Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Moscovo considera que as ações diplomáticas da reunião entre Vladimir Putin e Donald Trump em agosto se esgotaram, com a Rússia a culpar as iniciativas obstrutivas da Europa por dificultarem as negociações de paz para a guerra na Ucrânia. Esta posição revela o desalento do lado russo sobre a falta de progressos nos esforços para chegar a um acordo pacífico.
    • A Rússia emitiu um forte aviso aos Estados Unidos, destacando as graves consequências caso decida fornecer mísseis Tomahawk à Ucrânia. O Kremlin alerta que tal ato poderia implicar a participação direta do pessoal militar americano e aprofundar os danos nas relações bilaterais entre os dois países.
    • Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, declarou que a Europa está a enfrentar uma “guerra híbrida”, utilizando como exemplo incursões de drones russos. A líder europeia apela à unidade do continente e a uma resposta conjunta para enfrentar estas novas ameaças.
    • A visita de Vladimir Putin ao Tajiquistão, membro do Tribunal Penal Internacional, não resultou na sua detenção, apesar do mandado de captura pendente. Putin foi recebido com cordialidade pelo seu homólogo do Tajiquistão, destacando as complexidades nas relações diplomáticas entre o tribunal e seus membros.

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  • Bom dia, caro leitor!

    Damos por encerrado este artigo em direto onde acompanhámos todas as notícias de quarta-feira sobre a guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

    Pode ler neste outro liveblog, agora aberto, todas as notícias de hoje sobre o conflito.

    “Talvez devêssemos expulsá-los da NATO”. Trump critica Espanha por não cumprir 5% de gastos com Defesa

  • Putin visitou o Tajiquistão. País, membro do Tribunal Penal Internacional, não o deteve

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou esta quarta-feira ao Tajiquistão, país da Ásia Central e membro do Tribunal Penal Internacional desde 1999.

    Desde 2023, Putin é alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional, algo que deveria levar, em teoria, a que fosse detido pelo Tajiquistão quando aterrasse no país.

    Porém, isso não aconteceu. Putin foi recebido no aeroporto pelo homólogo do país, Emomali Rahmon, com um abraço e um aperto de mão, segundo o Telegram do Kremlin.

    De acordo com a agência RIA Novosti, o chefe de Estado russo vai ficar no país por três dias, participando na cimeira da Rússia com a Ásia Central, num encontro da organização pós-soviética Comunidade de Estados Independentes e numa reunião bilateral com o líder tajique e o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev.

  • Entrega de mísseis Tomahawk à Ucrânia causaria "danos irreparáveis" às relações EUA-Rússia, diz porta-voz russa

    A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que uma entrega de sistemas de mísseis Tomahawk à Ucrânia causaria “danos irreparáveis às relações entre a Rússia e os EUA”, para além de levar “o confronto” com Kiev a uma “espiral descontrolada”.

    “Estamos a acompanhar de perto a situação e apelamos à extrema cautela em relação a esta questão altamente sensível, que pode complicar significativamente os esforços para resolver o conflito na Ucrânia”, acrescentou a porta-voz, pedindo ainda para que “Washington ouça a nossa mensagem”.

    Se este tipo de armas chegar às mãos do exército ucraniano, avisou ainda Zakharova, entrar-se-ia numa “nova e grave etapa” de uma “escalada” da guerra na Ucrânia. “Certamente, isso não terá efeito no campo de batalha”, acrescentou.

    “A questão não é sobre os Tomahawks caírem nas mãos das forças armadas ucranianas, mas sim sobre o facto de que o seu uso é simplesmente impossível sem o envolvimento direto das forças armadas dos EUA.”, concluiu.

  • "Os amigos estão unidos. Os inimigos estão tensos", diz Medvedev em visita à Coreia do Norte

    Dmitry Medvedev chegou esta quarta-feira à Coreia do Norte para participar nas celebrações que assinalam o 80º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores da Coreia., de acordo com a TASS.

    O atual vice-Presidente do Conselheiro de Segurança russo assinalou na rede social MAX a visita à Coreia da Norte, demonstrando solidariedade com o país na chegada a Pyongyang.

    “Cheguei para o 80º aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coreia. O tempo está a passar. Os amigos estão unidos. Os inimigos estão tensos”, disse ele.

  • Vencedor das eleições na República Checa promete não enviar dinheiro do orçamento para armas na Ucrânia

    Andrej Babis, líder do partido ANO que venceu as eleições legislativas na República Checa, prometeu esta quarta-feira não enviar dinheiro do orçamento do país para a Ucrânia se for nomeado primeiro-ministro do país.

    “Se estivermos no governo, diremos às fábricas de armas checas: querem exportar armas para a Ucrânia? Não temos problema nenhum”, ressalvou o líder, citado pela agência checa CTK.

    “Não daremos à Ucrânia nem uma coroa [moeda checa] para armas”, avisou. “Não temos dinheiro para a República Checa. Penso que ajudámos a Ucrânia diretamente e agora a ajuda será feita através da UE”, concluiu ainda.

    “Trumpista”, eurocrítico e anti-imigração: Andrej Babis vence legislativas na Chéquia com mais de 35% dos votos

  • Suíça restringe atribuição de estatuto de proteção a ucranianos de regiões consideradas "seguras"

    A Suíça decidiu restringir a atribuição do estatuto de proteção (o chamado estatuto S) para os ucranianos vindos de sete regiões do ocidente do país, que passaram a consideradas seguras pelo Conselho Federal, o equivalente ao governo suíço.

    Segundo a televisão suíça SRF, a proposta aprovada esta quarta-feira define que a atribuição do estatuto S a pessoas vindas das regiões ucranianas de Volyn, Rivne, Lviv, Ternopil, Zakarpattia, Ivano-Frankivsk e Chernivtsi deixa de ser automática e passa a ser avaliada caso a caso.

    Assim, na eventualidade deste estatuto não ser atribuído, a nova medida estabelece ainda que os ucranianos dessas regiões podem receber uma ordem de regresso.

    Quem já tinha este estatuto de proteção, explica ainda a televisão, pode continuar na Suíça e não pode receber essa ordem de remoção, mesmo que sejam das regiões “seguras”.

  • Embaixadores de países da UE concordaram com fim de importações de gás e petróleo russos até 2028. Proposta segue para reunião de ministros

    Os embaixadores de vários países da União Europeia concordaram em avançar com o plano para acabar com importações de gás e petróleo da Rússia até 2028, noticiou a Reuters.

    Os representantes dos vários países entenderam avançar com este plano numa reunião à porta fechada esta quarta-feira, acrescentou a Reuters, com a proposta a ser discutida depois numa reunião dos ministros no próximo dia 20 de outubro, de acordo com três diplomatas que citados pela agência.

    Esta proposta consta no plano apresentado em junho pela Comissão Europeia, que pretende um fim faseado destas compras a Moscovo como forma de punir o Kremlin pela invasão da Ucrânia.

  • Eleições locais na Ucrânia só depois do fim da lei marcial, diz parlamento

    O parlamento ucraniano aprovou esta quarta-feira uma resolução que adia as eleições locais do país, previstas para este ano, para depois do fim da lei marcial vigente no país desde a invasão pela Rússia, em 2022.

    Segundo o texto, citado pelo Ukrinform, as condições provocadas pela invasão russa tornam “impossível” o sufrágio, responsabilizando diretamente a Federação Russa pela incapacidade.

    Todos os autarcas, explicam ainda, continuam no poder até novas eleições, ou seja, até depois da guerra.

  • Moscovo considera que "impulso" da reunião Trump-Putin já se "esgotou"

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo afirmou esta quarta-feira que a dinâmica criada pela reunião entre Vladimir Putin e Donald Trump no Alasca, em agosto, para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia, já se “esgotou”.

    “Infelizmente, é de notar que o poderoso impulso gerado por Anchorage esgotou-se”, disse Sergei Ryabkov, citado pela agência de notícias RIA Novosti.

    Segundo Ryabkov, as “ações destrutivas, principalmente por parte dos europeus”, impediram que as negociações avançassem rumo a um acordo para resolver o conflito na Ucrânia.

  • Alemanha vai autorizar polícia a abater drones ameaçadores

    A Alemanha vai autorizar a polícia a abater drones considerados ameaçadores, mantendo-se em contacto com Israel e a Ucrânia sobre a sua própria defesa, anunciou esta quarta-feira o Governo.

    A ideia é, segundo o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, fazer face a voos de aparelhos sobre locais sensíveis, dos quais Moscovo é suspeito.

    O ministro alemão apresentou alterações legislativas para reforçar os meios das forças policiais, que poderão “agir com tecnologias de ponta face às ameaças colocadas pelos drones”, recorrendo a “medidas físicas, ou seja, intercetar e abater drones”.

    “Abater drones passará a estar regulamentado e será possível para a polícia federal”, afirmou, no final do Conselho de Ministros alemão em que o diploma foi apresentado.

    Além disso, será criado um “centro de defesa antidrone” para coordenar a ação das polícias federais e dos Estados alemães, adiantou Dobrindt.

  • Rússia alerta Estados Unidos para as consequências de fornecer mísseis à Ucrânia

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou que os Estados Unidos devem “compreender a profundidade e a gravidade das consequências” caso decidam fornecer à Ucrânia mísseis de longo alcance Tomahawk, noticia o Ukrainska Pravda.

    Ryabkov apelou à Casa Branca para agir com responsabilidade relativamente ao possível fornecimento destes mísseis. “O uso hipotético destes sistemas só é possível com a participação direta de pessoal norte-americano. Espero que aqueles que estão a pressionar Washington para tomar esta decisão compreendam plenamente a profundidade e a gravidade das consequências”, afirmou.

    O responsável russo apelou, ainda, ao Pentágono para abordar a situação “de forma sóbria, prudente e responsável”.

  • Primeiro-ministro da Eslováquia critica proposta da Comissão Europeia que proíbe importações de energia russa

    O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, criticou uma proposta da Comissão Europeia que visa eliminar gradualmente as importações de energia da Rússia, em resposta à invasão da Ucrânia, escreve o Ukrainska Pravda.

    Fico afirmou que uma eventual proibição do combustível nuclear russo seria “o maior perigo” e representaria uma ameaça direta à segurança energética da Europa.

    Segundo o Euractiv, países como a Eslováquia, Bulgária, República Checa, Finlândia e Hungria produzem eletricidade com reatores nucleares russos e a maioria continua dependente do fornecimento de combustível de Moscovo até que as alternativas estejam totalmente disponíveis.

  • Moscovo diz que mantém contactos ocasionais com Washington sobre troca de prisioneiros

    Moscovo mantém contactos ocasionais com Washington sobre uma possível troca de prisioneiros, afirmou esta quarta-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Ryabkov.

    “A comunicação [entre a Rússia e os Estados Unidos] ocorre ocasionalmente, mas não houve progressos concretos em relação a qualquer plano específico”, disse Ryabkov, citado pela agência estatal TASS.

    O responsável acrescentou, ainda, que as partes “precisarão de mais algum tempo para continuar este trabalho”.

  • Kiev não vai interferir na detenção do ucraniano ligado à sabotagem do gasoduto Nord Stream

    A Ucrânia afirmou esta quarta-feira que não está a interferir no caso de um cidadão ucraniano detido na Polónia a pedido da Alemanha, suspeito de envolvimento na sabotagem do gasoduto Nord Stream, noticia o Kyiv Independent.

    O embaixador ucraniano em Varsóvia, Vasyl Bodnar, explicou que o processo está nas mãos da justiça polaca e que Kiev respeita essa decisão. “Não estamos a interferir porque se trata simplesmente de um processo judicial. Tudo depende da justiça”, disse em declarações à rádio polaca RMF FM.

    O embaixador acrescentou, ainda, que a Ucrânia está a prestar apoio consular ao detido. “É do nosso interesse proteger os direitos do nosso cidadão e, da nossa parte, a embaixada e o consulado estão a fornecer-lhe todo o apoio necessário”, sublinhou.

    O suspeito, identificado como Volodymyr Z., foi detido em setembro na região centro-leste da Polónia.

  • Von der Leyen alerta que Europa está a ser alvo de uma "guerra híbrida"

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou que as recentes incursões de drones enfrentadas por vários países europeus mostram que a Europa está a ser alvo de uma guerra híbrida, defendendo, por isso, que deve responder com medidas que vão além da defesa tradicional

    “Isto não se trata de intimidação aleatória. É uma campanha coerente e crescente para desestabilizar os nossos cidadãos, testar a nossa determinação, dividir a nossa União e enfraquecer o nosso apoio à Ucrânia. É hora de chamar as coisas pelos nomes. Trata-se de uma guerra híbrida”, disse Von der Leyen.

    A presidente da Comissão Europeia insistiu ainda que Moscovo quer semear a divisão no continente, apelando a uma nova postura no combate a esta nova ameaça.

    “Combater uma guerra híbrida da Rússia não se resume apenas à defesa tradicional. Isto requer uma nova mentalidade de todos nós. Podemos recuar e assistir ao agravamento das ameaças russas ou enfrentá-las com unidade, dissuasão e determinação”, acrescentou.

  • Dois mortos e um ferido em ataque russo a Kherson

    Pelo menos duas pessoas morreram e uma ficou ferida num ataque russo contra o distrito de Korabelnyi na região de Kherson, avançou o chefe da Administração Militar Regional de Kherson, Oleksandr Prokudin, no Telegram.

    “Como resultado do ataque inimigo, uma mulher de 62 anos e um idoso, cuja identidade está a ser apurada, morreram”, afirmou.

  • Três mortos e um ferido em ataque ucraniano na região de Belgorod, avança Rússia

    O governador da região de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, avançou que três pessoas morreram e uma ficou ferida na sequência de um ataque das Forças Armadas ucranianas contra a aldeia de Maslova Pristan no distrito de Shebekinsky.

    “A aldeia de Maslova Pristan, no distrito de Shebekinsky, foi atingida por mísseis. De acordo com relatórios preliminares, três pessoas morreram e uma ficou ferida. Um edifício da instituição social foi parcialmente destruído. O pessoal do Ministério de Emergência e as forças de autodefesa já estão no local, a retirar os escombros. Pode haver pessoas debaixo dos escombros”, escreveu no Telegram.

  • Rússia lança mais de 26 ataques contra instalações energéticas da Ucrânia

    As forças russas realizaram na terça-feira mais de 26 ataques contra instalações energéticas da Ucrânia, de acordo com o Governo ucraniano, que receia enfrentar dificuldades neste setor durante o Inverno.

    A ministra da Energia ucraniana, Svitlana Hrynchuk, revelou estes dados durante uma discussão com os embaixadores dos países do G7 sobre as principais necessidades da Ucrânia antes do inverno, adiantou a agência de notícias Ukrinform.

    “Só hoje, enfrentámos mais de 26 ataques às nossas instalações energéticas. As regiões de Sumy, Chernigov, Kharkiv, Dnipropetrovsk, Donetsk, Odessa e Poltava estão sob fogo inimigo diário”, sublinhou a ministra na rede social Facebook.

  • Cinco mortos e 37 feridos em ataques russos contra a Ucrânia

    No último dia, pelo menos cinco pessoas morreram e 37 ficaram feridas na sequência de ataques russos contra o território ucraniano.

    Um dos locais atingidos foi uma central térmica pertencente à DTEK, a maior empresa privada de energia da Ucrânia, que informou que dois trabalhadores ficaram feridos e que a central sofreu “danos graves”, citou o Kyiv Independent.

    A DTEK, que opera centrais elétricas em toda a Ucrânia, alertou repetidamente que os ataques contínuos da Rússia à infraestrutura energética representam uma ameaça para a rede elétrica do país antes do inverno.

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