Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

31ª jornada do campeonato e foi mesmo um grande 31 para o Sporting, que foi até à casa do lanterna vermelha, o Aves, empatar a uma bola e com isso acabou por entregar a chave do título ao Porto, que agora fica a três pontos de ser campeão. E com isso o Benfica pode também ficar no segundo lugar, só depende de si próprio para ocupar esse lugar. Uma muito má noite para o Sporting, uma noite que trouxe alguma dignidade ao Aves ainda esta época. Gabriel Alves.

Boa noite. O Aves trouxe uma estratégia para este encontro: fazer um forte à entrada da sua área e sair do forte a espaços, sempre que possível, naquilo que se chama no futebol em contra-ataque. O Sporting entrou com a sua brigada ofensiva. Na verdade, não conseguiu desfeitoar aquilo que eram as condições fortificadas da equipa do Aves e ao não o fazer, independentemente de ter uma massa ofensiva, a equipa do Aves controlou a situação. E naquilo que a sua zona defensiva, aqui ou acolá, não tivesse tido capacidade de estar completamente fechada, portanto havendo esta ou aquela brecha, teve um guarda-redes à altura dos acontecimentos e o guarda-redes hoje-

Foi o homem do jogo

...o homem do jogo, e não foi por acaso, foi de facto um guarda-redes de grande qualidade e de grande nível. Quanto à estratégia, é assim: domínio da partida, cantos, mais remates, mais posse, tudo o mais foi controlado pelo Aves na sua estratégia. Portanto, o Aves não só trabalhou naquilo que é a sua dignidade em termos competitivos, mas acima de tudo trouxe, através daquilo que o treinador projetou, e cumpriu com a regra que foi traçada, o desenho, o edifício traçado para esta partida. O Sporting fez gestão, a gestão que naturalmente é necessária fazer, dada a grande carga que o Sporting teve durante toda esta temporada, uma carga imensa de jogos e desgaste, que era outra com qualquer formação. E obviamente que essa carga acabou por trazer outros jogadores, portanto uma gestão. E a verdade é que há jogadores que ainda não estão naquilo que é a dimensão e depois a entrada desses jogadores também nas dinâmicas do próprio coletivo não funcionaram, que é o caso de Kenda, que foi o caso mais gritante, esteve muito aquém daquilo que se esperava e, portanto, não fez esquecer de forma nenhuma Katombe. Daí que o Aves controlou, o Sporting tentou, não teve capacidade de definição numa determinada altura e depois, quando acabou por obviamente conseguir chegar à baliza, conseguir rematar, ora os paus, ora o guarda-redes contrário trataram do assunto. Só que há que definir neste jogo do Sporting alguma coisa também. As substituições ao longo da partida, operadas por Rui Borges, provavelmente teriam sido bem mais profícuas se tivessem sido feitas em momentos diversos, não naquela altura em que Rui Borges, portanto, as concretizou. Também dizer, por exemplo, que o ponta de lança Suárez está de facto nesta altura em baixo de forma. Ele não entrou com aquela dimensão a que nos habituou durante toda a campanha, durante toda a temporada. O próprio Pote, que não é de hoje, já vem sendo de há semanas a esta parte, não foi aquele jogador uma vez mais com aquela dimensão que nós conhecemos em Pedro Gonçalves. Tudo isso são fatores que naturalmente retiraram capacidade, eu diria, esclarecimento maior naquilo que é a definição tática, naquilo que é um projeto de jogo, que acabou por ser atacante, ofensivo, mas que foi controlado por aquilo que foi o adversário.

E Gabriel Alves, alguém merecerá o epíteto de força da técnica?

Eu vou dar ao Pedro Lima, que marcou o grande penal, a grande penalidade, o penalti. Eu direi que é um penalti de canhota, como eu lhe chamo, com o pé esquerdo, portanto, com o pé canhoto. Muito bem definido o remate, grande categoria, grande qualidade, força da técnica para o Pedro Lima.

Antes de nos despedirmos, Gabriel, só para fechar aqui, não olhando só para este jogo, mas para contemplar as contas finais deste campeonato. Só faltam três jogos. O Porto está a três pontos de ser campeão. O Benfica neste momento tem um calendário mais difícil que o Sporting, mas só depende de si para ficar no segundo lugar. O que pergunto é se este empate não será uma espécie de machadada anímica final na equipa do Sporting, e agora entramos aqui numa espécie de espiral negativa para os leões.

Vamos ver qual é a resposta que o Sporting dá já na próxima, porque tem que dar na quarta-feira, que é o jogo em atraso e terá partido desses três pontos, que são pontos que se os conquistar, terá que ter capacidade para o fazer. São pontos importantes para ficar naquilo que é uma situação de igualdade face ao Sport Lisboa e Benfica. Depois é jogo a jogo. O Sporting depende só de si, o Benfica também só depende de si. É a parte emocional do campeonato nesta ponta final da campanha, ver qual deles vai ceder. Vai ceder, se o Benfica cede e se o Sporting consegue ganhar os jogos todos. Portanto, qualquer deles tem que os ganhar todos. E portanto vai ser uma luta palmo a palmo, jornada a jornada, vai pôr os adeptos do país, aqueles que são águia e aqueles que são leão, numa discussão acesa.

Uma discussão. Os águias e os leões que tem, Gabriel, neste país?

Um fala à Terra, o outro levanta a juba.

Estão a montar uma selva.

Exatamente. E, portanto, vamos ter conversa, vamos ter interesse.

Este ano está a dar para o dragão.

Sim, isso aí é dragão.

Sem escamas.

Não, e o dragão está do alto da bancada a olhar.

Gabriel Alves, a força da técnica e a técnica da força deste empate do Sporting em casa do Aves a uma bola na 31ª jornada, deixando assim o Porto a três pontos de sagrar campeão nacional. Podemos ter resolução já para a semana. Um grande abraço, Gabriel.

Um abraço para todos os observadores.