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Estamos de volta com a "Guerra Traduzida" e com a jornalista Diana Rosa para falar, desta vez, da imprensa ucraniana, retomando esse tema que está a marcar a atualidade internacional.

É isso. No que diz respeito à guerra na Ucrânia, esta autorização de Joe Biden para a utilização de armas de longo alcance. França admite avançar com a mesma decisão. É uma hipótese a considerar, afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros francês. O diplomata diz, aliás, que não é nenhuma novidade que França admita dar essa autorização, em particular para atingir os alvos de onde a Rússia dispara mísseis contra a Ucrânia.

E também o chefe da diplomacia europeia, Diana, espera que haja apoio europeu ao uso de armas de longo alcance.

Josep Borrell está a cumprir as últimas semanas de mandato. Reitera o que já disse várias vezes: a Ucrânia deve poder utilizar as armas que lhe são fornecidas, não só para neutralizar ataques, mas também para atingir a Rússia.

Igualmente, a Polónia saúda essa autorização por parte dos Estados Unidos.

O ministro polaco da Administração Interna considera que é a única resposta apropriada a Vladimir Putin, que só compreende a linguagem da força. O governante sublinha que a duração da guerra, quase 1000 dias, como dizíamos há pouco, não deixa margem para dúvidas sobre a necessidade de tomar medidas contundentes. Por sua vez, o vice-ministro da Defesa da Polónia afirma que a Rússia só conhece uma linguagem, a linguagem do poder, e por isso também considera que Joe Biden tomou uma boa decisão. A Polónia acrescenta que o presidente norte-americano foi revolucionário nesta escolha e em linha com a política promovida pelo homólogo polaco.

E enquanto, Diana, decorre a Cimeira do G20, o presidente turco vai apresentar um plano para congelar o conflito e adiar a candidatura da Ucrânia à NATO.

Recep Erdoğan já tem a proposta preparada. Vai ser conhecida entre hoje e amanhã, no Rio de Janeiro. Prevê-se que o documento inclua o adiamento das discussões sobre a adesão da Ucrânia à NATO por, pelo menos, uma década, uma medida descrita como uma concessão a Putin. A proposta também sugere a criação de uma zona desmilitarizada no leste de Donbass, que fica a ser supervisionada por forças internacionais de manutenção de paz, e oferecer ainda apoio militar à Ucrânia, precisamente como compensação pelo adiamento da entrada na NATO. É uma tentativa de agradar aos dois mundos sem entrar em grande conflito, sem que ninguém tenha muito a perder. De acordo com as autoridades turcas, embora o plano possa ser difícil, em particular para a Ucrânia, é o que a Turquia considera a abordagem mais realista para alcançar um cessar-fogo estável. Erdoğan pretende sediar as negociações de paz em Istambul o mais rápido possível, visto que tem informações dos serviços secretos que sugerem que a Ucrânia pode sofrer perdas territoriais significativas se as hostilidades persistirem nos próximos meses, nomeadamente nos meses de inverno. Nesta cúpula do G20 não participa Volodymyr Zelensky, não foi convidado. A Rússia, apesar de ser membro do G20, Vladimir Putin não quis participar por causa do mandado de captura internacional de Kiev.

E um plano que ainda antes de ser apresentado, já foi rejeitado pela Rússia.

De acordo com as declarações do porta-voz do Kremlin, citadas pelo "The Voice of Ukraine", o plano é descrito como inaceitável para o lado russo, que só negoceia com a garantia de concessão do território já ocupado pelas tropas na Ucrânia. De concessão, diga-se, da Ucrânia à Rússia. Dmitry Peskov diz ainda que está disponível para um cessar-fogo, mas que a elaboração dessas propostas tem de sentar à mesa Vladimir Putin, o que aqui não foi o caso.

E paralelamente, Diana, Suécia, Finlândia e Noruega estão a distribuir panfletos sobre uma preparação para a Terceira Guerra Mundial.

Passo a citar: "'Se a Guerra ou a Crise Chegar', é o nome do panfleto sueco da Segunda Guerra Mundial, que começou hoje a ser distribuído a mais de cinco milhões de pessoas, adaptado à realidade do século XXI. Está a ser entregue nas caixas de correio das casas dos habitantes. Na vizinha Noruega, já foram enviadas mais de duas mil cópias em papel, milhões de cópias em papel, acompanhadas de um guia, que também está disponível online, sobre conselhos para preparação para emergências. Na Finlândia, o documento está disponível apenas em formato digital. O conteúdo dos três documentos é semelhante. Procuram preparar a população para um cenário de crise, neste caso de guerra, causada por ataques russos. A preparação acentua-se com a chegada do inverno. Todos imaginamos, Luís, quão rigoroso é o inverno no Norte da Europa. Nesse sentido, a principal recomendação é manter comida, água engarrafada suficiente para pelo menos 72 horas. A Proteção Civil dos três países recomenda, a partir de agora, alimentos como enlatados, batatas, massas e barras energéticas, assim como alimento para os animais, para quem os tem. Ainda medicamentos como comprimidos de iodo para um eventual ataque nuclear e fontes de energia alternativa. Os panfletos incluem também uma secção dedicada especificamente a ataques militares, em que garantem que os países têm infraestruturas para se defenderem. É uma notícia do "Kyiv Post".

E é com estes avisos que termina mais esta edição da "Guerra Traduzida". Estamos de regresso amanhã.