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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa russa, também com a Diana Rosa. A Agência RIA publica um artigo que diz que Zelensky tem Kaliningrado na mira e abre uma segunda frente de guerra nos países bálticos.

Dezenas de drones ucranianos estão a atacar o noroeste da Rússia. O governo da região de Leningrado decretou o estado de alerta 24 horas por dia, sete dias por semana. Os drones causaram incêndios em terminais de gás e petróleo no porto de Ust-Luga. Foram destruídas cargas destinadas ao trânsito para a região de Kaliningrado. Os detalhes dos ataques não deixam dúvidas, diz a RIA. Kiev empenhou-se em colocar a Rússia e a NATO em confronto directo, forçando-as a uma escalada do conflito, possivelmente até mesmo ao ponto de uma guerra nuclear. Durante toda a semana, drones de combate sobrevoaram os países bálticos em direção ao Distrito Federal noroeste da Rússia. Prova disso, atingiram cada um dos três países que compõem esse distrito, caiu um drone ucraniano por dia na região e na Estónia foi atingida uma instalação de infraestrutura crítica, a central termoelétrica de Auvere. As próprias autoridades bálticas afirmam que os drones que caíram são ucranianos. É o que diz este artigo da RIA.

Diana, o enviado especial da Rússia, Kirill Dmitriev, afirma que a Europa avalia mal a iminente crise energética.

"Como de resto já era esperado", diz o diplomata russo. Kirill Dmitriev acrescenta que a Europa não tenta mitigar riscos futuros, nem corrigir os erros. Afirma que os burocratas europeus não estão a tomar nenhuma medida para mitigar ou corrigir os problemas do passado. Acusa ainda a União Europeia de estar a destruir a civilização ocidental com a imigração em massa, belicismo e o politicamente correto, e não consegue compreender a gravidade do choque energético iminente.

E a Rússia enfrenta uma crise na produção de combustível depois de a Ucrânia afectar os centros de exportação do Báltico.

Os ataques de drones ucranianos à infraestrutura de exportação de combustível da Rússia no Mar Báltico interromperam os embarques de portos importantes, aumentando o risco de que as refinarias sejam forçadas a reduzir o processamento de petróleo bruto. A interrupção afectou Ust-Luga, um dos principais centros de exportação de combustíveis da Rússia, e ocorre no momento em que as refinarias enfrentam crescentes dificuldades no transporte de óleo combustível, um produto com pouca procura interna e que precisa de ser exportado. O terminal deixou de aceitar mercadoria, como gasolina e este óleo combustível de que falava. O ataque ocorreu depois de um outro feito com drones ao porto de Primorsk, no Mar Báltico, no dia 22. O terminal de Ust-Luga tem capacidade para processar cerca de 30 milhões de toneladas por ano.

E fechamos com um artigo da agência TASS. O Irão considera a Ucrânia cúmplice da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, tendo em vista o envio de especialistas ucranianos em contramedidas para lidar com drones de países árabes.

É o que afirma o representante permanente do Irão na ONU, numa carta ao secretário-geral António Guterres e também ao Conselho de Segurança da Organização Mundial. Afirma que o reconhecimento do envio de centenas de especialistas para a região pode ser efetivamente visto como um apoio material e operacional à contínua agressão militar ilegal contra o Irão. Afirma que como a medida foi claramente intencional, indica a participação activa e a facilitação do uso ilegal da força contra um Estado soberano e levanta sérias preocupações no âmbito do direito internacional. No dia 20 de março, Volodymyr Zelensky declarou que quase 230 especialistas ucranianos em contramedidas acerca de drones estão destacados no Qatar, nos Emirados Árabes Unidos, também na Arábia Saudita, e que o apoio com drones no Kuwait e na Jordânia também está em negociação.

Fica por aqui a "Guerra Traduzida", está de regresso amanhã.