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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Começamos com a imprensa da Rússia e com mais um passo de Donald Trump em direção à Rússia. O presidente norte-americano diz que se dá muito bem com Putin.
A relação é ótima, embora admita que subestimou a complexidade da resolução da guerra na Ucrânia. Trump diz que achou mesmo que era fácil, uma vez que os dois se dão tão bem. Declarações na reunião do Conselho de Paz, criado pelos Estados Unidos para fazer concorrência às Nações Unidas. Trump elogiou o trabalho do seu enviado especial, Steve Witkoff, na resolução do conflito. Contou até uma história sobre como ficou ansioso durante o primeiro encontro do Witkoff com o presidente russo. Diz que ligou várias vezes pra Rússia a perguntar: "Como é que está o Steve?" O mesmo Steve que ficou quatro horas reunido com Putin. Trump diz que eles também se dão bem e que são os dois talentosos.
Ao mesmo tempo, Donald Trump prorrogou por um ano algumas sanções impostas anteriormente contra a Rússia.
Sim, é o que adianta o aviso publicado no Diário do Governo dos Estados Unidos, citado pelos jornais internacionais. O documento refere-se às restrições contra a Rússia introduzidas através de decretos executivos do presidente norte-americano em 2022, setembro de 2018 e março e dezembro de 2014. Referem-se à Crimeia. A Rússia fica que ocupou esta península precisamente em 2014. Todas essas medidas restritivas devem permanecer em vigor depois do dia 6 de março, afirma Trump. Diz que as ações políticas abordadas nessas ordens continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. Portanto, de acordo com a Lei das Emergências Nacionais, é para prorrogar por um ano, dizia que na emergência nacional declarada nessa ordem executiva.
O ministro russo do Desenvolvimento Digital afirma que os serviços secretos estrangeiros têm acesso às mensagens do Telegram trocadas pelas Forças Armadas russas.
Isto depois de as autoridades tomarem medidas para restringir as operações da aplicação em todo o país. Diz o ministro que embora o Telegram tenha sido inicialmente considerado um serviço bastante privado e tenha sido usado pelos militares no início da guerra, agora há ampla evidência, confirmada pelas agências russas, de que os serviços estrangeiros têm acesso a esse conteúdo. Matsut Shadaev afirma que essas informações estão a ser usadas em operações de combate contra as forças russas na Ucrânia, ainda que não especifique quais os serviços de informações em causa. Shadaev acusa ainda o Telegram de ignorar 150 mil pedidos da Agência Estatal de Vigilância das Comunicações para remover conteúdo proibido, que inclui pornografia infantil e anúncios de drogas ilegais. O Telegram não respondeu às alegações deste ministro. A empresa com sede no Dubai já negou anteriormente a partilha de dados de utilizadores, assim como mensagens privadas com governos.
Dmitry Medvedev diz que o complexo industrial militar russo é o mais poderoso do mundo.
O ex-chefe de Estado e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia diz que o complexo militar industrial de Moscovo não apenas passou no teste de força, como é atualmente o mais poderoso. Afirma que durante o período inicial da operação militar especial na Ucrânia, assim chamam os russos, houve um certo êxodo de pessoal do país, mas que posteriormente a indústria estabilizou. De acordo com Medvedev, mais de 100 mil pessoas trabalham no complexo militar industrial apenas na região de Sverdlovsk. Medvedev diz que a Rússia conseguiu aumentar o volume dos produtos militares. Afirma que a indústria de defesa russa demonstrou excelentes oportunidades na substituição de importações, como também se tornou numa fonte de soluções técnicas e inovadoras.
Fica por aqui a primeira parte da guerra traduzida. Voltamos já a seguir com a imprensa ucraniana.