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Guerra traduzida na Rádio Observador é o programa em que trazemos os destaques da imprensa russa e também da imprensa ucraniana. Temos conosco hoje a jornalista Diana Rosa. Diana, bem-vinda.
Olá, boa tarde, André.
Começamos pelos jornais russos e com o ultimato de Vladimir Putin ao Ocidente, o ataque nuclear.
Mais uma vez, desta vez parece ser um pouquinho mais a sério. Ainda assim, Vladimir Putin, a grande notícia aqui é que propôs fazer alterações radicais à doutrina nuclear da Federação Russa e a primeira é esta que passo a citar: "A agressão de qualquer país contra a Rússia com o apoio de uma potência nuclear será considerada um ataque conjunto a Moscovo". Aqui podemos inevitavelmente questionar por que Putin está agora a mudar radicalmente os princípios de utilização da arma nuclear? Bom, não foi por acaso, tem que ver com a hipótese de Reino Unido e Estados Unidos darem à Ucrânia a autorização para atacar a Rússia em profundidade com armas cedidas por estes dois países. E por que não é bluff de Putin? Este artigo do Komsomolskaya Pravda diz que se for atacada nas regiões internacionalmente reconhecidas, a Rússia considera esses ataques como uma ameaça crítica à soberania. Acrescento a este texto que a liderança russa tem determinação suficiente. Diz Vladimir Putin que esta é uma verdadeira linha vermelha e cruzá-la significa a morte.
E Putin que anunciou que também quer estabelecer uma parceria militar entre a Rússia e também a Guiné Equatorial.
É uma cooperação técnico-militar com boas perspectivas. Isso mesmo é adiantado pelo Izvestia, que cita uma reunião entre Vladimir Putin e o líder da Guiné Equatorial. As negociações estão em curso. Putin diz que a tarefa comum dos dois países é estabilizar os mercados globais de energia.
E precisamente sobre este tema da energia, o presidente russo acusa o Ocidente de usar falsos pretextos para prejudicar, no setor energético, os países de que não gosta.
Para o presidente russo, o Ocidente não consegue lidar com a concorrência no âmbito dos combustíveis e por isso aplica sanções ilegais com o pretexto da guerra na Ucrânia.
Ao aplicar sanções ilegais, o Ocidente está a tentar beneficiar-se no sector da energia. Da mesma forma, os países ocidentais utilizam o pretexto de proteger os direitos humanos como uma ferramenta para a concorrência desleal nos mercados energéticos. E é desta forma que acreditam que será possível bloquear o acesso a estes serviços aos países que não lhes agradam politicamente.
Numa sessão plenária no Fórum Internacional Semana da Energia Russa, Vladimir Putin diz que é óbvio o motivo pelo qual o Ocidente quer prejudicar o negócio do sector energético à Rússia é por não conseguir ser competitivo. É uma notícia do Izvestia.
E a Google limitou a criação de novas contas para russos.
Uma informação avançada pelo Ministério do Desenvolvimento Digital. Em comunicado, a tutela diz que as operadoras de telecomunicações também registaram uma redução significativa no número de SMS enviados pela empresa aos utilizadores russos. A confirmação por SMS como segundo factor de autorização para as contas Google criadas anteriormente ainda está a funcionar, mas não há certeza de que esse recurso vai continuar disponível. O ministério recomenda que os utilizadores dos serviços Google criem cópias de segurança dos dados e encontrem métodos alternativos de autenticação de dois factores ou então utilizem plataformas nacionais.
Diana Rosa, foram estes os destaques da imprensa russa. Voltamos já a seguir com o que dizem os jornais ucranianos.