Momentos-chave
- Principal aeroporto de Moscovo com restrições devido a drones ucranianos
- O que se passou até agora
- Declarações de Putin sobre zona tampão "rejeitam" os "esforços de paz", diz Ucrânia
- 159 drones ucranianos foram abatidos pela Rússia, diz Kremlin
- Embaixador da Ucrânia no Reino Unido pede que não se espere "milagre" sobre regresso às fronteiras
- Nove crianças ucranianas terão sido resgatadas dos territórios ocupados pela Rússia, diz chefe de gabinete de Zelensky
- Suíça está disponível para receber negociações de paz, diz Kiev
- Rússia e Ucrânia já trocaram listas de mil prisioneiros a libertar de cada lado, diz o Kremlin
- Rússia está a criar "zona tampão" ao longo da fronteira com a Ucrânia, diz Putin
- Kremlin: Plano para sistema de defesa anti-aéreo norte-americano é motivo de "preocupação" mas não de "pânico"
- Friedrich Merz: "Sempre que possível trabalhamos como uma equipa com os Estados Unidos"
- "Há uma ameaça a todos nós por parte da Rússia", declara chanceler alemão
- Alemanha oficializa hoje formação da primeira unidade militar permanente no estrangeiro desde a II Guerra Mundial
- Autarca de Moscovo diz que foram abatidos mais cinco drones ucranianos. Dois aeroportos voltam a suspender voos
- Aeroportos de Moscovo fechados depois de ataque em massa com drones ucranianos
- Donald Trump terá dito que Putin não está pronto para acabar com a guerra, avança Wall Street Journal
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a criação de uma “zona tampão” ao longo da fronteira com a Ucrânia, o que foi criticado por Kiev como um obstáculo aos esforços de paz. Andrii Sybiha, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, afirmou que estas ações de Putin representam uma rejeição clara aos esforços de paz, e apelou a mais pressão internacional sobre o líder russo para pôr fim ao conflito.
- Os ataques com drones têm intensificado a tensão entre Rússia e Ucrânia. A Rússia declarou ter abatido 159 drones ucranianos em várias regiões do país, incluindo Moscovo, enquanto o autarca da capital russa relatou novos ataques que levaram à suspensão de tráfego aéreo em alguns aeroportos.
- O Presidente norte-americano, Donald Trump, informou líderes europeus que Vladimir Putin acredita estar a ganhar a guerra na Ucrânia, uma declaração pública que revela as dificuldades em alcançar um acordo de paz. Este prognóstico foi partilhado após uma conversa telefónica entre Trump e Putin, destacando a resistência do líder russo em encerrar o conflito.
- A Alemanha, sob a liderança do recente chanceler Friedrich Merz, reafirmou seu compromisso com a segurança europeia face à ameaça russa, enfatizando a importância da cooperação com os Estados Unidos. Merz sublinhou o perigo que a Rússia representa para a segurança europeia e anunciou a formação de uma unidade militar permanente na Lituânia, como parte do esforço para reforçar a presença da NATO no flanco leste.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 1.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
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G7 compromete-se a manter ativos russos congelados até ao fim da guerra e a apoiar Ucrânia
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Principal aeroporto de Moscovo com restrições devido a drones ucranianos
O aeroporto de Domodedovo, em Moscovo, está com “restrições temporárias à receção e descolagem de aviões” em vigor devido a ataques de drones ucranianos direcionados à cidade, informa a RIA Novosti.
De acordo com a agência, seis drones foram abatidos pelas defesas russas, naquele que foi um dia muito ativo para ataques ucranianos usando aeronaves não tripuladas, com 159 registados até às 20h00.
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Declarações de Putin sobre zona tampão "rejeitam" os "esforços de paz", diz Ucrânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou Putin de estar a por em risco as negociações que têm vindo a ser encetadas para acabar com a guerra ao anunciar uma “zona tampão”.
“Estas novas declarações agressivas rejeitam claramente os esforços de paz e mostram que Putin tem sido e continua a ser a única razão pela qual a matança continua”, afirmou Sybiha na rede social X, tendo acrescentado que o líder russo “precisa de enfrentar mais pressão para acabar com esta guerra”.
I remind the world that Putin’s statements about the “buffer zone” come amid active efforts to achieve a full, durable ceasefire, stop the killing, and advance peace.
These new aggressive claims clearly reject peace efforts and show that Putin has been and remains the only…
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) May 22, 2025
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159 drones ucranianos foram abatidos pela Rússia, diz Kremlin
A Rússia diz ter abatido 159 drones ucranianos esta quinta-feira, em ataques aéreos feitos sobre várias regiões do país, incluindo a da capital, Moscovo.
Segundo um comunicado do Ministério da Defesa do Kremlin publicado no Telegram, os drones foram abatidos pelos meios de defesa aérea. Na região da capital, a defesa neutralizou 22 aeronaves.
Porém, a região que teve mais ataques foi a de Kursk, onde ainda perduram combates no terreno e onde foram abatidos 53 drones.
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Embaixador da Ucrânia no Reino Unido pede que não se espere "milagre" sobre regresso às fronteiras
O embaixador ucraniano no Reino Unido e antigo chefe das forças armadas, Valeriy Zaluzhnyi, pediu para que não se espere que a Ucrânia recupere as fronteiras todas como resultado da guerra.
“Espero que não haja mais pessoas nesta sala que ainda acreditem nalgum tipo de milagre ou maravilha – num cisne branco que trará a paz à Ucrânia, restaurará as fronteiras de 1991 ou 2022 e trará grande felicidade depois disso”, disse o diplomata a falar num fórum militar e citado pela RBC-Ukraine.
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Nove crianças ucranianas terão sido resgatadas dos territórios ocupados pela Rússia, diz chefe de gabinete de Zelensky
Nove crianças ucranianas terão sido resgatadas dos territórios ocupados pela Rússia, anunciou Andrii Yermak, assessor do gabinete do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Segundo Yermak, que escreveu um comunicado na rede social Telegram, as crianças resgatadas “passaram por grandes dificuldades”.
“Entre elas está uma rapariga que quase não se salvou devido à falta de cuidados médicos de qualidade na ocupação. Também resgatámos um rapaz que foi fechado na cave com a mãe pelos militares russos, enquanto o pai era torturado na sala ao lado e obrigado a glorificar os ocupantes na escola”, contou ainda o assessor.
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Suíça está disponível para receber negociações de paz, diz Kiev
Andriy Yermak, chefe de gabinete do Presidente da Ucrânia, revelou que a Suíça estava disponível para “acolher futuras reuniões sobre uma solução pacífica”, depois de conversar com o conselheiro de segurança nacional suíço Gabriel Luchinger.
“Falámos sobre a reunião em Istambul e as negociações sobre o fim da guerra. Discutimos também o futuro do diálogo sobre uma paz justa”, disse ainda o chefe de gabinete, no Telegram.
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Rússia e Ucrânia já trocaram listas de mil prisioneiros a libertar de cada lado, diz o Kremlin
A Rússia e a Ucrânia já trocaram as listas de mil prisioneiros que serão trocados como parte dos entendimentos atingidos na reunião de Istambul entre Kiev e Moscovo, segundo o Kremlin, citado pela Interfax.
O porta-voz russo, Dmitry Peskov, confirmou primeiro que tinha entregue a lista do Kremlin mas que ainda não tinham recebido a da Ucrânia. Porém, cerca de duas horas depois, o representante confirmou ter recebido a ucraniana.
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Rússia está a criar "zona tampão" ao longo da fronteira com a Ucrânia, diz Putin
As forças russas estão a criar uma zona tampão ao longo da fronteira com a Ucrânia, anunciou o Presidente Vladimir Putin, citado pela agência Interfax.
“As nossas forças armadas estão agora a realizar esta tarefa, os pontos de fogo inimigos estão a ser ativamente suprimidos, o trabalho está em curso”, disse Putin, numa reunião do governo.
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Kremlin: Plano para sistema de defesa anti-aéreo norte-americano é motivo de "preocupação" mas não de "pânico"
O ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros da Rússia reagiu hoje ao plano de Donald Trump para a construção do sistema de defesa anti-aérea “Golden Dome” (Cúpula dourada, em tradução livre), inspirado no sistema israelita. “Claro que isto tem de ser levado a sério”, admitiu Sergey Ryabkov em declarações aos jornalistas, citadas pela TASS, em que destacou as capacidades tecnológicas e financeiras dos Estados Unidos.
“Posto isto, quero enfatizar que não é motivo de pânico (…), a tarefa de garantir a nossa segurança sob quaisquer condições torna-se ainda mais urgente”, acrescentou Ryabkov. O governante apontou ainda para declarações do Presidente Vladimir Putin para defender que os “complexos estratégicos russos” continuam a ser eficazes para ultrapassar qualquer sistema de defesa aérea.
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Friedrich Merz: "Sempre que possível trabalhamos como uma equipa com os Estados Unidos"
Ainda na conferência de imprensa em Vilnius, o chanceler alemão defendeu a colaboração entre Estados Unidos e Europa para continuar a apoiar a Ucrânia. Sem contar com Washington, a Alemanha é o principal aliado militar de Kiev. Mas Merz recusa assumir este apoio a solo e continua a continuar com o apoio transatlântico. “Não vamos permitir que a Rússia crie uma barreira entre nós”, declarou.
Ainda assim, o líder alemão reconheceu a necessidade de os Aliados europeus colaborarem entre si antes de se virarem para os Estados Unidos. “Estamos firmemente do lado da Ucrânia, mas também estamos unidos como europeus e, sempre que possível, trabalhamos como uma equipa com os Estados Unidos”, elaborou.
Sobre o acordo de cessar-fogo, que também está a ser mediado pelos Estados Unidos, Merz disse que queria ver um acordo ou um progresso nas negociações, mas admitiu que se trata de um processo a longo prazo, que pode demorar no mínimo várias semanas.
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"Há uma ameaça a todos nós por parte da Rússia", declara chanceler alemão
De visita à Lituânia, o recém-empossado chanceler alemão declarou que “o revisionismo agressivo da Rússia ameaça a segurança comum da Europa”. Friedrich Merz deslocou-se a Vilnius para oficializar uma unidade militar permanente no país. “Há uma ameaça contra todos nós da Rússia. Estamos a proteger-nos dessa ameaça — e é por isso que estamos aqui hoje”, declarou em conferência de imprensa com o Presidente lituano.
Merz apontou que o flanco leste da NATO é palco de “tensões” e que este investimento alemão “envia um sinal claro aos Aliados”. “Juntamente com os nossos parceiros, estamos determinados a defender o território da Aliança contra esta agressão. A segurança dos nossos aliados bálticos também é a nossa segurança”, defendeu, citado pela AFP.
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Negociações Rússia-Ucrânia no Vaticano poderão acontecer em "meados de junho"
Depois de o Papa Leão XIV ter oferecido o Vaticano como palco para mais uma ronde de negociações entre a Rússia e a Ucrânia, o Wall Street Journal avança que estas poderão acontecer em “meados de junho”, citando fontes com conhecimento do processo.
Apesar da localização, a mediação será norte-americana, com uma delegação liderada pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, e com a presença do enviado para a Ucrânia, Keith Kellogg, escreve o jornal.
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Alemanha oficializa hoje formação da primeira unidade militar permanente no estrangeiro desde a II Guerra Mundial
O chanceler alemão está em Vilnius, na Lituânia para a inauguração formal da 45.ª Brigada Armada “Lietuva”. Friedrich Merz está acompanhado pelo ministro da Defesa, Boris Pistorius, e ambos foram recebidos pelo Presidente Gitanas Nausėda. Esta nova unidade alemã, destacada na Lituânia, conta com 400 soldados, mas deverá chegar a 5.000 até 2027. Trata-se de uma unidade militar permanente, que tem como objetivo fortalecer a presença militar da NATO no flanco leste da Aliança, mais próximo da Rússia, relata o The Guardian.
O mesmo jornal destaca que a última vez que a Alemanha teve uma unidade militar permanente no estrangeiro foi durante a II Guerra Mundial.
Willkommen in Litauen, @Bundeskanzler!
Ihr Besuch unterstreicht die Stärke unserer Partnerschaft und unser gemeinsames Engagement für die europäische Sicherheit. pic.twitter.com/2J0pNd5G5A
— Gitanas Nausėda (@GitanasNauseda) May 22, 2025
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Autarca de Moscovo diz que foram abatidos mais cinco drones ucranianos. Dois aeroportos voltam a suspender voos
O autarca de Moscovo, Sergey Sobyanin, relatou que os ataques com drones contra a capital russa continuam e que, esta manhã, já foram abatidos pelo menos mais cinco drones. As autoridades russas relataram um ataque em massa durante a noite, em que foram intercetados pelo menos 35 drones atribuídos às forças ucranianas.
Os ataques desta manhã voltaram a restringir o tráfego aéreo em dois dos aeroportos da capital — os voos tinham sido interrompidos em todos os aeroportos de Moscovo durante a noite, mas a normalidade acabou por ser resposta por volta 6h00 locais (4h00 em Lisboa). Agora, o tráfego volta a estar suspenso nos aeroportos de Domodedovo e Zhukovsky, informou a agência federal de Transportes Aéreos.
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Aeroportos de Moscovo fechados depois de ataque em massa com drones ucranianos
Os quatro aeroportos de Moscovo — Sheremetyevo, Vnukovo, Domodedovo e Zhukovsky — estiveram temporariamente encerrados durante a noite, sem voos a descolar ou a aterrar, informou a Agência Federal de Transportes Aéreos russa. As restrições foram impostas devido a um ataque em massa com drones ucranianos, relatou o Ministério da Defesa russo. Kiev não confirmou o lançamento de nenhum ataque.
As autoridades russas afirmaram que conseguiram intercetar 105 drones. A maior parte, 35, foram intercetados precisamente na região da capital. A maior parte dos drones foram destruídos nas regiões fronteiriças, entre eles doze abatidos em Kursk e outros onze em Belgorod.
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Donald Trump terá dito que Putin não está pronto para acabar com a guerra, avança Wall Street Journal
O Presidente norte-americano terá afirmado a alguns dos seus homólogos europeus que Vladimir Putin não está disponível para pôr fim à guerra na Ucrânia, pois entende que está a ganhar o conflito militar. O relato terá sido feito depois do telefonema entre Putin e Trump na segunda-feira, avançaram três fontes com conhecimento das conversas ao Wall Street Journal.
A chamada inclui a presença do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Trump já tinha falado com os líderes europeus na véspera do seu telefonema com Putin, mas foi a primeira vez que Donald Trump admitiu esta posição de Putin, para a qual os líderes europeus já têm vindo a alertar.
A Casa Branca recusou responder às questões enviadas pelo Wall Street Journal e indicou apenas a publicação de Donald Trump nas redes sociais, em que o Presidente classificou a sua conversa com o líder russo como “excelente”.
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