Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Liga dos Campeões enfrentam o Chelsea com vantagem de dois gols. Rádio Observador sempre nos grandes jogos, com emissão especial esta terça-feira. Chelsea Futebol Clube do Porto, com relato a partir de Sevilha, dos enviados especiais João Felipe Cruz e Miguel Videira. A partir das 19h30, a Rádio Observador acompanha o sonho do Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões.
Emissão especial a não perder aqui, amanhã na Rádio Observador. Tudo pronto pra app da vizinha. Conosco está a Ana Pimentel, a editora de tecnologia e startups do Observador. Olá, Ana.
Olá, Ana Filipa, olá, João. Boa semana.
Obrigada, para si também. E hoje vamos falar outra vez do Clubhouse, não é assim?
É verdade. Passamos a vida nisso, mas tem que ser. Mas atenção que não vamos apenas falar do Clubhouse, vamos falar aqui até dos possíveis concorrentes desta aplicação. Portanto, há aqui uma possibilidade da nossa app da vizinha ser ainda mais diversificada com as novas aplicações que podem estar a surgir. Bom, mas a verdade é que aqui o nosso Clubhouse tem apenas um ano de existência, mas está dado que falar. Já conta com mais de 10 milhões de downloads e atenção que apesar de estar disponível apenas para o sistema operativo iOS, continua a ser assim, portanto, só está disponível para os iPhone. A verdade é que continua a ser muito mediático e que tem aqui muitos holofotes, sobretudo em empresas rivais, sobre este fenômeno que está a ser então aqui o Clubhouse. Bom, e com isto, os investidores começaram também a atacar a aplicação em força, fizeram subir o valor da mesma para cerca de mil milhões de dólares, portanto já é um unicórnio este nosso Clubhouse. E quais são as consequências disto? Bom, como tem vindo a ser, aliás, bastante natural nesta indústria, todas as outras aplicações que nós tão bem conhecemos e que estão no mercado, de alguma forma querem ter ou querem ser o próprio Clubhouse. Portanto, sempre que surge aqui uma novidade, os grandes vão tentar copiá-la, isso é certo.
E a verdade é que pouco tempo depois das pessoas se aperceberem do Clubhouse, aqueles que tentaram por outras vias, por exemplo, fazer o download da aplicação, cedo perceberam que já havia muita coisa a ser feita com muitas semelhanças. E a verdade, como dizias, é que já há várias empresas a fazer isso mesmo, a tentar copiar, a criar as próprias versões do Clubhouse.
Exatamente, João. E bom, aqui a última empresa é uma bem conhecida da nossa praça, é o Facebook. O Facebook também tem esta sua própria tradição, que sempre que há uma rede social diferente no mercado, Mark Zuckerberg ou tenta comprá-la ou tenta copiá-la, e tem vindo a fazer isto ao longo do tempo. Bom, e na semana passada soube-se então que o Facebook estava mesmo a criar uma alternativa para concorrer com o Clubhouse. Chama-se Hotline, ok? À partida, portanto, se se mantiver. Foi uma opção criada dentro do próprio Facebook, de uma equipa que se chama Experimentação de Novos Produtos, que na verdade se encarrega aqui de criar coisas novas, tem um trabalho mais disruptivo dentro da própria rede social. E pelo aquilo que nós conseguimos perceber, tendo em conta a informação que foi disponibilizada pela empresa até à data, esta aplicação, o Hotline, parece inspirar-se no Clubhouse, mas vai mais além. Vai aqui mais além dos áudios do grupo. Nós no Clubhouse, só pra enquadrar aqui os nossos ouvintes, podemos ouvir muitas conversas alheias, podemos participar nelas. No fundo, é como se entrássemos e saíssemos de salas onde estão a decorrer conferências online em áudio. Portanto, podemos ouvir as pessoas, podemos tentar participar também nessas conversas. E bom, então o que este Hotline vai fazer? Voltando aqui ao Facebook. Parece que segue esta lógica, segue a mesma lógica da conversa áudio em direto, mas permite ter também texto e vídeo. Aqui, no fundo, vá como se fosse um cruzamento entre aquilo que é o Clubhouse, que acabei agora de explicar, e aquilo que também se pode fazer no Instagram Live, ou seja, nos diretos do Instagram, em que há também uma participação através de texto das pessoas que estão a assistir a uma determinada conversa e também há a possibilidade de participarmos mesmo em vídeo. Bom, aqui as salas estão disponíveis para quem quiser participar destes pequenos ajuntamentos virtuais que o Facebook então quer promover com este Hotline. E, ao contrário do que acontece no Clubhouse, aqui esta versão do Facebook para os áudios vai permitir que as conversas/conferências sejam gravadas e enviadas aos anfitriões das mesmas. Ou seja, há aqui uma possibilidade de tentar com que este conteúdo viva um pouco mais tempo, porque no Clubhouse isso não é possível, portanto as conversas nascem e morrem ali naquele espaço. Quem ouviu, ouviu. Quem não ouviu, pronto, nada a fazer. Segundo o Facebook, esta app estará mais virada para especialistas em determinadas áreas, ou seja, parece-me também aqui que tem uma componente mais profissional do que propriamente social, talvez como se fosse assim uma espécie de palco virtual pra conferências, parece-me. E, na verdade, até faria sentido que o Facebook apostasse nisso mesmo agora, em tempos de pandemia.
Ana, tudo muito bem, mas Hotline, péssimo nome, não é? Mas enfim.
É verdade. Sim.
Péssimo nome.
Ainda haverá pessoas que vão ao engano, não é?
Sim, eu li no Observador que até o Spotify está a pensar numa versão do Clubhouse
Sim, exatamente. O Spotify comprou a empresa por trás de uma aplicação que se chama Locker Room. A Locker Room é uma app também de áudio em direto, mas muito específica, porque é virada para conteúdos desportivos e que, à semelhança do Clubhouse, também só está disponível para iOS. Ou seja, também acaba por haver aqui um pouco aquela sensação de exclusividade que o Clubhouse ainda alimenta por só estar disponível num sistema operativo. O que o Spotify quer? Estamos aqui a falar do Facebook, estamos a falar do Clubhouse, de repente o Spotify, que é um serviço diferente, é um serviço de streaming de canções e podcasts, portanto aqui mais na vertente também do áudio, mas não entra nesta lógica de rede social. O que eles querem? Querem criar também um serviço que permita ter estas conversas online em direto e que qualquer pessoa possa criar salas também de conversação áudio online. Como é que isto depois se funde com o Spotify como nós o conhecemos? Como esta espécie de aparelhagem, quase invocando aqui um conceito já tão antigo, mas que vocês ainda se devem lembrar, pessoal. Parece que aqui o objetivo é que estas conversas, deste novo serviço que sairá da compra do Locker Room, fiquem também disponíveis na app principal do Spotify, como se fosse um podcast. À semelhança do Facebook, querer que estas conversas permaneçam na rede social mais tempo do que aquilo que acontece no Clubhouse.
Ana Pimentel, notei algum enfado há pouco quando estavas a dizer: "Bom, e afinal o que é que agora estas aplicações querem?" Porque na verdade parece que todas querem a mesma coisa, que é ter tudo ao mesmo tempo, em todas as plataformas e dominar tudo e mais alguma coisa. Mas a verdade, Ana, é que temos Facebook, Spotify, já em campo, e o Twitter. O que é que diz sobre isto?
O Twitter diz muita coisa também, João Alexandre. E tens razão, porque a verdade é que quase que apetece dizer já chega.
Cada uma no seu quadrado.
É verdade, cada uma no seu quadrado. Mas a verdade é que não estão a ser cada uma no seu quadrado. Cada vez mais as aplicações querem ter tudo e mais alguma coisa, até vão criando aqui algum desapego da parte das pessoas, porque já nem sabem até para onde é que são de virar. Mas voltando aqui ao nosso Clubhouse e ao nosso Twitter, atenção. A verdade é que o Twitter também se apressou aqui a lançar as suas salas de conversação próprias dentro do próprio Twitter, dentro da rede social, chamam Spaces. E são mais um sítio virtual onde os utilizadores podem estar em grupos a conversar por áudio, tal como as outras opções que já vos falei. Estas salas também começaram por estar disponíveis apenas para o sistema operativo iOS, ou seja, para iPhone, mas também já chegaram ao Android e parece que o Twitter não se queria ficar por aqui. No final da semana passada, segundo a Bloomberg, parece que o Twitter ponderou comprar mesmo o Clubhouse por cerca de 4 mil milhões de dólares. Lembram-se de há pouco eu ter dito que a app já valia mil milhões, portanto, seria aqui uma compra por 4 mil milhões, mais 3 mil. E apesar de nenhuma das partes ter confirmado propriamente esta notícia à agência financeira, a verdade é que várias fontes garantiram que durante alguns meses as duas empresas tinham estado a negociar uma aquisição neste valor. Isto numa altura em que também se soube que o Clubhouse estava a tentar negociar outra ronda de investimento que avaliasse nestes tais 4 mil milhões de dólares. Ao que tudo indica, este negócio não terá ido avante, portanto, a notícia foi dada no passado, como se as conversas tivessem terminado, mas resta saber o que acontecerá a partir daqui, porque com tanta rede social em jogo, poderá haver novidades ou não, em breve. O que é certo é que o Clubhouse parece que continua a dar o que falar.
É isso mesmo, e nós vamos acompanhar todas essas movimentações. E amanhã, na newsletter, vais falar também sobre isto, Ana Pimentel?
Exatamente. Amanhã na newsletter Startups, ali ao final do dia, para os nossos leitores. E claro que sim, falarei sobre isto e sobre as outras novidades que temos, como sempre, sobre os negócios tecnológicos.
Muito bem. Todas as semanas faço o convite, portanto, se ainda não subscreve a newsletter de startups do Observador, basta passar pelo site e começar a fazê-lo. E eu diria que o melhor é ouvir a App da Vizinha todas as semanas para estar a par das últimas novidades com a Ana Pimentel, editora Tecnologia e Startups do Observador, sempre aqui neste dia da semana. Ana, obrigada. Até para a semana.
Obrigada. Até para a semana. Adeus.
Rádio Observador. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.