Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, quarta-feira.

    Trump critica postura “muito inadequada” do Irão sobre passagem do petróleo no Estreito de Ormuz

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • “Sem os EUA, não existirá NATO como nós a conhecemos”

    Francisco Pereira Coutinho afirma que a NATO não sobreviverá sem os Estados Unidos. O especialista em Relações Internacionais garante que é a Europa que fica a perder se Orbán ganhar na Hungria.

    “Sem os EUA, não existirá NATO como nós a conhecemos”

  • O que aconteceu até agora?

    • Donald Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, após alegadamente uma “vitória total e completa” sobre o Irão. Este acordo surge depois de semanas de conflito no Médio Oriente, e a Casa Branca espera que o vice-presidente JD Vance esteja presente nas negociações que deverão ocorrer no Paquistão, com o envolvimento de Steve Witkoff e Jared Kushner.
    • Israel, no entanto, afirmou que este cessar-fogo não inclui o Líbano, onde os ataques contra posições do Hezbollah continuarão. Esta posição foi sublinhada após o primeiro-ministro do Paquistão ter sugerido que o Líbano estaria incluído no acordo. O gabinete do primeiro-ministro israelita reiterou que as Forças de Defesa de Israel continuam a operar no Líbano, especificamente contra o Hezbollah.
    • Reações internacionais ao cessar-fogo foram diversas, com líderes europeus, como António Costa, saindo em apoio ao cessar-fogo no Médio Oriente e apelando a uma paz sustentável, enquanto o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, adotou uma postura mais crítica, enfatizando que não aplaudirá os responsáveis pela escalada do conflito. A União Europeia, através da chefe da diplomacia, descreveu o cessar-fogo como um recuo à beira do abismo e apelou a que o acordo seja respeitado.
    • O mercado de petróleo reagiu imediatamente ao anúncio do cessar-fogo, com os preços do petróleo a caírem significativamente abaixo dos 100 dólares por barril. Este ajuste reflecte a expectativa de uma possível reabertura do Estreito de Ormuz e um alívio nas tensões na região que vinham a perturbar o fornecimento de petróleo e a fazer aumentar os preços nos mercados globais.

    [As testemunhas, os relatórios, as fotos e os vídeos que desvendam como Renato Seabra matou Carlos Castro em Nova Iorque. “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, conta os bastidores nunca revelados da investigação a um crime brutal. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir o primeiro episódio, aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music]

  • "Lembrem-se da Gronelândia." Após conversa com Rutte, Trump diz que "NATO não esteve lá" quando os EUA "precisaram"

    Numa publicação na Truth Social, após um encontro com o secretário-geral da NATO Mark Rutte, Donald Trump escreveu que a NATO “não esteve lá” quando os Estados Unidos “precisaram”.

    “Eles não estarão lá quando nós precisarmos deles outra vez”, lamentou Donald Trump.

    O Presidente norte-americano fez ainda uma referência à Gronelândia: “Lembrem-se da Gronelândia. Esse pedaço de gelo grande e governado de forma terrível”.

  • Líbano regista 182 mortos e 890 feridos por vaga de ataques israelitas

    O Líbano atualizou hoje para 182 o número de mortos por uma série de bombardeamentos sem precedentes por parte de Israel, um dia após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão, registando-se 890 feridos.

    O ministério da Saúde libanês atualizou os números deste ataque, um dos mais fortes desde o início do conflito israelita com o Irão, em 28 de fevereiro, e levou o primeiro-ministro, Nawaf Salam, a anunciar um dia de luto nacional pelas vítimas, na quinta-feira.

    O objetivo do governante é agora “mobilizar todos os recursos diplomáticos e políticos do Líbano para parar a máquina assassina israelita”.

    Estes ataques, de resto, têm indignado várias partes ligadas ao conflito e à resposta humanitária, e depois de os Médicos Sem Fronteiras (MSF) terem denunciado uma situação “caótica” nos hospitais libaneses, a Cruz Vermelha Internacional mostrou-se “ultrajada com as mortes e a destruição devastadora” que os mísseis israelitas causaram.

    “Qualquer acordo compreensivo para a região deve levar em conta a segurança, proteção e dignidade de civis no Líbano”, declarou a Cruz Vermelha, em comunicado.

  • Rutte teve "conversa franca" com Trump. "Consegui fazer com que ele veja que alguns aliados apoiaram os Estados Unidos"

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse, em declarações à CNN Internacional, disse que teve uma conversa com o Presidente norte-americano “franca e aberta” entre “dois amigos”.

    Mark Rutte sentiu que Donald Trump está “desapontando com muitos aliados da NATO”. “Eu consigo entendê-lo. Mas também consegui fazer com que ele veja que alguns aliados apoiaram os Estados Unidos.”

    Em declarações à CNN Internacional, Mark Rutte não deu detalhes sobre a ameaça de Donald Trump retirar os Estados Unidos da NATO. O secretário-geral apenas destacou que tentou lembrar ao Presidente norte-americano do “legado” que deixou na Aliança.

  • Donos de petrolíferas queixam-se a Trump sobre taxas no Estreito de Ormuz: "Pensávamos que tínhamos ganhado a guerra"

    Os donos de várias petrolíferas estão a queixar-se à administração Trump sobre a possibilidade de o Irão taxar o Estreito de Ormuz. A notícia está a ser avançada pelo Politico que falou com várias fontes no setor.

    Uma dessas fontes assinalou que pensava que os Estados Unidos “tinham ganhado a guerra” e que o setor petrolífero não deveria ter de acarretar os custos.

    A administração Trump terá comunicado aos empresários do setor petrolífero que “estão a tomar nota” das queixas.

  • Israel levanta maioria das restrições do estado de emergência na quinta-feira

    A maior parte das restrições relativas ao estado de emergência impostas a 28 de fevereiro, devido ao ataque israelo-norte-americano ao Irão, vão ser levantadas quinta-feira, explicou hoje o Comando da Frente Interna de Israel.

    Tirando a fronteira a norte, com o Líbano, onde o exército continua em guerra, até à baía de Haifa, o maior porto israelita, o resto do país regressará a “atividade normal” a partir das 03h00 de quinta-feira, em horas de Lisboa.

    Em muitas zonas, os ajuntamentos continuarão limitados a um máximo de mil pessoas, mas este levantamento significa que as escolas podem reabrir, assim como os negócios e lojas.

    Esta decisão surge na sequência da trégua anunciada e abrange também o regresso à normalidade no Aeroporto Ben Gurion, em Telavive, a começar pelas 00:00 de quinta-feira.

  • Portagem a navios em Ormuz seria "ceder à chantagem", diz filho do Xá

    O filho do último Xá do Irão, Reza Pahlavi, defendeu hoje que aceitar a imposição iraniana de portagem a navios que transitam pelo Estreito de Ormuz seria “ceder à chantagem” da República Islâmica.

    Perante a intenção do regime iraniano impor taxas de trânsito aos navios que passam pelo estratégico Estreito de Ormuz, após alcançado um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos na terça-feira, Pahlavi afirmou ao canal de televisão francês LCI que a medida não tem cabimento.

    “Vejam o exemplo de Espanha e Marrocos. Gibraltar é um local onde vão começar a cobrar portagens aos navios de cruzeiro que saem? É a mesma lógica… é simplesmente ceder à chantagem”, afirmou Pahlavi.

    Reagindo ao anúncio de um cessar-fogo, válido por duas semanas, Pahlavi absteve-se de comentar os termos do acordo e afirmou que a sua luta é pela “libertação do regime iraniano”.

    “Esperamos (…) que o mundo livre compreenda que a única solução, não só para nós, mas para todos os nossos vizinhos regionais e para o mundo inteiro, é o afastamento deste regime”, defendeu.

    Pahlavi discordou das alegações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que a eliminação do líder supremo Ali Khamenei e de vários responsáveis iranianos tenha levado a uma mudança de regime.

    “Qual mudança de regime? São as mesmas pessoas, talvez enfraquecidas, mas ainda a mesma pessoa à frente do Parlamento, as mesmas pessoas no poder judicial, agora o filho de Khamenei substituiu-o. Para nós, não é uma mudança de regime”, insistiu.

    “Muito sangue foi derramado. Não creio que tenhamos perdido 50 mil pessoas em dois dias (durante a repressão dos protestos em janeiro) apenas por causa de um acordo nuclear americano”, adiantou.

  • Reunião entre Rutte e Trump terminou. Demorou cerca de duas horas

    A reunião entre o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o Presidente norte-americano, Donald Trump, já terminou.

    Não há informação sobre se haverá declarações à imprensa.

  • Macron fala com Trump e Presidente iraniano

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, falou hoje com o homólogo norte-americano, Donald Trump, e também com o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian.

    No X, Emmanuel Macron indicou que a aceitação de cessar-fogo era o “melhor” cenário. “Expressei a minha esperança que um cessar-fogo seja totalmente respeitado por todos os beligerantes em todos teatros de confronto, incluindo no Líbano.”

    O Presidente francês espera que o respeito pelo cessar-fogo seja o “caminho para a segurança de todo o Médio Oriente”.

    Emmanuel Macron falou também com os líderes do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos, do Líbano e do Iraque.

  • Trump planeia castigar países da NATO que se recusaram colaborar com os EUA na guerra do Irão

    O Wall Street Journal está a avançar que a administração Trump está a planear castigar alguns Estados-membros da NATO que não colaboraram com os Estados Unidos e Israel na guerra do Irão.

    A proposta de ‘castigar’ os Estados-membros consiste em remover tropas norte-americanas dos países que não foram úteis aos Estados Unidos e estacioná-las em países com uma postura considerada amigável.

    Segundo o Wall Street Journal, os países que poderiam beneficiar deste processo seriam a Polónia, a Lituânia, a Roménia e a Grécia, entre outros.

  • Vance diz que EUA "têm todas as cartas": "Os iranianos têm de dar o próximo passo ou Trump está pronto para recomeçar a guerra"

    Neste momento, JD Vance confessou “estar feliz” pelo processo negocial. Ainda assim, o vice-presidente avisou: “Os iranianos têm de dar o próximo passo ou Trump está pronto para recomeçar a guerra”.

    JD Vance assumiu que “quer fazer a diferença” neste processo negocial, mas sinalizou que todos os membros da administração “estão a trabalhar como uma equipa”.

    J O vice-presidente dos EUA explicou que os Estados Unidos têm algumas exigências, uma das quais “o Irão não tenha uma arma nuclear”. “Quando mais dispostos estiverem os iranianos a dar-nos, melhor será.”

    JD Vance pede um “compromisso firme” da parte do Irão e lembrou que Donald Trump “tem todas as cartas” na mão. “Estou otimista que os iranianos sejam inteligentes.”

    Questionado sobre o regime iraniano, JD Vance frisou que a liderança do país é “culpada pela situação no Irão” e destacou que a administração Trump não quer ver o povo iraniano “a sofrer”.

  • JD Vance: "Irão seria estúpido" em recusar cessar-fogo por causa do Líbano

    O vice-presidente dos Estados Unidos da América (EUA), JD Vance, avisou os iranianos que seria “estúpido” que o cessar-fogo colapsasse apenas por causa do Líbano.

    “O Irão não é o Líbano e não tem nada a ver com o cessar-fogo”, sublinhou JD Vance.

    Em Budapeste, prestes a embarcar no avião após terem feito campanha ao lado de Viktor Orbán, JD Vance disse que se está a registar um “aumento de tráfico” no Estreito de Ormuz. “Há sinais de que será reaberto.”

  • Irão apenas vai permitir a passagem de cerca de doze navios por dia no Estreito de Ormuz

    O Irão disse aos mediadores que vai apenas permitir que transitem doze navios pelo Estreito de Ormuz durante as duas semanas de cessar-fogo e vai exigir o pagamento de uma portagem, avança o jornal Wall Street Journal.

    Antes de alguns navios terem autorização de transitar pelo Estreito de Ormuz, a tripulação terá de se coordenar com a Guarda Revolucionária.

    Adicionalmente, os navios terão de pagar um imposto pela passagem pelo Estreito de Ormuz. O pagamento será através de criptomoedas ou yuans chineses, refere o Wall Street Journal.

  • Rutte já chegou à Casa Branca para reunião com Trump em que será discutida possível saída dos Estados UnIdos da NATO

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, já chegou à Casa Branca para um encontro com o Presidente norte-americano, Donald Trump.

    Os dois líderes vão discutir a possível saída dos Estados Unidos da NATO, como confirmou a porta-voz da NATO, Karoline Leavitt.

  • Ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e da Arábia Saudita falam ao telefone

    O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, falou ao telefone com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan Al Saud.

    Os diplomatas das duas potências no Médio Oriente discutiram, segundo a Al Jazeera, as “relações bilaterais e os desenvolvimentos regionais”.

  • "EUA atingiram objetivos e o Irão está fragilizado"

    Rui Vilar, especialista em RI, defende que a ofensiva americana fragilizou profundamente o regime iraniano e criou condições para negociações eficazes e um possível acordo duradouro.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    “EUA atingiram objetivos e o Irão está fragilizado”

  • EmIrados Árabes Unidos pedem "reparações" ao Irão pelos danos que causou no país

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos exigiu que o Irão pague reparações de guerra pelos ataques iranianos. O país exige também mais detalhes sobre o cessar-fogo.

    Num comunicado, os Emirados Árabes Unidos desejam obter uma “clarificação do acordo” sobre os compromissos do Irão “para um cessar-fogo imediato para todas as hostilidades na região”, assim como querem detalhes sobre a “reabertura incondicional e completa do Estreito de Ormuz”.

    Além disso, os Emirados Árabes Unidos pretendem que o Irão seja responsabilizado pelos ataques. E também exigem “reparações pelos danos” de Teerão.

  • Irão acusa EUA de violar três pontos do cessar-fogo e sugere que negociações seriam "insensatas"

    Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, revelou hoje um documento em que explica quais foram os três pontos que os Estados Unidos já violaram desde que o cessar-fogo de duas semanas foi acordado.

    Num documento publicado no X, Mohammad Bagher Ghalibaf assinalou que o cessar-fogo deveria incluir o Líbano.

    Além disso, Mohammad Bagher Ghalibaf denuncia que houve um “drone que entrou no espaço aéreo iraniano” que foi destruído na cidade de Lar. “É uma violação clara.”

    O presidente do parlamento deixou ainda bem claro que, no acordo, não havia qualquer cláusula que “proibisse o enriquecimento” de urânio iraniano.

    Mohammad Bagher Ghalibaf sinalizou que um cessar-fogo ou mesmo as negociações seriam “insensatas” neste momento — não dando mais detalhes.

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