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Seguimos com a Guerra Traduzida. Olhamos agora para a imprensa ucraniana deste dia 7 de fevereiro. E Rui, hoje, tal como um pouco por todo o mundo, o sismo da Síria e Turquia continua a marcar a atualidade.
Sim, nesta altura já há cerca de 5 mil mortos. Ontem também falamos sobre este tema aqui na Guerra Traduzida e vamos olhar para declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, que reforça que a Ucrânia está disponível para enviar ajuda para o terreno. Explica que Kiev pode enviar várias dezenas de equipes de resgate para ajudar nas operações de busca e limpeza na sequência deste terremoto, tal como vários países, incluindo Portugal, estão a fazer. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, citado pelo jornal "Pravda", garante que o envio dessas equipes ucranianas não vai prejudicar os próprios esforços de guerra no país, até porque essas equipes são precisas precisamente em zonas de guerra, conflito, em que também é preciso procurar sobreviventes em edifícios destruídos pelos ataques da Rússia. Já ontem Volodymyr Zelensky também se mostrou disponível para ajudar a Turquia. Importa aqui referir que tanto Zelensky como o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, descrevem a Turquia como um país amigo da Ucrânia. E importa também recordar que Ancara já enviou drones pra Ucrânia para ajudar a combater a Rússia.
E continuamos a falar do terremoto, porque o canal TCN tem um artigo com recomendações.
Sim, aqui fugimos um pouco ao tema da guerra, mas importa continuar a falar do terremoto. "Terremotos na Ucrânia: como agir durante os sismos, regras básicas e recomendações" é o título deste artigo em destaque a esta hora no canal TCN. O artigo explica o que são terremotos, o que os origina. Conta também um pouco a história de terremotos na Ucrânia. Foi algo que também fizemos ontem aqui no Observador. Recordámos antigos terremotos em Lisboa, em Portugal. Os terremotos mais fortes sentidos na Ucrânia, os mais recentes, foram em 1977 e 1981. E depois este artigo enumera recomendações para a população, como por exemplo, desligar a eletricidade se formos avisados do terremoto com antecedência, encontrar abrigo, por exemplo, debaixo de uma mesa, evitar escadas ou corredores, manter a calma, etc. Aquelas recomendações que também já nos habituamos. É um artigo em destaque no TCN.
Vamos agora falar da guerra no terreno, porque a União Europeia já prepara a visita de Volodymyr Zelensky.
Sim, já tínhamos falado ontem sobre esta notícia, mas hoje está também em destaque na imprensa ucraniana, nomeadamente no jornal "Pravda". O presidente da Ucrânia foi convidado para ir a Bruxelas esta semana para participar presencialmente numa cimeira do Conselho Europeu. A informação foi revelada ontem por um porta-voz deste organismo no Twitter. A reunião está marcada para quinta e sexta-feira em Bruxelas. O "Pravda" escreve que a União Europeia está a preparar os protocolos de segurança para receber Volodymyr Zelensky. A visita de Zelensky a Bruxelas ainda não está oficialmente confirmada. Desde o início da guerra, Zelensky deixou o país apenas uma vez, no final de dezembro, para discursar nos Estados Unidos perante o Congresso norte-americano. Agora pode também estar a caminho de Bruxelas. A visita ainda não foi oficialmente confirmada por parte da Ucrânia, mas há esta informação de que Zelensky já foi convidado e pode mesmo voltar a sair da Ucrânia pela segunda vez este ano.
E Rui, a fechar este episódio, falamos de animais. Desde o início da guerra na Ucrânia, o número de cães e gatos em abrigos aumentou 60%.
Sim, é uma notícia em destaque no jornal "Pravda", que cita dados de uma investigação do Centro Ucraniano para o Estudo da Opinião Pública e também um programa de proteção animal chamado Safe Pets da Ucrânia. A maioria dos animais colocados em abrigos em tempos de guerra são animais de estimação que tiveram de ser abandonados pelos donos durante a fuga do país. De acordo com estes ativistas dos direitos dos animais, em janeiro deste ano, mais de 25 mil cães e mais de 19 mil gatos estavam sob os cuidados de abrigos e voluntários na Ucrânia. Este artigo diz ainda que as principais necessidades destes abrigos em tempos de guerra são a alimentação, o apoio de veterinários e também a falta de medicamentos para os animais. No inverno surgem outros problemas, como o problema do aquecimento e as faltas frequentes de energia, por causa de problemas de abastecimento de água, aquecimento, etc, por causa dos ataques da Rússia às estruturas energéticas da Ucrânia. Os abrigos alertam também que, por causa da guerra, há falta de pessoal, de funcionários, e também alertam para equipamentos destruídos pela guerra. A maioria dos abrigos relata também uma diminuição do número de adoção de animais.
Também eles a sofrerem, e de que maneira, com a guerra na Ucrânia. Fica por aqui este episódio da guerra traduzida, hoje trazida à antena do Observador pelo Rui Casanova. Uma edição que retomamos amanhã com o mesmo Rui Casanova.