Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que acompanhou a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia na última quarta-feira.

    Continue a seguir-nos na seguinte ligação:

    Ucrânia terá tentado usar drones para atacar Moscovo e São Petersburgo

  • O que aconteceu até agora

    • A União Europeia voltou a falhar a aprovação de um novo pacote de sanções à Rússia. A Eslováquia terá vetado novamente as sanções numa reunião de embaixadores na UE, sendo que desta vez também a Malta se terá oposto ao novo pacote.
    • O parlamento ucraniano aprovou uma lei que permite que pessoas acima dos 60 anos servir nas forças armadas ucranianas, caso a saúde permita e os militares aceitem. Estas pessoas serviriam num regime de contrato de um ano que pode ser estendido.
    • O Parlamento ucraniano aprovou também a demissão do primeiro-ministro Denys Shmyhal, abrindo caminho à queda do Governo e a uma profunda remodelação ministerial. A decisão vem confirmar o anúncio do Presidente Volodymyr Zelensky, que já indicou a primeira vice-primeira-ministra e ministra da Economia, Yuliia Svyrydenko, para a substituição de Shmyhal, que estava há cerca de cinco anos à frente do executivo ucraniano e passa agora a liderar o Ministério da Defesa.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou a sua convicção de que uma demonstração de força obrigaria Vladimir Putin a negociar. Zelensky enfatizou a necessidade de sanções e armamento poderoso para atingir a paz, referindo que a Rússia só entende a linguagem da força. Recordou ainda um pacote de dissuasão que procurou adquirir dos EUA no passado, mas que não se concretizou.
    • Dois dias depois de ter anunciado um prazo de 50 dias para Moscovo chegar a um cessar-fogo com Kiev, Donald Trump garantiu que os primeiros sistemas de defesa Patriot já começaram a ser enviados para a Ucrânia, na sequência do acordo feito com a NATO para a compra de armamento norte-americano para o arsenal da Aliança.
    • Países como França e Itália decidiram não participar na compra de armas norte-americanas para enviar para a Ucrânia, mesmo após um acordo estabelecido entre a NATO e os EUA. Alegando limitações fiscais e dando prioridade a sistemas tecnológicos próprios, como o SAMP/T, produzido em conjunto por Roma e Paris e já fornecido a Kiev, estas nações afirmam que não é uma ausência de apoio à Ucrânia, mas sim uma escolha por alternativas diferentes.

  • Um morto num ataque ucraniano à cidade russa de Belgorod, segundo o governador

    Uma pessoa morreu num ataque ucraniano com drones à cidade russa de Belgorod, informou o governador regional Vyacheslav Gladkov, citado pela Reuters.

    Segundo o governador, o ataque causou ainda seis feridos na cidade russa, tendo os ferimentos sido causados por estilhaços.

  • Rússia bombardeou centro de cidade na região de Donetsk. Há dois mortos e 22 feridos

    A Rússia fez um ataque aéreo ao centro da cidade de Dobropillia, na região de Donetsk, que matou duas pessoas e causou 22 feridos, informou o governador ucraniano da região, Vadym Filashkin, no Telegram.

    “Os russos voltaram a atacar deliberadamente um local sempre muito movimentado: um centro comercial no centro da cidade. Desta vez, utilizaram uma bomba aérea de 500kg”, escreveu o governador noutra publicação.

  • Comissão propõe 100 mil milhões de euros para Ucrânia no novo enquadramento orçamental para os próximos sete anos

    A Comissão Europeia vai propor a alocação de 100 mil milhões do novo enquadramento orçamental da UE para o período 2028-2034, anunciou a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.

    “Estamos a reservar 100 mil milhões de euros para a Ucrânia… para reabastecer o Mecanismo para a Ucrânia para apoiar a recuperação, a resiliência e o seu caminho para a adesão à UE”, afirmou Von der Leyen, citada pelo Ukrinform.

  • Ex primeiro-ministro Denis Shmyhal nomeado ministro da Defesa

    O agora ex-primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmyhal, foi nomeado novo ministro da Defesa da Ucrânia, anunciou o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no Telegram.

    A nomeação acontece depois da demissão desta quarta-feira de Shmyhal à presidência do governo e número dois na governação da Ucrânia

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia diz que uma paz justa implica pressão na Rússia, não na Ucrânia

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiha, repudiou as palavras do Kremlin de que Kiev tem de ser pressionado a ir à mesa de negociações, mas sim a Rússia.

    Para Syibiha, as declarações do porta-voz Dmitry Peskov são “uma mentira total, uma manipulação e uma distorção dos factos”.

    “Congratulamo-nos com todas as iniciativas de paz do Presidente Trump, dos Estados Unidos e dos nossos aliados europeus que visam utilizar todos os instrumentos diplomáticos para travar a agressão russa e alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia”, acrescentou, citado pelo Ukrinform.

  • UE falhou novamente a aprovação de mais um pacote de sanções à Rússia

    A União Europeia voltou a falhar a aprovação de um novo pacote de sanções à Rússia, informa a Reuters, citando quatro diplomatas europeus.

    A Eslováquia terá vetado novamente as sanções numa reunião de embaixadores na UE. Segundo dois diplomatas contactados pela agência e citados pela Sky News, Malta também se terá oposto desta vez ao pacote.

  • Parlamento ucraniano aprova possibilidade de maiores de 60 anos sirvam nas forças ucranianas

    O parlamento ucraniano aprovou uma lei que permite que pessoas acima dos 60 anos sirvam nas forças armadas ucranianas, caso a saúde permita e os militares aceitem, informa o Ukrinform.

    Estas pessoas serviriam num regime de contrato de um ano, que pode ser estendido, lê-se na notícia.

  • Autarca de cidade da Letónia foi ferido na Ucrânia por ataques russos

    Egils Helmanis, autarca da cidade de Ogre, na Letónia, foi ferido por ataques russos na Ucrânia, informou o site noticioso letão Delfi, citando o assessor autárquico Patriks Griva.

    O autarca estava numa viagem institucional pelo país, onde foi distribuir ajuda humanitária, contou o assessor, que não esclareceu onde ocorreu o ataque.

    “O número exato de veículos e o destino na Ucrânia só podem ser revelados depois que a carga chegar ao seu destino. Isso é necessário para que a informação não chegue ao inimigo”, acrescentou.

  • Parlamento ucraniano aprova demissão do primeiro-ministro Denys Shmyhal

    O Parlamento ucraniano aprovou esta quarta-feira a demissão do primeiro-ministro Denys Shmyhal, abrindo caminho à queda do Governo e a uma profunda remodelação ministerial, adiantou o jornal Kyiv Independent.

    A decisão dos deputados ucranianos vem confirmar o anúncio do Presidente, Volodymyr Zelensky, que já indicou a primeira vice-primeira-ministra e ministra da Economia, Yuliia Svyrydenko, para a substituição de Shmyhal, que estava há cerca de cinco anos à frente do executivo ucraniano.

    “Propus que Yuliia Svyrydenko liderasse o Governo da Ucrânia e renovasse significativamente o seu trabalho”, disse Zelensky na segunda-feira, sem dar mais explicações sobre esta decisão.

  • Despedimentos no Departamento de Estado dos EUA afetam analistas especializados na guerra entre Rússia e Ucrânia

    Num plano concebido para “otimizar” a redução de “ideologia radical” dentro do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio autorizou a demissão de cerca de 1.350 funcionários na passada sexta-feira, avança o New York Times. Entre estes estão também vários analistas especializados no conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

    O mais afetado foi o Bureau of Intelligence and Research (INR), que se especializa na análise dos eventos mundiais para “ajudar a guiar a diplomacia” norte-americana, escreve o jornal, referindo que esta série de layoffs representa uma grande perda de especialistas no tema, ao mesmo tempo que Donald Trump aumenta os esforços para por termo à guerra no leste da Europa.

    O Departamento de Estado não confirmou ao New York Times uma razão específica para a recente reorganização, mas o porta-voz reforça que estas alterações permitiriam uma “agência mais simples, mais eficiente e mais ágil, sem comprometer as suas funções essenciais, e que quaisquer afirmações em contrário eram ataques políticos sem fundamento”.

  • Zelensky: "Uma demonstração de força obriga Putin a sentar-se à mesa das negociações"

    “Gostaria mesmo que fôssemos fortes”. Em entrevista ao Newsmax, Volodymyr Zelensky revela acreditar que “uma demonstração de força obrigaria Putin a sentar-se à mesa das negociações”.

    Ainda assim, refere que “não é um facto” que essa força terá de ser utilizada, mas indica que “se a Rússia souber da sua existência, então passa a ser um argumento forte para acabar com a guerra”, cita a agência Interfax.

    “Lembro-me que tínhamos um pacote de dissuasão poderoso antes de o Presidente Trump se tornar presidente. Eu queria que os Estados Unidos nos vendessem esse pacote. Mas isso acabou por não ser feito”, recorda o Chefe de Estado ucraniano. Alegando que a Rússia “só entende força”, Zelensky sublinha que “apenas com sanções e armas fortes” é que podem atingir a paz.

  • Itália também não deverá comprar armas aos EUA para enviar para a Ucrânia, mas não vai "fugir" de apoio logístico

    Para além de França, Itália também deverá ficar à margem do acordo estabelecido entre a NATO e os EUA para comprar armas norte-americanas para enviar para a Ucrânia, avança o La Stampa, citando altos funcionários italianos, que excluem esta possibilidade alegando “limitações fiscais” e um foco atual em “diferentes sistemas tecnológicos” como o sistema de defesa SAMP/T, produzido em conjunto por Roma e Paris — e que já enviado para Kiev.

    O jornal italiano cita fontes dentro do Ministério da Defesa, que reforçam que esta decisão não deve ser interpretada como uma falta de apoio à Ucrânia, mas sim como uma preferência por explorar “alternativas diferentes” para contribuir para um “esforço maior”. Referem, também, que não vão “fugir” de prestar apoio logístico para o envio do armamento norte-americano para território ucraniano.

  • Kremlin: "A Europa está a gastar somas incalculáveis de dinheiro para continuar a guerra"

    A NATO anunciou esta segunda-feira um acordo comercial com os EUA para a compra de armas e equipamento militar norte-americano para abastecer o arsenal de guerra da Ucrânia. Em reação, Dmitry Peskov espera que as forças europeias tenham algum “resquício de bom senso” em termos de não fornecer armas a Kiev.

    Em declarações citadas pela agência estatal TASS, o porta-voz do Kremlin diz que “a Europa está a gastar somas incalculáveis de dinheiro para continuar a guerra”, e apela a uma pressão internacional para forçar Zelensky e a Ucrânia à mesa de negociações diretas com Moscovo para acabar com o conflito. “Os europeus estão a mostrar uma atitude militarista desenfreada em relação à Federação Russa”, acrescenta.

    Sobre uma conversa com Donald Trump após o anúncio do ultimato de 50 dias feito esta segunda-feira, Peskov admite que uma conversa entre Putin e o Presidente norte-americano “pode ser organizada prontamente”, mas confirma que “ainda não há planos”.

  • Putin confiante com capacidade da Rússia para "aguentar" pressão dos EUA, escreve Reuters

    Trump avançou com um ultimato de 50 dias, mas de acordo com a Reuters, Vladimir Putin mantém-se determinado a continuar a guerra na Ucrânia até o Ocidente concordar com os termos de Moscovo para o término do conflito.

    As três fontes consultadas pela agência referem que o Chefe de Estado está “confiante” com as capacidades militares e económicas da Rússia, admitindo ser capaz de “aguentar” a pressão adicional ameaçada por Donald Trump na segunda-feira.

  • Russos e bielorrussos proibidos de comprar casas na Finlândia

    Entrou em vigor esta terça-feira uma nova lei na Finlândia, que proíbe cidadãos russos e bielorrussos de adquirir imóveis, alegando “potenciais ameaças de segurança”.

    “Na minha opinião, a necessidade para implementar esta reforma existe há muito tempo, mesmo antes da invasão russa da Ucrânia”, escreve o ministro finlandês da Defesa na rede social X.

    Antti Häkkänen refere estar “extremamente satisfeito” com a entrada em vigor da nova legislação, acrescentando que tem como objetivo “fortalecer a segurança da Finlândia” e “preparar para qualquer tipo de influência” que possa surgir.

    Com esta nova lei, o processo de proibição — que até agora era determinado caso a caso — passa a ser mais simples, incluindo qualquer cidadão da Rússia e da Bielorrússia.

  • Três mortos e 40 feridos em ataques da Rússia contra a Ucrânia durante a noite

    A notícia a assinalar três feridos em Kharkiv já circulava na noite de terça-feira, na sequência do lançamento de vários drones e mísseis balísticos vindos da Rússia para a atacar a região na Ucrânia. De acordo com o governador Oleh Syniehubov, houve pelo menos 17 explosões em 20 minutos, com as forças russas a ter como alvo principal as instalações de uma empresa no distrito de Kyivskyi e provocaram um incêndio. Segundo os dados atualizados esta manhã pelo The Kyiv Independent, o número de feridos subiu para cinco pessoas, com um total de dois mortos. O terceiro morto foi confirmado num outro ataque na região de Sumy.

    Nas regiões de Donetsk e Kherson, os ataques russos causaram 11 e oito feridos, respetivamente, registando, ao mesmo tempo, danos materiais em edifícios residenciais, casas e outras infraestruturas.

    No Telegram, o Presidente Volodymyr Zelensky confirma pelo menos 15 feridos na sua região natal de Kryvyi Rih, onde as forças de Moscovo terão atingido a infraestrutura energética, cortando a rede. Ainda assim, Zelensky garante que o fornecimento de energia será restabelecido durante o dia de hoje.

    “A Rússia não muda a sua estratégia e, para combater eficazmente este terror, precisamos de um reforço sistémico das defesas: mais defesa aérea e maior determinação para que a Rússia sinta a nossa resposta”, escreve o Chefe de Estado.

  • Trump prometeu tudo — e mais alguma coisa —, mas agora está "arrepiado"

    Trump está preocupado? Jorge Rodrigues sublinha o reflexo da falta de sucesso da Casa Branca em concretizar as promessas eleitorais na estratégia norte-americana. Ainda, os silêncios de Putin.

    Trump prometeu tudo — e mais alguma coisa —, mas agora está “arrepiado”

  • França não deverá participar na compra de armas americanas para enviar para a Ucrânia, avança Politico

    Quando foi anunciado, na Casa Branca, o acordo comercial entre a NATO e os Estados Unidos da América para a compra de armas e equipamentos norte-americanos para abastecer o arsenal militar da Ucrânia, o secretário-geral Mark Rutte revelou que os países nórdicos, o Reino Unido e os Países Baixos apoiavam o plano delineado.

    De acordo com o Politico, no entanto, a omissão de França desta lista é propositada. Apesar de Emmanuel Macron ser um apoiante vocal de Kiev e Zelensky, a publicação aponta para as declarações recentes do Presidente francês sobre a construção de uma “base industrial de defesa europeia”, tendo maior preferência na aquisição de armamento produzido na Europa.

    Assim, citando duas altos funcionários franceses próximos do tema, o Politico escreve que Paris não vai aderir a esta iniciativa anunciada por Donald Trump e Mark Rutte.

1 de 2