Primeira decisão, primeiro obstáculo contornado. Contando com a suspensão preventiva desde o dia em que abandonou a concentração da Seleção em Copenhaga, e sendo sancionado apenas com um mês de castigo, Cristiano Ronaldo podia estar presente nos dois últimos encontros da primeira fase da Liga das Nações. Agora, a mais de uma semana do anúncio dos convocados, surge um novo passo para o regresso: o avançado faz parte da extensa lista de pré-convocados de Jorge Jesus para os próximos dois encontros.

Essa era a principal dúvida em relação aos passos que se seguiriam até à possível entrada do número 7 nas opções nacionais. Por um lado, a Federação Portuguesa de Futebol tem trabalhado e muito nos bastidores para promover o regresso de Ronaldo à Seleção, com Pedro Proença a assumir a pasta entre contactos quase diários com todos os intervenientes no processo. Por outro, o selecionador olhava para estes duelos como uma oportunidade para poder testar outras soluções, tendo em conta que Portugal está apenas a um ponto do primeiro lugar do grupo (e respetivo estatuto de cabeça de série no sorteio) e não terá mais oportunidades para isso até à Final Four da Liga das Nações, caso consiga superar o duelo dos quartos.

A informação começou por ser avançada pelo jornal O Jogo, com essa indicação de que todos os jogadores portugueses do Al Nassr receberam essa notificação da pré-convocatória para a Seleção – ou seja, e além de Ronaldo, estão também sinalizados João Félix e Samu Costa, que foi ao Mundial mas saiu dos eleitos nessa primeira lista de Jorge Jesus para os encontros com País de Gales, Noruega (dois) e Dinamarca. De recordar que, na conferência de imprensa após esse anúncio, Jorge Jesus explicou que, além de Ronaldo e Gonçalo Ramos, decidiu chamar Flávio Silva, do B. Dortmund, tendo referenciado André Silva, do FC Porto, e Gonçalo Paciência, do Santa Clara (avançado que falhou o jogo com o Benfica por um problema físico).

Fica agora por conhecer a decisão de Cristiano Ronaldo, que no longo comunicado que fez depois da saída da concentração da equipa em Copenhaga manifestou o desejo de regressar à Seleção (e sem ser num encontro meramente de despedida) mas sem especificar se poderia ser já na próxima convocatória caso não estivesse ainda a cumprir castigo, como é o caso. Em paralelo, também Jorge Jesus ainda não comentou o teor desse texto partilhado pelo capitão da Seleção, que acusa o selecionador por mais do que uma vez de faltar à verdade ao longo de todo o processo que acabou por culminar com o abandono do estágio nacional.

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