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Olá, sejam bem-vindos a mais um episódio. Nunca pensei dizer isto, mas hoje temos um episódio sobre astrologia. Trouxe aqui o Planeta Sérgio, uma pessoa que eu adoro seguir no Instagram, porque acho que ele tem uma energia incrível, sempre bem disposto e aborda o tema da astrologia de forma muito leve. E eu pensei em trazer este tema, porque eu acredito nestas coisas. Eu tenho a minha vertente mais espiritual e é uma coisa que eu me identifico muito, já fiz e já partilhei convosco. Já fiz uma leitura do mapa astral há uns tempos que me chocou bastante o quão certeiro foi. E o Sérgio foi a melhor pessoa que eu me lembrei para trazermos e debatermos um bocadinho deste tema. Portanto, eu acredito que deste lado tenha muitas pessoas que sejam céticas, que não acreditem nestas coisas, mas a ideia deste episódio não é converter pessoas a acreditarem nestas coisas, é informação, é mostrar de que forma é que isto pode ser explicado, em que é que isto consiste. E eu faço muitas perguntas que honestamente eu também não entendo assim tão bem. Eu conheço o meu signo, vou vendo coisas, sei que o meu mapa astral bateu certo e é esse o meu limite. A partir daí, tenho muitas curiosidades e trouxe aqui o Sérgio também para esclarecermos isto. Nunca pensei dizer isto, mas eu li as cartas aqui em episódio, portanto preparem-se. O Sérgio é também tarólogo, portanto também lê cartas tarot e fizemos aqui uma leitura em episódio, portanto acho que está engraçado, acho que está diferente. Espero muito que vocês gostem do tema e desta conversa, que acho que ficou muito divertida. "Não é fácil, eu sei, mas amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora do costume?" Olha, mas estava-te a dizer que eu nunca tinha trazido aqui o tema da astrologia e sinto que é um tema que para mim foi um bocadinho difícil de preparar, porque apesar de eu acreditar e comecei como cética também há muitos anos, depois fui entrando no mundo da espiritualidade e acreditando em algumas coisas. Mas sinto que também tenho muito do outro público que ainda é muito cético em relação a muita coisa. E a ideia aqui também é nós percebermos um bocadinho, mesmo sendo céticos, o que é que isto é, de que forma isto também pode ser uma ferramenta ou não, o conhecimento.

Sim, eu acho que há mais preconceito do que ceticismo.

Ok.

Porque as pessoas todas vêm procurar-me, pessoas que eu nunca na vida achei que me procurassem, procuram, mas não me seguem, não falam do meu trabalho, não falam, procuram.

É tabu.

É tabu. É tabu, é preconceito e às vezes também é vantagem, porque há pessoas que têm negócios, que têm lugares de poder e que procuram este tipo de conhecimento como uma vantagem para elas. E se publicamente assumirem que procuram ou tarot, ou astrologia, ou outra coisa qualquer, se calhar isso vai dar vantagem à concorrência. Então preferem manter o anonimato e dizer: "Olha, não sigo, não leves a mal". Eu digo: "Não, és meu cliente, para mim é fixe".

Tu sentes que é partilhar o contacto, que não querem partilhar o contacto ou é a ferramenta em si?

É as duas coisas. Acho que há uma parte de pessoas céticas que não acredita e depois há uma outra parte de pessoas que se dizem céticas, mas na verdade não são e procuram este tipo de serviços, digamos assim.

Sentes que tens muitos clientes que tomam mesmo decisões de vida com base naquilo que tu dizes?

Sim. Não sinto, tenho mesmo. Às vezes é um papel um pouco ingrato para mim, porque eu tenho que relevar um pouco a minha importância. Senão sofro um bocado de complexo de Deus, como alguns médicos se acham o máximo. Eu acho que não sou o máximo, acho que sou uma pessoa que gosta de ajudar e ajuda quem me procura. Aquilo que eu sinto é que as pessoas cada vez mais estão dispostas a ouvir-se, a ouvir o que têm cá dentro e também a perceber qual é que é o papel delas na sociedade e no mundo. Porque uma pessoa que procura um astrólogo, um tarólogo, para potencializar o seu negócio, ganhar mais dinheiro, para crescer, perceber qual é o seu papel no mundo, no fundo, está a dar-me também a mim alguma credibilidade.

Como é que tu chegaste aí?

Olha, nem eu sei.

Como é que vieste parar a este mundo?

Nem eu sei.

Estavas-me a contar que eras de outra área completamente diferente.

Sou. Eu vim do jornalismo. Aliás, eu tenho um percurso muito estranho. Se eu dissesse ao Sérgio de 20 anos que eu ia ser astrólogo, que eu ia deitar carta, com certeza ia ter um ataque de riso, porque não é de todo por aí o meu caminho, eu acho que não foi pensado dessa forma. Eu comecei por, já disse noutros sítios, trabalhei numa fábrica de móveis. O meu objetivo era ter independência financeira e depois decidi: "Não, quero estudar". Então comecei já a estudar, a licenciar-me mais tarde. E foi quando comecei a tirar a licenciatura em jornalismo no Porto, que eu sou natural do Norte.

Dá para perceber. És dos nossos.

Sim, quando comecei a estudar no Norte, comecei também a trabalhar à noite e quando estava a trabalhar no call center, conheci uma astróloga. E foi essa astróloga que começou a partilhar conhecimento comigo e depois mais tarde que me apresentou o curso dela e fiz o curso com ela. Entretanto, depois fiz outros cursos de astrologia, mas foi uma coisa que eu próprio, e por isso é que eu digo com tanta firmeza que existe preconceito nesta área, porque eu tinha preconceito comigo mesmo. Já não basta outro tipo de preconceitos que nós temos ou com o corpo, ou com a nossa orientação, ou às vezes até com a nossa cor política, ainda tinha o preconceito de ter escolhido uma profissão que era mal vista. Então, de repente, eu comecei a fazer a astrologia e o tarot como uma coisa part-time/escondida. Então há pessoas que têm relações às escondidas, eu tinha a astrologia, era a minha amante, a astrologia. E pronto, comecei a trabalhar cada vez mais em paralelo nessa área e esta área começou a crescer Mas eu sempre fui uma pessoa que fez teatro amador. Na faculdade cantava na tuna, depois vim pra Lisboa e inscrevi-me e cantei no coro do Theatro São Carlos, também canto. Ou seja, o teatro sempre esteve muito presente em mim, e a televisão e a produção. Comecei a trabalhar esse lado meu, mas depois com a pandemia, este lado que estava mais escondido começou a ganhar espaço. Porque eu comecei a apresentar no YouTube, depois no Facebook e mais tarde no Instagram. Já estou nisto há 10 anos, mais ou menos.

Tu sentes que as pessoas começam a dar passinhos neste mundo, mais assim na espiritualidade, seja astrologia ou outra ferramenta, quando estão um pouquinho mais perdidos e a precisar de apoio? Foi isso que aconteceu contigo?

Foi, porque eu tive durante algum tempo um problema de saúde, digamos assim, do qual não me recordo, ou seja, é um sentimento agridoce, porque me foi diagnosticada epilepsia, e eu quis perceber por que eu. De repente, entro na faculdade, vou realizar o sonho, vou estudar e perco o controle sobre o meu corpo. O meu corpo tinha espasmos. Quando digo que tinha, já não tenho, porque já fiz, entretanto, o desmame da medicação, então deixei de ter crises convulsivas, mas foi uma parte muito difícil da minha vida, porque eu lembro-me daquilo que os outros me contavam, das fotografias, da cara desfigurada, de um olho pra cada lado. Então, às vezes, era difícil dizer que eu tenho uma coisa quando eu próprio não queria. Eu entrei numa fase de negação, não pode ser, isto não está a acontecer comigo, e virei-me um pouco também pra espiritualidade. E acho que o fato de me tentar conhecer, aliás, eu cheguei a mandar mensagens assim a outros astrólogos a dizer: "Isto não é possível, há este estudo que diz que isto é tudo, não sei o quê". Eles nem me respondiam. E alguns até agora devem achar estranho. "Então este que estava aqui a confrontar-nos, agora ele próprio é astrólogo?" Portanto, a astrologia ajudou-me a descobrir, ajudou a entender-me e ajudou também a perceber um bocadinho o meu lugar no mundo. E eu não sou propriamente uma pessoa cética, mas também não gosto de ser extremista ao ponto de achar que sou shanti shanti shalala. Não gosto muito dessa onda. Eu acho que a minha onda é ser eu mesmo. O que eu sou hoje, posso não ser amanhã. Integrar um bocado esta minha loucura de viver, porque eu sei que é preciso, pra ser artista, às vezes, também é preciso haver um bocadinho de loucura. E eu sinto que às vezes renegava este meu lado. Apetece-me dançar, apetece-me cantar, apetece-me correr. Tudo aquilo que hoje me permito a fazer é porque me apetece. Até escrever este livro, que tem também um título contraditório.

"Tu não és o teu signo", por que esse título?

Porque nós efetivamente não somos o nosso signo.

Mas isto é sobre ascendentes.

É sobre ascendentes, e não só, fala aí de várias coisas interessantes no mapa astral, que têm a ver com coisas que nós temos dentro de nós e de certa forma renegamos um bocadinho. Ou seja, há um lado oculto, às vezes, no mapa, que mostra aquilo que nós não queremos encarar. Normalmente é a nossa maior potência, a nossa maior arma é aquela que nós mais calcamos.

Eu sempre ouvi dizer que o signo solar é aquele que as pessoas percepcionam pra fora e o ascendente é aquilo que eu sinto que sou. É isso?

É um bocadinho. Tem um bocadinho das duas coisas. Por quê? Posso revelar aqui o teu ascendente? Tu disseste.

Sim, eu sou Aquário com ascendente em Virgem.

Então a percepção que as pessoas têm, num primeiro impacto, é do teu Virgem, do teu lado virginiano, ou seja, que é como se fosse a tua capa. Mas à medida que nós vamos amadurecendo, a partir dos 30 anos, o nosso ascendente vai se integrando com as outras energias do mapa astral. Por exemplo, tu és do Aquário. Aquário diz que é um signo muito radical, muito autêntico, que fala de sociedade, que fala sobre o outro, o lugar do outro na sociedade, é uma pessoa de causas. Quem é de Aquário é normalmente alguém que pensa sempre no outro, esse é o lado luz do Aquário. E quem é de Virgem é muito exigente consigo primeiro e depois com os outros. Só que, da minha experiência de ver muitos mapas, quem tem ascendente em Virgem, por exemplo, às vezes, a parte mais difícil que tem a integrar na sua vida é o amor. Por quê? Porque a pessoa trabalha muito.

Que ótimo!

Porque é muito exigente. E como é exigente consigo e o resto do mundo não é, a malta vai: "Ah, quero casar com os 20 anos e pronto, vou lá e o primeiro que aparecer". E casou e depois divorcia-se aos 27, aos 29, depois casa e descasa. E a pessoa que tem Virgem no ascendente é uma pessoa exigente no trabalho, consigo, na vida, em tudo. Então isso vai se plasmar, de que forma, no teu caso? De uma forma aquariana, ou seja, tu és muito exigente com as tuas equipes, com os teus amigos, com as pessoas que estão à tua volta, e acho que isso é bom. Por exemplo, eu sou Escorpião. Pra mim não é um signo, é um signo de gancho. Mas sou ascendente Balança. Eu sempre fui uma pessoa muito comunicativa, muito vaidosa, muito atento às palavras, ao que digo. E quando eu dizia a alguém que era Escorpião, já não bastava todo o outro preconceito, a malta ainda vinha assim: "Ah, Escorpião? É vingativo, é sempre quem é mal disposto". Eu não entendia, não sou nada disso. Só agora entendo, porque acho que agora permite-me ser um pouco mais Escorpião, mais dizer não. Que era uma coisa que eu toda a vida tive muita dificuldade. Por exemplo, quem é ascendente em Balança e está a ver isto, vai dizer assim: "É verdade, eu não consigo dizer não". E dizer não acho que foi uma das minhas conquistas, 30 anos depois, consigo dizer não.

Começas a revelar o escorpião que há em ti.

Exatamente.

Mas então o livro é à base desta parte do ascendente?

O livro está dividido em 12 capítulos e cada capítulo é um ascendente, que se calcula através da hora de nascimento.

Pois, vamos um bocadinho pra trás. O que é a astrologia?

A astrologia é um estudo Simbólico do movimento dos planetas. Ou seja, quando olhamos para o céu e percebemos onde é que estão as estrelas, os planetas, este movimento, de certa forma, como é que ele comunica conosco. Portanto, não é o planeta que lá está, imagina, que está não sei onde, que vai ter uma importância tão grande na nossa vida. Quando falo de astrologia, gosto de falar de simbologia e gosto de falar de história, porque é preciso ter um conhecimento histórico do mundo e da sociedade para poderes olhar para o mapa de uma pessoa e dizer: "Olha, aconteceu isto nesta determinada idade", porque é preciso uma coisa.

Tens um termo de comparação, não é? Daquilo que aconteceu para poderes tirar conclusões para o futuro.

Ou seja, é preciso olhar para o passado para tirar conclusões para o presente. Eu nem sou tanto daquelas pessoas que vai prever o futuro. Prevejo no sentido de fazer previsões de que atitudes são melhores tomar para ti, dependendo do teu objetivo. Mas para mim, a astrologia é sempre um estudo. Quando vou ver o mapa de alguém, tenho que tirar tempo, tenho que estudar, tenho que ir à internet, ver quando ela nasceu. Se nasceu em 1996, o Saturno estava no signo não sei o quê, agora vai entrar 30 anos depois. Ou seja, é tentar perceber o mundo de quando, por exemplo, não sei em que ano nasceste.

98.

Pronto, mas é tentar perceber o mundo.

Em 98.

Tentar perceber agora onde é que estavam os planetas nessa altura, onde é que estão agora, como é que eles conversam uns com os outros, mas de uma forma que não seja fatalista. Eu sei que a pergunta era o que é astrologia, mas astrologia é muito difícil de definir numa conversa destas, porque ela é o estudo simbólico dos planetas. Em vez de ser o Sol o centro do universo, é a Terra, que é parte de um ponto de vista geocêntrico. E por isso é que a malta, que é um bocado contra a astrologia, não entende que a astrologia não está a basear-se no geocentrismo para definir alguma coisa. A astrologia parte de uma visão humana. Eu, ser humano, no planeta Terra, como é que vejo as coisas à minha volta? A minha perspectiva, até mesmo deste lugar, é diferente da tua. Tu vês a sala de uma maneira, eu vejo a sala de outra. Os planetas são assim. Como é que Júpiter, que está lá não sei onde, vê o planeta Terra? Qual é que é a perspectiva dele? Então é esse encontro de perspectivas de planetas, de energias, claro, sobre nós, que nos permite perceber qual é que é o nosso lugar aqui. É claro que não há dois mapas iguais, não há duas pessoas iguais.

Mas como é que isso explica a personalidade de uma pessoa? Eu nunca estudei muito astrologia. Confesso que eu não conheço muito, nem sequer sei dizer o que os outros signos são. Eu sei o meu.

Faz parte e chega.

E chega. Mas a verdade é que eu fui acreditando porque também fui lendo coisas e percebendo. Fiz também uma leitura, um mapa astral, também contei em podcast há uns tempos e houve imensa malta mega curiosa, porque eu partilhei que fiz esta leitura e bateu imensa coisa certa sobre a minha personalidade. Eu não sei como justificar isto, mas acredito porque está lá.

Porque está lá. Pronto, às vezes é muito difícil resumir muitos anos de estudo numa resposta só, numa pergunta. Vou respondendo. Eu tento ser o mais simples na minha resposta para não parecer demasiado técnico, mas o que eu acredito é que a psicologia foi buscar muita coisa à astrologia. E a astrologia foi se subdividindo-se em várias correntes. Há uma astrologia mais clássica, mais tradicional, que prevê mais o futuro, ou seja, mais baseada em previsões.

Mas mais tipo horóscopo? É isso?

É um bocadinho diferente. Ou seja, é mais para falar sobre aquilo que aí vem, ou seja, é mais determinista. A astrologia que eu estudo e que eu desenvolvo é uma astrologia mais do pensamento, a astrologia moderna, mais virada para a psicologia.

Mais autoconhecimento.

Mais de autoconhecimento. Pronto, a astrologia, quando as pessoas dizem: "Eu não percebo nada, mas percebo que bateu certo". Às vezes é o suficiente para começarem a evoluir, porque se fores a um médico, ele te fizer um diagnóstico, e dizes: "Uau, que fixe, acertou em tudo". Claro, não podamos em causa os 10 anos de estudo. Aquilo que eu quero que as pessoas entendam é que muitas coisas que nós às vezes dizemos e afirmamos com a astrologia, eu, por exemplo, já vi centenas de mapas. Eu prefiro falar às vezes por exemplos. Quando me disseste há pouco que eras ascendente Virgem, eu já vi dezenas, centenas de mapas de pessoas com ascendente em Virgem.

E é tudo semelhante?

Não tem a ver só com ser semelhante, tem a ver com cada planeta e cada signo tem uma espécie de pai e filho. Vamos falar assim para as pessoas que gostam, mas que não entendem. Por exemplo, o pai de Virgem é Mercúrio, que é o planeta que simbolicamente, Mercúrio, Hermes Trismegisto, ou seja, são todas as mesmas energias, as mesmas figuras históricas, os mesmos deuses, falam todos da mesma coisa: comunicação. Então, quando nós vemos que a pessoa tem o ascendente em Virgem, vamos procurar onde é que está a pessoa que manda naquela casa, e neste caso é Mercúrio. Por exemplo, se fores uma pessoa de Virgem e tiveres o Mercúrio em Virgem, está na primeira casa, serás alguém que comunica muito bem. Mas, por outro lado, se fores uma pessoa que tem o Mercúrio em Peixes, que é o dispositor, ou seja, é ele que está ali a mandar em Virgem, vai te trazer uma forma de comunicar muito mais complexa, talvez até de aprender mais complexa também, mais espiritual, alguém muito empático, alguém que é também muito intuitiva, por exemplo, e menos terra a terra. Ou seja, há múltiplas formas de ser.

Eu acho que sou isso. Acho que tenho isso.

Que estão no mapa astral. Há muita gente que vem testar-me às minhas consultas porque não acredita em nada, mas não me diz que não acredita em nada E então eu começo a falar daquilo que vejo da personalidade das pessoas e as pessoas querem fatos. Isso eu já sei, eu já sei que sou assim, você se calhar, como é jornalista, foi pesquisar na internet e dizem assim umas coisas. Aquilo que eu tento fazer é ver os trânsitos dos planetas. Por exemplo, o planeta Terra demora num ano bissexto ou num ano normal, 365 dias, 366 a fazer a sua órbita. Por exemplo, o planeta Saturno, que é um planeta que demora cerca de entre 28 a 30 anos a dar uma volta completa, é um planeta que fala de carma, que fala de limites. E quando eu procuro esse planeta, por exemplo, no mapa astral de alguém, procuro perceber de que forma é que a pessoa tem eventos que a marcaram naquelas datas. Ou seja, eu começo a perceber que aspectos é que aquele planeta começou a formar, em que casa, em que tema do mapa astral, se foi na família, se foi no amor, se foi na parte da carreira, e começo a dizer: "Olha, aconteceu isto nesta idade, aconteceu isto naquela", e a pessoa começa a se surpreender. Não é que aquilo estivesse lá marcado. Há coisas que estão lá marcadas, não como um evento que eu consigo dizer que é: "Olha, vais ter um acidente de carro". É difícil dizer isto, se compararmos com a astrologia há 100 anos, porque há 100 anos, se calhar, não imaginávamos que toda gente ia ter um carro.

Mas pode haver um evento trágico, ou não?

Nem tem a ver com tragédia, tem mais a ver com: existe uma predisposição à pessoa estar mais acelerada, mais irritada, mais ansiosa entre as datas X e X. E se tu já és uma pessoa, por exemplo, de um signo de fogo, carneiro, com ascendente em Leão, e de repente eu digo: "Olha, cuidado, porque o mês de novembro e dezembro é um mês em que tu vais estar, por exemplo, com um raciocínio muito mais rápido e mais enérgico do que os teus colegas de trabalho". E o que acontece é que as pessoas dizem: "É verdade, eu tenho sentido isto e aquilo". E o que acontece? Às vezes as pessoas em vez de canalizarem esta informação e irem pro ginásio, fazer exercício, fazer outra coisa qualquer, aceleram na moto, no carro e têm um acidente. Só que quando vêm ter comigo, imagina, um ano ou dois depois, eu digo: "Olha, aqui nesta altura, pode ter acontecido alguma coisa porque estava a acontecer este trânsito". E a pessoa diz: "Não aconteceu nada". Pronto, provavelmente, assimilou a energia e seguiu em frente. Ou então diz: "Olha, tive um acidente, mudei de trabalho, divorciei-me". E não consigo é dizer qual é que é o evento, mas consigo perceber.

Sim, eu quando fiz essa leitura, sinto que na parte em que ela me descreveu, para mim fez 100 %-

Estou-me aqui vintindo. Estou brincando.

Este podcast é saudável. Mas na parte em que ela me estava a descrever, para mim, fez 100 % de sentido e até tiro daí dicas, porque estamos constantemente a nos tentarmos conhecer mais. Então é uma ferramenta de eu me conhecer melhor e de usar isso pra minha vida. Mas depois também me disse coisas assim mais concretas, que não é que eu não acredite, mas que eu não vou viver a minha vida com base nisso.

Claro.

Estás a perceber?

Nem deves.

Pronto, é isso que me assusta um bocadinho, porque, por exemplo, ela disse-me que na parte de relacionamentos, estávamos a fazer esta leitura em 2024, ela disse-me em 2026 que eu ia namorar e que ia ser uma relação de transição e que eu não ia ficar com essa pessoa. Ou 2027.

Está meio certa, meio errada.

Eu terminei a relação, a verdade é essa. Mas eu não iria terminar uma relação ou estar nessa relação a pensar: "Não, isto é uma relação de transição, então isto não vai..." Percebes?

Mas eu acho que isso também depois tem a ver com o astrólogo.

A forma como comunica.

Eu faço terapia e tenho a minha psicóloga, um beijinho pra ela, se estiver ouvindo. Espero que não. Mas acho que é importante as pessoas não confundirem as coisas. É a mesma coisa que eu agora dizer assim: "Olha, desculpa, mas não vou ao ginásio porque vi o Zézinho39 no TikTok a vender medicamentos pra emagrecer". Não, é a mesma coisa com a astrologia. Não é porque a pessoa me vê na internet a dar conselhos que tem que deixar de fazer terapia, tem que deixar de ir ao médico. Portanto, não é isso que eu quero dizer. Acho que a astrologia também depende muito do astrólogo. Por exemplo, eu não sei o que te diria, mas também tem que ver como é que tu, enquanto mulher e pessoa que me procura, o que é que tu precisas de ouvir e o que é que estás preparada para ouvir. Se tu vieste ter comigo e eu não te vou dizer: "Olha, vais começar e acabar uma relação". Acho que não te acrescenta nada.

Pois, porque eu acho que depois vais viver essa relação a pensar-

Não estou a julgar a outra pessoa, mas às vezes, naquele momento, nós queremos tanto ouvir qualquer coisa, e a pessoa: "Ai, mas eu estou disponível, quero muito amar, quero casar, quero ter filhos", e a pessoa tem que dizer assim: "Olha, calma, que não vais ter nada de jeito até esta data", que é pra pessoa se acalme, não é? Amiga, faz parte.

Sim, mas é isso que me assusta um bocadinho. Não te assusta a ti quando estás a partilhar essas coisas com os teus clientes? Saber que pode ter um impacto tão grande que depois elas tomam decisões de vida.

No início, sim. No início, as pessoas que vinham ter comigo eram pessoas que acreditavam muito em coisas que nem quero alimentar. E então eu cheguei a devolver muitas vezes o dinheiro. "Olhe, querida, vá a outro lado, não é comigo". Agora, as pessoas que me procuram já têm algum conhecimento, já foram ler sobre, vão estudar. Ou seja, a consulta começa logo num ponto em que a pessoa já fez o seu mapa natal, já sabe ascendente, já sabe a lua, quer mais, quer outras coisas. Então aquilo que nós vamos ver, fazer, por exemplo, a revolução solar é um tipo de leitura diferente da leitura do mapa natal. É, por exemplo, o dia do teu aniversário, fazer um mapa pra o dia do teu aniversário, portanto, X de fevereiro ou de janeiro, não sei.

13 de fevereiro.

13 de fevereiro de 98. Tu em vez de nasceres no Porto, por exemplo, nasces no Algarve, pomos a data de 2026. Decidi passar o aniversário no Algarve. Então é o cruzamento deste mapa, como se estivesse a nascer naquele dia, com o mapa natal, e a partir daí perceber como é que será ou como é que poderá ser o próximo ano. "Olha, o próximo ano vai haver aqui uma energia de..." E se calhar, realmente, a astróloga que te disse que tu ias terminar, deu-te uma previsão acertada, porque há várias técnicas que nós vamos usando, dependendo do que a pessoa quer.

Ok.

Eu tento sempre satisfazer o meu cliente no sentido de o ajudar. Há pessoas que vêm ter comigo com negócios de milhões.

Pois, mas é isso, eu não estou só a falar de relacionamentos, estou a falar de decisões importantíssimas.

Mas isso eu também uso as cartas.

Pronto, eu também te queria perguntar o que é Tarot versus astrologia. Há ligação?

Está tudo conectado. Tarot, astrologia, numerologia. Eu estudo também física quântica, ou seja, eu gosto de estudar tudo para saber tudo. Vou reformular. Eu ia dizer, sou muito sapiossexual, mas não era isso que eu queria dizer. Eu queria dizer que sou uma pessoa que se descobriu alguém que tem uma espécie de síndrome do impostor. Então eu tinha muito medo de falar, não só de astrologia, mas de tudo. Então cada vez que eu sou entrevistado, parece que às vezes, de repente, não sei as coisas. Isso também estava muito no meu mapa astral. A astrologia e o tarot são duas coisas completamente diferentes, mas que se integram. A astrologia fala do ser. Quem é que eu sou? Quem é que eu posso ser? Quais são as minhas potencialidades? Isso vem no mapa astral. Por exemplo, dois irmãos que nascem na mesma família, até vou dar o meu exemplo e do meu irmão, que somos completamente diferentes, tivemos a mesma mãe, mas duas perspectivas de maternidade diferentes, duas fases de vida diferentes. Então o mapa astral mostra que tipo de mãe é que eu vou ter e que tipo de mãe terá o meu irmão, apesar de sermos irmãos e termos a mesma pessoa como mãe, ela está representada de forma completamente diferente no mapa astral dos dois e é exatamente a mesma pessoa.

Se forem gêmeos?

Isso é outra história, também já vamos lá. Agora, só para terminar. O tarot fala de como é que estamos. Um fala do ser, o outro fala do estar. Como é que eu estou agora? Eu, Sérgio, aqui contigo, vou tirar uma carta para ver como é que eu me sinto. E a carta revela qualquer coisa que te faz pensar. Ao contrário do estereótipo, o tarot trabalha sobre arquétipos. Eu costumo dizer que o arquétipo é uma espécie de arca, cabe lá tudo. E portanto, podemos sempre estar a ressignificar não só a astrologia, como o tarot, porque estamos sempre a evoluir. Eu costumo dizer isto também não só sobre a astrologia e sobre o tarot, mas sobre a arte. Quem é artista, quem é ator, quem é músico, tem que acompanhar o mundo atual, a evolução dele, tem que saber o que está a acontecer tecnologicamente, o que está a acontecer no mundo politicamente, e tem que integrar isso no seu estudo. Porque, por exemplo, no tarot há cartas às quais eu atribuo termos e temas que não existiam quando o tarot foi inventado. Portanto, tem que haver uma ressignificação.

Mas tu usas intuição para o tarot?

Sim.

Tu sentes que nasceste com um dom?

Isso é uma coisa que eu tento explicar às pessoas que me procuram. Todos nascemos com vários dons, não nascemos só com um propósito. Agora está muito na moda. "Ai, qual é o meu propósito?" Tens dezenas de propósitos. Teu propósito pode ser ser pai, ser marido, ser filho, ser neto, ser empresário, ser um parvo. Podes ser tudo, tens vários, porque todos eles te vão ensinar coisas diferentes ao longo da vida. Às vezes, há coisas que estão adormecidas e que tu só vais descobrir para os 40 anos. "Afinal, sou uma boa ginástica acrobática." Não dá muito aos 40 começar nessa área, mas afinal sou uma boa back vocal de música pimba e não sabia, e era veterinária. Estou a dar um exemplo nada a ver, porque às vezes há coisas que as pessoas vão descobrindo, vão se permitindo. Como diz o da Porta dos Fundos, a gente nasce, a gente morre e no meio se permite. Portanto, eu acho que é isso também que o mapa astral mostra, que as cartas mostram, que é esta permissão de podermos ser muitas coisas. A intuição, não acredito que seja um dom que está ali guardado, vai se trabalhando. É claro, quanto mais eu mexo nas cartas, quanto mais eu trabalho com a astrologia, mais ela se afina e se desenvolve. E eu sinto que estou muito mais intuitivo do que de antes, mas as coisas acontecem e eu não acho que sou o suprassumo da área nenhuma, acho que há muitos astrólogos muito bons, alguns até se calhar com toda a certeza mais conhecimentos do que eu, mas neste momento eu decidi falar de uma coisa que eu gosto, que é a minha paixão.

Mas aquilo que tu partilhas, tu vês com base nas cartas ou também lês as pessoas?

Estão aqui. Se quiseres faço agora a leitura.

Já vamos aí. Mas tu lês as cartas só ou tentas ler a pessoa que está à tua frente?

Não, isso eu não sei. Eu não sou uma pessoa que lê sinais, até porque eu acho muito engraçado. Às vezes vêm pessoas ter comigo, principalmente as mais céticas, e sentam-se assim. Completamente indatas.

A desconfiar.

Não, é mesmo para não dar. Eu às vezes digo assim: "Olha, está tudo bem, inclusive algum garfo?" Eu tento trazer um bocado de humor para a pessoa. Pode se mexer à vontade, pode piscar os olhos se quiser, eu não olho para si. Não são os seus olhos ou os seus sorrisos que me vão dizer alguma coisa, são as cartas. Porque a intuição diz coisas, mas as pessoas às vezes acham que é a sua postura corporal.

Mas já disseram que não pode estar com as pernas cruzadas, por exemplo?

Eu gosto tanto de estar com as pernas cruzadas. Portanto, acho que cada pessoa tem que ter o seu ritual. Eu tenho os meus rituais, mas não sou supersticioso. Eu vejo muita superstição, que acho que às vezes é um bocado fruto de ignorância. Mas se funciona para ti, ler com as pernas abertas, em cima de uma mesa e com o ar-condicionado ligado e com uma peruca rosa, força, é o teu ritual. Agora, não tem que se aplicar a mim, porque se eu quiser ler cartas, pernas cruzadas, leio. É claro que a energia flui, dizem que a energia flui de uma forma diferente, mas eu acho que não é um fator impeditivo teres uma boa leitura se fores uma pessoa mais terra a terra. Eu acho que sou mais terra a terra na minha forma de comunicar a espiritualidade, porque eu não gosto de pessoas assustadas, gosto de pessoas alegres e divertidas e que se aproximem desta área. Ou seja, eu sou um bocado o engodo. Eu sei, aqui é tudo muito divertido, vem cá.

Experimenta.

Vem cá, experimenta. As pessoas experimentam, gostam e depois voltam, mas já não vão com preconceito, já não vão com aquela coisa, falam: "Isso até fez sentido, foi fixe, estava com medo e foi divertido". Porque às vezes é divertido, claro.

Porque se associa muito, principalmente o tarot, não tanto a astrologia, mas o tarot, a ir à bruxa e de repente vais lá e tem os gatos.

Não é exagero, acho que as bruxas existem e devem continuar a existir e acho que no fundo Nós, em momentos de aflição, devemos ter a nossa fé.

Pois é isso. Devemos acreditar em alguma coisa?

Eu acho que as pessoas devem fazer o que elas quiserem. Viva a liberdade. Eu sou adepto da liberdade. Se queres acreditar, acredita. Agora, não me forces a acreditar em mim, em determinadas coisas pelas quais eu já passei, já estudei, já percebi que não é por aí. O tarô, para mim, é uma espécie de espelho. Eu acho que nós, na vida, já somos espelhos uns dos outros. Aquilo que incomoda no outro, já diz muito sobre mim. As cartas vão incomodar, ou seja, aquilo que eu trago para as minhas leituras, há técnicas de tarô, de disposição das cartas, mas eu apercebi-me. É muito engraçado que o tarô foi ao contrário. Eu comecei a deitar cartas, primeiro de astrologia, e a ler cartas. E há pessoas que vêm ter comigo agora, muitos anos depois, e eu: "Epá, tu lembras-te?" Eu não me lembro de nada. Por quê? Porque eu quando abro as cartas, não conheço a pessoa que está à minha frente, não faço ideia quem ela é e ela não me diz nada. Ou seja, a pessoa vem ter comigo e na primeira meia hora sou só eu a falar sobre ela. E é uma coisa talvez, eu não diria mais pesada, mas uma coisa mais profunda do que a astrologia, porque o tarô vai falar como é que tu estás. Eu não sei se pode dizer palavrões, se estiveres na porcaria, vamos dizer um palavrão à norte, vai aparecer. Eu vou dar um exemplo e posso dizer, porque isto já foi há muitos anos e a pessoa com certeza já não se lembra de mim, já deve ter ido a outras pessoas. Abri as cartas e disse à senhora, muito desconfortável, porque era 2019, início de pandemia, eu levava para aí € 15 uma consulta, e veio uma senhora ter comigo e disse: "Ai, veja lá, não sei o quê". E saiu, eu disse: "Olha, está aqui uma carta e está aqui outra". Não sabia, como diz, muito inseguro, mas sabia que tinha que dizer aquilo, porque às vezes é uma coisa que eu tenho que dizer. "Olhe, desculpe, acho que a senhora tem aqui um outro amor, não é?" Para não dizer que ela tinha um amante. E ela disse: "Não, isso é impossível, baralhe lá as cartas outra vez, você está a brincar comigo", não sei o quê. Eu: "Ai, desculpe, sabe, às vezes pode acontecer". Baralhei três vezes as cartas e três vezes saíram as mesmas cartas. E eu duvidei de mim até ao fim, pedi desculpas, disse: "Olhe, vou lhe devolver o dinheiro". Ao final de uma hora de falarmos de diversos temas, ela disse: "Olhe, bom, você acertou em tudo, está tudo certo, mas é assim. Eu não sei como é que ele foi aparecer aí, que nós só andamos há 15 dias". Naquele momento, para mim, eu fiquei pálido. Como é que esta pessoa me fez isto? Estive a duvidar de minha consulta inteira. E depois, a partir daí, foi um separar da água, dizer: "Não vou mais duvidar das cartas, nem daquilo que eu sinto. Então eu quando sinto uma coisa, digo à pessoa. Eu acho que tenho que lhe dizer isto. Você está a ser roubada". E a pessoa diz: "Ai, é verdade!" Mas às vezes são coisas boas. Na maioria das vezes são coisas boas.

E se aparecer assim uma coisa má, compartilhas?

Não falo de temas de saúde, nem de morte. "Ai, será que vou durar muitos anos?" Você vai durar os que tiver que durar, filha. Quando você morrer, já não se vai lembrar que está morta. Portanto, não vale a pena perguntar essas coisas. Acho que baralha as cartas, podes baralhar. Não te vou fazer nenhuma leitura assim XPTO.

Queres fazer tipo leitura geral?

Vou só tirar três cartas para te dar uma espécie de conselho.

Ok.

Eu acho que é mais fácil, a não ser que tu queiras uma coisa mais.

Uma leitura completa, quanto tempo vocês têm?

Não sei. Tem três horas e 50. Estou a brincar.

Não, isso fazemos em off.

Em off tiro, porque às vezes é difícil estar aqui. Já me aconteceu ir à televisão: "Ai, que giro, tira uma carta para a apresentadora". Bom, que carta linda esta, depois tenho que inventar. Porque não vou estar ali a revelar em direto coisas.

Mas é que eu posso, se não temos limite.

Vem cá.

Olha, caiu aqui uma carta.

Já foi uma carta.

Vou baralhar então.

Não, mas é verdade, às vezes temos que ter cuidado. Eu tenho que conhecer as pessoas, senti-las, perceber qual é a disposição delas. Eu não gosto muito de ninguém.

Mas também não sabes muito sobre mim, não é?

Não sei nada.

Sabes que eu sou Aquário, ascendente em Virgem.

Sei a tua idade.

E sabes que eu nasci em 13 de fevereiro.

Já sei a data de nascimento, que também diz muito, por exemplo.

Sabes que sou do Porto.

Isso aí também. Bem-vinda ao distrito. Muito obrigado. Vou te pedir que partas, desculpa. Tens que partir.

A meio?

Sim, com a mão esquerda. Tenta partir.

Assim?

Sim, porque é o lado mais conectado com a espiritualidade. Isso. Boa. E agora, com a tua mão esquerda, vais tirar.

Nunca pensei fazer isto em podcast, meu Deus.

Meu Deus, vamos lá. Agora, se quiseres descruzar as pernas, já que falaste nisso, vamos fazer tudo como manda a lei. Podes pegar à vontade, se quiseres, no baralho, como quiser. E tiras três cartas com a tua mão esquerda. Senão ainda dizem: "Ele está ali a condicionar, está a abrir, não sei o quê". Tiras com a tua. Uma.

Vamos tirar a primeira. E vamos tirar...

Bom, então.

Vamos lá.

Então olha, vou só dar uma olhada aqui. O que nós não escolhemos também diz muito sobre nós.

É?

É. Andas a dormir mal.

Supermal.

Pronto, é a primeira carta que aparece aqui, que está aqui por baixo, de certa forma, a sustentar. Não vou mostrar, está bem?

Mas tu não estás a perceber. É que eu durmo super bem, eu não tenho conseguido dormir.

Pronto, essa é uma carta que fala muito de ansiedade, de insônia, de dormir mal devido à ansiedade. Pronto, eu não avanço muito na parte da saúde, mas posso te dizer que esta carta fala de uma pessoa que faz muita coisa, que está muito cheia de responsabilidades. Para de ser louca, tens que descansar, filha. E agora as outras que tu tiraste. A primeira foi esta, uau, é uma carta boa. A segunda e a terceira, vais casar Ou vais te juntar com alguém.

Vou casar?

Pode ser. Estas três cartas falam, a meu ver, de alguém que tem muito esse desejo. E que vai acontecer, mais cedo talvez do que tu imagines. Um dia. Eu não sei se tu namoras, não faço ideia, mas vais casar, que é um dos teus sonhos. E ser mãe, talvez.

Mas isso é previsão a quantos anos? Espera aí, é que eu agora estou a ficar assustada.

Não, é uma previsão mais longa. Mas é uma coisa que está muito no teu pensamento.

Casar? Não está.

Eu depois digo-te mais pormenores, mas não está nos teus planos casar?

Casar não é um sonho.

Está bem. Estas também são só três cartas, mas falam aqui de outras coisas, que eu depois posso te dizer.

Mas pode dizer.

Não posso, nada, não quero dizer. Acho que depois-

Diz, se eu precisar eu corto. É sério.

Não quero, é sério. Depois posso te dizer, eu faço-te uma...

Mas depois eu corto, se for preciso. Juro.

O que eu acho que estas cartas falam? Falam aqui também de uma relação com a tua família, que às vezes podes ter que mudar a forma como comunicas com a tua mãe, por exemplo.

Ok.

É o que eu posso dizer, mas acho que tínhamos que tirar mais cartas, fazer mais perguntas, tinhas que falar mais sobre ti e se calhar também não queres.

Ok.

Então eu falei no casamento, porque também pode ser uma pressão familiar e não tua, e tu, por seres uma mulher de aquário, és do contra, mas vais te render e vais casar um dia destes.

E vais dar um gosto à tua família.

Por isso é que eu estou a dizer isto.

Já estou a perceber a volta que foi dar.

Estas cartas falam de muitas outras coisas, mas falam também, estas, por exemplo, de uma necessidade às vezes de encaixar. Tu não precisas encaixar em lado nenhum. E às vezes é nessa procura desse desencaixar, que vais precisamente encaixar.

O casar é um encaixar.

Mas tu não quiseres e de repente aparecer alguém: "Ah, também não quero casar, bora casar na praia?" E tu: "Que fixe, radical" e casas. E está aqui a carta a dizer.

Estou a perceber.

E casar às vezes não é da forma mais tradicional, pode ser viver junto, há pessoas que estão juntas e nunca casaram.

Normalmente nas leituras tu fazes tipo leitura geral e depois as pessoas fazem perguntas, não é?

Sim, não faço assim estas três cartinhas. Falo muito sobre como é que a pessoa está a nível de energia, ou seja, como é que se está a sentir, como é que ela está a viver, qual é que é o obstáculo visível, ou seja, que obstáculo que a pessoa tem e sabe, e qual é que é o obstáculo invisível, ou seja, um obstáculo que a pessoa ignora. Por exemplo, imagina que tu és uma pessoa que, não falando de ti, mas imagina que vem ter alguém comigo e eu digo assim: "Olha, está aqui esta carta que tem a ver com excesso de trabalho. É um obstáculo", a pessoa diz: "É verdade". "E está aqui outra que diz que o seu obstáculo maior e que você ignora é, por exemplo, a alimentação". E a pessoa diz: "Ai, olha, realmente eu não tenho jantado. Vou para a cama de barriga vazia ou como uma fruta". E então isso aparece ali como uma coisa que a pessoa não dá tanta importância, mas tem mais importância, talvez até-

Do que o que acha.

Exato.

Estou a perceber.

Eu gosto muito do tarot, porque nós podemos perguntar tudo ao tarot. Se quiseres perguntar uma coisa qualquer, divertida, também. As minhas previsões às vezes é qual é que é o drama da semana? Então a carta vai me dizer que tipo de dramas eu vou ter.

Da própria vida?

Da própria vida naquela semana. Então as minhas previsões para as pessoas, que eu faço normalmente em direct no meu Instagram, é mais tentar que as pessoas olhem para a sua vida com sentido de humor e que sejam coisas resolvíveis, não sei se se diz assim.

Que têm soluções.

Que têm solução.

Então vamos lá ver o meu drama da semana.

Qual é o drama da semana, por exemplo, ou outra coisa que tu queiras perguntar.

Não, pode ser, vais ter essa oportunidade.

Qual é o meu drama da semana, eu sei qual foi.

Agora o meu juro é meu.

Eu posso baralhar. Normalmente, há pessoas que fazem consultas online ou em videochamada e podem fazer isso. Mas já que estás aqui, baralha, parte, faz como tu quiseres.

Tenho mais alguma pergunta divertida?

Quer ajuda do público? Quer ajuda do público. Olha, eu acho que podias perguntar qual é o desafio para os últimos meses de 2026.

Ok, então primeiro vamos ao drama e depois vamos ao desafio. Pode ser?

Pode, mas a minha sugestão era o desafio, o maior desafio, e depois a solução para o desafio. Por isso é que é fixe.

Giro.

Porque, ou seja, não vais estar aqui: "ai, foi um drama". Não, apresentamos o drama.

Ok, então vamos fazer isso.

Qual o desafio para 2026?

Qual o maior desafio que vou enfrentar nestes últimos quatro meses do ano?

Sim, e depois tiras logo a seguir outra carta.

Como é que soluciono isso?

Exatamente.

Posso partir, parto ao meio?

Sim. E com a mão esquerda tiras uma carta, a pensar nesse desafio.

Mas parto como fiz há bocado?

O que tu quiseres. Desde que tires as cartas.

Duas cartas, não é? Primeiro uma.

Sim, uma que é o desafio. Olha, é um desafio fixe.

E esta é a solução.

E esta é a solução. Então, nós há pouco não falamos aqui de duas coisas importantes na astrologia e no tarot que estão muito conectadas, que são os elementos: fogo, terra, ar e água. E cada um de nós, cada signo, está conectado com um elemento. A primeira carta que tu tiraste, que é qual é o teu maior desafio, o Ás de Paus, que é uma carta muito gira. Eu falo sem preconceitos, então eu costumo muito dizer que esta é a carta do tesão, do tesão de viver, que é uma coisa que nós portugueses não temos muito no nosso vocabulário, mas os brasileiros dizem muito: "ai, tesão de viver", estás a ver? Então o teu maior desafio a partir de agora é o entusiasmo nos próximos meses, é continuares com o mesmo entusiasmo com que começaste 2026. Portanto, trazer o entusiasmo do início do ano para os últimos meses, que vão ser o quê? Um pouco desgastantes. Podes andar um bocadinho mais cansada, mais atarefada, com mais trabalho. A solução é olhar para trás, é perceber de onde é que tu vens para saber para onde vais. Porque esta carta é o nove de paus, que é uma carta que, entre outros significados, fala também sobre não desistir, que é uma carta que eu acho que é muito boa. Por exemplo, quando esta carta sai num desafio, aquilo que eu costumo dizer à pessoa é para ela perceber qual é o caminho que fez, para não se esquecer não só das raízes, porque às vezes as raízes estão podres, mas que percurso é que eu fiz?

Conseguir olhar para trás.

Sim, conseguir olhar e inspirar, porque às vezes nós chegamos a um ponto de cansaço, de desânimo, "ai, ninguém me valoriza" e de repente, não, calma, eu estou aqui, já fiz isto. O ano tem mais três ou quatro meses, portanto, vamos respirar fundo, respira e não pira. Eu acho que é uma carta boa que fala sobre não desistir de nós, mais do que o resto, é não desistir de nós mesmos. Esta carta, não para ti agora, mas quando eu atiro em algumas leituras, fala sobre pessoas que já estiveram muitas vezes à beira de desistir. E eu consigo perceber, notar, mas não me interessa dizer à pessoa: "Olhe, você já quis desistir de si". Há várias formas de comunicar isto. Então, aquilo que eu tento trazer para cima da mesa, para ficar claro, pela enésima vez, não é para ti isto, mas é tentar comunicar às vezes coisas que as cartas têm mais densas de uma forma construtiva, não é positiva, eu não acredito no positivismo. "Eu acordei triste." "Basta ficar contente, então." Não é isso. É tentar ver a vida em perspectiva, ver a vida de uma forma não tão na horizontalidade ou na verticalidade, uma coisa mais que cresce com o tempo. Esta carta, para mim, fala muito sobre o nosso caminho, quem somos, onde estamos agora. É uma figura que está aqui, coitadinha, já levou tanta pancada, já passou por tanto. Se já passaste por coisas piores, às vezes é continuar.

Que bonito. De que forma que isto se liga à numerologia?

A numerologia. Eu já tenho uma forma de ver as coisas na minha consulta, quando vou consultar as pessoas, quase que integro tudo, porque os números têm não só muito significado nas cartas de tarot, mas também na tua data de aniversário. Por exemplo, quando tu me disseste, vou sempre dar o teu exemplo, porque só temos aqui no estúdio a Madonna e a Britney, I'm sorry, later falamos para elas. Tu nasceste no 14 de fevereiro, não é?

13.

13. Está explicado. 13 é um número que na numerologia tu somas os números, sou um bocado disléxico, na horizontal. 1+3 é 4, ou seja, a pessoa que nasceu com a vibração 4, todas as pessoas que nasceram no dia 4, no dia 13, no dia 22, têm uma vibração, que é a vibração da estabilidade e da segurança, é quase a procura cega pela estabilidade. Eu quero uma coisa segura. Às vezes eu digo assim: "Então transforma-te num sofá, filha, porque nada na vida é seguro".

Eu acho que não estou num sofá.

Porque tu és aquário. Mas há uma busca pela segurança. Ou seja, eu quero coisas palpáveis. Até mesmo o facto de revelares aqui que és um bocadinho cética está associado à energia do 4. Aliás, na China, ninguém gosta do número 4. Por quê? Porque é um número que não se mexe. Passam do andar 3 para o andar 5.

Ah, é?

Não é que ele não exista, mas numeram de outra forma.

Passam normalmente do 3. Sabes que eu nasci numa sexta-feira 13?

Isso é bom.

Eu também gosto.

É um bom pronúncio, nascer sexta-feira. Eu sei que isto é muita informação, mas cada dia da semana está associado a um planeta. Nós aqui é que tivemos um rei que quis mudar isto para acompanhar as feiras, foi um rei parolo qualquer, mas em Espanha e em França, temos lunes, viernes. Viernes é Vênus, lunes é a Lua. Tu nasceste no dia de Vênus, portanto, normalmente quem nasce nestes dias vai ter uma energia mais venusiana, mais amorosa, mais centrada na beleza, na arte. E o facto de ser 13 é um número de sorte, ou seja, não significa que tu vás ter uma busca incessante pela segurança, mas ela faz parte da tua vida. Tu não gostas de dar passos incertos. Não só tu, mas estas pessoas que nascem nestes dias.

Eu quando fiz a última vez que fiz uma leitura, falaram-me dos anos em que me disseram que eu neste momento estou no ano sete. É possível?

Estás, podes estar.

E que para o ano, a partir do meu aniversário, eu estou no ano oito. O que é isto, os anos?

Neste momento, 2026 é um ano um. Tu estás a viver um ano sete dentro da energia de um ano um. Tu estás a viver uma espécie de individuação e um despertar espiritual ao mesmo tempo. É um ano bom para estudar, para mudar de profissão, para acrescentar novas ferramentas à tua profissão, para autoconhecimento, para espiritualidade. O número sete é o meu número, o número de vida, o caminho de vida é o número sete. É um número também bastante artístico e é um número que fala sobre nós. Quando normalmente a pessoa está num ano sete, todos nós vamos passar por essa energia, tenho que saber qual é que é o teu número mesmo. Tinha que fazer contas agora, mas 13+2, faz comigo as contas, +1+9+9+8. Se alguém puder fazer aí. 1+3.

Espera aí, eu faço aqui.

1+3+2.

1+3+2

+1.

+1

+9

+9

+9

+9

+8.

+8. 33.

33. Tu tens um número mestre, está a ver como ele sabe? Tu és um 33. É um número mestre. Normalmente não se somam os 11, os 22, o 33 já some, e o 44. Tu és um 6 a viver um ano 7. Atenção que eu não sou numerólogo de Portugal, não me cancelem. Eu gosto de numerologia, estudo, mas não a uso.

Não é a tua praia.

Não é a minha praia ainda, é uma piscininha. Mas estás a viver uma energia de sete num ano um, ou seja, podem te estar a acontecer muitas coisas que têm a ver com o saber estar também na tua própria companhia, saber estar sozinha, dares-te valor sozinha. Sete e nove são pra mim dois números que têm a ver com a sabedoria, a inteligência, a intelectualidade, mas também com a solidão. É ter a consciência de que nascemos e morremos sozinhos e está tudo bem. Então este ano pode ser um ano de redescoberta de personalidade para o ano, que é um ano oito pra ti. Dentro de um ano, dois, ficas rica.

É? Que ótimo!

O número 28 são números de pessoas, principalmente o 28. Queres abrir um negócio? Abre no 28. Queres ter sorte na vida? Faz qualquer coisa no dia 28. Vinte e oito tem a ver com a energia do dinheiro, e o oito também. Todos os números que dão oito. 17 também, a mesma coisa. 26, a mesma coisa.

Ok.

Sempre que posso fazer alguma coisa, faço sempre em lua crescente.

A nível profissional.

Número 26, 28. Aliás, meu livro foi lançado precisamente numa data que dá oito. Eu tento aplicar estes meus conhecimentos nas coisas que dão oito.

Tu lanças cartas pra ti mesmo?

Não.

Não consegues?

Consigo, mas eu sou muito duvidoso. É muito difícil lançar cartas pra nós. Todos os dias eu tiro uma carta, tiro e gravo. O que me sair é o que gravo, não há caso que meta na internet e diga: "Bom dia, bem-vindos à carta do dia, vamos ver qual é a carta". Eu comecei por fazer isso como um ritual pra mim. E depois comecei a partilhar nas redes. A carta do dia é sempre uma energia que eu tiro para reflexão. Eu peço sempre uma orientação ao universo, a Deus, quem estiver lá em cima na regie, pra dizer: "Olha", a regie, eu vejo o mundo como um teatro ou um cinema, uma televisão, pra me dar de certa forma uma luz. Então tiro uma carta e digo: "Ok, esta carta fala sobre isto, isto e isto". Tento fazer ponte com a astrologia, percebo qual é a lua que está, qual é o trânsito mais forte. Estamos no Mercúrio retrógrado, há muitos planetas retrógrados agora, há muita coisa intensa que influencia, muita coisa intensa a influenciar-nos neste momento. Mas não costumo tirar cartas pra mim. Tenho amigas tarólogas, ligo-lhes. "Olha, estou aqui".

Olha, e quando se fala muito de astrologia e de compatibilidade de signos, tu falas sobre isso?

Falo.

Costumas partilhar?

No livro vem tudo, vem compatibilidades amorosas e tudo.

Quais são os meus signos?

Os melhores.

Pra mim.

Pra ti, que és Aquário, é Virgem. E como tens ascendente em Virgem, Peixes também. Não sei, não conheço o teu mapa, mas assim de repente.

É Virgem e Peixes?

E tens que ter cuidado, porque quem tem ascendente em Virgem normalmente atrai boi e lixo, como dizem.

É?

Atrai porque a pessoa gosta de ajudar os fracos e os oprimidos. "Coitadinha, vou te ajudar, vou te tirar da lama", e de repente caiu na posse e a pessoa vai a vida dela. É um alerta, um rodapé daqueles de telejornal.

Mas, por acaso, uma coisa que se fala muito quando se fala assim dating é de quando as raparigas perguntam os signos logo aos rapazes, é tipo: "Tu foge dessas, tu foge em catadupa".

"Me dá a hora de nascimento".

Jesus!

Não, é interessante é perceber o elemento. Por exemplo, pessoas de Carneiro, não se dão bem com Leão e Sagitário, ponto final. Quem é Carneiro, dá-se bem com outros signos de fogo. Quem é, por exemplo, de Touro, dá-se bem com Capricórnios e Virgens. Quem é de signos d'água, dá-se bem com outros signos d'água, por exemplo, Caranguejo, Escorpião e Peixes, vão se dar bem, porque se entendem, choram todos, fazem todos drama e depois fazem as pazes na cama, é o que eu costumo dizer. E depois há os outros signos, que são Gêmeos, Aquário, Balança, que são signos de ar, que se entendem a comunicar. Apaixonam-se uns pelos outros numa conversa, numa mensagem, numa videochamada. Claro que o mapa tem muitos indicadores de compatibilidade e às vezes as pessoas mais incompatíveis estão juntas, porque são precisamente elas que precisam de se encontrar cá, neste plano, digamos assim, agora indo um pouquinho mais pra espiritualidade, que o mapa também mostra, para evoluírem. Às vezes estamos com pessoas que nos fazem muito mal, precisamente porque nós precisamos aprender ou a dizer não, ou a dizer: "Olha, tenho que sair desta relação", mas temos que ser nós a querer.

Sim, ou são um espelho de alguma coisa que precisas de aprender.

Às vezes eu faço também uma caixinha no meu Instagram que se chama SOS Espiritual, então as pessoas escrevem lá de tudo. E às vezes a resposta pra quem está a ver, e mesmo até pros seguidores, é tão óbvia, mas que pra pessoa não é. Por exemplo, as pessoas às vezes falam muito em inveja. A inveja existe, é uma energia. A inveja existe, nós queremos sempre mais e às vezes o que as pessoas não têm é a consciência de que elas próprias, se estiverem no seu caminho, a fazer a sua vida, às vezes a inveja não tem assim tanto poder. Vai existir? Vai.

Pra não focarem nisso.

Aquilo que nós escolhemos alimentar é o que vai crescer.

Não, faz sentido.

Pronto.

Há algum trânsito neste momento a acontecer, a chegar, que devemos ter atenção?

Atenção, eu não diria que devemos ter atenção no sentido "preparem-se", mas há um trânsito que acontece apenas de um ano e meio em um ano e meio, que é Vênus retrógrada. Vênus, que é o planeta do amor. Já vou fazer aqui uma previsão polêmica, que é: este ano, até o final do ano, muitas relações vão acabar, muitas relações, muitas questões que têm a ver com amor, com dinheiro, com sexo, vão ser reveladas. Até o final do ano. Por quê? Porque Vênus fala de amor e está num signo que fala de morte, que é Escorpião. Ou seja, não é que as pessoas de Escorpião falem de morte, não é isso, mas simbolicamente, os temas associados a Escorpião são temas tabus. E o que é tabu na sociedade, desde sempre, até hoje? Sexo e morte E é sobre isso que fala Escorpião. Então, quando o planeta do amor, da beleza, da arte entra em Escorpião, vai trazer à tona tudo aquilo que as pessoas escondem nos relacionamentos e não só. Portanto, vamos ver muitas coisas associadas às figuras públicas a vir ao de cima, casos amorosos, tudo que imagines que seja denso vai aparecer até o final do ano.

Mas mais para alguns signos específicos ou geral?

Para toda a gente em específico, mas os signos fixos vão sentir mais. Touro, Leão, Aquário e Escorpião, são os signos que vão levar mais com isto.

Olha, nós os dois.

E claro, também os outros signos d'água, os signos de Caranguejo e Peixes. Não quer dizer que de repente: "Ai, tenho que preocupar que vai acabar a minha relação". Não, mas de repente, aqueles temas que às vezes são tabu na relação de: "Oi, sumida. Recebeste uma mensagem daquele teu ex". Vai haver assim uns temas de faca e alguidar, que tem a ver com amor.

Tu vais partilhando sempre estas coisas também na internet.

Sim, só que eu acho que compartilho tanta informação, às vezes vejo assim: "Vai acontecer isto, vou dizer". E as pessoas veem e depois ficam às vezes dizendo assim: "Ai, agora assustei-me, será que vou me separar?" Não, nenhum trânsito separa ninguém, mas traz temas para cima da mesa. Por exemplo, noutro dia vi que uma influencer qualquer disse: "Eu costumo ajudar as minhas amigas a escolher as datas de casamento". Eu que costumo ajudar as pessoas a escolher as datas de casamento, não casem em Mercúrio retrógrado, por exemplo. Vão ter sempre mal-entendidos, problemas de comunicação. Escolher a data, isso chama-se a astrologia já eletiva, que é escolher a data para abrir um negócio, escolher a data para lançar um livro, escolher a data para comprar um carro, escolher a data para casar. Por quê? Porque se este conhecimento serve para alguma coisa, então usa o teu favor. E também as pessoas quando me procuram é: "Olha, qual é a melhor data para eu fazer este negócio?" Pode esperar. Ok, se pode esperar, então vamos ver aqui para ti qual é que é, não é para toda gente.

No teu mapa, de acordo com-

Porque eu também digo sempre, o melhor nunca é o melhor para toda a gente.

Pois. E é assim, as pessoas até podem não acreditar, mas também mal não faz, não é?

Eu acho que depois as pessoas percebem. É com o tempo. O tempo é o maior, é esse grande sábio. Mostra tudo, tudo a seu tempo se revela. E eu acho que às vezes as pessoas vêm ter comigo e dizem: "Epa". Olha, vou te dar um exemplo. Uma senhora veio ter comigo, fiz o mapa astral dela e eu disse: "Você vai ter..." Quando são coisas muito fixes, tenho que dizer às pessoas que é fixe. Eu disse: "Olha, que giro, você vai ficar rica, vai receber uma herança". E a senhora ficou: "Ai, isso é impossível, sabe, porque eu até esta consulta era para fazer umas perguntas sobre..." Eu acho que isto até foi em direto, sabe? As pessoas ligam em direto, às vezes. Ela falou: "Isso é impossível, porque os meus pais já faleceram, não tenho filhos, moro numa casa arrendada e estou desempregada". Um mês depois a senhora ligou-me a dizer que morreu o vizinho de cima e que não tinha herdeiros e deixou-lhe a casa. Então ela mudou-se para cima. Foi coincidência ter sido naquele ano, porque às vezes eu não consigo dizer quando é que é. Mas eu disse: "Está aqui marcado no seu mapa que você tem dinheiro para receber dinheiro de outras pessoas, dinheiro que tem a ver com a partida de outras pessoas. Ou seja, está associada a alguém vai embora, deixa de ficar uma casa, um carro". Não conseguia dizer o que era, mas sabia que ela ia receber qualquer coisa.

Mas ouvir isso é assustador, porque tu não sabes se do outro lado tem as pessoas que-

Claro que não, se a pessoa me diz assim: "Olha, Sérgio, a minha mãe está internada", eu não lhe vou dizer que ela vai receber uma herança, ela já sabe. Portanto, percebes? Ou seja, há uma sensibilidade que vais ganhando com o tempo, claro, tentativa e erro. Eu olho para o mapa da pessoa e digo: "Que fixe, olha, tem aqui muitos planetas, provavelmente quando isto fizer aqui uma conjunção, ela vai receber uma casa". De repente, a pergunta da pessoa é: "Olha, eu quero saber como é que está o meu pai, que tem X, isto está internado e tem uma doença". Achas que eu lhe vou dizer que ela no ano a seguir vai ganhar uma herança? Porque ela não é parva, faz as contas e percebe que o pai vai morrer. Eu próprio posso estar a dar uma previsão errada, ou seja, não vou dizer isso, porque não sou ninguém para dizer a outra pessoa, para falar de vida e de morte. Portanto, aquilo que eu dou é tento dar conselhos.

Sim, no fundo, é orientar e também a ideia das pessoas que te procuram é também saírem mais orientadas e mais leves.

Claro, sim. E com mais ânimo, sei lá.

Sim, é isso, vais para uma consulta, depois sais com a parte da saúde, de coisas assim intensas, que se calhar tu até vês, mas não...

Eu sou um bocado intenso, mas já percebeste. Mas eu tenho uma sensibilidade para respeitar a pessoa que está à minha frente e não julgar, que eu acho que hoje em dia nós julgamos muito a pessoa. Sei lá, eu próprio não sei quem vou ser um dia, sei quem fui, não é? Então também tenho que perceber quem é esta pessoa que está à minha frente. Então às vezes o mapa conta uma história, e então vamos revelando a história. A história é essa que a pessoa às vezes não quer contar. Então eu tento fazer, há várias técnicas de leitura, tento fazer, tentar perceber o que diz o mapa, o que diz as cartas de uma forma sempre com, também porque estudei jornalismo e comunicação, e tento sempre dizer às pessoas o extremamente necessário para que elas possam evoluir. Não vou dar a informação que ela não pediu. Por exemplo, aquela senhora que não tinha ninguém, foi coincidência, e foi numa altura da minha vida em que eu dizia tudo. Agora, não faria isso, não faria essa previsão. Portanto, também só para as pessoas não virem: "Ai, agora quero ir lá ter com uma consulta com ele para ver se vou ter herança". Acho que não faz sentido isso, porque uma herança também é uma coisa cármica e às vezes pode ser outra coisa. Dependendo do que está no mapa astral.

Como assim?

Sei lá, pode herdar a careca do teu pai. Tu não, mas eu, por exemplo.

Ah, é sério? Ok.

Portanto, há esse tipo de heranças. Quem diz a careca, diz outra coisa qualquer.

Ok.

E às vezes temos que ter cuidado com a informação que damos, porque Não quero meter cismas nas pessoas, não quero dizer coisas que não lhes vão acrescentar nada. Então, imagina, vem um aluno que está no segundo ano de faculdade, para que eu lhe vou falar do que ele vai passar aos 50? Não interessa. Posso prepará-lo e dizer: "Olha, deves trabalhar mais esta área da tua vida, porque aqui aos 50 anos vais precisar dela". Que área, por exemplo? Sei lá, ginástica acrobática.

Por que estás com ginástica acrobática?

Porque foi o exemplo de há bocado.

É que eu fiz ginástica acrobática durante muitos anos, foi o meu desporto.

Pronto, mas olha, pela minha saúde, juro aqui que não tive uma pestana por ti.

A primeira vez que disseste, eu falei: "Por que ginástica acrobática?"

A sério? Juro te, agora estou em choque. Há coisas que não consigo explicar, mas eu nunca pesquisei por ti.

Eu não ele. De certeza que viu algum vídeo meu sobre ginástica acrobática.

Nunca vi. Aliás, eu conheço-te, já te disse antes de gravarmos. Agora até fiquei um bocado a suar. Há coisas que eu digo que sinto. Eu não sei porque é que disse ginástica acrobática. Há bocado eu dei o exemplo de ninguém começa ginástica acrobática aos 40 anos.

É que eu fiquei tipo: "Ok, ele viu qualquer coisa minha na net".

Não vi. E agora fiquei assim, que às vezes estas coisas acontecem, estás a dizer coisas às pessoas e sai-te assim.

Foi o seu através dele. Porra!

Já me aconteceram assim umas coisas de, por exemplo, eu estive um ano sem pegar nas cartas com medo. Depois fui estudar outra vez com outros tarólogos que sabem, que estudam muito a história. E aprendi a olhar para as coisas de uma maneira diferente, sem medo, sem receios, porque eu acho que a ignorância e o medo andam sempre ali lado a lado. E às vezes tu queres ajudar as pessoas e acabas por lhes dizer coisas que as afastas. Então por isso é que eu quando criei o Planeta Sérgio, trouxe uma abordagem mais alegre, mais divertida, e as pessoas às vezes procuram-me para falar de coisas que elas próprias já sabem, mas dizem: "Olha, não vou perguntar nada, diga-me o que está aí a ver". E eu digo o que estou a ver, mas digo de uma forma animada. Às vezes não quero dar aqui alguns exemplos, porque tenho medo que as pessoas que estejam a ver se identifiquem. "Isso fui eu". Por exemplo, vamos pegar aqui um exemplo prático. Vou tirar aqui uma carta à sorte para mim. Saiu aqui um rei de copas. Um rei de copas é uma carta que está associada às emoções. Então quando a pessoa quer um conselho e sai o rei de copas, eu digo: "Olha, se calhar você tem que se apaixonar". "Mas ninguém me quer". "Então saia à rua, saia sozinha, vá divertir-se, vá dançar sozinha, compre uma viagem".

Sim, às vezes só precisam disso, desse empurrão.

10 exemplos. Mas um exemplo associado à carta, porque a carta fala de amor, de amar-se, da pessoa ter maturidade emocional e de repente dentro destes temas, eu dou 15 soluções. "Mas eu não gosto de viajar sozinha". "Então inscreva-se, instale o Tinder". "Não gosto de aplicações". "Então vá a um bar ali em cima, não sei onde". "Mas eu não gosto de bares". Pronto, já não sei mais o que é que digo, digo um palavrão e ela aceita.

Sim.

Pronto, é isso.

Olha, então vamos ter livro novo dia 25.

25, já está.

Portanto, quando o nosso episódio sair, já está à venda. 25 é sexta?

Não, 24. É uma sexta.

Uma sexta.

Tem outros contornos astrológicos a data que ele vai sair. Vai sair numa lua crescente, vai sair com Vênus em Escorpião, eu sou do signo de Escorpião, a Vênus vai fazer conjunção ao Sol.

Então vai ser perfeito, vai correr super bem.

Eu acho que vai correr super bem, porque eu insisti muito nestas datas. Compre já, senão, não esgota. Já está à venda.

Pronto, olha, adorei este tema, adorei ter-te aqui e vou sair daqui a saber que vou casar.

Eu depois vou te tirar as cartas a sério, e vou te dizer aí umas coisas, acho que vais gostar.

Mas gostei muito, obrigada por teres aceito.

"Tu não és o teu signo", comprem. Deixem-me só dizer que é importante as pessoas saberem que o livro foca-se no ascendente. Portanto, é um livro que está muito focado na nossa personalidade.

Portanto, é também muito autoconhecimento.

E é divertido. E inclusivo, porque eu usei da língua portuguesa para falar sempre a pessoa do ascendente X. Portanto, se você é uma pessoa, pode comprar o livro. Identifique-se como quiser, porque os signos aqui não tentam ser estereótipos, tentam trazer um bocadinho de humor, brincar, portanto, que as pessoas não se levem tão a sério quando eu as chamar chatas.

Eu já estou curiosíssima para ler o meu.

O teu, por acaso, está engraçado. Eu às vezes insulto o leitor, mas pronto, olha, compre para ver.

É real, é relatevel. Obrigada, Sérgio. Que esteja tudo bem.

Obrigado pelo convite.

Muito obrigada. Não é fácil, eu sei. Mas amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora do costume?