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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques da imprensa russa com a Laura Figueiredo. Laura, Vladimir Putin não está satisfeito com a continuidade da guerra na Ucrânia.
É pelo menos o que afirma o presidente turco. Em declarações aos jornalistas a bordo do avião presidencial, Erdogan afirmou que tanto ele como Putin esperam que a guerra termine em breve, através de um acordo de paz. O chefe de Estado da Turquia afirma que ambos querem que o processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia aconteça o mais rapidamente possível e que a paz prevaleça na região. Erdogan diz ser claro que a guerra não produziu um resultado benéfico nem para a região turca, nem para o mundo ou para qualquer parte envolvida.
E em relação aos rumores de mobilização, o presidente da Federação Russa diz que são absurdos.
É a notícia em destaque no Moscow Times. De acordo com este jornal, o presidente russo rejeita categoricamente as notícias que dão conta de que o Kremlin estaria a preparar uma nova vaga de mobilização militar. As declarações surgem numa altura em que vários órgãos de comunicação ucranianos sugeriam planos do Kremlin para convocar cerca de 300 mil soldados depois das eleições para a Duma Estatal. Na mesma conferência de imprensa, hoje, o presidente russo aproveitou também para deixar um aviso à Ucrânia. Putin revelou ter já ordenado preparativos para ataques em grande escala contra as infraestruturas energéticas ucranianas. De acordo com o líder russo, esta resposta militar será uma retaliação directa pela recente vaga de ataques ucranianos a refinarias de petróleo, depósitos de combustível e alvos económicos no território russo. Vladimir Putin diz que Kiev abriu uma caixa de Pandora ao atingir activos industriais e que Moscovo vai responder tendo como alvos os sectores mais sensíveis da economia ucraniana.
E seguimos com o autarca de Moscovo, que afirma que quase 9 mil drones ucranianos atacaram a capital russa em agosto.
Citado pelo Moscow Times, o presidente da Câmara revela que as defesas aéreas interceitaram a grande maioria das aeronaves não tripuladas antes que chegassem aos arredores da capital russa. O governante avança também que quase 800 drones foram destruídos enquanto se aproximavam de Moscovo, deixando por revelar quantos conseguiram ultrapassar, de facto, as camadas de defesa aérea. Apesar dos números avançados pelas autoridades municipais, o Kremlin apressou-se a assegurar à população que o espaço aéreo permanece sob controle e que as forças de defesa antiaérea vão responder sempre com eficácia.
E, Laura, depois da ameaça de Zelensky, a Rússia garante que não permitirá perturbações graves na aviação civil.
De acordo com a Interfax, o ministro russo dos Transportes garante que Moscovo não vai permitir que a Ucrânia provoque perturbações graves na aviação civil. Zelensky tinha alertado ontem as companhias aéreas para os riscos de utilização do espaço aéreo russo, devido à presença de drones ucranianos. O ministro russo garante que o país está naturalmente a preparar-se para isso e a ter em consideração todas as ameaças. O governante assegura, no entanto, que o Kremlin está constantemente a reforçar a segurança dos voos e os requisitos de segurança nos aeroportos, tendo solução para tudo.
Fica por aqui esta edição da "Guerra Traduzida", hoje com a jornalista Laura Figueiredo.