” estão presentes em Genebra, segundo uma fonte próxima das negociações.
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, publicou fotos nas redes sociais das três delegações numa mesa em semicírculo, com os funcionários ucranianos e russos sentados frente a frente.
Today, we are starting another round of negotiations in a trilateral format — Ukraine, the United States, and Russia.
We thank the American side for its engagement and consistent work in the negotiation process. We are grateful to Switzerland for organizing the meeting and… pic.twitter.com/RqfSGXDk88
— Rustem Umerov (@rustem_umerov) February 17, 2026
“A agenda inclui questões de segurança e humanitárias”, disse Umerov, acrescentando que os ucranianos trabalharão “sem expectativas excessivas”.
O enviado do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, e o seu genro, Jared Kushner, sentaram-se à cabeceira da mesa, em frente às bandeiras dos EUA, da Rússia, da Ucrânia e da Suíça.
Também estarão em Genebra chefes militares americanos, russos e ucranianos, que discutirão como a monitorização do cessar-fogo poderia funcionar após qualquer acordo de paz e o que é necessário para implementá-lo, acrescentou.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou para não se esperarem desenvolvimentos no primeiro dia das conversações, uma vez que estas deverão continuar na quarta-feira. Moscovo forneceu poucos detalhes sobre as conversações anteriores.
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Nova ronda negocial entre EUA e Irão termina com ameaças de Khamenei
Irão e os Estados Unidos concluíram esta terça-feira, em Genebra, a segunda sessão de negociações num contexto ainda muito tenso, com o guia supremo iraniano a advertir que o porta-aviões norte-americano presente no Golfo poderá ser afundado.
No momento em que as duas delegações se encontravam na residência de Omã, país mediador das conversações, o ayatollah Ali Khamenei proferiu um discurso virulento, garantindo que a América jamais conseguirá destruir a República Islâmica.
Perante o destacamento no Golfo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, o dirigente, de 86 anos, endureceu o tom. “Um navio de guerra é certamente uma arma perigosa, mas a arma capaz de o afundar é ainda mais perigosa“, afirmou.
O porta-aviões — que transporta cerca de 80 aeronaves — e os navios de escolta encontram-se atualmente a cerca de 700 quilómetros da costa iraniana. Um segundo, o Gerald Ford, deverá juntar-se-lhe, em data ainda incerta.
A declaração de Ali Khamenei surge numa altura em que os Guardas da Revolução, o exército ideológico do país, realizam manobras militares, com contornos de demonstração de força, no estreito de Ormuz, ponto de passagem estratégico para o comércio mundial de petróleo.
Por razões de “segurança”, durante estes exercícios, o estreito será parcialmente encerrado durante “algumas horas”, informou na terça-feira a televisão estatal iraniana.
O Irão e os Estados Unidos tinham retomado o diálogo a 06 deste mês, em Mascate, capital de Omã, após uma escalada de ameaças de parte a parte. Desta vez, reuniram-se na residência do embaixador de Omã em Cologny, comuna vizinha de Genebra, para cerca de três horas e meia de conversações por troca de mensagens, segundo os meios de comunicação iranianos.
Chegada durante a manhã, a delegação norte-americana deixou o local cerca das 12:45 de Lisboa, seguida pouco depois pela iraniana, segundo reportou a AFP. As delegações foram chefiadas, de um lado, pelo emissário Steve Witkoff e pelo genro de Donald Trump, Jared Kushner, e, do outro, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.
Nada foi adiantando sobre as negociações realizadas à porta fechada, mas o Irão tinha saudado na segunda-feira as conversas anteriores em Mascate. À luz dessas primeiras discussões, sublinhou segunda-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, “pode-se concluir, com prudência, que a posição norte-americana sobre a questão nuclear iraniana se tornou mais realista”.
Esta terça-feira, Baqaei recordou que, para Teerão, qualquer acordo com Washington deve ser acompanhado de um levantamento das sanções, dois elementos “indissociáveis”.
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Irão fecha parcial e temporariamente estreito de Ormuz por motivos de segurança
O Irão vai fechar parcialmente durante algumas horas o estratégico estreito de Ormuz por razões de “segurança”, no decurso dos exercícios militares em curso, anunciou hoje a televisão estatal iraniana.
“Algumas partes do estreito serão fechadas, de forma a respeitar os princípios de segurança e de navegação”, declarou um jornalista da televisão estatal iraniana, em reportagem junto ao local dos exercícios lançados na segunda-feira pelos Guardiões da Revolução, o exército ideológico da República Islâmica.
O jornalista acrescentou que esta interdição deverá durar “algumas horas”.
As manobras, cuja duração não foi especificada, têm como objetivo preparar os Guardiões “para ameaças de segurança e militares potenciais”, segundo a televisão, numa altura em que os Estados Unidos destacaram uma considerável força naval no Golfo Pérsico.
Os exercícios realizam-se no mesmo dia em que o Irão e os Estados Unidos iniciaram, perto de Genebra, uma segunda ronda de negociações, sob mediação do sultanato de Omã.
Responsáveis iranianos ameaçaram várias vezes bloquear o estreito de Ormuz, especialmente em períodos de tensão com os Estados Unidos, mas o canal nunca chegou a ser fechado.
Por este estreito transita cerca de um quarto da produção mundial de petróleo transportado por via marítima e um quinto do gás natural liquefeito (GNL), segundo a Agência Internacional de Energia.
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"Rússia explode com a mesa de negociações"
Bernardo Valente, especialista em relações internacionais, acredita que a Rússia vai continuar a lançar ataques contra a Ucrânia com o objetivo de fragilizar Kiev na mesa negocial. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
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Líder iraniano critica posição negocial dos EUA e desvaloriza ameaças de Trump
O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, criticou hoje a postura dos EUA nas negociações entre os dois países sobre o programa nuclear iraniano e garantiu que o Presidente norte-americano, Donald Trump, não conseguirá destruir a República Islâmica.
“[Os Estados Unidos] dizem: ‘Vamos negociar sobre a vossa energia nuclear e que o resultado da negociação seja que vocês não tenham essa energia’”, afirmou o ayatollah Khamenei num encontro em Teerão com representantes da província do Azerbaijão Oriental.
“Se realmente deve haver uma negociação, porque nem sempre há espaço para tal, determinar previamente o resultado da negociação é um ato incorreto e estúpido”, declarou.
O Irão e os Estados Unidos realizam hoje, em Genebra, a segunda ronda de negociações nucleares, num contexto marcado por ameaças militares de Washington, que destacou um porta-aviões para o Golfo Pérsico e ordenou o envio de outro para pressionar Teerão.
Khamenei referiu-se a essas ameaças e afirmou que Trump, com advertências e ao dizer o que o Irão pode ou não fazer, procura “dominar o povo iraniano”, mas garantiu que não conseguirá destruir a República Islâmica.
“O Presidente dos Estados Unidos disse que passaram 47 anos [sobre a revolução de 1979, liderada pelo ayatollah Ruhollah Khomeini] e ainda não conseguiram destruir a República Islâmica. Esta é uma boa confissão. Eu digo: também tu não serás capaz de o fazer”, afirmou.
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Países árabes e islâmicos consideram grave medidas de Israel na Cisjordânia
Oito países árabes e islâmicos rejeitaram hoje por unanimidade as recentes medidas de Israel na Cisjordânia ocupada, em especial o registo de terras ou a sua designação como “terras estatais”, que classificaram como uma “escalada grave”.
Num comunicado conjunto, os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Indonésia, Paquistão, Egito e Turquia consideraram que as medidas “visam impor um novo estatuto legal e administrativo para consolidar o controlo [israelita] dos territórios [palestinianos] ocupados”.
“Também têm como objetivo minar a solução de dois Estados, destruir as perspetivas de estabelecer um Estado palestiniano independente e viável e pôr em perigo as oportunidades de alcançar uma paz justa e abrangente na região”, lamentam.
Os chefes da diplomacia dos oito países advertiram igualmente no comunicado que “rejeitam de forma categórica todas as medidas unilaterais que visem alterar o estatuto legal, demográfico e histórico das terras palestinianas ocupadas”, uma vez que “representam uma escalada grave que aumentaria a tensão e a instabilidade”.
Segundo o Ministério da Justiça israelita, o objetivo da medida, aprovada no domingo, é “o registo de vastas áreas” na Cisjordânia em nome do Estado de Israel.
Israel ocupou a Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, juntamente com outros territórios árabes, como o planalto sírio dos Montes Golã e a península egípcia do Sinai, embora esta última tenha sido devolvida ao Egito após a guerra de 1973 e após os acordos de paz entre o país norte-africano e Israel (1979).
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Zelensky denuncia “ataque maciço” da Rússia sobre setor energético
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou hoje um “ataque maciço” perpetrado pelo Exército russo contra várias zonas do país, no qual foram utilizados mais de 25 mísseis e cerca de 400 drones, segundo as autoridades ucranianas.
Os ataques ocorrem a precisamente uma semana que quarto aniversário do início da invasão lançada em 24 de fevereiro de 2022.
“Foi um ataque combinado, deliberadamente calculado para causar o maior dano possível ao nosso setor energético”, afirmou Zelensky numa mensagem divulgada nas redes sociais, em que indicou que “as operações de resgate e de reparação continuam em muitas regiões” após o ataque, sobre o qual Moscovo não se pronunciou.
“No total, 12 regiões foram atacadas e, infelizmente, foram registados nove feridos, incluindo crianças. Mais de dez edifícios residenciais e infraestruturas ferroviárias ficaram danificados”, disse Zelensky, salientando que “dezenas de milhares de pessoas ficaram sem aquecimento nem água” em Odessa.
O chefe de Estado ucraniano insistiu que “os parceiros devem responder a todos estes ataques contra a vida”.
“A Rússia deve ser responsabilizada pela sua agressão. A nossa diplomacia será mais eficaz se houver justiça e força”, destacou, antes de apelar à imposição de sanções e a “apoio rápido” ao Exército ucraniano, em especial no domínio da defesa aérea.
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Trump ameaça Irão com “as consequências de não se chegar a um acordo”
O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou o Irão, sublinhando “as consequências de não se chegar a um acordo”, antes de uma segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão.
“Participarei nessas discussões, indiretamente, e serão muito importantes. Veremos o que pode acontecer. O Irão é um negociador difícil”, disse na segunda-feira o líder norte-americano aos jornalistas.
A bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, Trump expressou ainda esperança de que ambas as nações cheguem a um acordo, “em vez de enviar” bombardeiros B-2 dos EUA “para destruir o seu potencial nuclear”.
“Espero que sejam mais razoáveis. Querem fechar um acordo… Não creio que queiram assumir a responsabilidade pelas consequências de não se chegar a um acordo”, disse o republicano, referindo-se às autoridades iranianas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, já se encontra na cidade suíça de Genebra, enquanto a delegação norte-americana é chefiada por Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.
A reunião terá lugar na embaixada de Omã, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, a servir de intermediário.
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Rússia ataca várias regiões da Ucrânia com mísseis antes do início de negociações
As forças armadas da Rússia lançaram hoje um novo ataque contra várias regiões da Ucrânia, utilizando mais mísseis e drones que o habitual, disse Kiev, horas antes de uma nova ronda de conversações.
A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou sobre mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.
Paralelamente, os russos lançaram também vários grupos de drones, num ataque que se prolongou durante a madrugada.
A Rússia atacou também a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, causando danos em infraestruturas não especificadas e num edifício civil, além de ferir duas pessoas.
As autoridades ucranianas ainda não divulgaram informações sobre os danos provocados pelo ataque de mísseis e drones de hoje.
Também hoje, o Ministério da Defesa russo disse no Telegram ter destruído mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov.
“Este foi um dos ataques mais longos dos últimos tempos”, disse Mikhail Razvozhayev, governador de Sebastopol, uma importante cidade portuária da Crimeia, anexada em 2014.
“No total, mais de 24 drones foram abatidos” nos arredores de Sebastopol, acrescentou, dando conta de vários feridos, incluindo uma criança.
Na região de Krasnodar (sul da Ucrânia), onde 18 drones foram neutralizados, segundo o Ministério da Defesa, o ataque teve como alvo uma refinaria de petróleo e danificou um tanque de armazenamento de petróleo, informaram os serviços de emergência locais em comunicado.
Um incêndio deflagrou na refinaria, abrangendo uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, após o ataque de um drone, e 72 bombeiros foram enviados para o local para combater as chamas, segundo a mesma fonte.
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Trump diz à Ucrânia que quer acordo rápido antes de negociações com Rússia
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Ucrânia precisa de chegar a um acordo rápido, enquanto negociadores russos, ucranianos e norte-americanos se preparavam para iniciar hoje uma nova ronda de conversações.
“A Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente”, disse o líder norte-americano aos jornalistas a bordo do avião presidencial, na segunda-feira, durante um voo para Washington.
A declaração de Trump surgiu horas antes do início da reunião tripartida, na cidade de Genebra, na Suíça, poderá discutir a cedência de território ou pelo menos um congelamento das linhas da frente.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, alertou na segunda-feira que “as questões” que ainda precisam de ser resolvidas são “vastas” e que “ninguém se arriscará a prever” o resultado das discussões.
Ryabkov reiterou o desejo de Moscovo de obter não apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua “a resolução das questões que estão na origem deste conflito”.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, alegando, entre outros motivos, que a ambição da Ucrânia de aderir à NATO ameaçava a segurança nacional russa.
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Bom dia.
Neste liveblog vamos acompanhar as notícias sobre a atualidade internacional, desde a Venezuela à Ucrânia. Pode recordar tudo o que se passou na segunda-feira através deste link.