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A edição de hoje da Guerra Traduzida Especial Irão é com o jornalista Miguel Pina Andrade. Nos próximos minutos damos destaque à imprensa norte-americana e do Médio Oriente. Miguel, boa tarde.

Olá, Carlos, boa tarde.

A China afirma que as sanções e a pressão dos Estados Unidos sobre o Irão não vão funcionar.

Isto depois de Washington ter pedido a vários governos, incluindo Pequim, para unirem esforços para isolar a economia do Irão, de acordo com a CNN Internacional, que cita o porta-voz do Ministério Chinês dos Negócios Estrangeiros, Pequim apela a que todas as partes relevantes tomem medidas responsáveis e para que resolvam o problema através de meios políticos e também meios diplomáticos.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirma que Washington vai impor as sanções mais severas da história para derrubar o governo iraniano.

Refere-se ao Dia D econômico anunciado por Trump, com o objetivo de forçar o Irão a ceder às exigências de Washington relativamente ao programa nuclear e ao impasse no estreito de Ormuz. Bessent deixa ainda a ameaça de enormes consequências para qualquer país que mantenha ligações econômicas com Teerão. A China critica esta iniciativa dos Estados Unidos e deixa o alerta de que as sanções adicionais não vão resolver os conflitos em curso.

Miguel, na reação, o Irão descreve as medidas propostas como ilegais e desumanas.

O Irão, que já tinha criticado, hoje volta a lançar o reto. O presidente do Parlamento iraniano afirma que o país deve preparar-se para superar as sanções cruéis. É assim que Mohammed Bagher Ghalibaf descreve as medidas anunciadas por Donald Trump. Diz também o presidente do Parlamento iraniano que os recursos e as matérias-primas dos países muçulmanos são a razão pela qual os inimigos atacam. É o que se pode ler no canal de Telegram do governante, citado pela Al Jazeera. Durante uma visita ao Iraque, o presidente do Parlamento do Irão apelou a Bagdade para que coopere com o Irão neste contexto de guerra.

Continuamos a falar do Irão. A Guarda Revolucionária Islâmica avisa que vai usar mísseis com maior poder destrutivo, se a guerra se intensificar na região do Golfo Pérsico.

O processo de diálogo com os Estados Unidos continua numa zona de impasse. Em declarações divulgadas pela agência de notícias Tasnim, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irão diz que o poder destrutivo das ogivas utilizadas nos mísseis supera em muito daqueles que eram utilizados em guerras anteriores. Hussein Moab garante que se as confrontações entre as partes se agravarem, as armas utilizadas pela República Islâmica vão ser completamente diferentes das do passado em todos os aspectos. Acrescenta ainda que o país está a melhorar continuamente as capacidades militares, isto através do desenvolvimento de armas com maior precisão, poder destrutivo e sofisticação tecnológica.

Vamos virar agora atenções para Israel. O exército israelita diz ter eliminado mais um comandante do Hamas num ataque que ocorreu na Faixa de Gaza.

Sim, numa publicação na rede social X, as Forças de Defesa Israelita afirmam que mataram um membro do Hamas durante um ataque realizado esta quarta-feira na zona de Nuseirat, na Faixa de Gaza. Segundo as IDF, o exército identificou o homem como Sabayi Mahmoud Shaat, era comandante de um pelotão da ala militar do grupo extremista. As forças israelitas afirmam ainda que Shaat participou no ataque de 07 de outubro de 2023, em que esteve envolvido na detenção de israelitas feitos reféns.

Mantemos o foco em Gaza. A Amnistia Internacional defende que o Hamas deve pôr fim às execuções extrajudiciais de suspeitos de colaboração com Israel.

Processos realizados sem se proceder a qualquer processo judicial. Em comunicado, a Amnistia Internacional adianta ter investigado e documentado nove execuções extrajudiciais e homicídios ilegais cometidos por forças afiliadas ao Hamas. Na nota é referido que embora os responsáveis do grupo extremista afirmem ter aberto investigações internas preliminares sobre estes incidentes, tanto quanto é do conhecimento da Amnistia Internacional, nenhum dos responsáveis pelos homicídios foi chamado, até à data, a responder.

E as forças israelitas voltaram a atacar, Miguel, o sul do Líbano durante a última noite.

Sim, as Forças de Defesa de Israel levaram a cabo novos ataques aéreos à vila de Al-Mansouri, no sul do país. É o que dá conta a Agência Nacional de Notícias Libanesa, que diz que a localidade foi atingida por uma série de fortes explosões que foram ouvidas em várias aldeias da região. O exército israelita realizou ainda ataques em Hadatha e Attiri, no distrito de Bint Jbeil.

E o Líbano promete, entretanto, não poupar esforços para garantir a retirada total de Israel do país.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, deslocou-se ao sul do país, onde falou com os militares libaneses destacados na cidade, depois da retirada das tropas israelitas da região. Durante esta visita, o primeiro-ministro garante que o Líbano está a mobilizar apoio internacional para garantir o bem-estar dos militares perante aquilo que diz ser a agressão israelita. De acordo com a Al Jazeera, Nawaf Salam diz que reforçar o exército não é um ponto secundário no programa do governo, nem sequer uma questão técnica, é sim uma escolha estratégica no centro do projeto para reestruturar o Estado do Líbano.

Fica por aqui mais uma edição, a última da semana, de Guerra Traduzida sobre o Médio Oriente. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje foi do jornalista Miguel Pina Andrade.