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Guerra traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite. Começamos pela imprensa russa. A Rússia avisa que pode atacar alvos militares britânicos e acusa Londres e Paris de estarem a brincar com o fogo.
O aviso é deixado pela porta-voz do Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros. Maria Zakharova adianta que a Rússia pode atacar alvos militares britânicos dentro e fora do território ucraniano, como retaliação pelo uso de mísseis do Reino Unido em ataques contra território russo. Citada pela agência de notícias TASS, a porta-voz afirma que o Kremlin tem alertado repetidamente que quaisquer instalações e equipamentos militares britânicos na Ucrânia e noutros lugares podem ser usados como força retaliatória contra ataques ucranianos com armamento britânico em território russo. Zakharova diz que os culpados de crimes de guerra serão punidos de acordo com os seus atos. A responsável afirma ainda que o Reino Unido e França têm responsabilidade directa pelos ataques ucranianos contra a Rússia e acusa os dois países de estarem a brincar com o fogo, com a transferência de dados sobre o fabrico de mísseis Storm Shadow.
E o Kremlin nega que o director da CIA tenha pedido a Moscovo pra não atacar a NATO.
A Rússia nega igualmente ter planos para atacar um país da NATO, ao mesmo tempo que acusa os países europeus de seguirem uma política agressiva em relação a Moscovo. Segundo vários meios de comunicação ocidentais, esses alegados planos de Moscovo terão estado na origem da visita-relâmpago do director da CIA à Rússia. Ora, o porta-voz do Kremlin diz que ultimamente têm sido publicadas muitas histórias assustadoras relacionadas com o tema. Também nas últimas semanas, as autoridades alemãs, romenas, polacas e dos países bálticos têm denunciado a queda nos seus territórios de drones alegadamente russos. Peskov insiste que Moscovo preferia alcançar os objectivos por meios pacíficos, mas diz que perante a impossibilidade de o fazer, prossegue com a operação militar especial para garantir a sua segurança e os seus interesses.
A Rússia garante que vai responder aos ataques ucranianos e afirma que não existe nenhum calendário para uma nova ronda negocial.
A porta-voz do Kremlin assegura que a resposta russa aos ataques ucranianos será dura, mas garante que o país não precisa de uma escalada militar por estar a avançar no terreno. Em relação às negociações com a Ucrânia, Dmitri Peskov diz que os contactos que existem são com os Estados Unidos e assegura que não existe nenhuma data prevista para uma nova ronda negocial. Citado pela TASS, o porta-voz do Kremlin diz que no momento não tem nenhuma informação sobre planos específicos ou calendário para a próxima ronda de negociações.
E também a Rússia atacou uma central eléctrica em Kherson, tendo provocado a destruição completa dos equipamentos.
O ataque russo com quatro bombas aéreas guiadas contra a central eléctrica em Kherson provocou a destruição completa de todos os equipamentos de geração de energia. Não houve, no entanto, vítimas deste ataque. Em comunicado, a empresa adianta que os russos atacaram uma instalação exclusivamente civil, que fornece energia a uma parte significativa dos edifícios residenciais de Kherson. A empresa acusa Moscovo de ter feito o ataque simplesmente para aterrorizar a população civil e para tentar privar dezenas de milhares de residentes de uma fonte de aquecimento.
Estes são os principais destaques da imprensa russa. Voltamos já a seguir com os destaques dos jornais ucranianos.