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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com a jornalista Diana Rosa, agora com os destaques da imprensa ucraniana. E começamos com Zelenskyy, que prevê mais seis meses de guerra na Ucrânia.
A informação divulgada pelo Ukrayinska Pravda foi avançada pelo conselheiro de comunicação do presidente, Dmytro Lytvyn, depois de uma reunião entre Zelenskyy e os deputados do partido a que pertence, o Servo do Povo. De acordo com Lytvyn, o líder ucraniano indicou que o foco do governo deve estar concentrado nos próximos seis meses, rejeitando as notícias avançadas pela revista The Economist, que apontavam para preparativos de guerra durante mais dois ou três anos. O conselheiro presidencial classificou estas informações como notícias falsas e garantiu que se trata de uma ideia errada. Diz mais, diz que na reunião com a bancada parlamentar, o presidente disse especificamente que o foco deveria estar até novembro e esse foi o prazo mencionado por Zelenskyy.
E de acordo com as declarações do brigadeiro general ucraniano, a Ucrânia possui precisamente essa janela de oportunidade para recuperar a iniciativa de combate e enfraquecer o exército invasor.
Andriy Biletsky justifica que as Forças Armadas russas dão sinais evidentes de fadiga extrema no campo de batalha e que têm capacidade limitada para executar avanços significativos ou conquistar novas posições de relevo estratégico. É algo que diminuiu consideravelmente este ano. O comandante militar sublinha que a intensificação inteligente da guerra de drones e a consolidação das defesas táticas são fundamentais para redefinir as frentes a favor de Kiev, permitindo ao país entrar em futuras negociações diplomáticas de paz a partir de uma posição de força incontornável. Embora os analistas continuem a registar alguma pressão militar russa no leste da Ucrânia, a velocidade e eficácia desses avanços abrandaram de forma considerável face à contraofensiva logística ucraniana, com foco nas linhas traseiras inimigas.
E seguimos com uma notícia que dá conta de que a Ucrânia lançou um programa de bloqueio logístico para asfixiar as cadeias russas de abastecimento.
O Ministério da Defesa da Ucrânia, estreita cooperação com o Estado-Maior, anunciou o lançamento de uma nova iniciativa designada por Programa Logistical Lockdown. O objetivo primordial consiste em degradar de forma sistemática as capacidades operacionais russas no território ocupado e no interior do próprio território soberano russo, portanto, dentro da Rússia. Kiev destinou uma dotação orçamental imediata de 97 milhões de euros para financiar a aquisição de drones e equipamentos avançados para as brigadas com maior desempenho operacional, integrando um inovador sistema de mérito. Com isto, o comando ucraniano espera estrangular as cadeias de abastecimento do exército da Rússia e anular a sustentabilidade dos assaltos na frente de batalha. O programa tem como objetivo paralisar as forças russas antes do verão.
E Diana, Zelenskyy alerta para uma nova mobilização russa face às perdas acumuladas de 500 mil soldados.
Sim, e de facto já tínhamos dado também essa notícia há pouco no bloco sobre a Rússia. O presidente ucraniano alerta que o Kremlin se encontra a preparar medidas urgentes de mobilização adicional. Dados partilhados pelas secretas de Kiev indicam que a máquina militar russa tenciona mobilizar dezenas de milhares de cidadãos sob o pretexto de atualizações administrativas regulares. O alerta surge na mesma semana em que as secretas militares britânicas confirmam que as baixas acumuladas russas aproximam-se da marca histórica de 500 mil combatentes mortos desde o início da invasão, em 2022. Falámos há pouco sobre esses dados. Segundo as estimativas do comando ucraniano e de parceiros de segurança europeus, as forças ocupantes enfrentam recordes de desgaste superiores a 35 mil soldados abatidos ou gravemente feridos por mês na linha da frente. Zelenskyy salienta que estes preparativos mostram que a Rússia mantém ativamente a sua agressiva e ilegal aposta de agressão na Ucrânia.
Fica por aqui a edição de hoje com a jornalista Diana Rosa. A "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.