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"Guerra Traduzida: especial Conflito no Médio Oriente" hoje com o Rui Casanova. Rui, começamos com a indefinição em torno da suposta nova ronda de negociações no Catar.

Sim, o Irão garante que não se vai reunir com os enviados dos Estados Unidos que viajaram para o Catar. É uma notícia em destaque no jornal "Times of Israel". Teerão já tinha avisado esta semana que não estava prevista nenhuma reunião em Doha. Isto apesar de Donald Trump ter afirmado várias vezes que hoje ia acontecer uma nova ronda negocial para pôr fim ao conflito. Estava previsto que os dois países iniciassem conversas técnicas de baixo nível diplomático nesta fase, de acordo com o memorando de entendimento alcançado entre Washington e Teerão. Trump afirma que essas negociações vão acontecer, o Irão nega. A Al Jazeera, entretanto, afirma que sim, há conversas a acontecer em Doha. A Al Jazeera cita fontes próximas das negociações. Veremos o que dizem os dois lados do conflito, Estados Unidos e Irão, sobre estas supostas negociações, uma nova ronda negocial que não está oficialmente confirmada, mas que, a acontecer, acontece em Doha, no Catar.

E Rui, Donald Trump considerou o regresso à guerra em larga escala com o Irão, mas escolheu a via diplomática.

É uma notícia avançada pelo "The Wall Street Journal". O presidente dos Estados Unidos considerou nos últimos dias o regresso à guerra no Irão, mas preferiu a abordagem diplomática, uma abordagem que tem vindo a ser seguida. De acordo com este jornal norte-americano, Trump foi informado sobre várias opções militares por altos funcionários do Departamento de Defesa, mas disse temer que um novo conflito militar pudesse vir a prejudicar as perspectivas de uma eventual solução diplomática e do desmantelamento do programa nuclear do Irão, dois objetivos de Trump. Apesar de excluir nesta fase um ataque militar em larga escala contra o Irão, Donald Trump admite lançar ataques limitados contra alvos iranianos, caso Teerão venha a violar os termos do memorando de entendimento atualmente em vigor. É uma notícia avançada pelo "The Wall Street Journal".

E o estreito de Ormuz continua na ordem do dia e a fazer manchetes na imprensa internacional.

O Irão está determinado a obter o reconhecimento internacional do controle sobre o estreito de Ormuz e da capacidade de Teerão de cobrar taxas de navios que entram ou saem do Golfo, mesmo que tenha que o fazer pela força. É o que dizem duas fontes iranianas citadas pela agência Reuters. Nos termos do acordo provisório alcançado entre Estados Unidos e Irão para pôr fim ao conflito, o Irão concordou em permitir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz por 60 dias, sem o pagamento de qualquer taxa, sem custos. No entanto, Teerão acredita que a redação do acordo lhe permite manter o controle sobre quais navios podem passar e qual a rota a seguir através desta via marítima. É uma notícia em destaque na agência Reuters. Como dizíamos, o estreito de Ormuz continua a ser um dos principais focos deste conflito no Médio Oriente.

E Israel não afasta uma nova vaga de ataques ao Irão.

O primeiro-ministro israelita avisa que, se for necessário, está pronto para atacar Teerão. Para Benjamin Netanyahu, Israel deve também manter zonas de segurança dentro de território inimigo. Tudo isto para evitar que o Irão venha a desenvolver armas nucleares num futuro próximo. É uma ameaça feita por Benjamin Netanyahu numa entrevista à televisão estatal israelita na última noite. Israel não afasta uma nova vaga de ataques contra o Irão.

E Rui, a tensão entre Estados Unidos e o Irão chegou também ao Mundial de Futebol.

Exato. Miguel, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão critica os comentários feitos pelo secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos sobre a saída do Irão do Mundial 2026. Afirma que refletem uma falta de respeito e que comprometem a capacidade dos Estados Unidos de receber, no futuro, grandes torneios internacionais. O secretário norte-americano celebrou a eliminação do Irão neste Mundial 2026. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão não gostou dessa reação, fala em falta de dignidade por parte de um diplomata norte-americano. É uma notícia em destaque na agência estatal iraniana Tasnim. Interessante ver aqui a forma como este conflito chega também ao desporto e, neste caso, ao Mundial 2026.

Ponto final neste episódio da "Guerra Traduzida" do Irão. Voltamos amanhã com mais destaques da imprensa sobre este conflito. A edição de hoje foi com o jornalista Rui Casanova.