A arte, em todas as suas formas, é um espelho da nossa humanidade, capaz de transcender barreiras e conectar pessoas de diferentes culturas e origens.
Ao longo da história, a arte tem sido um instrumento poderoso de comunicação, preservação da memória e expressão de emoções. Das manifestações rupestres às obras contemporâneas, cada criação artística é um testemunho da nossa capacidade de imaginar, interpretar e transformar o mundo que nos rodeia.
Com frequência associamos a arte a museus e galerias, mas ela está presente no nosso dia a dia, desde a arquitetura dos edifícios que habitamos até à música que embala os nossos momentos de lazer. Os livros que nos transportam para outras realidades, os filmes que nos emocionam e as peças de teatro que nos fazem refletir, ou a música que nos leva a outras dimensões. Tudo isto enriquece o nosso quotidiano como seres humanos criadores.
Desde a sua dimensão mais coletiva quando assumida como ferramenta de mudança social, à sua dimensão mais individualista que nos pode permitir o autoconhecimento, a expressão de emoções profundas, o alívio do stress ou de estados de depressão, a sua importância é irrevogável.
Para além da sua dimensão tangível plasmada em muitas tipologias de património mesmo a estas se associa uma dimensão imaterial. A obra pode perdurar no tempo, sujeitando-se aos efeitos do mesmo, envelhecendo e degradando-se, mas os valores dessa imaterialidade continuam a acompanhar esse percurso, num processo que é de subtrações e adições.
Na contemporaneidade lidamos com diversas e ricas expressões artísticas que formam as coleções dos museus, mas também enchem de público os mais distintos eventos culturais ao longo do ano. Portugal tem evoluído muito neste campo exibindo, hoje, uma programação cultural que contribui para atrair turistas e público nacional.
Mas ser artista, e há que dizê-lo é arriscar, muitas vezes ser irreverente, viver uma vida de dificuldades se não alcançar o reconhecimento da sociedade, e ser sobretudo um ser inquieto porque o ato de criar é um ato de inquietude e de afirmação.
De uma simples pintura a uma performance, tudo envolve criação, introspeção, e sobretudo comunicação. Por estes mesmos motivos a história já nos demonstrou que em todos os tempos, todos os regimes políticos ou hierarquias sociais escolheram a via artística para comunicarem os seus ideais, as suas preocupações ou mesmo para conservarem a efemeridade da sua condição social terrena. A arte assume-se intemporal e transversal na passagem do tempo.
No Dia Mundial da Arte, celebremos, pois, os principais atores deste processo, os artistas em primeira mão e a sociedade que é, em última instância responsável pelo seu reconhecimento ou esquecimento.