Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Segunda parte da Guerra Traduzida. Continuamos com o Vasco Maldonado Correia agora para olhar para o que dizem os jornais russos. Vasco, Moscovo vê sinais de esperança vindos da Europa, garante que as disposições da doutrina nuclear russa se mantêm inalteradas.
Incluindo as responsabilidades que diz haver das potências nucleares de encorajar os Estados não nucleares. É o que diz Dmitry Peskov. O porta-voz do Kremlin vê como um resquício de sanidade europeia, antes de dizer que a Alemanha não vai fornecer mísseis de cruzeiro de longo alcance Taurus à Ucrânia, no mínimo, por enquanto. A Rússia pede a todos os Estados que ajudem a persuadir a Ucrânia a retomar as negociações diretas e a preparar a Ucrânia para a próxima ronda de negociações. Peskov acusa também os europeus de demonstrarem uma atitude raivosamente militarista. É o que foi a acusação do porta-voz do Kremlin em relação à Rússia. Enfatiza que patrocinar Kiev é caro para a União Europeia e vai levar a tensões dentro do bloco dos 27. Quanto ao Donald Trump, Peskov ainda vê os Estados Unidos como principal mediador deste conflito e diz, o porta-voz, que muitas declarações foram feitas, muitas expressões de decepção foram lançadas nos últimos tempos, mas ainda é possível conversar.
E a Rússia ocupa o terceiro lugar nas importações de gás da União Europeia.
São valores relativos a este ano, até ao mês de maio. No total, a União Europeia comprou gás russo no valor de 1.100 milhões de euros. Apenas os Estados Unidos e a Argélia ficam acima nesta lista. Contas que são feitas pelo Eurostat, divulgadas hoje pela agência estatal TASS. A participação da Rússia nas importações de gás da União Europeia totalizou mais de 16% entre janeiro e maio. Representou uma queda em relação aos 18,7% registados o ano passado, sendo que anteriormente, lembra a Agência TASS, a Comissão Europeia anunciou planos para rejeitar o gás russo, planos que preveem a proibição de novos acordos de importação de gás russo e contratos com empresas de gás russo até ao final do ano.
E Vasco, a Agência TASS cita hoje um artigo no jornal conservador norte-americano que elogia o crescimento dos BRICS.
A forma como o bloco dos países emergentes ganha força como alternativa ao modelo unipolar norte-americano, a China, a Rússia e outros países não ocidentais estão a construir uma alternativa viável à ordem mundial liderada pelos Estados Unidos, é o que se pode ler nesta publicação assinada pelo americano Ted Snyder no The American Conservative. Escreve que muitas das ameaças tarifárias de Donald Trump, incluindo as que eram direcionadas aos membros dos BRICS e aos países dispostos a juntar-se a este bloco, tinham claramente a intenção de proteger a hegemonia dos Estados Unidos e erguer um obstáculo à multipolaridade emergente. Mas, diz Ted Snyder, tiveram o efeito oposto e empurram agora os países alvos ainda mais pra adesão aos BRICS e aumentando o comércio entre os Estados membros deste bloco, incluindo o comércio em moedas locais, em vez do dólar americano. É um artigo também que está em destaque hoje na imprensa russa.
Pegando para a imprensa russa independente, Vasco, o Moscow Times escreve hoje que há famílias de prisioneiros de guerra a acusar Moscovo de realocar esses soldados depois de terem sido devolvidos pela Ucrânia.
Com parte das várias trocas de prisioneiros promovidas entre os dois países. O Moscow Times traz o exemplo de um soldado, Mikhail Surikov, que garantia que depois de serem libertados, os soldados russos são enviados de volta para o campo de batalha, e foi precisamente isso que lhe aconteceu. Acabou por morrer depois de ser realocado. Esta medida, a confirmarem-se as acusações, viola a Convenção de Genebra sobre prisioneiros de guerra, que afirma que estas pessoas não podem ser realocadas para o serviço militar ativo depois de terem sido feitas prisioneiras. Ora, nas redes sociais há vários exemplos denunciados por famílias destes soldados de que estes casos se estão mesmo a verificar.
Uma notícia na imprensa russa independente a fechar esta edição da Guerra Traduzida, que está de regresso amanhã.