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Está no ar mais uma edição da Guerra Traduzida, especial para acompanhar a situação no Irão, através dos destaques dos jornais do Médio Oriente e também dos Estados Unidos, hoje com a jornalista Teresa Freire. Olá, Teresa.

Olá, Miguel.

Vamos começar por olhar para a agência Reuters, que adianta que as equipes técnicas do Irão e também dos Estados Unidos vão encontrar-se nos próximos dias em Doha, no Catar, para discutir a implementação do memorando de entendimento.

A Reuters escreve ainda que os mediadores estabeleceram canais de comunicação para acalmar quaisquer incidentes e que as negociações técnicas deverão prosseguir.

Uma notícia que surge depois de se saber que o Irão e também Omã já tiveram uma reunião do comitê conjunto sobre o Estreito de Ormuz.

Esta primeira reunião decorreu em Muscat. Entretanto, na rede social X, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão para os Assuntos Jurídicos Internacionais avançou que foram discutidas as questões atuais ligadas ao estreito e a gestão futura da via marítima, no quadro do parágrafo cinco do memorando de entendimento de Islamabad e os direitos soberanos dos estados ribeirinhos. O encontro também contou com a presença do secretário de Estado para os Negócios Estrangeiros de Omã.

O presidente do Irão diz que o país vai receber seis mil milhões de dólares de fundos congelados detidos no Catar.

A notícia avançada pela Al Jazeera cita as declarações do presidente durante uma visita à cidade iraniana Qom. O presidente considera que o acordo com os Estados Unidos foi um grande feito e uma grande vitória para o povo iraniano, uma vez que foram levantadas sanções sobre os setores petrolífero e petroquímico. De acordo com o plano estabelecido, o presidente diz que seis mil milhões de dólares, dos 12 mil milhões de dólares dos fundos iranianos congelados no Catar, vão ser desbloqueados e devolvidos. Sublinhou ainda que não pretendem adquirir armas nucleares e garantiu à comunidade internacional que a atividade nuclear será proporcional às necessidades do país.

A Al Jazeera avança também que um conselheiro do supremo líder do Irão deixou um aviso sério ao Bahrein.

Aviso no qual ameaçaram que Teerão vai atingir o país se este for provocado. Ali Akbar Velayati disse à agência Tasnim que este aviso foi feito para que o Bahrein conheça os seus limites. Pede que o país não jogue assim com o próprio destino e que não obriguem o Irão a tomar decisões difíceis. Declarações que surgem depois do Irão ter atingido uma base dos Estados Unidos no Bahrein, na sexta e no sábado, como resposta aos ataques norte-americanos. Teerão alega que os Estados Unidos usaram bases militares na região para lançar ataques contra o território, algo que as Nações do Golfo negam.

E do lado do Líbano, o presidente do Parlamento libanês diz que o acordo assinado com Israel não vai ser aprovado.

Isto porque o presidente considera que este não garante os direitos do Líbano. Num comunicado divulgado pelo partido Movimento Amal, Nabih Berri garante que o acordo não será nem aprovado, nem implementado na forma atual. Em causa o acordo assinado na sexta-feira em Washington, que visa alcançar uma paz duradoura entre o Líbano e Israel, prevendo, nomeadamente, o desarmamento do Hezbollah.

Ainda esta manhã, precisamente, o Hezbollah afirmou que tem o direito de defender a pátria e o povo do Líbano.

O grupo libanês considera que tem o direito a defender-se dos ataques feitos por Israel contra o sul do Líbano. Reiteram que o que o inimigo fez constitui uma violação flagrante do cessar-fogo, ao qual se têm mantido fiel até agora, e que dizem ainda que estão a monitorizar e a acompanhar essas violações.

E a Guerra Traduzida para acompanhar o conflito no Médio Oriente, em especial no Irão, volta amanhã. A edição de hoje foi com a jornalista Teresa Freire.