Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • No contexto de ataques israelitas a líderes do Hamas em Doha, o presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou que Israel não voltará a atacar o Qatar, elogiando o país como um aliado significativo dos Estados Unidos. Contudo, surgiram alegações de que Trump teria sido avisado antecipadamente do ataque, o que contradiz a versão oficial da Casa Branca, que afirma ter sido informada apenas após o lançamento dos mísseis.
    • Os ataques de Israel a Gaza intensificaram-se significativamente esta noite, resultando em deslocações maciças, com mais de 320.000 palestinianos já a terem abandonado a Cidade de Gaza. Estima-se que 20.000 pessoas tenham fugido na última noite à medida que as Forças de Defesa de Israel prosseguem uma operação militar contra o território palestiniano.
    • No âmbito diplomático, a crescente tensão manifestou-se na reação de várias nações. O Conselho de Cooperação do Golfo condenou o ataque ao Qatar e acionará mecanismos de defesa conjunta em solidariedade com o país. Paralelamente, dirigentes da Indonésia e da Turquia expressaram fortes críticas a Israel, sublinhando a necessidade de ações concretas contra as ofensivas israelitas.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em resposta às críticas internacionais e à complexa rede de alianças envolvidas, reconheceu que o estado de isolamento económico que Israel enfrenta exige uma maior autossuficiência. Contudo, foi duramente criticado pela oposição de Israel, que acusa o atual governo de conduzir uma política errada que isola ainda mais o país.

  • Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos no Médio Oriente, com foco para a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, neste novo artigo em direto.

    “Ficarei encantado por receber o primeiro-ministro Netanyahu”, diz Guterres

  • Trump garante que Israel "não vai voltar a atacar o Qatar", que "tem sido um aliado muito bom"

    Numa ronda com a imprensa decorrida na Sala Oval, o presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu que Israel não voltará a atacar o Qatar novamente após o ataque da semana passada contra líderes do Hamas em Doha.

    Questionado se o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu lhe tinha dado alguma garantia nesse sentido, Trump respondeu simplesmente “ele não atacará o Qatar”, que “tem sido um aliado muito bom, e muitas pessoas não sabem disso”.

    Trump também aproveitou para negar os relatos feitos na reportagem da Axios, que aponta que Netanyahu avisou-o sobre o ataque em Doha com antecedência e com tempo suficiente para que os EUA ordenassem que fosse cancelado. O líder norte-americano negou tal ocorrência, mantendo a sua versão de que só foi alertado sobre o ataque na semana passada quando já era tarde demais para revertê-lo.

  • Netanyahu terá avisado Trump de que ia atacar encontro em Doha e o Presidente dos EUA "não disse que não". Telavive nega

    O meio de comunicação norte-americano Axios adianta esta segunda-feira que, afinal, o ataque israelita aos líderes do Hamas em Doha, no Qatar, terá ocorrido com a aprovação tácita dos EUA.

    O Axios cita sete funcionários israelitas — três dos quais com conhecimento direto deste dossier — que contradizem a versão dos acontecimentos por parte da Casa Branca, que defende que os EUA só foram avisados após o lançamento dos mísseis.

    Pelo contrário, Netanyahu terá avisado Trump 50 minutos antes do ataque, dando-lhe tempo para ordenar Israel a cancelar o ataque.

    “Trump sabia do ataque antes do lançamento dos mísseis. Primeiro, houve uma discussão a nível político entre Netanyahu e Trump e, depois, por meio de canais militares. Trump não disse que não”, confirma um dos funcionários ao Axios. Um outro adianta que “se Trump quisesse impedi-lo, poderia tê-lo feito, mas, na prática, ele não o fez”.

    O ataque realizado em Doha foi incómodo para Washington já que o Qatar é um aliado dos EUA. Por essa razão, não só a Casa Branca tem negado ter obtido conhecimento atempado que permitisse ordenar o cancelamento do ataque, como — adiantam os funcionários entrevistados — Israel tem corroborado esta versão para proteger a relação com os aliados norte-americanos.

    Um sinal disso mesmo é a reação por parte do gabinete de Netanyahu a esta notícia, que recorreu à rede social X para afirmar que “a versão dos acontecimentos apresentada pela Casa Branca está correta”, negando assim os depoimentos dos funcionários israelitas sob anonimato.

    “A ação de Israel contra os líderes do Hamas em Doha foi uma operação totalmente independente. Israel a iniciou, executou e assume total responsabilidade por ela”, aponta.

    Segundo a versão da Casa Branca, Trump foi informado do ataque não por Netanyahu, mas pelas Forças Armadas dos EUA, e , ao saber do que se passava, terá ordenado o seu enviado especial Steve Witkoff a avisar o Qatar. Inclusive, foi apontado que as Forças Armadas dos EUA, ao avistar jatos israelitas no ar, solicitaram uma explicação a Israel, que só chegou depois dos mísseis balísticos terem sido enviados em direção ao complexo do Hamas em Doha.

  • Governo britânico barra inscrição de israelitas em academia de estudos militares. Governo de Israel critica "deslealdade" e "discriminação"

    Governo decidiu “interromper a participação futura israelita” numa reputada instituição do Ministério da Defesa britânico. “Querem silenciar as vozes israelitas”, reagiu Telavive.

    Governo britânico barra inscrição de israelitas em academia de estudos militares. Governo de Israel critica “deslealdade” e “discriminação”

  • Trump deixa aviso ao Hamas: se usarem escudos humanos, "fica tudo em aberto". Netanyahu agradece apoio

    Recorrendo à sua rede social Truth Social, Donald Trump deixou um aviso ao Hamas, a propósito dos rumores de que o grupo islamista radical “transferiu os reféns para um local acima do solo para usá-los como escudos humanos contra a ofensiva terrestre de Israel”.

    “Espero que os líderes do Hamas saibam no que se estão a meter se fizerem tal coisa. Trata-se de uma atrocidade humana, como poucas pessoas já viram antes. Não deixem isso acontecer ou fica tudo bem aberto. Libertem todos os reféns agora!”, terminou.

    Em reação, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deixou uma nota de agradecimento nas redes sociais a Trump.

    “Obrigado, presidente Trump, pelo seu apoio incondicional à batalha de Israel contra o Hamas e à libertação de todos os nossos reféns”, lê-se.

  • Israel intensifica ataques na Cidade de Gaza durante a noite

    De acordo com a Autoridade de Radiodifusão de Israel, citada pela Al Jazeera, o exército israelita lançou uma série de ataques violentos contra a Cidade de Gaza — informação respaldada pelo canal israelita Walla, que cita o estado-maior do exército israelita a afirmar que se trata de “uma operação intensiva com poder de fogo variado em Gaza, e isto é apenas o começo”.

    O Haaretz também reporta que milhares de pessoas começaram a fugir da cidade de Gaza devido aos ataques das Forças de Defesa de Israel, inclusive por meio de aviões de guerra, artilharia e drones.

  • Flotilha acusa Israel de usar espaço aéreo da UE em ataques a barcos

    A Flotilha Global Sumud acusou hoje Israel de ter utilizado o espaço aéreo da União Europeia (UE), sobrevoando territórios soberanos de Itália e Malta, para transportar meios destinados a ataques contra embarcações que tentam chegar a Gaza.

    Em comunicado, os organizadores afirmam ter provas de que Israel transportou material militar para Malta e Sicília, com o objetivo de “ameaçar a navegação” das embarcações humanitárias que pretendem romper o bloqueio à Faixa de Gaza.

    Segundo a flotilha, os últimos ataques ocorreram a 9 e 10 de setembro, quando duas embarcações estavam atracadas no porto tunisino de Sidi Bou Said, a cerca de 20 quilómetros de Tunes.

    O grupo sustenta que os ataques visaram “participantes civis pacíficos” e configuram violações da soberania tunisina, incluindo o espaço aéreo.

    A organização sublinha que as operações “não foram possíveis sem o pleno conhecimento de dois países europeus soberanos” e acusa ainda os Estados Unidos de terem colaborado com Israel.

    De acordo com a flotilha, “este nível de impunidade na violação de todos os tratados internacionais só é possível porque Israel recebeu carta branca durante muito tempo, com a passividade de alguns países e a cumplicidade de outros”.

  • União Ciclista Internacional condena cancelamento da última etapa à Volta a Espanha e critica Governo espanhol

    A União Ciclista Internacional (UCI) emitiu, esta segunda-feira, um comunicado no qual manifesta “total desaprovação e profunda preocupação” pelas manifestações pró-Palestina que levaram ao cancelamento da última etapa da Volta a Espanha em Madrid. A organização considera, segundo o El Mundo, que os protestos representam “uma grave violação da Carta Olímpica e dos princípios fundamentais do desporto”.

    A UCI criticou também a atuação do Governo espanhol, acusando-o de “instrumentalizar o desporto com fins políticos”. Tal situação “coloca em causa a capacidade de Espanha para acolher grandes eventos desportivos internacionais”.

    No documento, a organização denuncia, também, que a corrida foi perturbada por incidentes diários que resultaram em quedas e desistências. Ainda assim, elogiou a resposta da organização da Volta, destacando o “profissionalismos exemplar” com que lidou com a crise.

    A entidade mostrou-se, ainda, crítica em relação às declarações do presidente do Governo, Pedro Sánchez, lamentando que tenha demonstrado simpatia pelos manifestantes. “O desporto deve ser autónomo e servir a paz, nunca dividir“, conclui o comunicado.

  • Diretor da Volta a Espanha não cancelou a etapa final porque confiou na segurança definida pelo Governo espanhol

    A 90.ª edição da Volta a Espanha terminou este domingo sem cerimónia de pódio nem vencedor oficial, após fortes protestos contra a participação da equipa Israel-Premier Tech. As manifestações, que juntaram cerca de 100 mil pessoas em Madrid, tornaram impossível a celebração da última etapa, que foi interrompida a 43 quilómetros da meta.

    Boicote a equipa israelita e “apelo” de Sánchez. Como manifestantes pró-Palestina cancelaram a última etapa da Volta a Espanha

    O diretor da prova, Javier Guillén, explicou esta segunda-feira que a organização nunca ponderou cancelar a etapa final e que confiou no Governo. “Tivemos reuniões com a delegação do Governo e consideramos que os cordões de segurança decretados eram suficientes. As regras de participação são estabelecidas pela União Ciclista Internacional (UCI) e nós limitámo-nos a cumpri-las”, afirmou ao El País, lembrando que uma decisão contrária poderia trazer graves consequências legais e económicas para a corrida.

    As críticas focaram-se na presença da equipa israelita, financiada pelo empresário Sylvan Adams, conhecido pelo apoio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e à ofensiva em Gaza. A UCI já tinha decidido manter a formação em competição, apesar das pressões e da contestação popular.

    Guillén lamentou, ainda, os incidentes e pediu respeito tanto pelas manifestações como pela própria corrida e pelos ciclistas. “Quando se pede para boicotar e o boicote acontece, todos sofremos as consequências”, disse.

  • Conselho de Cooperação do Golfo vai "ativar mecanismos de defesa conjunta" após ataque israelita ao Qatar

    O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) anunciou, esta segunda-feira, que irá ativar “mecanismos de defesa conjunta”, após ter condenado “veementemente o ataque israelita e a violação flagrante da soberania” do Qatar.

    “O Conselho Supremo afirmou a total solidariedade dos Estados do CCG com o Qatar em todas as medidas que o país tomar para enfrentar este ataque, salientando que a segurança dos Estados do CCG é indivisível e que qualquer ataque a um é um ataque a todos, em conformidade com a Carta do CCG e o Acordo de Defesa Conjunta”, afirmou num comunicado, citado pela Al Jazeera e emitido após a realização da cimeira árabe-islâmica, em Doha.

    O Comando Militar Unificado do CCG será, deste modo, instruído “a tomar as medidas executivas necessárias para ativar os mecanismos de defesa conjunta e as capacidades de dissuasão do Golfo”.

    O ataque de Israel, segundo o CCG, “impede os esforços intensivos realizados pelo Qatar na mediação de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros e o alívio do sofrimento do irmão povo palestiniano”.

    O Conselho de Cooperação do Golfo é uma organização de integração económica que reúne seis estados do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Omã.

  • Lapid diz que a única solução para Israel voltar a ser um país bem-sucedido é "mudar o Governo"

    O líder da oposição israelita, Yair Lapid, comentou as declarações de Netanyahu — de que Israel está a entrar numa “espécie de isolamento”—, considerando que a única solução para mudar o rumo do país é mudar de Governo.

    Numa publicação na rede social X, Lapid afirmou que “o isolamento não é um decreto do destino”, acrescentando que não irá permitir que “Israel seja destruído”.

    “A única solução é mudar o Governo. Israel pode voltar a ser bem-sucedido, amado, com uma economia próspera de primeiro mundo”, sublinhou Lapid.

  • Indonésia diz que ataque ao Qatar é uma "consequência trágica" da impunidade de Israel

    O vice-presidente da Indonésia, Gibran Rakabuming Raka, condenou esta segunda-feira os ataques israelitas contra o Qatar, que classificou como “uma consequência trágica da impunidade de Israel”, escreve a Al Jazeera.

    Segundo Raka, “a questão palestiniana não é apenas sobre a Palestina. É sobre a sobrevivência das nossas nações, a dignidade dos nossos povos e a santidade do direito internacional”.

    Durante a cimeira árabe-islâmica, o vice-presidente da Indonésia expressou, ainda, solidariedade com o Qatar, sublinhando que a cimeira “não deve apenas emitir uma condenação coletiva contra Israel, mas também instar o Conselho de Segurança das Nações Unidas a cumprir o seu mandato, tomando medidas firmes e urgentes para garantir a responsabilização [de Israel] e evitar novas violações”.

  • Ataques israelitas em Gaza fizeram 50 mortos esta segunda-feira

    Desde o amanhecer, morreram na Faixa de Gaza pelo menos 50 palestinianos, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave, administrado pelo Hamas.

    O número de mortos inclui dez pessoas que procuravam ajuda humanitária no centro e no sul de Gaza.

  • Malásia defende "medidas severas e punitivas" contra Israel

    O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, disse esta segunda-feira , segundo a Al Jazeera, que “as condenações [a Israel] não vão parar os mísseis” e que “as declarações não vão libertar a Palestina”, defendendo, por isso a suspensão de relações diplomáticas com Israel.

    “As condenações não vão parar os mísseis. As declarações não vão libertar a Palestina. É preciso tomar medidas severas e punitivas. Os compromissos diplomáticos têm de cessar, assim como as relações com Israel”, sublinhou Ibrahim.

  • Abbas pede resposta árabe “firme” aos “crimes” de Israel

    O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, apelou esta segunda-feira a “uma resposta árabe firme” face aos “crimes” de Israel, pedindo também à comunidade internacional que “assuma a sua responsabilidade” e “responsabilize Israel pelas agressões repetidas contra os nossos países e povos”, noticia a Al Jazeera.

    Enquanto discursava na cimeira árabe-islâmica, Abbas defendeu o fim da guerra em Gaza, a criação de um Estado palestiniano baseado nas fronteiras de 1967 e afirmou que “o Governo israelita da extrema-direita radical não pode ser um parceiro para a paz e segurança na região”.

  • Erdogan acusa Israel de “arrastar a região para o caos"

    O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou esta segunda-feira, durante a cimeira árabe-islâmica, que existe “uma mentalidade gananciosa e sanguinária entre os responsáveis israelitas”.

    Segundo a Al Jazeera, o líder turco sublinhou que “a escalada da agressão israelita representa uma ameaça direta para a região” e acusou o Governo de Benjamin Netanyahu de querer “continuar os massacres contra o povo palestiniano e arrastar a região para o caos”.

    Erdogan defendeu, ainda, “pressão económica sobre Israel” e garantiu: “Não podemos aceitar o deslocamento do povo palestiniano, o seu genocídio ou partilha”.

  • Países árabes devem "agir em conjunto" contra Israel, diz Presidente do Irão

    O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou esta segunda-feira, durante a cimeira árabe-islâmica, que os países árabes devem “procurar meios para se oporem” aos ataques israelitas no Qatar e no Irão, relata a Al Jazeera.

    Pezeshkian sublinhou que o ataque de Israel a Doha não foi “impulsivo”, mas sim parte das políticas das forças israelitas e da “impunidade de que têm gozado”.

    “Nos últimos dois anos, Gaza e os palestinianos têm sofrido muito e, neste momento, Gaza continua a ser alvo de ataques israelitas”, afirmou o Presidente do Irão, acrescentando: “Devemos agir em conjunto para nos opormos ao comportamento de Israel, porque Israel violou a soberania de vários Estados árabes e muçulmanos sob o falso pretexto da autodefesa”.

    A reunião, convocada pelo Qatar, pela Liga Árabe e pela Organização para a Cooperação Islâmica, reúne mais de 50 chefes de Estado e altos dirigentes.

  • Emir do Qatar acusa Israel de tentar tornar Gaza "inabitável" para "deslocar a sua população"

    O Emir do Qatar, Tamim Bin Hamad Al Thani, acusou Israel e Benjamin Netanyahu de estar a querer tornar “inabitável” a Faixa de Gaza “de forma a deslocar a sua população”.

    “Se Israel tivesse aceite a Iniciativa de Paz Árabe, teria poupado a si próprio e à região inúmeros sofrimentos. No entanto, recusa-se a fazer a paz com aqueles que o rodeiam e, além disso, impõe-lhes o seu poder”, criticou Tamim bin Hamad al-Thani durante a abertura da cimeira de emergência de líderes árabes e Islâmicos na capital qatari.

    O Emir questionou: “Se Israel quer assassinar a liderança política do Hamas, então por que negocia com ele?”. “E se quer negociar a libertação dos reféns, porquê assassinar todos os que podem fazê-lo?”, continuou.

    O Emir alegou ainda que Netanyahu “quer, verdadeiramente, que Israel intervenha onde e quando deseja”, assim como “sonha que a região se transforme numa esfera de influência israelita”.

    Segundo o líder do Qatar, com estas ações, o Governo israelita demonstra que “quer fazer com que as negociações falhem”, ao mesmo tempo que assinalou que “não é verdade que a sua prioridade seja libertar os seus reféns, mas tornar Gaza num lugar inabitável”.

    Com Lusa

  • Reconhecimento da Palestina sem obstáculos, novidades na próxima semana, diz ministro dos Negócios Estrangeiros

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou hoje, em Londres, não ter identificado qualquer obstáculo ao reconhecimento por Portugal da Palestina como Estado e prometeu novidades para a próxima semana.

    “Neste momento está concluído o processo de audição dos grupos parlamentares na Assembleia da República. Terei ainda que falar mais uma vez, eu e o senhor primeiro-ministro, com o senhor Presidente da República”, afirmou hoje, após um encontro com a homóloga britânica, Yvette Cooper.

    Rangel adiantou que “até agora não há nenhum facto que vá interferir nesse caminho para o reconhecimento”, referindo que “o processo está em andamento e terá desenvolvimentos para a semana”.

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