Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura das tensões no Médio Oriente.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta quinta-feira no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.

    Zelensky escreve carta a Putin para pedir reunião em que discutam fim da guerra

  • Israel e Líbano concordam num cessar-fogo, que tem como condição o desmantelamento do Hezbollah

    Israel e Líbano concordaram em implementar um cessar-fogo entre os dois países, mas que está dependente do desmantelamento do Hezbollah, refere o comunicado conjunto assinado pelos dois países, juntamente com os Estados Unidos, e publicado pelo Departamento de Estado norte-americano.

    “O cessar-fogo está condicionado à cessação total do fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah na margem sul do [Rio] Litani”, referem as partes envolvidas no acordo.

    Além disso, os dois países concordaram com a criação de “zonas-piloto” no Líbano, onde as forças armadas do país “assumirão o controlo exclusivo do território, com a exclusão de todos os intervenientes não-estatais”.

    As partes da negociação vão voltar a encontrar-se a 22 de junho, ainda sem local definido.

  • Vídeo mostra momento do ataque ao Aeroporto Internacional do Kuwait

    A Autoridade-Geral da Aviação Civil do Kuwait publicou esta quarta-feira no X um vídeo que mostra o momento exato em que o aeroporto internacional do país foi atingido durante um ataque iraniano, na madrugada passada.

    As imagens de videovigilância demonstram o momento em que um míssil atingiu o terminal 1 do aeroporto, causando de imediato uma violenta explosão. Do mesmo modo, o vídeo mostra o interior do terminal e o parque de estacionamento antes, durante e depois do ataque.

  • Ministro das Finanças de Israel anuncia expansão de colonatos na Cisjordânia para impedir o estabelecimento de um Estado palestiniano

    Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, anunciou esta quarta-feira a construção de mais duas mil casas para colonos israelitas na Cisjordânia, cita a Reuters, como forma de impedir a construção de um Estado palestiniano.

    “[Os novos colonatos vão] fortalecer o nosso domínio sobre a terra, reforçar a segurança de Israel e estabelecer factos claros no terreno que impedem a criação de um Estado terrorista árabe no coração do país”, declarou Smotrich, citado pela Reuters.

    Serão 2.162 novos colonatos, cerca de metade (1.006) perto de Jerusalém e as restantes em Nablus e Hebron, ambas cidades palestinianas.

  • Alemanha, França e Reino Unido estão a preparar o envolvimento da Rússia em negociações de paz para a Ucrânia, avança Bloomberg

    Alemanha, França e Reino Unido estão a preparar um plano para incluir a Rússia nas negociações de paz para a Ucrânia, avançou esta quarta-feira a agência de notícias Bloomberg, citada pela Ukrainska Pravda. O plano está a ser articulado com o Governo de Kiev.

    Segundo as fontes anónimas citadas pela publicação, a diplomacia europeia vê uma “mudança na dinâmica [da guerra] que fortalece a posição do Presidente Volodymyr Zelensky” e que permite negociações que envolvam Kiev e Moscovo.

    “A pressão sobre o Kremlin também é exacerbada pelo facto de as tropas ucranianas estarem a ter cada vez mais sucesso nos ataques de drones no território da Rússia, bem como certos sinais de resistência à guerra de Putin nos escalões mais altos em Moscovo”.

    No entanto, as fontes citadas pela agência de notícias esclarecem que a decisão final recai em Zelensky e que a ideia não é unânime nos circuitos diplomáticos dos países envolvidos. Críticos do plano preferem aproveitar o enfraquecimento das tropas russas para enviar mais armamento para a Ucrânia, de forma a pressionar Moscovo.

  • Organização para a Cooperação Islâmica condena ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein

    A Organização para a Cooperação Islâmica condenou esta quarta-feira os ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, da última madrugada, e manifestou-se solidária para com os dois países e os familiares das vítimas.

    “O Secretariado-Geral afirma que estes ataques em curso constituem uma clara violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas e são suscetíveis de prejudicar os esforços internacionais para restaurar a segurança e a estabilidade da região“, lê-se no comunicado da organização.

  • Trump promete reabrir Estreito de Ormuz após a assinatura de um acordo com o Irão

    O Presidente norte-americano prometeu esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que irá reabrir o Estreito de Ormuz após a assinatura de um acordo com o Irão.

    “Será aberto rapidamente”, afirmou Trump, que não irá depender do fim do conflito no Líbano para reabrir o Estreito.

    Trump também sugeriu que o bloqueio naval contra os portos iranianos possa ter tido “mais impacto do que bombardear” o Irão.

  • Ainda não há acordo sobre o urânio enriquecido do Irão, assume Rubio

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, referiu esta quarta-feira no Congresso que ainda não há acordo sobre o urânio enriquecido do Irão, mas que o tema está em cima da mesa.

    “Eu acho que agora, nalguma da documentação que foi trocada de um lado para o outro, [o urânio enriquecido] é claramente abordado, mas ainda não temos o sinal final“, esclareceu Rubio, citado pela CBS News.

  • Câmara dos Representantes dos EUA aprova medida que pode limitar os poderes de Trump na guerra do Irão

    A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma medida que pode obrigar Trump a pôr fim à guerra com o Irão, caso a ofensiva no país não seja aprovada pelo Congresso norte-americano. Falta ainda a aprovação do Senado, à qual se segue uma avaliação do gabinete presidencial.

    Sendo expectável um veto do Presidente, a medida terá de regressar ao Senado, onde só poderá ser viabilizada com uma maioria de dois terços de votos a favor.

    A medida proposta pelo Partido Democrata foi aprovada com 215 votos contra 208. Este resultado só foi possível porque quatro republicanos, desalinhados com o próprio partido, apoiaram a iniciativa democrata. Para já, é pouco provável que, com um veto presidencial, seja aprovada no Senado: para tal seria necessária uma grande adesão republicana.

    Segundo o The New York Times, os republicanos previam a derrota, motivo pelo qual adiaram a votação para esta quarta-feira, duas semanas após o previsto. Um reflexo de divisões no partido de Donald Trump, a iniciativa é ambígua do ponto de vista legal, e tem sido desvalorizada pela administração no poder por alegada inconstitucionalidade.

    Já em maio, uma proposta idêntica tinha sido avançada no Senado, mas não passou, embora tenha recebido o apoio de alguns republicana.

  • Trump afirma que cessar-fogo com o Irão está em vigor e que negociações podem chegar ao fim esta semana

    O Presidente norte-americano afirmou esta quarta-feira na Sala Oval que o cessar-fogo com o Irão está em vigor e que as negociações podem chegar ao fim esta semana.

    “Diria que nessa parte do mundo, um cessar-fogo é quando se dispara de uma maneira mais moderada”, declarou o Presidente norte-americano, que elogia as negociações de paz, que podem resultar num acordo “já no fim de semana“.

    Trump também afirmou que Washington e Teerão concordaram em desenterrar material nuclear depositado no subsolo iraniano, quando o conflito terminar.

  • Paramédico morto no Líbano após ataque aéreo de Israel

    Segundo a agência de notícias nacional do Líbano, caças israelitas atingiram “deliberadamente” uma equipa médica na cidade libanesa de Zebdine. O ataque aéreo provocou a morte de um paramédico e feriu um dos seus colegas.

  • União Europeia prepara adesão da Ucrânia e da Moldova

    A União Europeia (UE) iniciou hoje os preparativos para abrir a primeira ronda de negociações formais de adesão da Ucrânia ao bloco, após a Hungria ter retirado o seu veto, anunciou a Presidência.

    Os Estados-membros deram luz verde para o início destas conversações com a Ucrânia e também com a Moldova, outro país candidato à adesão, numa reunião dos Representantes Permanentes da UE realizada hoje em Bruxelas, adiantou a mesma fonte em comunicado.

    “Isto representa um marco significativo no caminho para a integração europeia e envia uma forte mensagem de unidade e determinação da UE”, afirmou a Presidência do Conselho da UE, originária de Chipre, que detém a presidência rotativa neste semestre.

  • Peter Magyar anuncia "acordo histórico" entre Hungria e Ucrânia

    O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, anunciou hoje um “acordo histórico” com Kiev sobre os direitos da minoria húngara residente na Ucrânia, ponto de discórdia de longa data entre os dois países.

    “Chegámos a um acordo abrangente com a Ucrânia sobre a expansão dos direitos linguísticos, educacionais, culturais e políticos da minoria húngara” residente na Ucrânia, afirmou Magyar numa publicação no Facebook.

    Os direitos da minoria húngara na Ucrânia eram um dos motivos invocados pelo antecessor de Magyar, Viktor Orbán, para bloquear o apoio da União Europeia a Kiev no contexto da invasão russa e também o processo de adesão ucraniana ao bloco.

  • EUA negam ataque a contratorpedeiro reivindicado pelo Irão

    A afirmação avançada pelo Irão, de que havia atingido um contratorpedeiro americano no Golfo da Omã, foi rejeitada pelas autoridades dos Estados Unidos esta tarde.

    “O Irão está a mentir”, escreveu o Comando Central americano, órgão responsável por supervisionar e executar operações militares no Médio Oriente, na rede social X. “Os ativos militares dos EUA no mar continuam a voar, navegar e operar em segurança e desimpedidos.”

  • Trump confirma presença na cimeira dos G7 que se realiza este mês em França

    O Presidente norte-americano confirmou esta quarta-feira na rede social Truth a sua presença na cimeira dos G7, que se realiza em Évian, na França, entre os dias 15 e 17 de junho, após a realização de um campeonato de MMA (artes marciais mistas) na Casa Branca.

    “Irei para [a cimeira dos] G7, na França, imediatamente após o que será uma das noites mais divertidas da história norte-americana, os Combates do Campeonato Mundial do Ultimate Fighting Championship, no Jardim Sul da Casa Branca”, afirma Trump, que declara que nesse evento estarão presentes os “melhores lutadores do mundo”.

  • Estados Unidos nomeam Inspetor-Geral Principal para supervisionar Operação Fúria Épica

    Os departamentos norte-americanos de Estado e da Defesa, assim como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) nomearam no dia 12 de maio um Inspetor-Geral Principal para supervisionar a Operação Fúria Épica, após terem passado mais de 60 dias do seu início, sem aprovação do Congresso. A informação foi revelada esta quarta-feira num comunicado conjunto das três entidades.

    “Este esforço conjunto é mandatado pela Secção 419 da Lei do Inspetor-Geral, que exige a nomeação de um Inspetor-Geral Principal aquando do início ou designação de uma operação militar que exceda os 60 dias como uma operação de contingência no estrangeiro ou mediante a receção de uma notificação da mesma”, esclarecem as três entidades.

    De acordo com a CNN, o anúncio é “significativo”, pois Washington reconhece que o conflito, legalmente, ultrapassou os 60 dias, algo que tem vindo a ser contestado por membros da administração norte-americana.

    A 1 de maio, Pete Hegseth, secretário da Defesa, afirmou que o cessar-fogo, negociado com o Irão em abril, significava que “o relógio dos 60 dias pausa ou para”, com Rubio a afirmar quatro dias depois que a Operação tinha chegado ao fim.

    O nome escolhido para Inspetor-Geral Principal foi Platte B. Moring III, atual Inspetor-Geral do Departamento de Defesa.

  • "Israel tem mais controlo sobre Trump do que o contrário"

    João Albuquerque analisa a tensão entre Trump e Netanyahu perante as operações militares israelitas no Líbano e Irão. Ainda, o prestígio da entrada de Portugal no Conselho de Segurança da ONU.

    Ouça aqui a nova edição de ‘Gabinete de Guerra’.

    “Israel tem mais controle sobre Trump do que o contrário”

  • Irão ataca contratorpedeiro norte-americano no Mar de Omã

    A Marinha Iraniana atacou esta quarta-feira um contratorpedeiro norte-americano no Mar de Omã, que se aproximava das águas territoriais do Irão.

    O ataque foi atribuído a “ações agressivas, violações dos regulamentos do Estreito de Ormuz e atos de hostilidade contra navios comerciais iranianos no Mar de Omã”, alegadamente cometidas pelo navio, que albergaria um “centro de comando e controlo”, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim.

  • Comando Central dos Estados Unidos rejeita alegações iranianas sobre erro no sistema de mísseis Patriot ter sido a causa do ataque ao Kuwait

    O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou na rede social X as alegações iranianas sobre o ataque ao aeroporto do Kuwait ter sido provocado por um erro no sistema de mísseis Patriot.

    “O Irão alegou hoje que não atacou o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional do Kuwait e que os danos foram causados por um intercetor de mísseis dos Estados Unidos. Totalmente FALSO“, afirma o CENTCOM, que acusa o Irão de ter sido o autor do ataque “deliberado, calculado e injustificado”.

  • MNE do Irão afirma que contactos com os Estados Unidos mantêm-se e que está pronto para agir em caso de invasão de Beirute

    Abbas Araghchi, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, assumiu esta quarta-feira ao canal libanês Al Mayadeen que os contactos com os Estados Unidos mantêm-se — apesar de não haver progressos — e que está pronto para agir em caso de invasão de Beirute.

    “Atualmente, não existe um processo oficial de negociações entre o Irão e os Estados Unidos, mas as mensagens continuam a ser trocadas“, afirmou Araghchi, citado pela Tasnim, mas referiu que “não houve nenhum progresso tangível”.

    O Irão suspendeu a sua participação nas negociações na passada segunda-feira, devido ao anúncio de ataques israelitas a Beirute.

    O chefe da diplomacia iraniana adiantou ainda que o país está preparado para agir “em qualquer momento” se Beirute for invadida.

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